domingo, 23 de setembro de 2018

Bolsonaro sim, mas #elenunca


Um texto compartilhado por uma das pessoas mais brilhantes que não conheço (isso mesmo, não a conheço pessoalmente), Francilene Brilhante, “Por que não sou ‘contra’ Bolsonaro”, provocou em mim um efeito que a mim mesmo me parecia incialmente estarrecedor: voltei a citar, inclusive, o nome de quem, ultimamente, só denominava “Inominável”, “Besta-fera” ou “Coiso” parecida. Você, meu caro leitor, minha cara leitora, se quiser parar por aqui, clicar no link do texto de Ricardo Alexandre, faça-o. Talvez melhore sua vida e seu domingo fique um pouco menos carregado. Caso queira me dar o prazer da leitura, seja bem-vindo ou bem-vinda. Mas, não deixe de ler o texto sugerido. Meu domingo já ficou melhor antes de escrever este texto.
Pouco afeito aos “textões” da Internet e mais “chegado” a um bom livro, li, com calma, o texto de Alexandre. Cada palavra, cada fato histórico por ele relembrado provocou em mim uma espécie de “desvendamento”. Foi fácil concluir que, como ele, meu negócio não é “contra Bolsonaro”. Tenho aversão e ojeriza em relação às ideias que ele defende. Relativamente aos seguidores e seguidoras dele, reafirmo: a cegueira política é uma doença que tem cura. Desde que a pessoa tenha consciência que está doente e tome o medicamento adequado: informações, no mais dos casos, por meio da leitura. Muitas das vezes, de textos mais longos, demorados e profundos, coisa que a Era das Mídias Digitais parece abominar.
Em “A elite do atraso”, Jessé Souza, desvenda, com todas as letras, a crueldade e o atraso da nossa elite. Muito além de o quê nos mostra Ricardo Alexandre, a “mentalidade Bolsonaro” tem nome, endereço e CPF. E parece ser resultado de um fenômeno que Paulo Freire já alertava: o oprimido que passa a opressor. Bolsonaro como ser (nem sei se é humano) merece, na pior das hipóteses, compaixão. Mas, a “mentalidade Bolsonaro”, sintetizada em misoginia, fascismo, racismo, homofobia e todos os demais tipos de ódios, merece meu desprezo. Embora, em alguns momentos, minhas falas parecessem misturar uma coisa com a outra, hoje entendi, de forma cristalina, que não sou contra Bolsonaro, mas, tudo de ruim que a mentalidade dele e de seus seguidores e seguidoras representam. Quando muitos consideravam que o País tinha avançado e não havia mais clima para uma ditadura (nunca estive neste time, sempre considerei que havia apenas ódio reprimido), estamos, por um triz, de dois ditadores voltarem ao poder por meio do voto. Por isso, #elenunca!

Antigamente #foratemer, hojemente #temergolpista!

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sábado, 22 de setembro de 2018

Sem-noção ou mal-intencionados


Mantive alguns seguidores do Besta-feira para “estudar” o comportamento destes seres que, ao que parece, vivem no mundo das cavernas, ou querem o retorno da era do tacape. O que mais me impressiona, no entanto, é completa falta de noção. Isso para não dizer que se trata de alguém-mal-intencionado. Sobre o Ciro Gomes, por exemplo, vejamos o comentário que li: “O Ciro é muito estressado, não sabe conduzir as coisas, briga por um copo de água. Pessoas assim deve se manter distância, (sic) e ele vai ficar bem longe do Planalto”. O argumento é seguido da hastag de O Inominável. Quem usa um argumento deste e apresenta O Coiso como candidato, só pode ser, mal-intencionado ou, sinceramente, não sabe o que fala. Ou...prefiro acreditar a cegueira histórica para não ser mal-educado com pessoas que usam este tipo de argumento. Posso, também, começar a rir até o Século XXII.

Antigamente #foratemer, hojemente #temergolpista!

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sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Eleitor, o Pilatos da vida moderna


Homens e mulheres de bem, defensores da família tradicional, nem se importam se um torturador, misógino, homofóbico, fascista, racista e nazista pode chegar à Presidência da República. Alguns e algumas assumem a postura de isentos e defensores do direito democrático de escolha. Outros e outras vão mais longe. Em nome de um Deus que eu não sei qual é da família, votam e pedem votos para quem defende a castração de homens e a laqueadura de mulheres como forma de política social. Lessem um pouco a Bíblia que tanto dizem defender, perceberiam que a omissão de Pilatos foi o que levou Jesus Cristo à Cruz. O momento é para uma tomada de posição em defesa dos direitos humanos básicos. Para você não se arrepender depois, como, certamente, estaria arrependido Pilatos se consciência tivesse.

Antigamente #foratemer, hojemente #temergolpista!

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