sábado, 11 de fevereiro de 2012

TRE do Acre mantém cassação de Antônia Lúcia


Embora desde novembro de 2011 a deputada federal Antônia Lúcia (PSC-AC), esposa do deputado federal pelo Amazonas, Silas Câmara (PSD-AM), peça, via internet, a oração dos evangélicos pela sua absolvição, até agora, não teve muito êxito. O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TER-AC) negou o recurso impetrado pelos advogados da deputada e manteve o “Acórdão nº 2.779/2011 TRE/AC, no qual foi reconhecido o financiamento ilícito de campanha eleitoral (art. 30-A da Lei n. 9.504/97) e, consequentemente, cassado o diploma concedido à deputada nas eleições de 2010”. Foi pelo empenho dos seus “irmãos evangélico” que a deputada, depois de várias tentativas, ganhou a eleição, em 2010. No pleito, foram apreendidos pela Polícia Federal, só com um “dos doadores de bênçãos para a Igreja”, segundo versão da então candidata, a quantia de R$ 472.130,00. O dinheiro foi apreendido no dia 6 de setembro de 2010, porém, só em novembro de 2011 a corte acreana decidiu pela cassação do diploma, após concluir que os recursos “ilicitamente se destinariam à campanha de Antônia Lucilélia”. Por força da lentidão da Justiça, a deputada Antônia Lúcia tomou posse. Com a confirmação da cassação do diploma da deputada pelo TRE do Acre, ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). À época da apreensão do dinheiro, a candidata alegou que aquela quantia tão generosa de R$ 472.130,00 era a contribuição de um único irmão para a Igreja Assembleia de Deus. A se levar em conta a versão da deputada, que desmente todas as provas colhidas pelo TRE do Acre, uma coisa é certa: talvez não haja tanto poder nas orações dos seus irmãos e irmãs da Igreja, mas, se só um dos colaboradores doa uma quantia tão generosa, para a Igreja e não para a campanha dela, o poder financeiro é de fazer inveja e banca, com certeza, todos os recursos legais possíveis. No final das contas, Antônia Lúcia, mesmo cassada, concluirá o mandato. Esse é o milagre da Justiça brasileira!

Um comentário:

  1. Mas a famiglia Câmara tem mais ramos de podridão. É só querer achar.

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