segunda-feira, 9 de julho de 2018

Moro, o dono de Lula


Ao que parece, o juiz Sério Moro não é mais um mero juiz. Os fatos do último final de semana indicam que ele, Moro, se tornou uma espécie de guardião não apenas do preso Luiz Inácio Lula da Silva, mas, quase um dono de Lula. Porque só isso explica um juiz em férias interferir diretamente na libertação ou não de um preso. As ações de Moro parecem indicar que ele transformou a prisão de Lula “em questão de honra”. A mim me parece que Moro extrapolou todos os limites da alçada dele. Não nos parece razoável que um juiz se comporte como se fosse um inimigo público do réu. Há que se pensar, sem paixões, sobre os fatos do último domingo. Moro é um juiz, não o dono de Lula.

Antigamente #foratemer, hojemente #temergolpista!

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domingo, 8 de julho de 2018

É muito fácil ser Neymar


A grande discussão após a derrota para o Brasil foi o fato de ser “muito difícil ser Neymar”. Edu Gaspar, coordenador técnico, disse que “chega a dar pena o que este menino passou”. Pois olha, eu não teria problema nenhum em ser Neymar. Aliás, posso garantir que não teria este comportamento dele se, com 26, tivesse a grana que ele já conseguiu. No show business do esporte é assim mesmo. O que Neymar não aprendeu é que as cobranças são proporcionais ao que ele ganha. É assim e assim será. O brasileiro não perdoa os derrotados. E, enquanto não ganhar uma Copa, Neymar pode ser escolhido o melhor do mundo mil vezes, o que ainda não foi, mas, para o brasileiro, não será ninguém. É difícil ser cobrado como ele o é? Sem dúvidas. Mas, não é difícil ser Neymar. Difícil é ser pobre num país capitalista e que odeia pobre. Neymar já venceu esta guerra contra a pobreza.

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sábado, 7 de julho de 2018

Resultado bom para os negócios


Sem paixões e de olho no negócio futebol, administrado no mundo pela Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA), ao iniciar a Copa do Mundo, escrevi e pedi para que se registrasse que o Brasil não ganharia a competição. Não o fiz por falta de fé no time brasileiro, mas, porque entendo, há algum tempo, que o futebol se transformou em um negócio. E, para os negócios, não é nada bom que só um time, só uma seleção, ganhe as competições. E este ano, inclusive, por pelo menos um lance do jogo de ontem contra a Bélgica (o pênalti claríssimo em Gabriel Jesus), ficou claro que “não havia nenhum interesse organizacional” de que o Brasil seguisse em frente. Por isso (e tenho chamado a atenção desde o início) creio que a Rússia (se não for eliminada hoje) é séria candidata ao título. Claro, porque Vladimir Putin não é daqueles de organizar festas para os outros levarem a fama. Será que ninguém abriu os olhos para isso? Nos bastidores de qualquer negócio, não prevalece o princípio básico do direito: na dúvida, pró-réu. Ao contrário, na dúvida, pró-negócios. Ainda que não seja a decisão, digamos, mais ética. Assim é a vida dos negócios. Assim funciona no futebol!

Antigamente #foratemer, hojemente #temergolpista!

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