quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um cidade sitiada pelo temporal


Se nos Estados Unidos há a tradição de se batizar os ciclones e temporais, no Brasil, pouco se via o fenômeno. Em Manaus, ontem, a chuva foi tão forte que mais parecia um vendaval. Nem de longe, se compara à tempestade tropical norte-americana denominada “Sandy”. No entanto, demonstrou um poder de destruição em tão pouco tempo que áreas nobres como o bairro de Vieralves e entorno ficaram sem energia elétrica desde a hora do temporal até o final da tarde. Sem contar o número de árvores caídas e semáforos sem funcionar. Casas foram destelhadas, automóveis destruídos e instalou-se o caos durante a noite. Não ficou só nisso: durante o dia, boa parte da cidade continuou sem energia elétrica. Com isso o trânsito não fluía. Para piorar, sem a energia elétrica as pessoas não puderam se comunicar, celulares e telefones sem fios pararam de funcionar e os ares condicionados não puderam ser ligados. Além de tudo, ainda se foi obrigado a conviver, durante a manhã e parte da tarde, com um calor insuportável. Quem circulou pelas ruas ontem, durante e após o temporal teve a sensação de estar em uma cidade sitiada. A dúvida que ficar no ar: não seria possível, no Brasil, se criar um serviço e previsão de temporais? Não é a primeira vez que Manaus sofre com as tempestades. A de ontem, possivelmente, foi uma das com maior capacidade de provocar estragos. Certamente não será a última. Urge que medidas preventivas sejam urgentemente tomadas. Mais um problema grave a ser enfrentado pelo novo prefeito eleito da cidade.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

O desafio hercúleo de arrumar Manaus


O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), não terá vida fácil a partir de janeiro de 2013. E, ao que tudo indica, tem plena consciência disso. Já marcou visita ao governado Omar Aziz (PSD) e pretende ir a Brasília, tentar audiência com a presidente Dilma Roussef (PT). Ainda que seja recebido com toda a boa-vontade do mundo, tanto por Aziz quanto por Rousseff, o prefeito de Manaus enfrenta uma tarefa quase mitológica: soerguer a cidade. Há três gargalos que precisam ser atacados urgentemente: transporte, saúde e limpeza pública. Em termos de transporte público, Neto terá de desarmar uma espécie de bomba-relógio que é uma espécie de máfia a dominar o setor: os mesmos donos revezam-se, criam empresas, participam de consócios e cooperativas, criam novas empresas e “não largam o osso”. Quando foi prefeito, Artur Neto não conseguiu nem “fazer cócegas” no setor. Ou age com rigor agora ou perde o rumo. Na saúde, o maior desafio é atender a demanda, cada vez maior, pelos serviços básicos. Administradora oficial do Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura se limita às “casas de saúde” como se isso solucionasse os problemas da cidade. Sem investir na medicina preventiva e em pensadas campanhas de esclarecimento para a população, o problema não será solucionado. No tocante à limpeza pública, é um dos problemas que, talvez, o prefeito consiga ter êxito com maior rapidez, por ser mais operacional que estratégico. No entanto, não se deve esquecer que o “tratamento” dado ao lixo também é uma questão de convencimento e de políticas públicas capazes de conscientizar a população de que hábitos higiênicos saudáveis interferem, para mais ou para menos, nos gastos com saúde pública e com a própria limpeza. Haja trabalho!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O mito de Ajuricaba revisto nas urnas


Manaus é uma cidade que não ser curva aos pseudolíderes que a querem subjugar. O povo da cidade fez valer o Mito de Ajuricaba, guerreiro que não se subjugou ao conquistador e lutou pela terra e pelos direitos da nação Manaó. Nas urnas, o recado parece ter sido dado de forma inequívoca: o povo de Manaus não aceita nada imposto, ainda que venha de um quarteto tão popular quanto os são Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (PMDB), Dilma Roussef (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda que juntos, essas forças políticas não conseguiram impor a candidatura da senadora Vanessa Grazziottin (PC do B) e deram a chance de Artur Neto (PSDB) renascer das cinzas e “tocar fogo” na sucessão estadual de 2014, que parecia carta completamente marcada no baralho da política local. E não me venham com essa história de tentar minimizar a derrota e desqualificar a vitória de Neto. Há, sim, um grande derrotado no processo. Chama-se Eduardo Braga. Que, ao apagar das luzes, retirou o nome da senadora Vanessa Grazziottin da cartola e “empurrou goela abaixo”, inclusive dos seus aliados. Grazziottin fez história e tem um único erro: aceitou esse processo. E, ao que tudo indica o voto da cidade não foi contra ela, mas, contra “a forma como tudo foi conduzido”. Vivemos novos tempos! Estamos em uma democracia que, a cada dia, amadurece mais. Portanto, que sirva de lição àqueles que tentam subjugar o povo de uma cidade e seus próprios aliados correm o risco de serem rifados nas urnas.

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domingo, 28 de outubro de 2012

Mensaleiro bom é mensaleiro preso


Há uma turma de idiotas, certamente pagos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que tenta incutir na cabeça das pessoas que a vitória do poste Fernando Haddad, em São Paulo, significa a absolvição de Luiz Inácio Lula da Silva e de toda a sua quadrilha de mensaleiros. Não o é! Significa sim, o enterro no meio do caminho de um partido, o PSD, que foi criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com as bênçãos de Dilma Rousseff e do próprio Lula, quando ainda tinham a ideia de que Kassab pudesse apoiar qualquer poste indicado por Lula. Significa, mais que tudo, que o povo não quer mais saber de um continuísmo de 20 anos do PSDB a comandar São Paulo. Apenas isso. Nenhuma relação com a condenação de uma Nquadrilha de vagabundos que tomou conta de Brasília e forjou um projeto de permanecer no poder, se possível, ad eternum. Não confundam as coisas e não pensem que somos todos idiotas ou imbecis. Superestimar a vitória em São Paulo pode ser o primeiro passo para perderem Brasília e o Brasil em 2014. Aos olhos do povo, mensaleiro bom é mensaleiro preso. E nem adianta inventar algum tipo de manobra para que a presidente Dilma Roussef conceda indulto aos condenados porque, caso isso aconteça, ela enterra a própria reeleição. Não brinquem com o povo brasileiro. A Venezuela não é aqui!

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sábado, 27 de outubro de 2012

Lei seca para inglês ver


Manaus tem algumas peculiaridades que saltam aos olhos. Uma delas é a denominação dos prédios empreendimentos imobiliários. Depois de uma fase na qual todos os nomes eram em francês e começavam com “Saint”, inclusive o prédio onde moro, agora passou para a fase inglesa, com um deles denominado “Reserva inglesa”. Os versos de Aldísio Filgueiras, “..tu nunca serás Liverpool” estão com os dias contados. O primeiro prédio da dita “reserva inglesa” se chama Liverpool. Certamente, terá relações mais diretas com o dia-a-dia da cidade na qual tudo parece ser “para inglês ver”. Uma dessas coisas “para inglês ver” aconteceu no dia 7 de outubro, no primeiro turno das eleições e, certamente, repetir-se-á amanhã, data do segundo turno: a Lei Seca. É tão hilária a Lei que proíbe a “comercialização de bebida alcoólica”. Além de as pessoas comercializarem as bebidas sem nenhum problema, interpretam que a Lei não proíbe o consumo. Portanto, o melhor conselho é ter muito cuidado ao dirigir, amanhã, pelas ruas de Manaus. Poderá encontrar algum motorista cuja obediência à Lei passou longe. Cuidar de si e dos outros condutores, numa hora dessas, é essencial.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Amazonino: um bom aluno do PT


O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), é um dos alunos mais aplicados da história política do Estado. Cria do “professor” Gilberto Mestrinho, Mendes, certamente, sabe muito bem que durante gerações e gerações, Mestrinho teve muitos votos garantidos pelo “cabresto do brinquedo”. A distribuição de milhões de brinquedos fazia com que as crianças carentes jamais esqueciam Mestrinho, mesmo quando envelheciam. Ao chegar ao poder, o Partido dos Trabalhadores (PT) tomou pra si os programas sociais criados pela então primeira-dama Ruth Cardoso, transformou-os em bolsaqualquercoisaquehouver: a maior máquina de fazer votos da história deste País. Sem nenhum pudor em copiar experiências bem-sucedidas, Mendes criou em Manaus o “Bolsa Universidade”, que já conta com 10 mil concessões e promete ser ampliada por Artur Neto, caso seja vencedor. Como os brinquedos de Mestrinho, esse tipo de “concessão” gera o que se pode denominar de “cabresto de nível superior”. Bem ou mal, cabresto ou não, esse tipo de programa social tem o poder de incluir pessoas que jamais poderiam sê-las não fossem essas bolsas de estudos. Como bom aluno do PT, Mendes copiou bem os acertos dos Partidos dos Trabalhadores. Ao que parece, porém, transfere o know how, agora, ao PSDB: a sociedade ganha!

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não se joga uma história no lixo


Não tenho nenhuma procuração para defender a candidata do PC do B à prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziotin. E não ocuparei este espaço para defendê-la dos graves erros cometidos nesta campanha. Inclusive o de ter aceito ser candidata. Confesso, porém, que até eu, com a perspectiva de ter o apoio incondicional de Eduardo Braga (PMDB), Omar Aziz (PSD) e os dois maios poderosos líderes atuais do Partido dos Trabalhadores (PT), certamente, sentir-me-ia seduzido pela perspectiva de ser o “prefeito de Manaus na Copa do Mundo”. E ninguém pode dizer que Grazziottin não recebeu o apoio dos quatro maiores líderes político em atuação, hoje, em Manaus e no Amazonas. “Faltou, porém, combinar com os russos”. E, os russos, nesse caso, são as pessoas, o povo. E, ao que parece, o povo de Manaus resolveu mandar um recadinho a todos os que se consideram donos dos seus votos e das suas consciências. Isso, porém, jamais pode invalidar ou anular a história de luta da então deputada federal Vanessa Grazziottin. Ela escreveu uma história de vida (e de luta) de acordo com aquilo que crê e defende. Se dessa vez o povo deu uma resposta contrária a ela, talvez seja para, indiretamente, fazer valer a máxima “diz-me com quem andas e direi quem és”. O grupo político que hoje sustenta a candidatura de Vanessa Grazziottin é o mesmo que ela combateu a vida inteira. O povo, ao que parece, não perdoa incoerências. Afora, isso, a história de Grazziottin precisa (e deve) ser respeitada.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Manaus dos 343 anos e 12 mortes na Ponta Negra


Datas festivas nem sempre indicam motivos de comemoração. Manaus completa hoje 343 anos de “um sonho feliz de cidade”, que nasceu “Porto de Lenha” e, segundo Zeca Torres e Aldísio Filgueiras, jamais será Liverpool. Uma das provas vivas de que Manaus tem complexo de Paris ou de Liverpool foi a obra denominada “Praia da Ponta Negra” que, no fundo, não passa de um balneário mal-ajambrado para valorizar os apartamentos dos ricos que ali moram e “engambelar” os pobres atraídos para lá aos domingos e feriados. Depois que a “Praia” foi reaberta, 12 pessoas morreram e o poder público tem o discurso de uma nota só: a prefeitura não é babá de bêbado! Chegar aos 343 anos com uma Prefeitura que não assume sua responsabilidade institucional e cria obras de gosto duvidoso e eficácia mais duvidosa ainda, não me parecem motivos para nenhum tipo de comemoração. Ao contrário, hoje deveria ser uma data para fazermos uma reflexão profunda sobre o que fazer e em quem votar no próximo domingo. Enquanto Vanessa Grazziottin (PC do B), que talvez fosse o novo, esqueceu a história por ela construída no Estado, aliou-se ao que há de mais nojento na política da cidade, Artur Neto (PSDB), de novo não tem nada e representa, no fundo, talvez uma reação da própria cidade aos erros cometidos historicamente nos últimos 20 anos. É pouco para quem alcança os 343 anos. Indica, porém, um golpe de morte nos caciques que se consideram donos do voto do povo. Dizer não ao absolutismo dos que se consideram quase-deuses, esse sim, é o maior motivo de comemoração.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lula e os péssimos exemplos para a Nação


Tenho a impressão que o poder embeveceu Luiz Inácio Lula da Silva, a ponto de até nas metáforas que faz demonstrar arrogância e prepotência “jamais vista na história deste País”. Uma delas, com a qual se saiu bastante bem, por sinal, foi a de que “de poste em poste” o Brasil ficava iluminado, numa referência aos adversários que chamavam de postes os candidatos por ele escolhido, inclusive Dilma Rousseff, mas perdiam as eleições. Lula, no entanto, dá demonstrações de extrema arrogância ao dizer, por exemplo, que a provável vitória de mais um dos postes dele, Fernando Haddad, em São Paulo, é como se fosse um hebeas corpus para o Mensalão. Dizem que o pior cego é o que não quer enxergar. Em São Paulo, aí sim, o povo tem razão, até um poste venceria José Serra (PSDB), em função da enorme rejeição do candidato tucano à prefeitura da cidade. Dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) condena e o povo absolve é de uma miopia sem tamanho. Será que Lula não consegue enxergar que existe pressão popular em prol da condenação de todos os “quadrilheiros”? Misturar as coisas é prova de ingenuidade ou prepotência. Como, de ingênuo, Lula não tem nada, tenta, com essas frases de efeito, desqualificar o próprio STF. É um péssimo exemplo para a Nação.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A farra dos vereadores Brasil afora


Antes de deixarem os cargos, vereadores do Brasil inteiro resolveram deixar uma herança na confortável para o povo: desandaram a se “autoaumentar” os salários. Em Piracicaba, interior de São Paulo, por exemplo, os vereadores passaram seus próprios salários de R$ 6,5 mil para R$ 10,9 mil, percentual de 66% de aumento. O Novo valor passa a vigorar em 2013. Um grupo de manifestantes denominado “Reaja Piracicaba” raspou a cabeça e foi às ruas em sinal de protesto. Os vereadores ficaram impassíveis diante das manifestações. Em Boa Vista, capital do estado de Roraima, o percentual de reajuste foi de 67%. Os salários passaram de R$ 6,2 mil para R$ 10,4 mil. Esses foram os maiores percentuais de aumento que se tem notícia. Há, porém, em cada cidade, projetos nesta direção. Talvez seja um excelente critério para se medir a responsabilidade e o compromisso com a cidade o quanto de aumento os vereadores aplicam a si mesmo. Esse tipo de prática é reprovável e deve ser combatida ano a ano pelos eleitores e cidadãos. E a melhor maneira de se punir um político não é esperar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É eliminá-lo da vida pública logo nas urnas.

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domingo, 21 de outubro de 2012

Serviços telefônicos ainda ruins


Por mais que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha tomado providências, inicialmente duras, porém, sem o rigor necessário, as empresas de telefonia, pelo menos as que prestam serviços em Manaus, ainda deixam a desejar. E muito! Dos serviços de Internet aos de telefonia, o que mais irrita os usuários é a pouca confiabilidade dos sistemas. Durante as ligações com o uso dos celulares, por exemplo, são constantes as “quedas de linha”. Principalmente naquelas empresas que cobram tarifas únicas por ligação. Fica-se com a impressão que a “queda das ligações” é um artifício da empresa para fazer com que o cliente gaste mais. Acontece o mesmo com os serviços de banda larga. Na maioria das vezes, o serviço é “picotado”, ou seja, com constantes quedas. São, também, muito ruins, os serviços de atendimento ao cliente. O pior de tudo é que esse tipo de atendimento demora tanto que, na grande maioria das vezes, a “linha cai”. Para minorar o problema, os chamados “call centers” das empresas deveriam, pelo menos, retornar as ligações aos usuários quando as ligações caem. Nem isso fazem! É lastimável!

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sábado, 20 de outubro de 2012

Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O trânsito e a educação do núcleo familiar


A cada dia que passa, e diante das cenas que vejo, tenho mais convicção de que o grande parte dos problemas do trânsito de Manaus poderia ser resolvido se grande parte das pessoas tivesse, pelo menos, algum resquício de educação obtida junto ao que modernamente se denomina núcleo familiar. Quando um motoqueiro usa a passagem destinada aos cadeirantes em uma via, como ocorre constantemente nas proximidades de Complexo Viário Miguel Arraes, por exemplo, põe em prática a lei que se eternizou no País: Lei de Gerson. Para quem não sabe, nunca viu ou não lembra, o jogar Gerson fazia um comercial de cigarros no qual propagava que se “deve levar vantagem em tudo”. Assim se porta o motoqueiro, assim se porta, ainda, boa parte do povo brasileiro. No trânsito, então, essa prática cristaliza-se em cada ato diário. Tem condutor de veículo estacionando em local proibido, subindo calçadas para fazer retornos em locais improváveis e coisas do gênero. Literalmente, cada um a querer levar vantagem sobre o outro constantemente. Enquanto esse tipo de comportamento for recorrente, infrações serão cometidas, novos acidentes ocorrerão e vidas serão postas em risco por conta da má-educação e da falta de ética nas relações. No trânsito, esse tipo de comportamento é mais grave por cololar em risco a vidas de pessoas inocentes.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O dia do médico e as promessas de campanha


É muito provável que hoje, data na qual comercialmente se comemora o Dia do Médico, as promessas de campanha dos candidatos a prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB) e Vanessa Grazziottin (PC do B), tripliquem as promessas de “soluções para o problema da Saúde” na cidade. Na prática, porém, qualquer um que seja o vencedor, não terá vida fácil, pois falta orçamento para a contratação de médicos suficientes para suprir a demanda da população. Além disso, é preciso uma política pública efetiva para a saúde que tenha como filosofia a prevenção. Ao invés de uma medicina curativa, é fundamental que se invista em medicina preventiva. Daí resulta a necessidade de que se envolvam equipes multidisciplinares que passa por assistência social e psicológica, campanhas de comunicação voltadas para a prevenção, bem como investimentos em infraestrutura e saneamento básico. Prometer, portanto, apenas aumentar o efetivo de médicos não solucionará a questão da saúde, que é muito mais complexa do que aparenta ser. É preciso, mais que tudo, responsabilidade e compromisso com essa filosofia da prevenção.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Campeonato brasileiro decidido no apito-amigo


O campeonato brasileiro de futebol transformou-se em uma das competições mais vergonhosas do País. Ano a ano, perde completamente a credibilidade. Um estudo realizado ano passado comprovou que, por erros de arbitragem, o time do Clube de Regatas Vasco da Gama foi garfado em 10 pontos. Não fosse isso, teria sido campeão brasileiro com folga. No campeonato deste ano, o próprio Vasco, no primeiro confronto direto contra o Fluminense, amargou resultado negativo em função de uma atuação desastrosa da arbitragem. No dia 25 de agosto de 2012, um sábado, o árbitro Marcelo de Lima Henrique, deixou de marcar três pênaltis escandalosos em favor do Vasco (que poderiam resultar em gols). Ao final do jogo, o time do Fluminense venceu por 2 x 1, igualou-se ao então líder Atlético Mineiro e começou a “incrível campanha”, como dizem os analistas esportivos, que culmina com a possibilidade de ser campeão antecipadamente. Aquele árbitro não admitiu os erros e tudo ficou por isso mesmo. Sábado, dia 13, o Fluminense perdia para a Ponte Preta, em casa, por 1 x 0. O resultado “embolaria” a disputa. Eis que entra em ação o árbitro Nielson Nogueira Dias. Com uma atuação desastrosa, como ele próprio admite, beneficiou diretamente o time do Fluminense: marcou um pênalti inexistente e inverteu uma falta que resulto no segundo gol do Fluminense, ou seja, decidiu o jogo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) soube, para prejudicar o Atlético Mineiro, pegar uma imagem de Televisão e punir Ronaldinho Gaúcho. Teria coragem, o mesmo Tribunal, de mudar o resultado do jogo, uma vez que o próprio árbitro admitiu os erros? Duvido! Houvesse um estudo mais aprofundado, todos os últimos cinco títulos brasileiros foram decididos em campo, sim, mas, não pelos times, porém, pelas arbitragens. O Supremo Tribunal Federal (STF) começar a passar a limpo a política brasileira com o julgamento do “Mensalão”. O futebol brasileiro, urgentemente, precisa de um choque de ética e de vergonha na cara. Antes que caia no limbo e não tenha mais volta!

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não à homofobia na campanha de Manaus


Será que esses pastores e obreiros ainda não tomaram ciência de que o Estado é laico e o povo não cai mais nessas esparrelas de misturar política com religião? Em São Paulo, no desespero, o pastor Silas Malafaia iniciou uma cruzada contra o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, por conta do que maldosamente o próprio pastor denominou “Kit-gay”. A intolerância do pastor e o silêncio do adversário, José Serra (PSDB) a respeito do assunto deram em 10 pontos percentuais de diferença pró-Haddad. Aqui em Manaus, René Terra Nova, que apoia a candidata Vanessa Grazziottin (PC do B), em estado de extremo desespero, apela para divulgar, no You Tube, um vídeo no qual o candidato do PSDB, Atur Neto, declara ser a favor do aborto e da união homoafetiva. Já estive no time dos que são completamente favoráveis ao aborto. Hoje tenho lá minhas dúvidas. No entanto, ser ou não a favor do aborto não é critério que uso para escolher candidatos. Muito menos se são ou não a favor da união homoafetiva! Uma campanha que já teve até ovo falso, que, agora, insiste em saber quem está por trás de quem não pode, no limite, descambar para o incentivo a homofobia. Toc, toc! Povo da comunicação de Vanessa, vê se se toca! O mais pífio e vergonhoso desempenho de uma “candidata do sistema” talvez não tenha sido culpa dela. Mas, de vocês, que a transformaram em uma caricatura. Além dos erros grotescos cometidos pela soberba e prepotência de quem a indicou candidata. Por favor, não caiam nessa armadilha de eleger a homofobia como ponto central da campanha. Vão levar a maior surra política que uma cidade já impingiu a uma candidata. Melhor mudar o rumo e apresentar algo diferente de apenas “sentar com o Omar”. O desastre está próximo. Não o transformem em uma tragédia sem precedentes para a própria história política de Vanessa Grazziottin.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor é quem provoca e muda a sociedade


Não costumo me curvar às convenções desses “dias” comercialmente criados para se consumir mais e mais e se refletir menos e menos, como o são o Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro, e o Dia do Professor, hoje reverenciado por todos. Voltaire, em seus escritos, diz algo do tipo: o verdadeiro professor não ensina a sociedade, mas, ajuda a mudá-la! Edgar Morin, sobre o método, diz que ele (o método) ousa transcender a fronteira da disciplina. Não se rege pela lógica da convenção.” Defendo, categoricamente, parafraseando Morin, que o professor sempre ouse transcender a fronteira da disciplina. Que jamais se deixe reger pela lógica da convenção. Que seja fundamental no processo de libertação das mentes de todas as amarras dos padrões sociais e das convenções. Digo que de professor, a cada dia, tenho menos. Sou um eterno provocador. Provocado por uma mente que tem sede de mudança, de novidades, de avanços. E só me sinto realizado como educador e professor quando levo meus estudantes, não gosto de usar o termo aluno pelo seu significado (sem luz), a quebrarem os próprios padrões mentais e perderem o medo de ousar. Não sou pastor: não tenho seguidores! Não quero ser amado nem odiado. Minha meta é provocar sempre. Inclusive a mim mesmo. Meu papel na sociedade é tirar cada um de nós da zona de conforto. Se isso é ser professor, tenho um pouco desse vírus inoculado em meu DNA. E muito a agradecer aos que aceitaram as provocações durante a minha vida profissional e seguiram em frente quebrando convenções e abrindo picadas na floresta da vida, por mais politicamente incorreto que o seja, hoje, derrubar árvores. Feliz Dia do Profanador a todos nós!

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domingo, 14 de outubro de 2012

Campanha muda de rota em busca de um milagre


A campanha da candidata do Partido Comunista do Brasil (PC do B) à prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziottin, mudou de tom no segundo turno. Talvez pela dispensa da turma que veio de São Paulo e a troca por Paulo Castro, meu colega e turma de jornalismo de 1985 na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Por conhecer o profissionalismo de Castro, lamento muito que tenha sido escolhido só agora, por eliminação. O resultado do primeiro turno o obriga a ser não o homem da comunicação de Grazziottin, mas, um milagreiro. E Castro, ao que parece, interviu com mão dura na campanha do horário eleitoral. A caricatura política da “mãe de Manaus” foi substituída por uma Vanessa mais firme. A mulher que não tinha nenhuma proposta e vivia da promessa de “sentar com o Omar”, agora, parece até que tem soluções para os problemas de Manaus. Talvez pelo momento de extremo desespero, porém, a campanha foi centrada em uma única nota: associar a imagem de Atur Neto à de Amazonino Mendes. A mim me parece mais um erro crasso. Dificilmente essa associação “dará liga”. Sem contar que, entre os mais humildes, Mendes ainda mantém um eleitorado fiel. Tentar associá-lo a Neto, ao invés de tirar votos, pode surtir efeito contrário em algumas camadas. Paulo Castro é um bom profissional, mas, em Comunicação, não se faz milagres quando os erros são praticados em série. Os votos de Artur Neto não foram só dele. São contra um grupo político que quer implantar em Manaus um jeito hegemônico de fazer política. O recado foi dado: o povo de Manaus não aceita ser gado. E também não engole a forma como Neto foi arrancado do Senado. Uma parte da população votou em Neto e a outra em Henrique Oliveira (PR) porque não quer Vanessa na Prefeitura. Não por ela, mas, pelo grupo que ela representa. Será quase impossível mudar essa tendência.

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