domingo, 20 de janeiro de 2013

Mãe indiciada por facilitar aborto da filha de 14 anos


O enredo é semelhante ao de muitas mães (e famílias) do interior do Acre, do Amazonas...dos estados do Norte e Nordeste do País. Não significa que não ocorra nas demais regiões. Tanto que o fato aconteceu em Cuiabá, no Mato Grosso. A notícia é de dar dó pelos elementos de extrema violência. Uma mãe de 54 anos, um rapaz de 21, e uma menina de 14 anos, grávida de três meses, que praticou o aborto, encoberto pela mãe e pala família do namorado. Há ainda a importação irregular de medicamentos abortivos pela Internet e o indiciamento da mãe da garota e do namorado. É mais do que comum aqui na região, porém não deveria sê-lo, crianças de 13, 14 anos, terem mais experiência sexual do que esse senhor de 49 anos que vos escreve agora. Meninos (e meninas) de 13 anos, não deveriam ainda estar na fase das descobertas dos brinquedos? De criá-los, inventá-los, construí-los? Será saudosismo sonhar com infância para nossos filhos, nossas crianças? Será que temos de "aceitar" tranquilamente que uma filha de 13 anos traga para casa um namorado de 21? Ou será que temos de tirar do baú a Lei que tipifica os crimes de violência sexual contra Crianças e Adolescentes e rediscuti-la por ser caduca em relação às praticas atuais das crianças e dos pais? Não tenho respostas prontas. A única coisa que sei é me indignar diante de tamanha violência: como pode, uma criança de 14 anos já ter iniciado a vida sexual? Já ter passado por um aborto? Tudo é violento demais nesta notícia e tem de servir de motivo para refletirmos nossas práticas atuais. Deixar chegar ao ponto que chegou é que não se pode: mais uma infância foi violentada!

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sábado, 19 de janeiro de 2013

O estarrecedor preconceito que mata


O crime ocorreu em 2004. Mas, ainda me estarreceu hoje ao ler sobre o assunto no Blog Racismo Ambiental. Fiquei a me perguntar, sem ter resposta, como um pai pode mandar matar a própria filha? Ainda mais por um motivo tão fútil: pelo fato de ela ser homossexual. Como é que pode, em pleno Século XXI, um pai mandar matar uma filha por ela ser homossexual? Será possível que não venceremos essa barreira de um preconceito tão inútil e imbecil? Até quando veremos vidas serem ceifadas de forma banal sem que nada façamos? Não podemos mais aceitar que intolerâncias dessa magnitude venham ocorrer. Temos de ser duros no combate a esse tipo de insanidade. O fato de ser ou não ser homossexual não poder condenar ninguém a nenhum tipo de preconceito. Muito menos à morte. Cada vez que uma notícia como essa for divulgada deve provocar reações coletivas contra tal comportamento. Não vivemos mais na época da barbárie. Silenciar é a pior reação. Por isso, deixo, aqui, meu grito escrito contra tamanha intolerância.

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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A má-prestação de serviços ao consumidor


Não é à toa que as empresas prestadoras de serviços de telefonia móvel lideraram a lista de reclamações junto aos órgão de defesa do consumidor. Nem mesmo a determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de as empresas entregarem de 20% do valor da velocidade contratada é cumprida. Não se sabe se por falta de condições técnicas (ou de vergonha na cara dos dirigentes das empresas), o que se promete na hora da venda deixa de se entregue imediatamente. Tanto faz se são os serviços de telefonia quanto os de banda larga. Desses serviços, conheço, por possuí-los, os dois. E fico a imaginar como essas empresas conseguem prestar, além desses serviços, os de Televisão paga. É necessário que nós, os consumidores, exerçamos efetivamente o direito de reclamar e lutar para receber exatamente o que pagamos em termos de serviços. E não apenas das empresas de telefonia, mas, de todas as demais empresas. É uma questão, de, no mínimo, respeito ao dinheiro que recebemos como fruto do nosso trabalho.

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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

A inacreditável velocidade do tapa-buracos


A Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) divulgou, em Nota Oficial, que 359 já foram recuperadas na operação denominada "Tapa-buracos". Basta fazermos uma continha bem simples, ou seja, dividirmos 359 por 17, o número de dias que Artur Neto está na Prefeitura, isso sem levar em conta as chuvas deste período, que prejudicam imensamente qualquer tipo de operação do gênero, chegaremos ao incrível número médio de mais de 21 ruas por dia. É de provocar espanto! Hoje, porém, li a postagem de um amigo (que às vezes adora tirar sarro) no Twitter dizendo que já enviou as fotos das ruas esburacadas que viu, diz que fez a sua parte e pergunta se cada um de nós já fez a sua, ou seja: mandar fotos de novos buracos para a Prefeitura. Devolvi, no mesmo tom de brincadeira: "Eles tapam os buracos no Photoshop?". Com toda essa eficácia e velocidade dá mesmo para desconfiar que há uma turma tapando os buracos nas fotografias, porque, vai ser veloz em tapar buracos só mesmo aqui nas ruas de Manaus.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Cuidado com as cobranças indevidas dos bancos


Há muitas entidades financeiras, das grandes, como bancos que estão entre os maiores do País, que não ficam apenas no que comentamos ontem: "a oferta de dinheiro fácil." Algumas praticam algo mais grave: a cobrança de dinheiro fácil. São taxas, ínfimas, às vezes, porém, grandiosas se levarmos em conta o volume de ganhos indevidos que dão aos bancos. Inclusive, estão entre as entidades com maior número de reclamações junto aos órgão de defesa do consumidor exatamente por cobrarem taxas indevidas além das previstas nos ditos "pacotes de serviços". Aos correntistas de os bancos, e não ficam de fora nem os estatais, deixo o alerta para que acompanhem detalhadamente cada linha dos lançamentos feitos eu seus extratos mensais da conta. Os bancos se aproveitam da nossa falta de acuidade na leitura dessas linhas para lançarem despesas não previstas nos pacotes. E ficam cada vez mais ricos de tanto meter a mão nos nossos bolsos sem sentirmos. Todo cuidado é pouco!

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O empenho da cova e a oferta de dinheiro fácil


Em tempos de juros baixos, algumas instituições financeiras pensam que o teu contracheque, com o perdão do trocadilho infame, é "terra de muro baixo". Tenho recebido, insistentemente, telefonemas de várias bancos a me oferecer "empréstimo consignado". São valores, em alguns casos, completamente absurdos em relação ao que ganho e ao que já tenho empenhado. Há quem diga, por exemplo, que fez convênio com o Banco do Brasil, no qual mantenho minha conta corrente e o recebimento dos proventos como professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Claro e evidente que não acreditei na balela de que o Banco do Brasil havia firmado convênio com tal instituição. O fato de eu ser cliente do Banco do Brasil não lhes dá o direito de se apoderar dos meus dados cadastrais e repassá-lo a outra Instituição. Se, por outro lado, o Ministério do Planejamento e Gestão (MPog) repassou meus dados, também o fez de forma irregular. Como não passei meus próprios dados para ninguém, nessa cadeia, há uma ou mais pessoas (ou entidades) a praticarem crime contra o meu sigilo bancário. Afora isso, o que se tem de ter cuidado é com esse tipo de oferta de dinheiro fácil. O que essas "entidades" querem é deixar o funcionário público, principalmente, com seus proventos empenhados até a cova. Desconfiar dessas ofertas é essencial para manter a saúde financeira e mental ao longo do tempo.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Manaus precisa ser amada pelos habitantes


O diagnóstico feito pelo arquiteto e urbanista Roberto Moita, atual presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) sobre a cidade de Manaus, em entrevista a um grade jornal da cidade ontem, dia 13 de janeiro de 2013, é de uma precisão quase cirúrgica: "Manaus parece não ter o carinho das pessoas". Há dois anos, quando conheci Belém, notei a nítida e clara diferença entre o belenense e um manauense. E escrevi sobre isso neste mesmo espaço. Enquanto quem habita Belém ama a cidade, protege suas mangueiras e faz até o seguro dos vidros dos carros que, geralmente, são quebrados pelas mangas que caem no meio da rua, um habitante de Manaus, com toda a certeza, ao invés de fazer o seguro dos vidros dos carros, lutaria até as últimas consequências para retirar todas as mangueiras das ruas da cidade. Enquanto lá, em Belém, o rio é vida, faz parte da cidade e agrega valor aos bares, lojas e até à Universidade Federal do Pará (Ufpa), localizada às margens do Guamá, cá, as pessoas "viram-se de costas para o rio". Com seus defeitos e qualidades, Manaus precisa, urgentemente, ser amada por quem nela habita. Só assim, talvez, o arquiteto Roberto Moita tenha êxito nos planos que faz para a cidade. Caso contrário, não completará os quatro anos à frente do Implurb. Só para não ser injusto: além de amada pelos habitantes, Manaus precisa ser amada e respeitada pelos governantes, coisa que não acontece há vários mandatos de prefeito. Que a coisa mude agora!

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Malabaristas nas esquinas da cidade


Da arte do malabarismo à arte da venda. São inúmeros os artistas nas esquinas da cidade. Hoje, pela manhã, por exemplo, embaixo de uma chuva intermitente, vendedores de abacaxi praticavam malabarismo entre os carros, na esquina da João Valério com a Djalma Batista, como o fazem durante toda a semana. A maior habilidade deles é a insistência, que, às vezes, beira a chatice. Na outra esquina, da Rua Pará com a própria Djalma, de quando em vez, como o fazem, principalmente na Bola do Eldorado, aprecem os engolidores de fogo, espadas e por aí vai. Praticam o malabarismo para garantir a própria sobrevivência. Equilibram de bolinhas a frutas (ou se apresentam como vendedores delas). São, de fato, artistas das esquinas. Que fazem da arte, inclusive das vendas, o mote para ganhar o pão de cada dia. Nem sempre são compreendidos. Às vezes muito mal tratados. Vítimas de preconceito. Isolados. Levam a vida a angariar trocados. São vistos, em muitos casos, como mendigos ou pouco afeitos ao trabalho. Será, porém, que existe trabalho mais duro que enfrentar sol e chuva nas esquinas da cidade? Essas pessoas transformam a sobrevivência em arte. Merecem respeito. Pensemos nisto!

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sábado, 12 de janeiro de 2013

As toneladas de lixo na cidade de Manaus


Embora a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) tenha divulgado que já recolheu mais de 20 mil toneladas em lixo em Manaus, um rápido giro pela cidade revela que o esforço parece ter sido em vão. Ainda há muito lixo espalhado. Se, de um lado, existem problemas relacionados à coleta do lixo, na outra ponta, há o péssimo hábito dos moradores. Hoje, por exemplo, cedo tive de passar por um desses bairros mais, digamos, populosos de Manaus. Um homem, pela idade um senhor, sem camisa, circulava livremente. Nada contra o fato de, certamente, ter ido comprar o pão naqueles trajes. O que me incomodou foi o modo como ele jogou, "discretamente", um saco de papel que tinha nas mão bem no meio da rua. Este senhor não é a única pessoa que emporcalha a cidade "discretamente". Já vi, principalmente aos finais de semana, muita gente a jogar latas de cervejas e refrigerantes dos carros. E, nem sempre, quem joga a lata de cerveja fora é o carona. Às vezes, o próprio condutor é quem joga a lata de cerveja na rua, o que revela, muito provavelmente, que além de não ter consciência coletiva, ou seja, de preservar a cidade limpa, também não preza a própria vida, pois consome álcool ao volante. É o lixo humano a se misturar com o lixo da cidade.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A escola de Lula e a metáfora de Bosco Saraiva


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez escola em todos os quadrantes da política brasileira com suas tiradas metafóricas quase diárias. A mais famosa delas é a do poste. Quando ele indica um candidato a cargos públicos que nunca ganhou eleições nem para síndico, como o prefeito de São Paulo, Fernando  Haddad, por exemplo, os opositores dizem que se trata de "mais um poste do Lula". Aí Lula, depois das eleições, quando sai vencedor, devolve: "De poste em poste vamos iluminando o Brasil". Por que afirmei que Lula fez escola? Porque hoje, em um dos programas matinais de Televisão, o presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), Bosco Saraiva (PSDB), ao falar sobre o sumiço de móveis da CMM, Saraiva tascou:"Uso com os colegas a metáfora do alpinista e da corda. Digo a eles que somos 41 alpinistas agarrados na mesma corda. Se um cair, todos caem". Imediatamente o apresentador rebateu (algo raro entre os jornalista de Manaus:"Vocês falam dos 41 alpinistas mas esquecem dos mais de 2 milhões de alpinistas que votaram....". Nem terminou o raciocínio e Bosco Saraiva devolveu:"São 41 alpinistas em defesa do povo da cidade de Manaus". No fim das contas Saraiva terminou por esclarecer que os 41 alpinistas querem transparências e explicações sobre o sumiço dos móveis comprados ao fim da administração anterior. Disse que até ele está com o gabinete vazio. Faz sentido! Esperemos que esses 41 alpinistas mantenha essa unidade em defesa do povo e não apenas do conforto para os próprios gabinetes. Ah! Só para lembrar: quando deputado constituinte, Lula declarou que o Congresso Nacional era formado por 300 picaretas. Deve ter sido mais uma das metáforas dele! Ou o Mensalão foi resultado desta crença?

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Cortar na carne é populismo que vale a pena


Para uns é puro populismo, apenas mais uma das tantas ações de pirotecnia de início de governo do prefeito de Manaus, Artur Neto. Para mim não. No caso de não só ter cortado o aumento dados a ele e ao vice, mas também, ter convencido a unanimidade dos vereadores a voltarem atrás no aumento dos salários deixados pela administração anterior é de um caráter didático que merece elogios. Populismo? Talvez seja mesmo. É pouco, alguém pode dizer. Mas, o salário do prefeito, que iria para algo em torno de R$ 24 mil (e aqui vou arredondar os números), permanece em R$ 18 mil, assim como o vice, que iria ganhar R$ 23 mil, ficam em salários de R$ 17 mil. Secretários e subsecretários ficam com os R$ 15 e R$ 14 mil respectivamente. Isso sem falar que os próprios vereadores vão permanecer com os salários antigos. Em termos de valores, o impacto pode parecer pouco. Do ponto de vista de "dar o exemplo", porém, é fundamental para que seja seguido em todos os âmbitos da máquina administrativa. Imaginem que credibilidade teria um prefeito que "pedisse" sacrifício de todos os liderados e não desse o exemplo? Cortar na carne, tenho certeza, é o tipo de populismo que vale a pena. Críticas elogiosas também existem. O bom governante sabe conviver com todos os tipos delas.

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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

As listas que matam por antecipação


O brasileiro parece ter um gosto especial pelas listas, certamente, por mais essa mania de copiar (no caso específico, reproduzir) o gosto dos norte-americanos. Será que é falta de o que fazer? O certo é que lá, fazem até listas com "apostas" sobre "quem vai morrer". Impressiona, porém, que, em Manaus, haja quem reproduza essa listas estapafúrdias, acompanhadas de uma manchete completamente "sem noção": "Veja a lista das 20 pessoas famosas que devem morrer em 2013, segundo o site Ranker". Chamou-me a atenção a postagem no Twitter que "conduzia" para a dita lista:"Pessoas que devem morrer em 2013". Não sei se por ingenuidade, mas, faço sempre uma distinção entre os verbos dever e poder. O primeiro significa algo que não tem jeito, uma obrigação. No caso específico, significa, que "fatalmente ocorrerá" . Diferentemente do verbo poder, que, no caso, indicaria possibilidade. Portanto, fui ao site, a imaginar que encontraria a lista de algumas pessoas condenadas pela justiça, muito provavelmente nos Estados Unidos (uma vez que aqui não há pena de morte) e que seriam executadas em 2013. Encontrei a tétrica lista de 20 pessoas, escolhidas via Internet, que, talvez, morram em 2013. Será que ainda temos jeito enquanto seres ditos humanos? Ou a escolha de quem passará desta para, sabe-se Deus onde, será mais um desses programas de TV similares ao Big Brother Brasil (BBB)? Salve-se quem puder!

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pedófilo ataca menor no Vieiralves


Um pedófilo, em uma motocicleta preta, usando casaco preto e capacete vermelho, atacou ontem, por volta das 13h30, uma menor de 12 anos à Rua Amapá, logo após uma casa lotérica, no sentido de quem vai para a rua Rio Içá, para aonde se dirigia a menor. A menor fazia o percurso que faz diariamente, em direção ao prédio onde mora uma amiga, localizado à esquina das ruas Rio Içá e Amapá, quando foi abordada por um motoqueiro que, inicialmente, pediu informações sobre determinado local que a menor não lembra qual. Ela disse que não sabia e continuou a andar. O motoqueiro seguiu alguns minutos, retornou e parou próximo de onde a jovem se encontrava e ordenou que a menor subisse na garupa da moto. Ela disse "Eu não" e desatou a correr em direção ao prédio onde mora a amiga. O motoqueiro ainda gritou "Vou te dar um tiro, vou te dar um tiro..." A menor conseguiu chegar ao prédio da amiga. A amiga, do hall, viu o motoqueiro, em alta velocidade, subir a rua Rio Içá, em direção à Avenida Rio Branco. Até ontem à noite os pais da menor ainda não tinham procurado a Delegacia da Mulher para fazerem o Boletim de Ocorrência. É fato, porém, que menores, adolescentes e mulheres desacompanhadas devem evitar as ruas do Vieiralves durante o dia e, mais, ainda à noite. Estar atento para as ações de motoqueiros, especificamente este da moto preta e capacete vermelho (que usa franja, detalhe revelado pela menor) é prudente para se evitar que o pedófilo tenha êxito no próximo ataque.

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O poder que muda os discursos


Fico impressionado como o poder muda os discursos. Tantos dos que ocupam os cargos quanto da militância. O episódio da agressão de um skatista, por um desconhecido e membros da Guarda Civil Metropolitana (GCM), na Praça Roosevelt, em São Paulo, é, nitidamente, fosse o prefeito da cidade um Psdebista ou um Democrata, a militância petista "cairia de pau", pediria a expulsão imediata da corporação de depois a prisão dos envolvidos no episódio. Como o prefeito é Fernando Haddad (PT) a turba do PT postou inúmeros comentários, na Mídias Digitais, "pedindo reciclagem" para todos os membros da GCM. Não sou do DEM nem do PSDB. Nem neles votos. Defendo, porém, que os discursos não mudem quando se tratar de ação pública em prol da sociedade. Particularmente, considero que a postura correta é a defendida, agora, pelos vorazes militantes petistas. Mas, em todos os casos, Não apenas quando o governo for do PT. Temos de evoluir como sociedade e nas relações políticas e sociais. E isso só se vai conseguir quando alguns valores forem defendidos por quem está no poder, matizes políticos à parte. Aí sim, evoluiremos como um País efetivamente democrático.

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domingo, 6 de janeiro de 2013

Buracos tomam conta das ruas de Manaus


As ruas de Manaus estão em completo estado de miséria. Hoje, fui ao açougue, no bairro de Parque 10. Feitas as compras, retornei, saindo da Rua do Comércio, pela rua paralela (não sei o nome) à esquerda. Está praticamente destruída. Passei a lembrar este é o caso de quase todas as ruas da cidade. Na Avenida Ephigênio Sales, no sentido Japiim, por exemplo, o condutor de veículos sofre com os buracos e os desníveis. O mesmo ocorre na parte superior do Complexo Viário Gilberto Mestrinho: o veículo balança tanto como se estivesse em uma rua de barro completamente esburacada. É o caso, também, das principais ruas dos bairros Coroado e Alvorada, só para ficar em dois exemplos. Para piorar, a chuva resolveu castigar quotidianamente a cidade nestes últimos dias. Com isso, a Secretaria Municipal de Obras, cujo titular é o vice-prefeito, Hissa Abrhão, pouco poderá fazer para superar o problema. Ao condutor de veículos caberá prudência para os carros não sejam destruídos. Do jeito que as ruas estão, aros e suspensão podem ser seriamente danificados. Todo cuidado é pouco!

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sábado, 5 de janeiro de 2013

Falei tanto em Artur: e o Omar?


De ontem para hoje fiquei a me perguntar: falei tanto do Artur, e do Omar? Lembro-me, como se hoje fosse, quando uma repórter do jornal Valor Econômico, de São Paulo, ligou-me e pediu-me que fazisse uma avaliação de "como seria o Governo Omar?" Respondi, com um sorriso sarcástico:"Você já perguntou ao Omar se ele quer saber a minha opinião sobre o futuro governo dele?" Claro, fiz essa observação para que a repórter ficasse ciente de que fora agredido pelo irmão dele, no dia 11 de maio de 2009, dentro do auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL). Ela me perguntou se eu me sentia livre para fazer uma análise isenta, sem misturar os episódios, e prontamente, passei a respondê-la, pois, afinal, jamais misturei as duas coisas. Até hoje, muito embora alguns jornalistas, à época, tenham insistido em relacionar o destempero e o despreparado emocional de Amin Aziz a Omar, jamais, publicamente ou nos bastidores, relacionei a agressão a qualquer ordem que, por ventura, tenha partido do então vice-governador do Estado. Para a repórter, naquela época, e nem sei se foi publicado, pois, não li o material no jornal Valor Econômico, fui incisivo: "Se o Omar conseguir se libertar do jugo do senador Eduardo Braga, tem capacidade de fazer um bom governo. Ele foi quadro do PC do B quando estudante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), tornou-se um político experiente e, pode sim, governar bem." Tanto durante a campanha quanto durante os primeiros anos de Governo, Omar Aziz, não se sabe por que cargas d´água, escondeu-se atrás da imagem da primeira-dama, Nejmi Aziz, essa sim, um fenômenos de popularidade nunca visto na história deste Estado. Aos poucos, e sem que quase ninguém notasse, a primeira-dama se recolheu e Omar ascendeu ao posto efetivo de Governador do Estado. Pode ter surpreendido a muitos, mas, a mim (sem nenhum trocadilho relacionado ao nome do irmão dele) não surpreendeu. Omar Aziz inicia 2013 como aquele juízes de futebol que, ao fim do jogo, nem os torcedores nem os comentaristas percebem que esteve em campo. A não ser por ter empurrado Josué Neto (PSD) goela abaixo como presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), Aziz é tão discreto que chega a irritar, dos inimigos aos colaboradores mais próximos. Talvez seja essa a marca de um bom governo.

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Quem seguirá o exemplo de Serafim?


Político não é para receber bordoada a toda hora. Quando faz a coisa certa merece loas. Teçamos, então, todas as loas ao vereador Marcelo Serafim (PSB) que botou pressão nos demais colegas ditos "progressistas" e protocolizou um documento abrindo mão do "auxílio paletó", uma verba a mais que os vereadores recebem a mais com a finalidade de "melhorar o guarda-roupas". Em tempos de vacas tão magras, quando até o prefeito e seu vice querem diminuir os proventos, é um senhor exemplo. Ao que tudo indica, inclusive, o ato de Artur Neto (PSDB), de manter os R$ 19 mil que ganha e não querer passar para os R$ 24,2 mil aos quais tem direito obteve eco entre os demais vereadores, além de Serafim. Bibiano (PT) já anunciou aos quatro cantos que também abrirá mão do benefício. Será que seu colega de partido, Waldemir José, fará o mesmo? Mário Frota (PSDB), autor do projeto que extingue o benefício na Câmara Municipal de Manaus (CMM) ainda não disse se manterá o benefício até que seja extinto oficialmente (se o for). Bem que poderia fazê-lo para seguir o exemplo do seu colega de Câmara e do próprio prefeito que quer cortar na carne os proventos. Será que algo mudou de verdade na política por essas plagas?

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Corte no próprio salário: que não seja nova pirotecnia


Se ontem, neste mesmo espaço, critiquei o prefeito de Manaus, Artur Neto, pelo populismo e pirotecnia de ter se vestido roupa de gari, tenho de me curvar e elogiá-lo pela decisão de não aceitar ao aumento concedido pelos vereadores e enviar mensagem ao Legislativo voltando o salário dele e do vice-prefeito, Hissa Abrahão, para os valores atuais. Pelo aumento aprovado, Neto, que ganha R$ 19 mil, passaria a ganhar R$ 24,2 mil e Abrahão, R$ 23 mil. Pela proposta de Neto, seu salário fica nos R$ 19 mil. Rogo às forças que se espalham pelo cosmo que não seja o segundo ato de pirotecnia de Artur Neto e que ele, assim como seu vice, levem adiante a ideia de cortar os próprios salários. A proposta será enviada à Câmara Municipal de Manaus (CMM) por meio de um Projeto de Lei do Executivo. Esperemos que, a contragosto do chefe, os vereadores não firmem posição e mantenham o aumento para os salários do prefeito e do vice. Neste caso, o que fariam Neto e Abrahão? Irão insistir, reagir, fazer lobyy para que o "descontão do Arturzão" seja aprovado ou vão se curvar diante a vontade da maioria? É esperar para ver!

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Artur e a pirotecnia de início de ano


Entenderei o fato de o prefeito de Manaus, Artur Neto, no primeiro ato após a posse, ter vestido roupa de gari, como mera pirotecnia de início de ano, e de administração. Muito embora, o ato, tenha matizes colloridas (quem não se lembra do início de Fernando Collor na Presidência da República?) de um populismo que não se imaginaria, voltasse. Aliás, por falar em volta, a lista de secretários de Neto é repleta de algumas figuras que poderiam estrelar o filme “a volta dos que nunca foram (alguns deles nunca disseram a que vieram. Outros nem poderiam ter vindo em função da ficha suja tanto junto ao TCE quanto ao TCU).” Mas, se o prefeito confia neles, quem sou eu para desconfiar. Desconfio, porém, dessa pirotecnia do prefeito eleito. Que Artur seja popular, não se duvida. O número de votos obtidos fala por si. Só não precisa exagerar no populismo. A cidade inteira espera dele e de toda a equipe ação. Não, porém, que ele se transforme no gari da cidade. Va lá que tenha esse “caráter didático” que seus defensores propagam. Que não se transforme, porém, factoides diários. O povo quer menos ações simbólicas e mais ações reais. A cidade, aliás, só preciso isso. Como eu já previa: meu ex-chefe, Márcio Noronha, terá muito trabalho na Secretaria de Comunicação.

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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Entra ano, sai ano e as telefônicas nos enganam


Ontem, antes da “virada do ano” por volta das 20h, tentei falar com a minha família, em Sena Madureira, a usar meus números, tanto da Oi quanto da Claro e nada! Fiz algumas tentativas de ligações locais, também a usar as linhas das duas empresas, novamente nada! A mensagem era a mesma “rede ocupada”. Ao longo de longos 30 minutos tentei, sem sucesso, que a ligação fosse completada. Por sorte, quase meia noite, depois de um intervalo de tentativas, consegui falar com a minha família, no Acre e aqui em Manaus. Hoje, pela manhã, novamente o mesmo problema. Desta vez, porém, o número de tentativas foi menor. Ficou, para mim, uma lição: no fim do ano velho e no início do Ano Novo as companhias telefônicas não deixam o cliente em paz e apresentam os mesmos aborrecimentos. Inegavelmente, avançamos muito na prestação de serviços telefônicos. A partir de agora, no entanto, é fundamental que não haja apenas expansão da rede, mas, da qualidade dos serviços prestados.

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