quarta-feira, 27 de abril de 2016

O golpe verde-amarelo CBF

Os mais reacionários, que não conseguem esconder as verdadeiras motivações da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff (PT), investem no discurso oficial de que “é tudo dentro da legalidade”. Nem discuto que não o seja dentro de todo o espectro legal brasileiro. O que discuto, e tomo como a principal característica do golpe. É que jornalistas golpistas por opção (e outros por falta de visão) embarcaram na “onda verde-amarelo CBF”. Passaram a fazer o discurso de que tudo, inclusive a Lava Jato, era “contra a corrupção, “por um Brasil melhor” e quetais. Hoje se tem a certeza de que era uma grande balela. Só havia um objetivo: tirar Dilma e o PT do poder e impedir uma nova vitória do partido em 2018. Portanto, o golpe é em favor da corrupção, nunca foi contra.


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terça-feira, 26 de abril de 2016

Eis a gênese do golpe

As pessoas, às vezes, fazem ouvido de mercadores ou não enxergam por não quererem ver. Mas, não há crime que possa envolver Dilma Rousseff (PT) que o vice-presidente, Michel Temer (PMDB) não esteja envolvido. Eis aí o porquê de a oposição não ter investido em outro tipo de acusação: se fosse crime eleitoral, Dilma e Temer estariam fritos, juntos. Aí, resolveram partir para o campo da legalidade jurídica que pode provocar dúbias interpretações. No geral, tudo está como manda a Constituição, no particular, eis a gênese do golpe: Dilma pedalou cinco vezes, Temer, três. Mas, quem é “vítima” do impeachment? Dilma Rousseff. O golpe foi muito bem engendrado. Com a ajuda da chamada “mídia golpista”, criou-se uma imagem de incompetência administrativa de Dilma levada ao extremo. Com isso, as pedaladas são apenas motivos aparentes. O que se tem, literalmente, é um processo de crucificação de Dilma Rousseff. Muitos vão se arrepender, mas, quando ocorrer, ela será beatificada, mas, seu mandato já terá sido garfado.


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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Como seria governar com algozes

Ao dizer que se perdesse a votação na Câmara dos Deputados “seria carta fora do baralho”, a presidente Dilma Rousseff (PT) demonstrou o quanto conhece efetivamente da política brasileira. Mais ainda, dos seus algozes. Ela já sabia que seria traída. Só não tinha a dimensão do “tamanho da traição”. Por dignidade, mante-se impávida no cargo. Mas, sabe, que a sua hora já chegou. Ou, chegará em breve. Ainda que rufem todos os tambores da consciência de justiça dos senadores brasileiro, de o quê eu duvido muito, ficaria a pergunta: “como governar com algozes”. Ficaria péssimo para todos os envolvidos. Principalmente para os que dela desdenharam. E os oito membros da bancada do Amazonas? Como fariam? Com que cara bateriam à porta do Palácio do Planalto? Lidar com aqueles 367 de novo, certamente, provocaria asco e nojo em Dilma Rousseff. Para o nem dela e da sua saúde, o melhor é voltar para casa mais cedo. E ver, de longe, seus algozes serem desmascarados por si e pela história.


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