A candidata a deputada federal pelo PSC do Acre, Antônia Lúcia Lucileia Cuz Ramos Câmara, mulher do candidato a deputado federal pelo PSC do Amazonas, Silas Câmara, negou de pés juntos que os R$ 472 mil apreendidos em caixas de papelão pela Polícia Federal do Acre, seriam usados em sua campanha. Em Manaus, sua filha, Milena Câmara, foi mais longe. Disse que aquilo era uma doação de um fiel para a Fundação Boas Novas (FBN), aliás, uma doação muito pequena se consideradas as doações que a FBN recebe. Se uma doação de APENAS R$ 472 mil é pequena, até agora não consigo imaginar o número de zeros do que seria uma grande doação. Em Manaus, camisetas do movimento “Todos contra a pedofilia” foram apreendidas sob a alegação do juiz eleitoral de que não precisava por os dois neurônios para funcionar e saber que aquilo era uma tentativa de atingir a imagem do Governador Omar Aziz (PMN), candidato à reeleição. Só muita fé em Deus para acreditar um fiel anda pelo meio da rua com R$ 472 mil em caixas de papelão para doar à fundação da Igreja que ele segue. Haja neurônios para acreditar em uma versão dessas. Mas, como a fé move montanhas!
Aqui você encontra notícias, comentários, artigos, análises e olhares do professor Gilson Monteiro sobre assuntos e fatos do dia-a-dia com humor, amor e poesia.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dois órfãos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) bem que poderiam ser acusados de “pais desnaturados”. Claramente, nas ruas de Manaus, o que se vê é a orfandade de Alfredo Nascimento e Vanessa Graziottin. O presidente articulou para tirar Serafim Correia da disputa, jogou o ex-prefeito nos braços de Alfredo Nascimento com a promessa de que os apoiaria incondicionalmente e, agora, os deixar a ver navios. Braga, por ser turno, jurou amor incondicional a Vanessa Graziottin. No meio da disputa, a igreja Assembleia de Deus baniu a comunista e passou a apoiar Arthur Neto. Com isso, os dois senadores do Amazonas estão praticamente definidos: Braga e Arthur. Se as pesquisas eleitorais se confirmarem, Alfredo volta para o Senado e haja negociação para abrigar Serafim e Vanessa em algum lugar. Aposto como dois e dois são quatro que um dos dois órfãos vai parar na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Manaus desumana
Ainda sobre o tema da falta de opções em Manaus, outra coisa que ficou evidente no último final-de-semana prolongado é que os parques precisam ser arborizados para atrair as pessoas. Quem agüenta, por exemplo, passear a céu aberto no Parque Jefferson Péres? Árvores fazem parte da paisagem amazônica e funcionam como um abrigo. O sol causticante da cidade, nas áreas sem árvores, dá a impressão que dobra o calor. O processo de humanização da cidade não vai ocorrer apenas com Prosamins e outros programas do gênero. É preciso entender que o clima é fundamental para o ser humano amazônico. Sem incluir arborização nos projetos arquitetônicos, Manaus será sempre uma cidade desumana.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Formigueiros humanos
Afora a travessia do Porto de São Raimundo ao Cacau-Pirera ter sido um caos, o sonho de Manaus como metrópole aos poucos se transforma em pesadelo. Quem imaginou que ontem, véspera do feriado de 7 de setembro, iria se deparar com uma cidade tranqüila quebrou a cara: Manaus ficou simplesmente intransitável. As pessoas se aglomeravam nas filas dos bancos para deixar as contas em dia. Depois, correram para os cinemas, nos quais as filas eram quilométricas. Por fim, filas imensas de carros nos shoppings centeres e aglomerados humanos similares aos formigueiros. A experiência deste final-de-semana indica que Manaus possui poucas opções para seus habitantes. É urgente uma decisão do poder público para que a cidade não se transforme em um inferno no meio da selva. Viver em Manaus já começa a ser uma experiência tão estressante quanto em São Paulo. Com uma diferença: lá é possível sair da cidade. Aqui, fica-se cada vez mais ilhado.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Teste de paciência
A travessia do Porto de São Raimundo ao Cacau-Pirera é um teste de paciência para qualquer ser humano. Quem passar por ele incólume pode ficar certo de que está habilitado para dirigir em cidades de trânsito insuportável, como Manaus e São Paulo, por exemplo. Quem conhece Manaus sabe o que é uma fila de carros da beira do porto até a Avenida Brasil? Pois foi o que aconteceu no último final-de-semana. Conheço pessoas que perderam duas horas na fila na ida e mais duas horas e meia no retorno de Manacapuru. Só mesmo muita força de vontade e desejo de desfrutar algumas horas ao lado dos amigos faz uma pessoa enfrentar tamanha espera. O fluxo de pessoas também é uma demonstração de que em Manaus, as opções para quem tem de enfrentar um feriado prolongado são próximas do zero.
domingo, 5 de setembro de 2010
O que é pedofilia?
A bem da verdade, a Pedofilia não é crime tipificado no Código Penal. É uma doença cadastrada na Organização Mundial da Saúde (OMS) com CID e tudo. “A pedofilia, atualmente, é definida simultaneamente como doença, distúrbio psicológico e desvio sexual (ou parafilia) pela OMS. Caracteriza-se pela atração sexual de adultos ou adolescentes por crianças. O simples desejo sexual, independente da realização do ato sexual, já caracteriza a pedofilia. Não é preciso, portanto que ocorram relações sexuais para haver pedofilia.O fato de ser considerada um transtorno, não reduz a necessidade de campanhas de esclarecimento visando a proteção de nossas crianças e adolescentes e nem tira a responsabilidade do pedófilo pela transgressão das barreiras geracionais.” Como não pode ser considerada crime na Legislação brasileira, o pedófilo é sempre enquadro em crimes amenos como “atentado violento ao pudor”, “estupro” e “pornografia infantil”. Esses crimes só são caracterizados como pedofilia quando cometidos contra crianças menores de 14 anos. Leia mais!
sábado, 4 de setembro de 2010
Poluição visual e sonora
Fiquei muito curioso ao circular pelas ruas de Manaus hoje. Em cada esquina um exército de pessoas com as mais variadas bandeiras, carros de sons, panfletos... poluição visual e sonora a ofender os olhos e os ouvidos. Ao lado do exército de pessoas a fazer a propaganda política volante, outro exército do pessoal de apoio. Manter essa estrutura até o dia das eleições não é tão barato. Quem será que custeia tudo isso? As contas declaradas dos partidos dão cabo de tantas contas a pagar? Ou essas pessoas vão para as esquinas por gostar dos candidatos e defender causas sociais? Dúvidas e mais dúvidas, porém uma certeza: visualmente há uma poluição insuportável nas eqüinas, afora a poluição sonora.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Proteção aos aliados?
Soa estranho e parece claramente proteção aos aliados o fato, divulgado por um dos jornais da cidade, de que o prefeito Amazonino Mendes (PTB) espera apenas o fim do período eleitoral para pedir a revisão do projeto do monotrilho. O argumento de que o sistema é caro e terá uma tarifa impagável por parte do manauense que precisa de transporte de massa é perfeito. Mendes merece todos os elogios que se possa fazer mas, fica uma dúvida no ar: se ele tem plena convicção das irregularidades (essas conhecidas e divulgadas sobre o projeto) além dos argumentos que levanta em prol da população (afinal, trata-se de dinheiro público), porque não toma a atitude que deve ser tomada logo agora? Estaria também convicto o prefeito de que, se o fizesse agora, atingiria o coração de quem ele apóia?
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Chuveiro neles!
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa, mandou para o chuveiro Jáder Barbalho, no Pará, e Joaquim Roriz, no Distrito Federal. Os dois estariam eleitos de novo, assim como Adail Pinheiro e outros tantos com práticas semelhantes às deles. Ora, para isso existe a Justiça: corrigir rotas que a população torna-se incapaz de fazê-lo. Como é possível que políticos com práticas tão atrasadas como Roriz, por exemplo, tenham tamanha popularidade? Adail Pinheiro, em Coari, está no mesmo patamar. Sem a ação da justiça, políticos desse quilate perpetuam-se no poder explorando a miséria humana e praticando outros tipos de exploração ainda mais reprováveis. O ideal seria que os eleitores, pela porta da democracia, mandassem todos os políticos com práticas sujas e repugnantes para o chuveiro. É fácil fazer isso! Basta não votar neles NUNCA MAIS!
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Debate fundamental
Os estudantes das universidades localizadas em Manaus merecem elogios pela promoção de debates em todos os níveis de candidaturas. O debate é fundamental para o fortalecimento da democracia e para que as ideias dos candidatos sobre os diversos temas sejam conhecidas pelos eleitores, em especial, neste caso, pela a academia. Importante seria se os que possuem chances de ganhar também comparecessem. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Amazonas (Uffam), por exemplo, promove, amanhã, às 9h, no auditório Eulálio Chaves, debate com candidatos a deputado estadual. Às 15, o debate será com candidatos ao Senado. Na quinta-feira, dia 3, candidatos a deputado federal debatem às 9h e ao Governo do Estado, às 15h.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Apócrifos da Bíblia
Os evangelhos apócrifos caíram em desgraça justamente por serem apócrifos: algum dedo-duro sabia dos milagres de Cristo, uns nem sempre positivos, pois Cristo era humano, e divulgava. O pessoal da área de Comunicação da Igreja entendia muito bem o princípio Rúbens Ricúpero: o que é bom a gente mostra e o ruim, esconde. Logo, os Apócrifos transformaram-se em sumo pecado para a Igreja. Repudio o anonimato. Não publico uma linha em meu blog de comentários enviados por anônimos e aplaudo o governador Omar Aziz (PMN), candidato à reeleição, por reagir firmemente contra quaisquer denúncias anônimas. O que chegou em minhas mãos ontem porém, não foi um panfleto apócrifo. Foi a reprodução de uma matéria, “CPI da Exploração Sexual: casos sem punição”, publicada no dia 23 de agosto de 2010, no jornal O Globo, assinada por Demétrio Weber e Sérgio Marques. Considero gravíssimo, do ponto de vista jornalístico, é que o texto foi editado e trechos foram omitidos, dentre eles o que fala sobre a agressão por mim sofrida. Basta você ler a matéria original e comparar com o que andou circulando pelas ruas de Manaus para comprovar. Há que se investigar, portanto, quem reproduziu a matéria de O Globo ou quem a escreveu. No mais, o que fica é o acirramento da disputa. Com lances curiosos como o fato de nenhum jornal de Manaus ter tocado em um assunto que foi manchete de O Globo.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Silêncio do MPE
Ontem falei que ficava espantado com a falta de combatividade política dos dois principais candidatos às eleições no Amazonas pela subserviência total ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, o silêncio do Ministério Público Eleitoral (MPE) diante das manobras usadas, principalmente por quem está no poder, para a compra de votos é perigoso. A democracia sai ferida de morte quando uns possuem mais direitos que os outros. A ação das Organizações Não-governamentais (Ongs) ligadas aos políticos desequilibra o jogo. Ainda mais quando são usadas artimanhas de todos os tipos como até a distribuição de casas-de-farinha, motores de rabeta e, pasmen, o absurdo dos absurdos, a distribuição de verbas públicas para essas entidades puramente assistenciais. Foram mais de R$ 7 milhões às vésperas das eleições e ninguém diz um “a”. Se isso não caracteriza a compra de votos, o que mais será? O silêncio do MPE, dos candidatos e oposição e da sociedade tornará o jogo extremamente desequilibrado.
domingo, 29 de agosto de 2010
Subserviência extrema
Espanta-me a falta de combatividade política dos dois principais candidatos às eleições no Amazonas. Não fazem campanha para o povo, para os eleitores. Dizem amém ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esperam que Lula suba no palanque de um deles. Logo, não podem criticar a administração Braga. Criticá-la, apresentar as mazelas como o fracasso contumaz na educação, o superfaturamento de obras, obras não concluídas; recentemente o repasse de mais de R$ 7 milhões para as Ongs dos deputados estaduais, já na administração Omar; a distribuição de motores de rabeta, casas-de-farinha...são tantos os crimes eleitorais e a imensa maioria dos parlamentares ligados a um grupo ou outro (sempre fica a suspeita de que são do mesmo grupo) cala. Pisam em ovos com medo de que algo possa respingar no chefão. E Lula, inteligentemente, em nome do projeto maior de governo, ou seja, Dilma Rousseff, não diz com quem vai. O jogo, portanto, é apresentar números de pesquisa cada vez mais gordos para tentar seduzir Lula. Aparentemente Braga peitou Lula e lançou Omar. Quebrou acordos (como todo político o faz, caso não, não seria genuinamente político), empurrou Lula a também não manter a palavra dada a Alfredo Nascimento e bancou o jogo. Localmente, uma briga acirrada cujo fio condutor é a subserviência extrema ao presidente. Nunca vi algo tão semelhante a uma ditadura.
sábado, 28 de agosto de 2010
Associações imagéticas
É interessante como nós, seres humanos, somos capazes de associações aparentemente sem nenhum nexo. Hoje, trafegava pela Avenida Jacira Reis, por sobre um asfalto ainda fresquinho, resultado da operação de recapemento. Pista limpa, inclusive de carros, ao alvorecer do dia, de repente, sou obrigado a uma manobra arriscada para desviar o veículo de uma pá esquecida no meio da avenida, certamente pela equipe que realizara a recuperação asfáltica da via. Cá com meus botões, pensei: “Caramba, isso é igual ao erro médico. Esquecer uma pá no meio da rua é como se um médico esquecesse uma tesoura ou o bisturi dentro do paciente”. Consegui desviar, e desviar-me deste pensamento, seguido de um sorriso. Mas decidi que registraria essa correlação quase inusitada no meu Blog. Obrigado a todos e todas que aturam e gostam de algumas das minhas divagações.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Emoção e afetividade
Ontem à noite, no Auditório Eulálio Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) vivi momentos de intensa emoção e afeto ao receber, pela primeira vez em 17 anos de dedicação ao trabalho, a homenagem de ser escolhido paraninfo da turma de jornalismo do primeiro semestre de 2010. A primeira coisa que me veio à cabeça foi a frase “é muito gostoso fazer história”, a mesma que repeti, aos gritos, quando, no final de 2007, recebi a notícia de que o Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação fora autorizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “Finalmente!”, como dizia uma faixa exposta pelos amigos do libertário Ives Motefusco, que naquele momento, enfim, formava-se em Relações Públicas. Aquela turma, tanto de Jornalismo quanto de Relações Públicas, fazia história. Relembrei os momentos de participação e solidariedade vividos dentro da Instituição, quando, ainda estudante, em 1985, no Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) almoçava peixe frito juntamente com professores e técnicos do Instituto. Não pode deixar de lembrar o momento mais doloroso e triste pelo qual passei, quando, no dia 11 de maio de 2009, o irmão do atual governador do Amazonas, Omar Aziz, Amin Abdel Aziz Neto invadiu as dependências do auditório Rio Negro, do ICHL, para me agredir covardemente a socos e pontapés, sem antes intimidar a turma e ameaçar descarregar um revólver imaginário. Ali, no momento em que os meninos e meninas encerravam uma etapa na universidade, eu carregava a seqüela de um tímpano direito perfurado, coberto por um pedaço de algodão, para conter a secreção purulenta que me afeta em momentos de crise e dores como o atual. Naquele dia, o pecado que me condenou a um momento de extrema humilhação foi ter dito a verdade, comentado sobre o fato de que houve uma manobra conduzida pelo senador Arthur Virgílio Neto, na CPI da Pedofilia, para retirar o nome do então vice-governador do Amazonas, Omar Aziz, da relação dos indiciados, fato relembrado em matéria do jornal O Globo do dia 23 de agosto de 2010. Será que os repórteres autores daquela matéria foram brutalmente agredidos por relembrarem o assunto? Eu fui. Minha dignidade e minha honra também. Relembrei que todos os deputados estaduais, com exceção de Luiz Castro (PPS) condenou-me publicamente. Não são representantes do povo e sim servos, vassalos de quem ocupar o poder. Não merecem voltar. Se pudesse escolher dentre eles um único nome para continuar, este seria o de Luiz Castro, sem nenhuma dúvida. Por que será que tal assunto incomoda tanto? Aprendi com meus avôs que quem não deve não teme. Valeu a pena esperar. Valeu muito ter passado por um dos momentos mais terríveis da história deste Estado, quiçá, deste País. Pois como bem lembrou Márcio Souza em seu artigo, na época da agressão: “na ditadura, o poder estabelecido seqüestrava os professores. Em nenhum momento da história da humanidade um professor fora agredido por exercer o sagrado direito da liberdade de cátedra”. Vermes como aquele que me agrediu merecem o desprezo. Mas o fato deve ser lembrado sempre, permanentemente, para que não se repita NUNCA MAIS! Que a Ufam seja defendida pela sociedade e pelos seus dignos representantes. Indignado pelas lembranças dolorosas, mas, extremamente feliz pelo momento vivido, encerrei meu discurso citando Luiz Gonzaga Jr, o Gozanguinha: “...aprendi que se depende sempre, de tanta muita, diferente gente, toda pessoa sempre é as mascas das lições diárias de outras tantas pessoas.” Obrigado aos estudantes de jornalismo por este momento marcante da minha vida profissional. Um beijo carinhoso em cada coração.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Mundo, pequeno mundo!
Caros leitores e leitoras! Vocês não vão acreditar! Quase não acreditei, mas aconteceu ontem. Por volta de 11h45, meio-dia, vinha da Ufam e peguei o retorno para entrar no viaduto Miguel Arraes. Antes de pegar a avenida Mário Ipiranga Monteiro, pára ao meu lado um veículo importado, muito provavelmente um Sorento, com o vidro do lado direito aberto. O meu estava com o vidro fechado. Possui Insulfilm. Com um ar um tanto preocupado, o Governador do Amazonas, candidato à reeleição, Omar Abdel Aziz (PMN) olhava para o lado direito. Percebi que olhava para o meu carro e que, certamente, não me reconheceu! Olhei-o naqueles segundos. Não senti nem ódio, nem rancor. Em verdade, nenhum tipo de sentimento, apenas indiferença. Peguei o viaduto Miguel Arraes, tomei o cuidado de me certificar que não era seguido e fui em frente. Comentei com meu filho: “Filho, você é capaz de adivinhar quem parou ao meu lado agorinha, em um carro, com o vidro aberto?”. “Omar Aziz, papai”, ele respondeu de imediato. Refleti: é legítimo alguém que o ocupa o cargo tentar a reeleição. Omar Aziz cumpre o papel dele. Não tenho nada contra nem a favor. Só não voto nele. Contra o seu irmão, Amin Abdel Aziz Neto, sim farei o possível para ser indenizado pelos danos morais e materiais que sofri. Hoje, por exemplo, estou com uma crise. Meu ouvido, cuja perda de audição é de 50%, expele uma secreção purulenta em função do tímpano furado. E por isso ele pagará na justiça. Tenho certeza! No mais, o tal encontro de ontem não passou de um acaso. Deste mundo, vasto mundo, como dizia o poeta. Pequeno. Pequeno mundo. Como se comprovou!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Impotência e raiva
Ao ler ontem a matéria publicada no jornal O Globo do dia 23 de agosto de 2010 dois sentimentos me incomodaram: raiva e impotência. O primeiro pela possível decisão da justiça de converter em multa ou prestação de serviços à comunidade o processo que envolve Amin Abdel Aziz Neto. Ora, como alguém que invade a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) agride um de seus professores e fere mortalmente a liberdade de cátedra e do livre pensamento pode ser punido apenas com prestação de serviços? Quais serviços à comunidade alguém com aquele perfil pode prestar? Será que ninguém se revolta? Será que os homens de bem desta cidade amofinaram? Não é possível que nada seja feito e um dos atos mais truculentos dos últimos anos, incluindo os anos de chumbo da ditadura, seja premiado em uma eleição. Sinto-me impotente, mas acredito em uma força superior capaz de mudar os rumos desse caso. A Ufam não pode dobrar os joelhos e aceitar esse tipo de coisa sem nenhuma reação. Ainda creio na Instituição na qual trabalho. A justiça será feita.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mesquinharia em alta dose
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dará demonstração pública de irresponsabilidade e descompromisso com o País e, especificamente, com o Amazonas, se lavar as mãos para a disputa do Governo Estado e centrar fogo única e exclusivamente em derrotar o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB), líder do PSDB no Senado. Lula não engole o fato de Neto ter articulado o fim da CPMF e transformará a disputa para o Senado no Amazonas em uma questão pessoal se interferir diretamente neste sentido e esquecer o acordo político feito com Alfredo Nascimento. Lula se acha um Deus e considera que pode mandar no voto de todos os habitantes do Amazonas. Tenha cuidado, Lula, temos autonomia e não nos deixamos enganar. Um colunista nacional garantiu que Lula pedirá votos contra Arthur Neto e lavará as mãos na disputa para o Governo. Em verdade vos digo, Neto já tinha perdido meu voto para o Senado porque eu jamais engolirei o fato de ele ter manobrado na CPI da Pedofilia e ter livrado a cara do atual governador. Foi por ter comentado o fato, noticiado por todos os jornais do País, que fui agredido em pleno exercício da minha profissão. Essa mancha você não tira mais da sua biografia, Arthur. E se perder o senado será um castigo pela sua atitude. Mas, se Lula usar de tamanha mesquinharia, pura questão pessoal, para tentar derrotá-lo, o senhor ganhará um guerreiro que lutará vorazmente por votos até o último minuto da eleição. É muita pequenez, presidente. Deixe o povo do Amazonas decidir, na sua sabedoria. No meu voto o senhor não manda. E, aposto, muita gente não se curvará a um discurso mesquinho desta natureza.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Censura em marcha
A passeata realizada ontem pelos humoristas contra um artigo da Lei Eleitoral que proíbe que sejam feitas sátiras de candidatos no período da campanha é uma reação mais que justa contra o avanço da censura no País. O humor é uma das formais mais sagradas de se manifestar a indignação com plena liberdade. O problema é que muita gente, tanto nos governos de Brasília quanto do Amazonas, tem um viés de extremo autoritarismo. O controle da mídia, para eles, é como o oxigênio: garante a sobrevivência política. Em não se encontrando nada mais cortante que o humor, que se calem os humoristas. Querem usar o centralismo democrático até para controlar as piadas no País produzindo uma delas? Se não reagirmos em cadeia, calam os jornalistas, os professores, os humoristas, enfim, calam a sociedade. Para grande parte deles o povo só serve mesmo como massa de manobra e para digitar alguns números no dia das eleições. Mais nada!
domingo, 22 de agosto de 2010
Bruxaria pró-Omar
Deve ter sido um dos maiores estrategistas do mal o cara (ou a coroa) que incutiu na cabeça do candidato ao Governo do Amazonas, Alfredo Nascimento (PR) que atrair Serafim Correia (PSB) para seu vice decidiria as eleições no Estado. E decidiria, sim, se Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República, tivesse mantido o acordo e a palavra com o seu ex-ministro Alfredo Nascimento, e viesse a Manaus deixar claro como dois e dois são quatro que o seu candidato é Alfredo Nascimento e não Omar Aziz (PMN). Acontece que Lula não fez e nem fará isso. Nascimento confiou demais em Lula e foi traído. Não duvidem! Lula manterá a traição e não se posicionará pró-Alfredo. E sem isso, o melhor para o Estado, para a democracia e até para a candidatura de Nascimento era Serafim como adversário. Dizem que os magos dessa bruxaria foram os membros alta cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) do Amazonas. Bem, se a ideia do partido era ajudar Omar Aziz, estão de parabéns! O objetivo, por enquanto, foi atingido. Ludibriaram Alfredo Nascimento. Ele precisa descobrir com qual inimigo dorme. E isso é tão claro que a militância do PT e do PSB nem faz campanha para Alfredo. É cada um cuidando de si para tentar salvar o mandato de alguém. Se Alfredo Nascimento não reverterem essa bruxaria, Omar Aziz vence as eleições.
sábado, 21 de agosto de 2010
Resposta nas urnas
Fontes do meio empresarial falam de um descontentamento geral, quase uma revolta. Créditos teriam sido renegociados em novas bases e os que não aceitaram estão à míngua. Muitos prometem vingança na hora do voto. Não será à toa se a voz das urnas falar diferentemente do que apontam as pesquisas. Depois vai aparecer gente revoltada com os institutos de pesquisa. O problema é que há inúmeras variáveis intervenientes na decisão do voto. Às vezes quem imagina estar eleito cai pelas tabelas e quem é dado como acabado ressurge das cinzas. Arrogância e prepotência são capazes de derrubar líderes de intenção de votos. É esperar para ver.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Racionamento de energia
Desconfio que exista um mecanismo de acionamento automático de algum relé na Amazonas Energia para o exato momento em que começa uma chuva na cidade. Se Não há na Amazonas Energia, certamente implantaram tal dispositivo na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Hoje, por volta das 9h30, nem bem começou a chuva a energia foi embora. E isso acontece em grande parte dos bairros da cidade. É como se houve uma determinação para se aproveitar qualquer pingo de chuva e suspender o fornecimento de energia elétrica. Dá para desconfiar que existe um programa de racionamento de energia há bastante tempo, nesses casos.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Defesa do consumidor
Aconselho a todos os homens (e mulheres) de bem desta cidade, deste Estado e deste País a gravarem cada promessa dos políticos no horário eleitoral gratuito. Aposto, sem medo de perder: quem tiver como arcar com custas processuais ganhará muito dinheiro. Pode até ficar milionário! É simples. Como os políticos são vendidos no rádio e na TV como se fossem um produto qualquer, estão sujeitos ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). No CDC, a propaganda enganosa é crime. Na política, a mentira deveria ser punida com a perda do mandato. Ainda assim, com base no CDC, o contribuinte tem o direito de acionar político mentiroso, exigir indenização ou até trocar o produto. É uma ótima chance de exercitarmos plenamente a cidadania. CDC nos políticos mentirosos eleitores!
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Irresponsabilidade explícita
Ontem, ao retornar de Sena Madureira para Rio Branco, deparei-me, de novo, com cenas lastimáveis: caminhões carregados de toras de madeira e as laterais da estrada completamente queimadas quilômetros e mais quilômetros. Custo a crer que Jorge Vianna (PT-AC), criador da Florestania, seja mesmo sócio de madeireiros do Estado. Dou a ele o benefício da dúvida, mas registro que seria uma das mais decepções, para não dizer irresponsabilidade explícita, se o governador mais popular que o Acre já teve pelo trabalho sério que desenvolveu, tiver a impressão digital em algum envolvimento com madeireiros. Atribuo, as acusações que correm à boca-pequena ao despeito político. Não se pode, porém, quaisquer que sejam os envolvidos, deixar de registrar o problema gravíssimo que a exploração de madeiras, o desmatamento e as queimadas causam ao estado, direta e indiretamente. No dia 16, por exemplo, o Aeroporto de Rio Branco ficou fechado para pousos e decolagens como consequência da fumaça. As empresas aéreas e os passageiros sofrem prejuízos incalculáveis, sem contar o próprio ambiente. O voo 1938 da Gol, por exemplo, atrasou, ontem 2 horas em função da fumaça. Quem conterá esse estado explícito de irresponsabilidade?
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Aprendendo a jogar
O mundo dá voltas, a política mais ainda. Pensei que morreria sem ver Eron Bezerra e Vanessa Grazziottin (PC do B) nem apertar a mão de Eduardo Braga (PMDB). Hoje são tão fieis uns ao outro que apostar um dia vê-los separados parece coisa de pessimista inveterado. Depois dessa, aliás, prometi a mim mesmo que jamais seria tomado por qualquer tipo de espanto a partir de algo vindo do casal ou do PC do B. Meninos e meninas, não é que fui acometido, de novo, pelo espanto! Ver o camarada Francisco Garcia (PP) como suplente na chapa de Vanessa para o Senado por pouco não me provoca o primeiro ataque epiléptico da vida. Bem, como não sou epiléptico, não perdi os sentidos. Na política, como na vida, não se deve dizer dessa água não beberei. Logo, ainda terei muitas surpresas pela frente. Não será nenhum espanto, em 2012, uma chapa composta pelas camaradas Vanessa Grazziottin (PC do B) e Rebecca Garcia (PP). Hoje, depois de alguns episódios na minha vida e de duas eleições na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) só tenho uma certeza: estou verde demais! Preciso exercitar minhas hipocrisia e cara-de-pau ao extremo se quiser enveredar pela carreira política em quaisquer dos níveis. Sem esses dois predicados pouco conseguirei nas urnas.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Messianismo covarde
É impressionante, nos últimos dias, o quanto a população tem falado nos jornais, rádios, televisões e na Internet. O discurso é sempre o mesmo: esqueçam tudo o que fulano, beltrano, ou cicrano fez; a população quer uma campanha baseada em propostas. De Norte a Sul, Leste a Oeste, o apelo é o mesmo. Desconfio que tem muita gente falando pela população sem ouvi-la. Pregando um discurso messiânico que só serve aos interesses de quem já se vendeu antecipadamente e não quer investigar ninguém (vale para os meios de comunicação e muitas figuras carimbadas das redes sociais) e aos interesses de quem “já aprontou” muito, está no poder e não quer, nem de longe, que fatos do passado atrapalhem o possível desempenho eleitoral no presente. Espanta-me, porém, esse discurso tão “bonzinho” de que se deve esquecer tudo e examinar apenas as propostas. Quer dizer, então, que um a político com o passado de Paulo Maluf, Fernando Collor (não vou citar nenhum do Amazonas para não ser desonesto com nenhum deles) basta apresentar um bom programa que terá um salvo-conduto? Não sejamos hipócritas! A população precisa sim saber as “traquinagens” dos políticos para poder decidir melhor o seu voto. E, em grande parte do País, muito do trabalho diário dos jornalistas só é feito no horário eleitoral gratuito. Amordaçados pelo poder econômico, jornais, rádios e TVs calam. Onde estão as “meninas do Jô”, que desciam a lenha, todas as quartas, denunciando falcatruas e comportamento nada éticos de membros do poder central? O direito à informação é essencial para o exercício pleno da cidadania. Lançar uma nuvem messiânica sobre esse direito é pura covardia.
domingo, 15 de agosto de 2010
Dia do solteiro
Tem Dia do solteiro, Dia dos Casados, Dia dos Amantes, Dia dos Namorados. Tem Dia de São Nunca, nunca consagrado; Dia dos Pais, dia das mães, mas, os avós? São abandonados. Os netos, então, por aí jogados. Tem Dia da Mulher, Dia da Criança; deve até ter Dia do Homem e do Lobisomem. Tem Dia do Médico, Dia do Dentista, Dia do Motorista, do Cobrador e até do Frentista. Dia da Mãe Terra e do Pai Trovão. Dia da Velhice, Dia da Meiguice. Dia de Finados e dos Mais espertos. Dia dos que roubam e Dia dos Honestos. Dia dos Casados e de outros safados. Só não ouvi dizer, ainda, que haja o Dia dos Descasados. Será que o descasado vigora entre os solteiros ou dos ex-casados? Não me arriscaria, em texto embolado. Pois quem deixa alguém pra viver, por aí, jogado: solteiro não é mais, talvez um ex-casado. Um desmiolado, descasado, sim. E descamisado.
sábado, 14 de agosto de 2010
Nunca, na história deste País...
Nunca, na história deste País... só para usar um bordão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alguém mexeu tão bem nas peças do xadrez político quanto ele. Lula é o Garry Kasparov da política brasileira. No dia em que ele anunciou oficialmente que não seria candidato (se quisesse levaria sim o terceiro mandato) e que Dilma Rousseff teria o seu apoio escrevi “Dilma será a primeira mulher presidente do País”. Companheiros e companheiras! É muito simples chegar a essa conclusão. De um lado, há um PSDB e um DEM cuja incompetência para fazer política beira o absurdo, do outro, um presidente que se não for elevado à categoria de Deus, à de santo já foi faz tempo: nada gruda em Lula. Com mensalão e tudo, sejamos sinceros, os 8 anos de Lula são bem-melhores do que os de Fernando Henrique Cardoso. Governar São Paulo e para São Paulo é fácil. O estado é rico, contém os ricos e soube “contentar” os pobres. Governar o Brasil de mil contrastes é coisa para o Lula. Era fácil vislumbrar a vitória do PT. Aí, começa o horário eleitoral e José Serra não tem o que dizer. Logo, tudo se encaminha para uma vitória no primeiro turno. Ficamos combinados assim: São Paulo é do PSDB mas o Brasil é do PT.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O bruxo Belão
Quando penso que todas as assombrações já me acometeram, acordo exatamente no dia 13 de agosto, uma sexta-feira 13, e o bruxo Belarmino Lins (PMDB), o Belão, fez mais uma das suas pajelanças, e, pasmem leitores e leitoras, com o nosso dinheiro. E não é que por uma proposta do presidente da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), os deputados estaduais, num “esforço concentrado” de fazer inveja a Hércules, aprovaram uma pensão especial vitalícia de R$ 3.000,00 para o vice-prefeito de Borba, Edivar Souza (PSDB). Isso explica o porquê de a oposição está morta e enterrada no País. O vice beneficiado é do PSDB, partido de oposição ao PT e ao PMDB, partido do Belão. Ainda assim, o Belão vem com uma feitiçaria dessas de R$ 3 mil para o tudo e sempre. Será que o Edivar Souza esquecerá o mimo? O que impressiona é esse tipo de manobra não ser considerado nem crime eleitoral nem compra de votos. E pensar que já teve gente em Roraima perdendo o mandato por distribuir alface. E essas 3 mil mudas de alfaces vitalícias não contam nada?
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Esforço concentrado
Dá vontade de rir até não poder mais quando se lê em quase todos os jornais de Manaus que a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) a prática do “esforço concentrado”. Os menos avisados podem imaginar que, agora, sim, os deputados vão se unir para, num esforço em conjunto, digno dos grandes heróis gregos, trabalhar exaustivamente. Não passa de uma alegoria lingüística similar àquela do servidor público que responde a quem vai cobrar uma dívida do Estado: “não se preocupe, nós já solicitamos o EMPENHO”. Significa que você ainda vai demorar uns dois meses para receber o dinheiro, com muita sorte. Pois bem, quando os deputados aprovam o tal “esforço concentrado”, em verdade, juntam-se para darem a eles próprios licença para não fazer nada. Como seria bom se todo trabalhador brasileiro pudesse usar o expediente do “esforço concentrado”.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Essa Globo!
A maior das ironias no jogo de ontem entre Brasil e Estados Unidos foi o fato de a detentora oficial dos direitos de transmissão, a toda poderosa Rede Globo de Televisão, não transmitir pelo canal aberto: só assinantes do Sport TV tiveram o privilégio de ver a Seleção Brasileira que todos os brasileiros clamavam e sonhavam ver ainda na Copa do Mundo. Grande parte dos brasileiros deixou de ver um Paulo Henrique Ganso desfilar seu futebol de toques refinados, um Neymar jogando como se tivesse brincando uma “pelada” em Santos e um David Luiz, que eu nunca tinha ouvido falar, mostrar que põe Juan no bolso sem o menor constrangimento. Foi uma estreia com pinta de que, enfim, teremos, na Seleção, um futebol brasileiro, solto, moleque, daqueles que dá gosto de se ver. Mano Menezes demonstrou mais sensibilidade que Dunga: botou os meninos do Santos para jogar e torceu para que fizessem na Seleção o mesmo que faziam no seu time. Deu certo. Dunga não é burro, apenas COMPROMETIDO com os limites da sua inteligência. Queria COMPROMETIMENTO na Seleção. Mano Menezes, como todo brasileiro, quer FUTEBOL. E de qualidade. Foi só o início do trabalho e é muito cedo para apostar no futuro. Mas, foi uma dose homeopática alvissareira.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O fins justificam os meios?
Critico porque tenho o dever e o direito de criticar, tanto como cidadão quanto como eleitor de Luiz Inácio Lula da Silva nos dois governos. Não há termo de comparação entre o Governo Lula e o de Fernando Henrique Cardoso. Este último, é bem-verdade, lançou as bases para a era de bonança que o País atravessa. O primeiro soube como ninguém, equilibrar crescimento e distribuição de renda sem desagradar empresários, banqueiros e trabalhadores. Parafraseando o próprio presidente, nunca se investiu tanto em Educação neste País, e ainda é pouco. Há, porém, algo que não se justifica, por mais que se explique: as alianças espúrias com Sarney, Collor e Jader Barbalho, só para ficar em um trio. Por mais que Dilma Rousseff tenha dito que o PT aprendeu a governar, fazer aliança com essa gente é se curvar, sim, ao tipo de prática que eles sempre defenderam. A não ser que o PT esteja arrependido com a queda de Collor, por exemplo, uma vez que o mensalão foi muito pior do que um mero Fiat Elba. Desconhecer os avanços sociais do País é cegueira inadmissível, porém, aceitar o inaceitável é inconcebível para quem possui visão crítica. Jamais aceitarei que para fazer as mudanças estruturais necessárias ao País era preciso refinar um mecanismo de suborno com o foi (e nem sei se ainda acabou) o mensalão.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
A hipocrisia como regra
Quem leu sobre as prestações de contas parciais dos comitês eleitorais do Amazonas e do Brasil inteiro parece estar diante de histórias da carochinha. Ao que tudo indica, apenas o candidato Henrique Oliveira (PR), aparentemente, diz algo próximo da verdade. É como se tudo fosse uma “terra do nunca” ou, quem sabe, a “terra do tão, tão inocente”. Os candidatos, quase todos, fingem que prestam contas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), os juízes, por outro lado, acreditam piamente no que a eles é declarado e a vida segue em frente como se na tivesse acontecido. Qualquer reforma política que não toque do calcanhar de Aquiles do financiamento das campanhas não mudará nada. Por enquanto, todos fingem dizer a verdade, grande parte finge que acredita e a democracia representativa passa incólume pelo teste da mediocridade. Da mesma forma que houve uma comoção nacional pela “Lei da Ficha Suja” há que se romper com esse quadro da mediocridade da prestação de contas na política brasileira. É preciso uma espécie de “Lei da transparência” para as campanhas. Sem isso, a hipocrisia será regra.
domingo, 8 de agosto de 2010
Pai, profissão esperança
“Que tal,a gente tentar/sorrir e beijar seu rosto/abraçá-lo bem forte e dizer/que bom a gente ter você./Que tal a gente tentar/contar-lhe uma piada/fazer do dia-dia uma festa/pra quem já cumpriu a jornada./É hora de pedir desculpas/por isto ou por mais aquilo/mudar de vez pra azul/o cinza do asilo./Dizer: meu velho/eu nunca esqueci de você/.Eu sei que ele, sorrindo/vai perdoar e chorar./E ao receber um abraço/vai ficar encabulado./Nós não devemos deixar, nunca mais m velho abandonado (Bis). O sucesso de Benito di Paula, “Velho, profissão esperança” dá uma ideia do que o dia de hoje representa para os pais, principalmente os mais velhos, hoje chamados da terceira e da quarta idade.Talvez sirva aos pais da primeira, da segunda e até da terceira idade a refletirem sobre o que vos espera para o futuro. Há algo, porém, que jamais deve ser esquecido por aquele que assume essa missão da paternidade: responsabilidade, doação, verdadeira entrega permanente ao outro, o filho. Sem essa noção, tudo fica a cargo da mãe. E, não importa o núcleo familiar, não importa que não se tenha passado nove meses carregando o filho, a filha ou o híbrido no ventre, ser pai é ter um ventre (virtual) permanente que dá proteção e abrigo não-apenas nove meses, mas, para o resto da vida.
sábado, 7 de agosto de 2010
O choro das árvores, o choro da vida
Não entendo como o Acre está entre os estados que mais preservam a natureza. Basta circular por volta das 18h, 19h pela BR 364, que liga Sena Madureira a Rio Branco para se ter uma ideia de o quanto se explora a floresta. Caminhões lotados de toras de madeira e queimadas ao longo da estrada fazem “cortar o coração”. Lembrei-me do refrão de uma das minhas músicas: “...a seringueira chora, perdeu seu defensor, os índios já não fazem festa, pra seu senhor. O seio desta terra, seu filho absorveu, ressuscitou pra vida, que morreu.” Foi impossível segurar as lágrimas que teimavam e correr pelo canto dos olhos. Era como se a alma da terra-mãe tivesse ferida de morte e agonizasse ali na minha frente. Uma sensação de impotência tomou conta de mim. Há um desafio a ser enfrentado por todos: a preservação não pode ser apenas discurso de políticos aproveitadores, sócios de madeireiros, que exploram a floresta à medida que dizem defendê-la. Precisamos fazer mais do que um mero choro calado de impotência.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Democracia atingida II
As denúncias da Folha.com com de que a justiça eleitoral do município de Apuí (a 453 quilômetros de Manaus) teria lacrado dois armazéns com 85 toneladas de sementes, 200 motores de popa e 5 geradores para casas-de-farinha só reforçam o quanto a Democracia sofre no Amazonas. É inadmissível que se aceite esse tipo de prática que atinge de morte os preceitos democráticos e demonstra como esse grupo político que está no poder usa a força em todos os sentidos, nesse caso, a do poder econômico para conquistar votos. Que a ação do juiz Jeferson Galvão de Melo seja seguida por todos os demais juízes dos municípios do Amazonas. Talvez, assim, o jogo fique menos desequilibrado. Aliás, a justiça brasileira, em geral, deve ficar de olho nesse tipo de prática durante o período eleitoral. O perdão das dívidas feito pela Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) justamente em período eleitoral é suspeitíssimo também. Olho neles TRE!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Democracia atingida
Distribuir motores de popa, casas de farinha e outros bens similares em época eleitoral e ainda dizer que esse tipo de prática é similar a Bolsa Família é de um cinismo que beira a canastrice. Mas o juiz eleitoral do município de Apuí (a 453 quilômetros de Manaus), Jeferson Galvão de Melo não caiu na conversa do pessoal do Idam. Só falta o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas aceitar o argumento de que a distribuição de motores de popa e casas-de-farinha é mesmo similar ao Bolsa Família. Como se não bastasse o bolsa floresta? A democracia sai ferida de morte com esse tipo de prática. Loas devem ser lançadas ao juiz de Apuí que não se curvou ao poder e a força econômica de quem está no poder. Usar a estrutura das secretarias e órgãos complementares é de uma covardia tão grande que, no fundo, só pode mesmo ser combatida pela sociedade no dia 3 de outubro. Todos estejamos em estado de alerta.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Ventos de cauda
O Aeroporto Plácido de Castro, em Rio Branco, no Acre, sofre de um problema congênito: os ventos de cauda. Ao que tudo indica, não se fez um estudo correto da direção dos ventos porque é impossível pilotos errarem tanto na hora do pouso. Ontem, o voo 1939, da Gol Linhas Aéreas, que se aproximava da pista por volta das 12h50min, arremeteu. Eu, que vinha lendo tranquilamente um livro, como sempre faço durante os vôos, olhei para o lado esquerdo e percebi que a aeronave se aproximava do solo e já tinha passado da sede do aeroporto sem tocar o chão. Nesse momento o piloto arremeteu e depois de alguns minutos avisou a todos os passageiros ventos de cauda impediram o pouso em função de a pista estar em obras e ter sido encurtada em 600 metros. Avisou também, que iria iniciar novo procedimento de pouso. O tal vento de cauda me fez lembrar do mês de agosto do ano de 2002 quando um avião Bandeirante da Rico Linhas Aéreas matou 23 pessoas exatamente no procedimento de aproximação. Oito sobreviveram. Não era exatamente um pensamento bom de ser ter na aproximação de um voo que fazia a segunda tentativa de pouso, mas, pensamentos não são controlados por computador. Uma coisa é certa: todo procedimento de pouso em Rio Branco é complicadíssimo. Há algum erro na construção da pista porque da grande aeronave ao pequeno avião, ninguém escapa de solavancos nada simpáticos todas as vezes que nos aproximamos da pista. Como bem disse o piloto da Gol, deve ser mesmo o tal vento de cauda.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Capitalismo ultra-selvagem
Há postos de gasolina em Manaus que não se importam com os clientes. O que interessa é o lucro pelo lucro puro e simples. Alguns deles possuem quatro bombas, por exemplo. No entanto, durante o dia, um só frentista opera as quatro. O coitado (ou a coitada) desdobra-se para ligar uma bomba, recolher o dinheiro da outra, responder aos xingamentos de quem espera na terceira e por aí vai. A situação piora no período noturno. Três bombas são desativadas e o atendimento passa a ser feito apenas em uma bomba. É o tipo de exploração do servidor levado ao extremo. Dessa forma, o lucro deve ir às nuvens. É o que se pode chamar de capitalismo selvagem não apenas por ser praticado no meio da floresta amazônica.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Fãs de dossiês
Há uma turma no Partido dos Trabalhadores (PT) que não vai sossegar enquanto não emplacar um dossiê seja contra quem for. E já que não deu certo contra José Serra (PSDB) que o seja contra um membro do próprio governo do presidente Lula. O ministro da Fazenda, Guido Mantega (Fazenda) não escapou. Nos bastidores do poder circulou um documento apócrifo que contém as digitais da tchurma oriunda do sindicalismo bancário. Mantega é vítima indireta. As acusações de tráfico de influência são contra a filha dele, a modelo Marina Mantega. O objetivo do dossiê era forçar o ministro a não o vice-presidente do BB Paulo Caffarelli para a presidência do Fundo de Pensão dos Funcionários do BB, a Previ. Por ordem do Planalto, e, certamente, em função do documento, Caffarelli não foi nomeado. Na briga interna pelo poder, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini e o ex-presidente da Previ Sérgio Rosa, foram para a geladeira. Terminaram vítimas do dossiê atribuído à tchurma liderada por eles.
domingo, 1 de agosto de 2010
Herança maldita
Políticos ditos de esquerda e de direita, no Amazonas, são, no fundo, seguidores da prática populista engendrada por Plínio Coelho, levada a cabo por Gilberto Mestrinho e lapidada ao extremo pelo grupo político que hoje domina o Estado. Por terem militado à esquerda, sabem como ninguém como agradar a tal esquerda moderna: com cargos e favores. Convicções são deixadas de lado quando surge um cargo capaz de render ganhos em longo prazo. Essa troca gera como resposta uma fidelidade quase figadal. Essa herança maldita transforma a política do Amazonas na mais provinciana de todas. Temos, hoje, a divisão de um grupo político com a mesma gênese do qual Amazonino Mendes se queixa de ser o pai. E dessa família cujo pai é Mendes, fazem parte o PT e o PC do B. Quem poderia acreditar que esses dois partidos habitariam o mesmo teto de Amazonino Mendes a ponto de ele ser o coordenador da campanha de Dilma Roussef (PT) no Estado? A política é mesmo a arte da cara-de-pau e do cinismo.
sábado, 31 de julho de 2010
Patrulha de anônimos
Alguns políticos do Amazonas escalaram uma patrulha de anônimos para reagirem a qualquer tipo de nota nos Blogs ou Twitters que afetam a reputação nada ilibada de alguns. Quero reiterar aos meus leitores e leitoras que não respeito, abomino e me nego a publicar quaisquer tipos de comentários que me chegam no anonimato. O anonimato é a expressão máxima da covardia. E mais covarde ainda quando se escondem por trás de avatares para criticar quem os critica abertamente. Esse tipo de pressão não surte efeito e termina por afetar a imagem de quem patrocina tais patrulheiros. Na época do regime militar a patrulha ideológica ficava a cargo do Serviço Nacional de Informações (SNI). Hoje uma turba de patrulheiros on-line, anônimos, ser arvoram a usar do mesmo artifício abominável.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Polícia eficiente
O que não faz uma mudança no perfil de um bairro! O Vieralves, antes completamente esquecido pela Polícia Militar do Amazonas, depois que se transformou em um circuito de bares e restaurantes, é quase impossível não se encontrar uma viatura. A frente dos bares mais parece enfeitada para a festa de Natal de tantas luzes piscando. Se a fórmula para a efetividade na segurança pública é inaugurar bares e restaurantes, que os demais bairros da cidade tratem de mudar o perfil. Certamente, terão uma polícia ágil e permanentemente preocupada em proteger os cidadãos. Os moradores e freqüentadores do Vieralves que o digam.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Advogado operante
O advogado do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, e seus amigos (que em outro lugar já estariam sendo chamados de quadrilha), Ércio Quaresma, é mesmo competente, “positivo e operante”. Bastou ele entrar no caso para o menor J negar o que havia dito antes, inclusive, afirmar “ter inventado” a estória de que Eliza Samudio fora esquartejada. A confiança do chefe (Bruno) é tanta que, dia desses, ao ser vaiado acossado com gritos de “assassino, assassino” ele apenas sorria. Quase chegou a gargalhar. Pelo rumo que as coisas estão tomando e sem que nenhum vestígio do corpo de Eliza Samudio seja encontrado, as chances de condenação parecem ser mínimas. O goleiro não deve passar muito tempo atrás das grades e, pelo jeito, logo, logo, também sai da grade no Flamengo, uma vez que o seu substituto, Marcelo Lomba, está mais para lombra do que para goleiro. E como prega a sabedoria popular, no frigir dos ovos, só quem morre é que se ferra.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Operação Tapete Persa
Deve ter político no Amazonas tilintando as pernas de tanto medo. Isso porque a Polícia Federal deflagrou ontem, dia (27/7) a Operação Tapete Persa. É uma investigação destinada ao combate à exploração, ao abuso sexual e à pedofilia na internet. O que talvez amenize o tremor (e temor) mesmo com o calor amazônico, é que serão cumpridos 81 mandados de busca e apreensão em nove estados (Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo) e no Distrito Federal. Logo, o Amazonas fica de fora. A operação da Polícia Federal é coordenada pela Divisão de Direitos Humanos da PF, por meio do Grupo Especial de Combate aos Crimes de Ódio e à Pornografia Infantil na Internet (Gecop) em cooperação com a Interpol, a polícia internacional, e a Polícia Criminal de Baden-Württenberg, da Alemanha. Se o tal tapete persa for aberto um pouquinho mais e incluir o Amazonas vai ter nego correndo da sala para a cozinha, principalmente quem ainda figura na lista da CPI da Pedofilia. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Constituição Federal, criminosos condenados por pedofilia podem ser condenados a permanecer por mais de 15 anos em reclusão. Tem gente em Manaus que não pode nem ouvir falar o nome Maria do Rosário. E é bem possível que noites de insônia perturbem a vida de alguns a imaginar: vai que a Polícia Federal amplia essas investigações?
terça-feira, 27 de julho de 2010
Defesa do consumidor
Leis como a Nº 12.291, DE 20 DE JULHO DE 2010, fazem a diferença em prol do PRESIDENTE DA REPÚBLICA, Luiz Inácio Lula da Silva. Pouca gente sabe mas, desde o dia 20 deste mês, Lula sancionou a Lei que obriga “os estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços obrigados a manter, em local visível e de fácil acesso ao público, 1 (um) exemplar do Código de Defesa do Consumidor.” O não cumprimento desta Lei acarreta multa de até R$ 1.064,10 (mil e sessenta e quatro reais e dez centavos). É bem possível que nem todos os estabelecimentos comerciais e de serviços ainda não mantenham o exemplar conforme a Lei mas, a nós consumidores, isso não interessa. É nosso dever cobrar e denunciar a falta do exemplar. E é bom lembrar aqui, que os estabelecimentos de ensino, por exemplo, são prestadores de serviços, portanto, enquadram-se na Lei e devem, também, manter exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Cobrar o cumprimento das leis é dever do cidadão. Façamos isso em prol da sociedade.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Truculência premiada
Durante o final de semana fiquei a refletir sobre como a truculência interfere positivamente nas eleições. Lembrei-me que a deputada Vera Lúcia Castelo Branco envolveu-se em um episódio nebuloso com o então marido, Sabino Castelo Branco. O hoje deputado federal foi acusado de tê-la agredido. Resultado: Sabino eleito, Vera eleita e até Reizo Castelo Branco eleito. Agora, os primeiros resultados das pesquisas eleitorais parecem indicar o mesmo caminho. Omar Aziz (PMN), conhecido historicamente por não vencer nenhuma eleição majoritária, nem mesmo quando contava com o apoio direito do maior cabo eleitoral do Estado, o governador Eduardo Braga, nem chegou ao segundo turno nas eleições ganhas por Amazonino Mendes. Desde que o seu irmão, Amin Aziz, invadiu o auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e me agrediu com uma truculência sem igual, Aziz, o governador, não pára de subir nas pesquisas e corre o risco de ser eleito para um cargo majoritário pela primeira vez. A condição de nunca ter vencido nenhuma eleição é explorada até no marketing da campanha dele: “desta vez eu voto”. Só faltava eu ter aceito o PPS, ter me filiado e sair candidato. Afinal, se a Vera Lúcia, vítima de agressão, foi eleita, pela lógica da truculência premiada eu também teria grandes chances. Avaliei, pelo menos naquele momento, que o exercício do intelectual é melhor executado com plena independência. Posso mudar de ideia um dia, mas, por enquanto, o limite do meu vôo político é dentro da Ufam e olhe lá! Ainda mais depois de ter sentido na pele que ser professor universitário em Manaus transformou-se em profissão de alta periculosidade.
domingo, 25 de julho de 2010
Pastelão vermelho
O dramalhão que a Ferrari sempre obrigou Rubens Barrichello a fazer foi transferido hoje para Felipe Massa. A ordem dos boxes fez Massa tirar o pé e Fernando Alonso “ganhou”(de presente) mais uma vitória na Fórmula 1. Será possível que os pilotos brasileiros dessa geração não mais passem de coadjuvantes em comédias estilo pastelão? Há coisas no esporte porém, que, como na vida, são cíclicas. Quando houve um dramalhão vermelho e preto no ano passado, no qual nitidamente os times de Corinthians e do Grêmio “entregaram” o jogo ao Flamengo para que o Internacional de Porto Alegre não fosse campeão muitos consideraram tudo normal. Em nome da rivalidade, aceita-se a falta de ética e a pilantragem no esporte. Desde que o beneficiado seja o Flamengo, os fins justificam os meios. Agora, quando a Ferrari atinge a todos nós, os brasileiros, ao obrigar Felipe Massa a entregar o resultado, nossa reação é outra. Isso só comprova uma coisa: em se tratando de Ética, não se pode aceitar deslizes. Comportamentos reprováveis não podem ser aceitos se nos beneficiam e criticados quando nos prejudicam. Essa ética de “levar vantagem em tudo” é o que faz a Ferrari entregar o resultado como o fizeram Corinthians e Grêmio. A prática é condenável em todos os casos.
sábado, 24 de julho de 2010
Mestres do Xadrez
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, meus leitores e leitoras hão de convir, é um dos maiores mestres (talvez o maior deles), no jogo do xadrez político. Por sua ação, arrumou um índio para ser vice na chapa do tucano José Serra. E a estratégia de Marina Silva migrar do Partido dos Trabalhadores (PT) para o Partido Verde (PV) e concorrer às eleições deste ano só pode ter saído na cabeça dele. Sem contar a saída de Ciro Gomes (PSB) do jogo. Não fosse isso, Dilma Roussef jamais apareceria nas pesquisas com tanta robustez. E como existe o “efeito manada”, caso José Serra tivesse com uma diferença igual ou superior a 10% (dez por cento), o eleitorado bandeava-se para o lado dele. A brilhante ideia de tirar Serafim Correia (PSB) da disputa, matar completamente a possibilidade de segundo turno, e por o governo do Estado no colo de Omar Aziz (PMN) também deve ter sido gestada em Brasília. Se a ideia foi do ex-governador Eduardo Braga (PMDB), é de um brilhantismo que o coloca no mesmo patamar de Lula no jogo de Xadrez da política.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Um ano sem Narciso
Há um ano nos do Departamento de Comunicação Social (Decom) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), perdemos o direito d conviver com o professor Narciso Júlio Freire Lobo. A morte, essa maldita e impiedosa única certeza da vida, o levou. Nos momentos de maior ira, Lobo não fazia jus ao nome: portava-se como um cordeiro. Cordato, ar tranqüilo, sempre em busca de uma solução que beneficiasse o grupo, a coletividade. Tantas vezes incompreendido, até mesmo por mim, por exemplo, quando desistiu de participar do projeto do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM), por não acreditar que seria aprovado, voltou humilde, distribuiu parabéns pela conquista e prontificou-se a trabalhar. Ministrava uma disciplina quando se foi. Boa parte da comunidade de estudiosos e pesquisadores da Comunicação do País talvez nem lembre que hoje faz um ano da morte dele. Registro as lembranças de equilíbrio e eterna negociação que ele me deixa. Boa estada aí do outro lado, meu caro Narciso!
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Nada a declarar
A nota de ontem deste Blog denominada “Transparência admirável”, na qual elogio a coragem do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), em registrar junto ao Leão da Receita Federal, provocou reações em alguns, inclusive anônimos, chamando a atenção para os políticos que não declararam nada ou que, após anos na política, “dizem não ter nada”. Não deixam de ter razão. Concordo em gênero, número grau e no que tiver mais de concordar que “é bem melhor declarar tudo do que dizer que não tem nada a declarar”. Quanto aos julgamentos, não os faço. Quem tem de tirar suas conclusões são os eleitores. Os fatos estão postos e cada um que decida em quem votar como mandar as consciências. E que todos os políticos sigam o exemplo do ex-governado e declarem tim-tim por tim-tim o que ganharam.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Transparência admirável
Há que se elogiar a coragem do ex-governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), em registrar junto ao Leão da Receita Federal, tim-tim por tim-tim, sem nenhum tipo de subterfúgio, toda a evolução do seu patrimônio. Poucos são os homens públicos que assumem o enriquecimento assim de forma tão transparente. É o que se pode chamar de transparência total, ampla e irrestrita. O fato é tão admirável que o hoje candidato ao Senado da República conseguiu “cavar” espaço em uma reportagem da revista Época desta semana. Ele aparece somente como o décimo político em termos de enriquecimento no poder do Brasil, mas, de qualquer forma é um orgulho para o Amazonas e o seu povo ter um dos seus ex-governantes na lista dos que mais enricaram. É bem-verdade que o atual prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), quando era dono do jornal Correio Amazonense, declarou ao próprio jornal que apoiara a candidatura de Braga na primeira eleição porque ele teria implorado com o argumento de que estaria “quebrado”. Mas isso é só um detalhe! O que importa é o fato de ter acumulado algo em torno de R$ 4 milhões nos primeiros quatro anos de governo e, nos quatro anos seguintes, ter chegado a R$ 16 milhões. E nada foi escondido do fisco: uma prova irrefutável das qualidades de Braga não-apenas como administrador público, mais ainda, como administrador das suas riquezas. Simplesmente notável! Melhor que isso só mesmo se o patrimônio do povo amazonense tivesse crescido na mesma proporção. Aí, seria digno de reportagem no Fantástico de todos os domingos até o dia das eleições.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Intolerância inaceitável
As cheias no Nordeste, que deixaram 50 mortos e mais de 100 mil desabrigados não provocaram apenas a solidariedade dos brasileiros. Comunidades nazifascistas foram criadas no Orkut e se referem aos nordestinos com termos do tipo “merdestinos e animais”. Membro da comunidade “Eu odeio nordestino”, a usuária Julia Shellman declara: ”Pessoal com essas enchentes no nordeste acho que os cabeçudos vão vir em massa pra SP, tô muito preocupada com isso. Vai ter mais lixo do que já tem aqui”. Leia o que outros jovens disseram sobre o assunto. Nadine Santos: “eles deviam aproveitar que alagou tudo por lá e nadar um pouquinho eles adoram água suja...”. Thomas Rebel: “Eles não conseguem nadar, pois a cabeça deles os faz afundar como uma ancora! Mas o q seria mais sujo, a água da enchente ou os merdestinos? // Seria bom se todos eles morressem na enchente, afinal nordestino é um animal q não sabe nadar!!!" Há outras comunidades similares criadas desde 2008, tais como: “Não queremos nordestinos em SP” e “Eu odeio o Nordeste”. É inconcebível que se aceite esse tipo de preconceito. Mas, o episódio serve para tirar a máscara daquelas pessoas que vendem a ideia de que o Brasil é uma maravilha e que não preconceito de raça nem de cor. O que seriam essas manifestações?
Quem controlará Lula?
O presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, deveria respeitar para poder exigir respeito. Chamar a vice-procuradora Geral Eleitoral, Sandra Coreau, de “uma procuradora qualquer” é de uma falta de educação e grosseria que beira o absurdo. Não consigo entender o destempero (e até desespero) do presidente quando o Ministério Público ou a Procuradoria Geral Eleitoral requerem informações sobre os seus discursos. Ora, senhor Lula, o Brasil inteiro sabe que o senhor faz propaganda eleitoral antecipada há muito tempo. Se recebesse multas diárias ainda seria pouco. Agora me vem o Partido dos Trabalhadores (PT) discutir, em tom de ameaça, se entra ou não com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a procuradora Sandra Coreau. Lula começa a agir como um ditador arrependido cujo sonho (dele e do PT) seria controlar a imprensa, o Ministério Público e quem mais aparecer na sua frente. O controle externo do Judiciário é essencial para a saúde da Democracia, mas, quem controlará presidentes como Lula?
OBS: Post do dia 19/10/2010
domingo, 18 de julho de 2010
Conesul condenada
É interessante essa história das fundações no País. Agora, a condenada é Fundaçào Conesul de Desenvolvimento. Ela foi condenada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) de Pernambuco tinha contratos de R$ 1,28 milhões com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e R$ 51 mil com a Secretaria de Estado da Administração. Além disso, tem contrato com a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) para o preenchimento de 862 duas vagas de nível médio e superior. Será que todos esses fatos não colocam uma nuvem de suspeita sobre o concurso da Prefeitura? Não seria o caso de a própria Prefeitura examinar o assunto com cuidado e até cancelar o contrato e o concurso? Com a palavra a própria Prefeitura!
sábado, 17 de julho de 2010
Capes e CNPq aceitam pesquisador-operário
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico Tecnológico (CNPq) editaram a Portaria Conjunta n° 1, publicada nesta sexta-feira, dia 16, no Diário oficial da União, autorizando que estudantes de Pós-graduação das universidades brasileiras possam acumular bolsa de estudo de uma das agências com rendimento de atividades remuneradas. As duas agências vetam o recebimento simultâneo de bolsas provenientes de agências públicas de fomento. De hoje em diante os bolsistas da Capes e do CNPq matriculados em programa de pós-graduação no país poderão receber complementação financeira, proveniente de outras fontes, desde que se dediquem a atividades relacionadas à sua área de atuação e de interesse para sua formação acadêmica, científica e tecnológica, especialmente quando se tratar de docência como professores nos ensinos de qualquer grau. O estudante só poderá receber a complementação financeira ou atuar como docente, o bolsista se obtiver autorização, concedida por seu orientador, devidamente informada à coordenação do curso ou programa de pós-graduação em que estiver matriculado e registrado no Cadastro Discente da Capes.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Pesquisadores golpistas
Fico a imaginar como pode um professor-pesquisador entrar em sala de aula, falar em ética, mas, na prática, enganar as agências públicas de fomento. Como se pode criticar políticos que se locupletam com o dinheiro público, se você fizer parte da categoria dos “Bolsistas fujões"? Isso mesmo, o Tribunal de Contas da União (TCU) condenou 48 ex-bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior(Capes) a restituir R$ 19,6 milhões aos cofres públicos. São bolsistas que foram ao exterior fazer cursos de doutorado e mestrado e não retornaram às instituições de origem. Há, também, casos de bolsistas que se beneficiaram do dinheiro público dentro do País, mas não defenderam seus trabalhos de pesquisa. Esse tipo de comportamento é de uma esperteza ímpar. O problema é que entre a condenação e a devolução do dinheiro demora uma vida. É lamentável que isso seja um comportamento tão recorrente na academia.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Retórica do trânsito
O que a população de Manaus espera é que toda essa retórica em torno das mudanças do trânsito na cidade não passe de mera especulação eleiçoeira. A propaganda oficial usa a tal de “Ação Conjunta” para apresentar um número quase mágico do número de ruas beneficiadas. Quem dirige, porém, não percebe esses ditos benefícios. Ao contrário, os automóveis sofrem, a vida útil das peças diminui e o motorista que paga IPTU e IPVA não recebe em serviços de qualidade o que paga de impostos. Além da pirotecnia de repreender motoristas na Avenida Eduardo Ribeiro, as mudanças no Instituto Municipal de Transportes e Trânsito (IMTT) não representaram nada na vida das pessoas. Mais trabalho e menos retórica não faria mal a ninguém.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Sumiço dos semáforos
Será que alguém do Instituto Municipal de Transportes e Trânsito (IMTT) poderia me explicar o porquê de todos os “meninos e meninas de azul”, também conhecidos como “azulzinhos”, somem dos semáforos quando falta energia? Hoje, no início da manhã, nas ruas do bairro de Cachoeirinha, nenhum dos semáforos funcionava pela falta de energia e o trânsito ficou caótico. Não teria hora melhor para eles aparecerem e organizarem o trânsito. Parece até que existe alguém que os avisa e eles resolvem passar longe, quando são essenciais para o bom fluxo dos veículos. Para a cidade e para a sociedade, eles são fundamentais se trabalharem sempre para tornar o trânsito mais fluente. Se forem apenas agentes de aplicação de multas, não servem para nada.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Clima das eleições
Embora a Copa do Mundo da África do Sul tenha terminado domingo, dia 11 de julho, ainda não se percebe o clima das eleições nas ruas de Manaus. É bem verdade que os primeiros carros cheios de adesivos já começam a circular. No entanto, ainda falta a campanha de 2010 ganhar as ruas pra valer. Aos poucos os cabos eleitorais aparecem e dão o tom do que serão as eleições deste ano. Vale lembrar que as pessoas devem remexer os baús e procurar o título de eleitor. Este ano, que não apresentar o título acompanhado de um documento de identidade com fotografia, não vota. Quem não encontrar o documento original deve procurar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para solicitar a segunda via. Corra! Não é nada confortável pagar a multa eleitoral.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
A Copa do Paul
Terminada a Copa do Mundo da África do Sul com a Espanha campeã, a maior curiosidade foi mesmo o polvo Paul, que mostrou mais categoria que os próprios jogadores na final e, mais ainda, deu um banho nos comentaristas esportivos, videntes e futuristas: acertou todos os vencedores. Talvez esse seja o tempero que paeja nenhuma leva, o do imprevisível, que transformou o futebol em paixão por todo o planeta. E quem tira proveito disso tudo é a Associação Nacional das Federações de Futebol (FIFA) ao monopolizar e gerenciar com mão-de-ferro o “maior negócio do mundo”. A influência da FIFA é tamanha que chega a determinar se feirantes permanecem ou não na Feira da Manaus Moderna, por exemplo, apenas porque Manaus será uma das cidades-sede. Se os alemães conseguiram um polvo para acertar todos os vencedores este ano, que tal treinarmos um pirarucu para prever os resultados dos jogos de 2014? Temos quatro anos e muitos viveiros. Dá tempo!
domingo, 11 de julho de 2010
Serenidade e respeito
Laços e amor são construídos e destruídos ao longo da vida com a mesma facilidade e velocidade. E o que era amor hoje em minutos pode se transformar em ódio com intensidade similar. A propósito de todas essas marcas da fraqueza (e da grandeza) humana, há que se ter carinho, serenidade e respeito para não deixar que o animal, o monstro se torne incontrolável. A vida em sociedade só é possível se o preceito universalizante for o respeito: à vida, ao outro, ao diferente. A tentativa de moldar o outro (ou a outra pessoa) ao nosso modo nos torna insano. Talvez isso explique as atrocidades que fazem parte o dia-a-dia das cidades que, porém, só ganham repercussão quando envolvem famílias de classes média e alta ou pessoas do universo fashion. Que tal aproveitarmos o domingo para refletirmos um pouco mais sobre essa nossa condição de humanos?
sábado, 10 de julho de 2010
Tá tudo dominado!
O governador do Amazonas e candidato a reeleição, Omar Aziz (PMN), deu provas de que sabe muito bem mexer com as peças do Xadrez político universitário do Estado. Ao nomear o professor José Aldemir de Oliveira como reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Odenildo Sena para a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Sect). Nos bastidores, a aposta de quem vai assumir a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) ficam entre uma solução interna, na qual eu aposto algumas fichas, professora Patrícia Sampaio, que é diretora técnica da Fapeam, e o secretário municipal de Educação, Vicente Nogueira. Aos olhos dos menos avisados, Aziz estaria promovendo um racha dentro do Partido dos Trabalhadores (PT) no Amazonas, uma vez que Marilene Correia, ex-reitora da UEA e toda poderosa no Governo Braga resolveu sair candidata ao Senado na chapa de Alfredo Nascimento (PR). Tudo não passa de jogo de cena. Terminadas as eleições, o mesmo grupo do PT senta no colo de quem vencer e fica no mínimo mais quatro anos no poder. Sem contar que todos são professores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) grande parte deles aliados do grupo do professor Hidembergue Ordozgoith da Frota, que foram fundamentais na vitória da reitora Márcia Perales por pouco mais de 1% (um por cento) dos votos. Em suma: tá tudo dominado!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Machismo e horror
Cada vez que leio algo sobre a forma como a modelo Eliza Samudio foi executada, esquartejada e seus pedaços jogado aos cães, justamente para não deixar vestígios, mais fico chocado. Choca-me mais ainda a reação de algumas mulheres: “Ele teve o que procurou”. Meu Deus! Onde nós estamos? Não posso crer que um ser humano seja capaz de julgar o outro a ponto de considerar tamanha crueldade algo normal. Se é mesmo verdade que após ter assistido a todo o processo de tortura ao qual a ex-amante foi submetida, o goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, foi “tomar uma cerveja”; trata-se de um doente mental, frio e calculista. E tudo isso por conta de uma herança? Como é possível alguém “ir para a cama” com outra pessoa e depois ser movido por um sentimento de tamanha crueldade? Será que aquele momento íntimo, para ele (e os demais jogadores que costumeiramente fazem esse tipo de orgia) não passa de um encontro entre dois oi mais animais? O que nos faz humanos é o controle sobre nossas taras, não a negação delas. Bruno e seus colegas jogadores podem ter as taras que quiserem, transformá-las em realidade, porém, exige senso de responsabilidade sobre seus atos. Não transfira para nenhuma jovem, mulher, a responsabilidade que é do homem. Ninguém, em sã consciência, aproxima-se de outra pessoa pensando em ser esquartejada e jogada aos cães. Considerar que o homem tem direitos sobre o corpo da mulher é de um machismo incomensurável. Não há justificativa para a barbárie em tempos modernos. Pelo amor de Deus, acordem mulheres!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Exercício da cidadania
O jornalista Pedro de Freitas Braga Jr, deve estar rindo com as paredes ou roendo as unhas de raiva. O jornal no qual ele trabalha denunciou que um rapaz pagou R$ 25,00 para liberar a motocicleta recolhida ao pátio do Detran-AM. Braga Jr mofa há dois nos corredores dos fóruns de Manaus para tentar rever sua Carteira Nacional de Habilitação e a Motocicleta. Só quero ver o que a diretora do Detran-AM, Mônica Melo, fará agora. Será que vai tomar providências tão rígidas e urgentes quanto tomou contra o jornalista e sua motocicleta? À época, Melo foi célere em confiscar a moto e a CNH do jornalista sem chances de defesa. E agora? Espera-se que tome providências imediatas para coibir a corrupção solta e barata que corre no órgão por ela dirigido. Pedro Braga Jr, quando a você, fica a lição de o quanto é custoso, exige dedicação e empenho o exercício da cidadania. Ainda assim, você não desistiu. Seria muito mais fácil pagar os R$ 25,00 de propina. Você preferiu esperar com dignidade todo esse tempo e provar que arbitrária a atitude da diretora do Detran e dos policiais que o agrediram. Ser jornalista é isso: indignar-se contra o abuso de quaisquer autoridades. Parabéns!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
E o socialismo?
As explicações da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência, Dilma Rouseff, para o fato de o seu programa de Governo conter as proposta do PT, como o imposto sobre grandes fortunas foram pífias. Em primeiro momento, ela negou peremptoriamente que irá incorporar as propostas mais polêmicas. Não contente, tascou:”nós queremos uma classe média, pelo menos uma classe média alta. Queremos consumidores!”. Quando Zé diz que o período de maior fertilidade financeira dos bancos foi do Governo Lula, não há exageros. A fala da candidata só confirma essa suposição. E mais: demonstra que os candidatos do PT negaram os próprios princípios do socialismo e aderiram de vez ao capitalismo: “nós queremos consumidores”.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Enfim a justiça
O jornalista Pedro de Freitas Braga Jr., enfim, depois de dois anos de espera, vê uma luz no fim do túnel e vislumbra que a Justiça poderá ser feita. Em audiência na 4ª Vara da Fazenda Pública, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM) comprometeu-se em devolver a Carteira Nacional de Habilitação e a Motocicleta. O jornalista afirma que a diretora do órgão, Mônica Melo, cassou a sua CNH, além de apreender a sua motocicleta. Braga Jr garante que foi vítima de abuso de autoridade, negligência e arbitrariedade por parte de três policiais: o primeiro tenente Carlos Eduardo Silva de Oliveira e os soldados Eli de Souza Brito e Pedro Lauro de Menezes Neto. Braga Jr foi preso e teve sua moto recolhida ao pátio do Detran-AM no dia 15 de maio de 2008. À época ele era diagramador no jornal “Amazonas Em Tempo” e fora abordado por quatro policiais no viaduto Miguel Arraes, por volta das 2h30min. Sob a alegação de que dirigia alcoolizado, sem que o texto do bafômetro tenha sido realizado, os policiais o agrediram e prenderam sua moto. Os policias cometeram o crime de abuso de autoridade, constrangimento ilegal e lesão corporal. Que a luta quase solitária do jornalista sirva de exemplo tanto de paciência quando do exercício pleno da cidadania. E que constrangimentos e agressões do tipo da sofrida pelo jornalista tenha fim no Amazonas.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Filosofia dunguiana
Custo a entender como nós, os brasileiros, que fomos às ruas lutarmos pelas Diretas Já, ou seja, pela democracia, aceitamos que o futebol brasileiro seja administrado com mão-de-ferro por um ditador chamado Ricardo Teixeira, que resolveu personificar na Seleção Brasileira a filosofia dunguiana. Sai o técnico Dunga da Seleção, demitido pela Internet, mais uma covardia dessa direção da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas fica a sua filosofia de subserviência, cegueira e patriotismo. As entrevistas de alguns jogadores brasileiros e do próprio técnico, ao retornarem da África do Sul, deixam claro que o critério maior para ser convocado não é jogar futebol, mas assumir o compromisso de ser patriota e defender cegamente a cartilha da CBF (antes, do Dunga, agora, sabe-se lá de quem). Em nome de uma paixão do brasileiro por futebol, uma organização privada, a CBF, abusa do público com práticas ditatórias há muito banidas do convício social brasileiro. Que a democracia chegue ao futebol brasileiro rapidamente e que a filosofia dunguiana da subserviência seja banida definitivamente.
domingo, 4 de julho de 2010
Loas aos meninos alemães
O humorista Marcius Melhem, ao comentar o jogo Argentina e Alemanha, foi ferino, como todo bom humorista tem de ser, e acertou na mosca: “Eles (os alemães) levaram o Ganso e o Neymar deles e deu certo”. Müller, um garoto de 20 anos que nem titular é no seu time, foi promovido a astro na seleção. Özil, cujo primeiro nome é Mesut e tem ascendência turca, tem 21 anos e desembarcou no time titular porque Michel Ballack contundiu-se. Sami Khedira, o mais velho do trio, tem 23 anos, de origem tunisiana, dá vida ao time da Alemanha juntamente com o único germânico genuíno: Bastian Schweinsteiger. O vovô do quarteto tem 26 anos e trucidaram a Argentina com um futebol de encher os olhos pela habilidade e eficiência. Se vão ser campeões do mundo ninguém sabe. Mas, que deixaram os que gostam de um futebol bonito e taticamente bem-jogado mais felizes, não tenho nenhuma dúvida. A Alemanha repetiu o bom futebol da estreia, deu uma lição tática no habilidoso time da Argentina, e, mais que tudo, jogou por terra a teoria dunguiana de que para jogar na Seleção é preciso ter experiência e passar quase quatro anos subserviente aos seus desmandos. Ainda bem que os meninos da Alemanha desbancaram, com o talento, a ideia burra de Dunga. Que sejam felizes e se divirtam!
sábado, 3 de julho de 2010
Adeus Dunga!
Com o perdão do trocadilho, mas Dunga não agüentou a primeira laranjada. Bastou um pouquinho mais de pressão que o Brasil desabou. E desabou vítima exatamente da filosofia implantada por Dunga: um time cegamente obediente, patriota ao extremo mas, com o futebol em segundo plano. Com a sua burrice e teimosia, o técnico da Seleção Brasileira não se importou com quem sabia jogar futebol e sim com que seguia a sua cartilha. Esnobou os meninos Paulo Henrique Ganso e Neymar e prol de Júlio Batista, Josué, Felipe Melo e companhia. Deu no que deu e nem poderia ser diferente. Sempre apostei que chegaríamos à final, apesar do Dunga pela facilidade dos adversários que enfrentaríamos. Era passar pela Holanda e chegar à decisão. Teríamos até chances de vencer uma final contra quem fosse (Alemanha ou Argentina), mas ficamos pelo meio do caminho. Adeus Dunga! E que nunca mais sejamos obrigados a ver nossa Seleção praticar um futebol medíocre. Se a derrota servir para eliminarmos de vez a mediocridade do futebol brasileiro, será bem-vinda. Torço pelo bom futebol. Por isso, sou capaz de apostar que quem ganhar entre Alemanha e Argentina vence a Copa.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Bilhão e tostão
A campanha presidencial deste ano união dois pólos financeiros do País, o que demonstra mais um dos contrastes brasileiros: o bilhão se uniu ao tostão. O mais curioso é que o tostão fica por conta da candidata do PV acreano à presidência da república, Marina Silva. Ela foi a primeira a ingressar com o pedido de candidatura, acompanhada da declaração de bens. Silva não chega aos R$ 150 mil, ainda que se some o saldo de R$ 46.782,88 em conta bancária. Já Guilherme Leal, candidato a vice, um dos sócios da Natura, declarou patrimônio acima de R$ 1,1 bilhão. Como a entrada dos documentos foi feita ontem, é possível que o pessoal do Tribunal Superior Eleitoral (TRE) tenha terminado rapidinho de digitar as informações referente aos bens de Marina Silva e não terminem tão cedo a lista de bens de Guilherme Leal. Trata-se de uma candidatura que, pelo menos, em forma e conteúdo, retrata o contraste que existe entre os brasileiros. E olha que Marina Silva já faz parte da elite intelectual e financeira.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Invasão de privacidade
A denúncia de que a empresa telefônica Oi invade a privacidade de todos dos serviços Velox é das mais graves. Deve ser apurada com todo o rigor pelas autoridades brasileiras e receber punição exemplar. No Brasil, aliás, invade-se a privacidade das pessoas sem e menor cerimônia e ninguém diz nada. O uso das câmeras nas ruas, por exemplo, a título de manter a segurança, é uma invasão sem precedentes. Todo ser tem o direito de ser avisado que é filmado e a divulgação das imagens por qualquer meio só pode ser feita com autorização expressa. Ainda assim, as empresas abusam de filmar as pessoas e não avisá-las. O mesmo acontece com as empresas de comunicação, principalmente na Internet. Perfis são utilizados sem que seus proprietários saibam. Usualmente isso era feito no Brasil pelas empresas de cartões de crédito. Com o boom da Internet, a prática foi transferida indiscriminadamente para a rede. Se a punição para a Oi for exemplar, pode ser que a prática arrefeça.
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