terça-feira, 11 de setembro de 2012

Notícias que em nós plantam a dúvida


Ontem, aqui neste mesmo espaço, sob o título “Um doutor em direito para a vaga de Peluso”, teci elogios à presidente Dilma Rousseff (PT) por ter escolhido o mestre e doutor em Direito Processual e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, para ocupar a vaga de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, porém, deparo-me com a notícia de que “Ministro indicado por Dilma absolveu Antonio Palocci”. Imediatamente me veio a dúvida: será que o ministro fora indicado pelo currículo profissional que tem ou por aquela decisão que tomou? O que me conforta é que nem todos os ministros do STF rezam permanentemente pela cartilha de quem está no poder. Joaquim Barbosa é um exemplo disso. A intenção da mídia ao difundir notícia com esse conteúdo talvez seja nos ajudar a “avaliar” melhor as decisões tomadas pela presidente da Nação. Terminam por provocar dúvidas. Salutares, aliás, em um País democrático. Que o novo ministro do STF mantenha a dignidade acima de tudo e honre a carreira acadêmica e pública que construiu.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um doutor em direito para a vaga de Peluso


A presidente Dilma Rousseff (PT) surpreendeu, desta vez positivamente, ao indicar o nome do professor doutor em direito e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, para ocupar a vaga de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF). O novo indicado ainda deverá ser submetido a uma sabatina no Senado Federal, mas, pela sua história, talvez não haja problemas em aprová-lo. Ele é natural de Santa Catarina. Lá, formou-se em direito. Depois, fez mestrado e doutorado em Direito Processual na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi professor da própria UFRGS e hoje ministra aulas na Universidade de Brasília (UnB). Ao que parece, a presidente Dilma Rousseff tenta acabar com os argumentos dos que criticam a falta de qualificação dos ministros do STF ao indicar um doutor. Espera-se que, daqui para a frente, a maior corte do País seja ocupada por pessoas efetivamente tituladas e de posturas dignas de respeito como a demonstrada por Joaquim Barbosa, relator do Mensalão.

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domingo, 9 de setembro de 2012

A disputa pela pior ficha suja


Li, ontem, uma postagem de Luiz Frave, o milongueiro que tomou Marta Suplicy do senador Eduardo Suplicy, que resume bem o espírito do Partido dos Trabalhadores (PT) nessas eleições: desqualificar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Diz ele: “Os tucanos tiveram 56 candidatos rejeitados pela Lei Ficha Suja. Isso dá três vezes mais que os petistas”. Posso interpretar da seguinte forma: “sociedade, eles são sujos, mas, nós somos três menos sujos que eles.” De outra forma, podemos entender da seguinte forma: eles são sujos, nós somos três vezes menos sujos que eles. De toda a forma, a não ser que eu seja um perifeito idiota, são dois partidos assumidamente sujo, fichas sujas, imundos até a alma. Sejamos menos cínicos e canalhas. Não está em jogo quem é menos corrupto, quem é menos canalha. Luto, como a toda a sociedade brasileira, por uma política mais limpa e honesta. Relativizar a corrupção é uma estratégia do Partido dos Trabalhadores para esconder o mar de corrupção que graça desde o Mensalão. A sociedade não pode, não deve e não tem que discutir quem é menos oou mais corrupto. Tem de ter como meta que não é corrupto, isso sim. Portanto, um partido que assume ser corrupto até a medula, embora não seja mais corrupto que o seu principal adversário, não merece o poder. Avaliemos isso nessas eleições. Para não perdermos o rumo da história.

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sábado, 8 de setembro de 2012

Candidato universal do reino de Deus


O candidato do Partido Republicano Brasileiro (PRB) à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, nada de braçada a frente dos dois concorrentes diretos, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), a ponto de, entre os militantes desses dois últimos, quando se pergunta como andam as coisas eles respondem: “Tá Russo, mano!”. A brincadeira tomou as ruas de São Paulo depois que Russomanno ganhou a dianteira, ultrapassou Serra e não para mais de crescer. Os mais otimistas dizem que, a se manter a tendência, ele leva a eleição no primeiro turno. Quem poderia imaginar esse “milagre” nas eleições deste ano na capital de São Paulo? Os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, especificamente o líder espiritual, Edir Macedo. Ao descobrir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usaria de qualquer artifício para derrotar José Serra, posicionaram o candidato da igreja deles como uma “terceira via”. As coisas começaram a ficar melhores ainda para Russomanno quando Lula resolver aliar-se a Paulo Maluf (PP). As bases malufistas não aceitaram a aliança e, ao invés de se lançarem na campanha de Haddad, desembarcaram na campanha do candidato da Igreja Universal. Eis a receita perfeita do sucesso: um candidato que é uma mistura de Paulo Maluf com Edir Macedo. O céu (de brigadeiro) parece ser o limite da campanha de Russomanno. O dia 7 de outubro mostrará a prova dos nove.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O totalitarismo democrático do capital


Olho para o “mundo dos ricos” vejo vício. Para o dos pobre também. O vício que mais me preocupa, porém, é o da dominação, do pensamento totalitário e único. Que os partidos da antiga esquerda, que hoje estão bem à direita, chamavam de “centralismo democrático”. Ao que parece, porém, esse centralismo democrático de então se transmutou para o que hoje, talvez possa ser chamado de “totalitarismo democrático do capital”. Por mais contraditório que possa parecer, o regime continua democrático, com eleições regulares, todas, porém, a serviço do capital e de um ideário nacionalista de “mentirinha”, ou seja, para consumo interno. O que se tem na América Latina, e o Brasil não foge ao modelo, são antigos dirigentes da esquerda histórica mancomunados ou com militares ou com a velha elite da antiga direita com um único objetivo: manter o poder ad eternum. Expertamente essa turma se apoderou da democracia burguesa, usa seus artifícios, como bolsa disso, bolsa daquilo, numa prática clientelista das mais nojentas, para perpetrar algo antes criticado por todos eles: a dominação como vício. Em cada estado do País forjou-se um líder linha-dura como se a federação fosse formada por neocapitanias hereditárias. Quem incomoda o “grande líder” desse “totalitarismo democrático” é execrado em Praça Pública ou se cria uma “frente” para massacrar que ousa enfrentá-lo. A disputa pela prefeitura de São Paulo é um exemplo disso. Assim como não é à toa que uma candidata à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) não diz outra coisa nos programas eleitorais gratuitos dela: “Vou estabelecer parcerias com Lula, Dilma, Braga e Omar”. É um mantra que ela repete para qualquer problema da cidade. A alternância de poder, algo defendido também como um mantra por essa turma que hoje ocupa o poder como essencial para a democracia parece ter sido esquecida. Ou o totalitarismo democrático do capital a apagou de vez dos manuais da hoje neodireita do poder?

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A difícil luta diária contra o vício


O problema enfrentado pelos jogadores Adriano, do Flamengo, e Jobson, do Botafogo, pode atingir qualquer família. E deve ser visto, acima de tudo, como um problema de saúde pública. O vício, em quaisquer dos seus aspectos, e a droga é apenas um deles, fere de morte o equilíbrio emocional da pessoa. Só quem é viciado em Facebook e Twitter pode entender perfeitamente o drama desses jogadores de futebol e de todos os demais viciados da era moderna. A cura das nossas neuroses e psicoses, em geral, não ocorre individualmente. Além do apoio de profissionais da psicologia e da psicanálise, a própria pessoa deve reconhecer a dependência para o início do processo de cura, ou, pelo menos, do controle da doença. Para além de tudo isso, o apoio do núcleo familiar é fundamental. Nós, os seremos humanos, nitidamente não temos tendência à normalidade. Somos cada vez mais neuróticos nessa luta diária por “acumular riquezas”, posição social e exposição midiática. Todas essas doenças estão no rol das “drogas” legalizadas, exploradas oficialmente e aceitas pelo capital. Está na hora de arrancarmos esses adjetivos e assumirmos nossos vícios como parte da vida. É a melhor forma de conscientemente enfrentá-los.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A indignidade contra o ser humano


Obrigar o jogador Adriano a, em uma entrevista coletiva, pedir desculpas aos torcedores e ao próprio clube é tão indigno quanto contratá-lo com o discurso de que se “está dando mais uma chance de ele se recuperar”. Notadamente, o jogador que hoje tem novo contrato com o Clube de Regatas do Flamengo, é doente. Ao que parece, se não é viciado em bebidas alcoólicas, o é em algo muito mais destruidor: drogas. Portanto, o fato de “dar oportunidades” e “lavar a mãos” não resolverá o problema do jogador”. Efetivamente, Adriano precisa de tratamento intensivo para se recuperar da sua dependência química. Sem que isso seja feito, é uma indignidade contra o ser humano obrigá-lo a pedir desculpas e dar entrevistas coletivas nas quais venha a se purgar. Fará de novo. Não depende dele. É parte da doença. Não o julguemos! Sou torcedor do Vasco da Gama. Nem por isso condeno Adriano. Ele, que para os torcedores é conhecido como “O imperador”, precisa de tratamento e acompanhamento médico. Sem isso, fingir que se está a dar oportunidades é mero jogo de cena. O Flamengo é muito maior e não pode se prestar a esse tipo de coisa. Se quer ajudar Adriano como ser humano que o faça, Mas, que não atente contra a dignidade ele como pessoa. Jogá-los às traças é muito fácil. Tratá-lo efetivamente é que são elas!

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Testemunha do Mensalão isolada e sem emprego


A se levar em conta os votos do ministro relator, Joaquim Barbosa, e do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, os ex-dirigentes do Banco Rural não escapam da condenação. Apesar de a direção do Banco Rural ter usado de todos os tipos de coação possíveis para desqualificar o ex-superintendente da área de Compliance do Banco, Carlos Roberto Sanches Godinho, considerado a principal testemunha de acusação. Em notícia publicada no site Yahoo, material da Agência Globo esclarece que foram usados vários tipos de coações: “De ações de indenização a mandados de busca e ordem judicial para vetar entrevistas, o Rural recorreu aos mais variados instrumentos para evitar que Godinho pusesse ainda mais em risco a imagem da instituição.” Desde quando decidiu se rebelar e não aceitar participar do esquema de empréstimos forjados, Godinho caiu em desgraça não apenas no Banco Rural, mas, no mercado. Ele não consegue mais emprego e vive a cada da filha em Belo Horizonte e a do filho, no Rio Grande do Norte. Quando chegará o tempo em que ser honesto e fazer as coisas corretas neste País não renderá punição e isolamento para a pessoa? É uma vergonha a situação enfrentada por Godinho. Que tenhamos a capacidade de nos indignar contra isso!

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Péssimos serviços prestados pelos bancos


As filas das loterias e posto de atendimentos alternativos aos bancos tradicionais em dias de início de mês, principalmente antes de um feriado, demonstram o péssimo serviço prestado aos clientes. Principalmente àqueles que não são correntistas e precisam do serviço bancário para pagar suas contas. Nos dias da “virada do mês”, porém, os correntistas também pagam o pago. Hoje, por exemplo, fui ao banco Itaú para resolver um problema simples que, rigorosamente, poderia ser solucionado pelo setor de “cobrança” ou “atendimento” ao cliente. Não hoje solução porque esse setor, no Itaú, é um dos piores de todos os bancos que já trabalhei. Com isso, o que aconteceu? Passei das 14h20 até às 15h40 na fila do banco para fazer um único pagamento. Como a “Lei das filas” não funciona nesse período, os bancos se aproveitam, também, deixar claro que não se importam com os clientes de varejo. Uma lástima!

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domingo, 2 de setembro de 2012

A força da máquina na democracia brasileira


Somente um político, o saudoso Mário Covas, teve vergonha e dignidade o suficiente para admitir, por meio de atos, que a força da máquina na democracia brasileira desequilibra o jogo. Foi o único político brasileiro a abrir mão da “Lei da Elegibildiade”e se afastou co cargo para concorrer à reeleição. Com reeleição ou não, porém, o jogo fica completamente desequilibrado quando a máquina administrativa entra em ação. Uma prova cabal disso é a candidatura de Vanessa Graziottin à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Patinhava entre o terceiro e o segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos. Com o começo do horário eleitoral e a entrada em campo do governador Omar Aziz (PSD), do senador Eduardo Braga (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já encosta no líder, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Artur Neto. Não duvidem! Uma das missões mais espinhosas da vida política de Artur Neto será manter a liderança e derrotar Vanessa Graziottin (PC do B). Ainda mais se houver segundo turno. Quer queiramos, quer não, Henrique Oliveira (PR) é da “base aliada”, Serafim Correia (PSB) e Sabino Castelo Branco (PTB) também. Em havendo um segundo turno entre Artur e Vanessa, as possibilidades de vitória de Artur são mínimas. A não ser que sua candidatura se transforme em uma onda de protesto da população contra o “pensamento único” que toma conta da política no Amazonas. Algo pouco provável pelo rumo que a campanha toma.

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sábado, 1 de setembro de 2012

Neotucanismo: Dilma e um novo jeito PSDB de governar


Não tive dúvidas sobre o que escreveria hoje ao ler um Twitter do jornalista, consultor e assessor sindical Eduardo Pavão (@EduPavao). Claro, imediatamente fiz contato com ele (somos seguidores mútuos) e pedi autorização para usar o termo que, pelo menos para mim, foi criado por ele. Pensei logo em um título que resumisse tudo (sou assim: só escrevo se fizer o título primeiro). Nasceu “Neotucanismo: Dilma e um novo jeito PSDB de governar”. Chamar um petista histórico de neotucano deve ser a maior ofensa do mundo. Tem o poder de provocar estragos. Minha sorte é que Dilma não é histórica do PT. Começou a carreira política no PDT de Leonel Brizola. Certamente, porém, ao postar estes escritos, perderei alguns seguidores: todas as vezes que falo do Partido dos Trabalhadores (PT) perco muitos deles. Mas, é a vida de quem fala o que pensa e, às vezes, nem pensa sobre o que vai falar. E pensei muito sobre o que falar a respeito do “Neotucanismo” de Eduardo Pavão. A política econômica é a mesma do Governo FHC. A política social foi criada por Ruth Cardoso. O PT só refinou e deu um caráter mais populista que popular. Criou os currais eleitorais que o PSDB tinha vergonha de fazer e assumir. A política para a educação, então, de estado mínimo, é a mais igual de todas. O “jeitão” Dilma de tratar os servidores públicos, principalmente, em greve, não deixa dúvidas: estamos sob a égide de um novo tucanato. É o Dilmanato! Ou o Neotucanismo: o jeito Dilma de governar. Serra não faria melhor. Não foi por acaso que FHC rasgou elogios à forma de Dilma tratar os grevistas. Parabéns Pavão, pela criação! Parabéns Dilma, por ser uma aluna tucana tão bem aplicada!

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A culatra por onde o tiro do PT começa a sair


O tiro que o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados queriam dar em São Paulo no coração do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao que tudo indica, sairá pela culatra. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou uma nulidade da cartola, Fernando Haddad, e o queria prefeito de São Paulo. Não se sabe se o desejo de Lula era demonstrar sua força política ou derrotar o PSDB. Se era a primeira opção, talvez, não consiga, porque está cada vez mais difícil “fazer Haddad prefeito”. Por outro lado, a derrota do PSDB, ao que tudo indica, são favas contadas. E, pasmem, leitores e leitoras. Pelo que as pesquisas indicam, PT e PSDB morrerão abraçados, na praia, ainda no primeiro turno, derrotados por ninguém menos que Celso Russomano, candidato do Partido Republicano Brasileiro (PRB). E sabem o porquê desse fenômeno eleitoral? Russomano é uma mistura de Edir Macedo com Paulo Maluf. Enquanto esse último, pragmaticamente se aliou ao candidato do presidente Lula, as bases malufistas não aceitaram e correram para os braços do quase pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. E, em São Paulo, quando se une malufismo e religião resulta em um fenômeno eleitoral quase imbatível. Russomano, ao que tudo indica, vence no primeiro turno. Serra abatido de um lado, Haddad do outro. Ainda assim, Lula terá motivos para sorrir. São Paulo, porém, talvez não!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O direito à greve que o PT quer nos tirar


Quando da primeira eleição do Partido dos Trabalhadores (PT) para a presidência da República, comecei a desconfiar que o melhor para os trabalhadores brasileiros era ter o PT na oposição. Hoje, depois de dois anos do Governo Dilma Rousseff, não desconfio: tenho convicção de que o lugar do PT na vida política brasileira, e para o bem da democracia burguesa vigente, é na oposição. O problema, porém, é que os banqueiros, as montadoras de automóveis e até os dirigentes reacionários de órgãos públicos e autarquias pensam diferente. Para esses setores beneficiados diretamente em todas as medidas do Governo, “Serra não faria melhor que Dilma”! Em se tratando da forma como lida com os servidores públicos, então, nem Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi tão prepotente e autoritário. Mais grave que isso é a “Lei de greve” proposta pelo Governo do PT. Ao entrar em vigor, definitivamente acaba com qualquer direito à manifestação dos trabalhadores dos setores públicos. Se nos moldes atuais, com toda a pressão dos setores, o Governo congela os salários dos trabalhadores por mais de 10, o que não acontecerá quando (ou se) a Lei de Greve proposta for aprovada? Nenhuma greve poderá mais ocorrer, assim como, certamente, nenhum tipo de aumento será arrancado pelos trabalhadores. Indiretamente, trata-se do fim do serviço público brasileiro: uma porteira aberta para a terceirização em grande escala. Antes que isso aconteça, melhor a sociedade mandar o PT de volta para a oposição.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uma nova moeda para Manaus


Na terceira postagem da série sobre os candidatos à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) que me chamaram a atenção está o candidato dos Democratas, Pauderney Avellino. Chamou-me a atenção o tal Banco Conquista. Por meio dele passaria a circular em Manaus uma nova moeda chamada “Conquista”. As pessoas acumularão suas conquistas ao longo dos anos e depois as trocarão por dinheiro vivo. Cada família pode acumular até “quatro mil conquistas” e trocar por reais. A ideia não tem nada de inédita. É uma cópia do mesmo mecanismo usado no Plano Real, de Fernando Henrique Cardoso, implementado ainda no Governo Itamar Franco. Não entendo, porém, que seja possível ter o mesmo sucesso do plano de FHC. Aparentemente, mexe com o desejo de “conquista” das pessoas. No entanto, não me parece ter potencial suficiente para alavancar a candidatura de Avellino e tirá-lo do lugar que empacou nas pesquisas. No início da campanha eleitoral fiquei com a impressão que o candidato democrata poderia surpreender. Pelo jeito, porém, a “conquista” dele, ao final do processo, será, no máximo, a proposta de uma nova moeda para Manaus.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Artur e Hissa: ordem e progresso


Vi uma das propagandas eleitorais dos candidatos Artur Neto e Hissa Abrahão que fala dos “grandes desafios” de Manaus. Quem discorre sobre o assunto é Abrahão. Ele explica que, por serem grandes os desafios, são dois os candidatos, ele e Artur, com “ordem e progresso”. Não entendi patavina o porquê de a dupla usar o lema da bandeira brasileira. Será que a promessa de “ordem e progresso” para a cidade gera votos? Será que houve alguma pesquisa, qualitativa ou quantitativa, para determinar o uso do dito lema? Não tenho tempo de ver todos os programas políticos, mas, os que tenho visto, sempre aparecem Hissa e Artur ou apenas Hissa. Será, também, mas uma estratégia para demonstrar essa tal “ordem e progresso” que tanto pregam? Confesso não ter nenhuma simpatia pelos lemas positivistas, inclusive, o da bandeira brasileira. E não vejo nenhuma relação entre o que tentam, Artur e Hissa, “vender” ao povo de Manaus. Creio que os dois talvez tenham algo mais a mostrar que a simples “ordem e progresso”. É muito pobre prometer isso a uma cidade como Manaus, cujos desafios os próprios Hissa e Artur dizem ser grandes.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Serviços educacionais de excelência


Hoje fui surpreendido por um telefone da escola na qual meu filho estuda. Reservo-me ao direito de não revelar o nome da escola para não parecer uma “propaganda” não-oficial. Posso, porém, revelar, com tranquilidade, o motivo da surpresa. A pessoa perguntou se eu era o pai ou responsável pelo estudante. Disse ter me ligado para saber se ele (meu filho) havia feito a inscrição no Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Por coincidência, no final de semana tratei do assunto com o meu filho. Porém, ainda não tinha, naquele momento do telefonema, a certeza de que ele tinha ou não concluído o processo de inscrição. Ela disse que, caso meu filho ainda não tivesse feito a inscrição, há um professor na própria escola designado para auxiliar o estudante em todo o processo e gerar apenas o boleto para pagamento. Fiquei surpreso com a qualidade do serviço prestado pela escola. Claramente, a preocupação não é apenas com o estudante. É evidente que a escola presta todo esse serviço porque lança o olhar ao futuro, à colocação para a sociedade, para o mercado, que terá com a aprovação do maior número possível de estudantes. Por isso presta todo esse serviço, que considero de excelência. E quando os serviços são prestados com qualidade devem ser reconhecidos. Por isso o meu registro.

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domingo, 26 de agosto de 2012

Ética: um produto à venda


Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de Marcos Valério e seus sócios, bem como do deputado federal, João Paulo Cunha, parece que a ética se transformou em um produto perfeitamente manipulável na vida política brasileira. Dois ministros do Governo Dilma, que entraram na chamada “faxina ética”, praticaram atos no mínimo eticamente duvidosos. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) e o ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ), sem a menor cerimônia, figuram entre os quatro maios beneficiados com verbas de emendas assinadas por eles quando ainda eram deputados. Em resumo, para ficar bem entendido, passaram a liberar verbas para as emendas por eles propostas quando ainda estavam no parlamento. A cara-de-pau desses políticos é tamanha que eles não ficam mais nem vermelhos com esse tipo de prática. Até quando nós, o povo brasileiro, vamos aceitar práticas tão reprováveis quanto essas sem que reajamos? Não é mais possível essa passividade coletiva enquanto políticos, juízes e administradores públicos fazem da ética um produto à venda. Temos de reagir!

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sábado, 25 de agosto de 2012

As pesquisas e a campanha em Manaus


Tenho acompanhado sem muito afinco o horário eleitoral. Mas, uma coisa é possível perceber imediatamente após o resultado das primeiras pesquisas: há um inimigo comum a todos os candidatos. E esse inimigo tem nome, endereço completo e telefone. Chama-se Artur Neto, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). É assim e todas as eleições. Basta que se descubra o candidato da ponta ou a tendência dos eleitores para se começar uma guerra repleta de baixarias e ataques que vão da vida pública à vida pessoal. E, das poucas vezes que vi (e ouvi) o horário eleitoral, tenho notado isso. Tentam desencavar coisas do arco da velha para atingir o candidato que se encontra na frente e a candidata que se aproxima. Não dá para dizer que Artur Neto é santo. Muito menos acreditar na piedade e na religiosidade recente de Vanessa Graziottin. Uma campanha baseada em propostas e na capacidade de administrar os problema de Manaus, no entanto, parece ser muito mais simpática. Centrar o foco apenas em ataques pessoais talvez não renda muitos votos. Os responsáveis pelas campanhas de marketing dos partidos bem que deveriam pensar nisso. Antes que o brejo seja o caminho da vaca.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O mercado e o preço dos carros


Hoje, como quem não quer nada, procurei as concessionárias de Manaus para avaliar meu carro: um Fiesta, motor 1.6 Flex, com ar-condicionado, vidros elétricos e direção hidráulica. Na avaliação dos bancos, para efeito de recompra e renegociação das dívidas, o preço avaliado foi em torno de R$ 23 mil. Desconfiei! Por isso fui às concessionárias! Claro, se o preço fosse aquele mesmo, talvez até negociasse meu carro. Fiquei, porém, estupefato quando recebi a primeira avaliação: a concessionária A pagaria R$ 13 mil no veículo. Não contente, busquei outra. Resposta: R$ 11 mil. Nessa última, obtive a informação de que o Modelo Fiesta será retirado de linha, por isso a avaliação foi tão baixa. Na primeira Concessionária recebi a informação de que o melhor seria aguardar o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o carro poder “valorizar um pouco mais”. Depois dessa rápida peregrinação pelas concessionárias descobri, na prática, a arapuca que é “tirar” um carro financiado a um prazo tão longo quando o meu: 60 meses. Entrei em uma roubada que não tem mais tamanho. Como o carro está “conservado”, só tenho uma saída: mantê-lo e pagá-lo até o final. Não aconselho ninguém, porém, a entrar em uma arapuca dessas.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mais respeito ao ser humano


Politicamente, pode-se até dizer que Amazonino Mendes (PDT) não é humano. Sua prática, inclusive, às vezes é de passar como um trator sobre os adversários. Para alguns, porém, isso o faz até um “gênio” da política. Não se pode, porém, pôr as questões políticas acima do respeito ao ser humano. Como ser, humano, habitante do planeta Terra, que divide o espaço da vida conosco, não se pode, jamais, desrespeitá-lo em vida, muito menos na morte. O prefeito de Manaus está hospitalizado e o seu estado de saúde, ao que se sabe, é grave. Portanto, creio ser fundamental, ao invés de galhofas e piadinhas de péssimo gosto, respeitar o momento vivido pelo prefeito da cidade. Nenhum homem é bom ou ruim por inteiro. E espírito de solidariedade e respeito é essencial. Foram várias as notícias sobre a morte do prefeito de Manaus desde que ele foi hospitalizado. Ainda não recebi nenhuma confirmação de que tenha morrido ou não. Abomino, porém, veementemente, a forma como estão tratando o fato. Que haja respeito na vida ou na morte, ainda que, em muitos momentos, o prefeito de Manaus tenha falhado com a população quando precisou respeitá-la.

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