sábado, 9 de junho de 2012

O suspense do senador Eduardo Braga


Quando tudo parecia resolvido, com os “analistas políticos” e jornais da cidade anunciando que o senador Eduardo Braga (PMDB) teria procurado o Partido dos Trabalhadores (PT) para incentivar o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB) a ser candidato a reeleição, eis que tudo muda. Ao que parece, Braga adora um filme de suspense e, hoje, os jornais já trazem a especulação de que até ele pode ser candidato. Por outro lado, no programa político do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) vinculado pelas emissoras de TVs locais, o ex-senador Arthur Neto, fala como se candidato fosse. Talvez, por isso, Braga tenha recuado no discurso de que indicaria o deputado Marcos Rotta (PMDB) como candidato à prefeitura de Manaus. Amazonino Mendes (PDT) jura de pés juntos, não ser candidato. Trabalha, porém, dia e noite, como natural participante do processo. Será que, de repente, uma disputa que talvez fosse entre dois candidatos da situação e o ex-prefeito Serafim Correia ganhará fortes emoções na reta final? Os Democratas já anunciaram Pauderney Avellino. Até o dia 30, o jogo de esconde ganhará novos contornos. A disputa, pelo jeito, pode ser muito mais interessantes do que se nos apresentava inicialmente.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

O partido de mil e uma utilidades


O Partido dos Trabalhadores (PT), em Manaus, mais parece aquele famoso produto de limpeza que anunciava possuir mil e uma utilidades. Como virou tradição local do partido, o PT sai pelo menos com um pé em uma chapa e um pé em outra. Da situação, é claro. Quem não se lembra da última disputa para o Governo do Estado? O PT estava oficialmente na chapa de Alfredo Nascimento (PR), dita a chapa do Diretório Nacional. Na prática, inclusive com secretários e o reitor da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ficou, também, na chapa de Omar Aziz (então PMN), gestado e apoiado pelo candidato ao Senado, Eduardo Braga (PMDB). Hoje, por exemplo, especula-se que o PT possui três candidatos a vice: Sinésio Campos,  Vital Melo (ex-secretário do Trabalho) e Valdemir Santana, presidente da CUT e do Executiva Municipal. O problema (ou a solução) é que a executiva Nacional do PT envia a Manaus Paulo Frateschi e Jorge Cabral Coelho para convencer Amazonino Mendes (PTB)a ser candidato a reeleição. O PT nacional quer Amazonino, o PT local quer qualquer coisa, inclusive, se puder estar em duas chapas melhor ainda para manter a tradição do partido de sair em duas chapas da situação. Quem sabe, em acordo com Braga, Omar e a Executiva Nacional, o PT não sai como vice nas chapas de Braga e Omar de um lado e de Amazonino Mendes do outro? Os delegados do partido voltam a se reunir dia 24 para definir quem será o vice. Pelo andar da carruagem, terão de definir dois e não um. Para a história se repetir, mais uma vez, como pregava Karl Marx, como tragédia. A tragédia moral que o Partido embarcou e não mais consegue dela sair.

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quinta-feira, 7 de junho de 2012

O jogo de cena de Braga e Omar


Quando os jornais de Manaus estamparam, como manchete, o discurso duro do governador Omar Aziz (PSD) contra o senador Eduardo Braga (PMDB), neste mesmo espaço, deixou no ar, a clara desconfiança que se tratava de mero jogo de cena. Seria uma tremenda burrice política dos dois brigar a ponto de romperem, pois o ato colocaria praticamente a prefeitura de Manaus, sem a participação de Amazonino Mendes (PTB) na disputa, no colo do ex-prefeito Serafim Correia (PSB). O anúncio de que o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), Valdemir Santana, o candidato a vice a chapa a ser apresentada por Aziz, com as bênçãos de Braga, cheira a mais um jogo de cena. Ou, mais uma vez, como sempre ocorre, provocaria um racha interno no PT. A não ser que o próprio Braga já tenha convencido o deputado Sinésio Campos a sair de cena, logo ele que havia sido anunciado como vice na chapa a ser encabeçada pelo deputado estadual Marcos Rotta (PMDB). Posso estar enganado, mas, ao que tudo indica, os dois líderes, Braga e Omar, jogam para a plateia do PT enquanto tentam alinhavar nomes com densidade eleitoral para vencer. Braga não seria tão teimoso quanto Lula que tirou Fernando Haddad da cartola, em São Paulo, e vendeu a todo mundo a ideia de que ele tinha chances de vencer. O ex-ministro da Educação empacou nos 10% das intenções de voto e só um milagre o transformará em prefeito de São Paulo. Não é todo dia que o povo está disposto a seguir “o que o rei mandou”.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

Trip e TAM: crônica de uma mala abandonada


A operação de Code Share feita pela TAM Linhas Aéreas com a Trip, entre Manaus e Uberlândia, causou-me constrangimentos e seria motivo de irritação extrema se eu, não sei de onde, não tivesse encontrado tanta calma em hora de crise. No dito Code Share, a TAM vende as passagens, mas, quem opera o trecho Manaus-Belo Horizonte é a Trip. Em Confins, você faz o último trecho, entre Belo Horizonte e Uberlândia, pela TAM. Minha passagem foi comprada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira (Inep) na TAM. Cheguei em Uberlândia por volta das 22h do dia 3 de maio de 2012. Para a minha surpresa, nada da mala (aliás, uma mochila do meu filho), emprestada a muito custo. Um funcionário da TAM, em Uberlândia, revela que não é a primeira vez que a Trip deixa de embarcar as malas dos clientes no voo da TAM. Que eu esperasse um pouco a chegada do voo da Trip que “talvez” a mala viesse. A espera foi em vão. Eu e mais quatro pessoas ficamos sem as malas. Foram mais três pessoas com as malas perdidas. Uma delas foi estudante do Mestrado em Ciências da Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que, por sorte, fazia o mesmo trajeto. Uma pessoa da família dela forneceu seu endereço a fim de quê, se a mala fosse encontrada, a empresa a entregasse lá e ofereceu-me carona do Aeroporto ao Hotel. Com a mesma roupa da viagem que começara às 14h com a chegada ao Aeroporto Eduardo Gomes, às 14h, sentia-me completamente desconfortável. Pior de tudo, passaria dois dias com a mesma roupa. No dia seguinte, 4 de junho de 2012, procurei o balcão da TAM no Aeroporto, expliquei a minha situação e recebi a autorização para gastar”a fortuna” de  R$ 100,00 com roupas e materiais de higiene pessoal. De acordo com a funcionária, era uma quantia emergencial. Pensava: como contar ao meu filho que a sua mochila tão recomendada tinha desaparecido no primeiro empréstimo? Esperei o dia 4 inteiro sem nenhuma notícia da mala. A manhã do dia cinco foi de ligações constantes para a empresa. Ainda havia uma esperança. No início da tarde do dia 5 desisti: dei a mala como perdida. Eis que, porém, na tarde do dia 5, recebo a alvissareira notícia da senhora que se tinha posto à disposição para receber a minha mala na casa dela que a empresa TAM entregara três malas: uma delas era a minha. E que ela deixaria no hotel por volta das 19h. Feliz da vida, saí para comprar uns queijos e doces. Era a minha forma de comemorar o retorno da tão recomendada e querida mala do meu filho. Hoje volto para Manaus na mesma operação de Code Share às avessas. Estou aqui no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, aflito: será que não vão sumir de novo com a bendita mala?

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terça-feira, 5 de junho de 2012

Fusão Trip e Azul pode gerar perdas ao consumidor


Dia 03 de junho de 2012, domingo, fiz o voo 5303, da Trip, em uma aeronave Embraer 190, direto, entre Manaus e Belo Horizonte. Foram 3h10 de um voo tranquilo, numa aeronave estável, que, de certa forma, enche-nos de orgulho em ser brasileiro. Em saber que temos capacidade para fabricar aviões do porte deste modelo e concorrer com empresas internacionais de igual para igual (penso até que, com vantagens, embora entenda pouco de aviação civil). A viagem só serviu para me confirmar algo que já havia revelado aos meus leitores e leitoras: a Trip é a companhia aérea brasileira com melhor serviço de bordo. E não cobra por isso, como o faz, agora, a Gol em alguns dos seus voos. A TAM linhas aéreas, que tinha um primoroso serviço de bordo em tempos idos, hoje tem serviço similar ao da Gol. Em breve, talvez também comece a cobrar pelos lanches servidos a bordo. Claro, todos sabemos, que embutido no preço das passagens, está o custo dos lanches e de todo o serviço de bordo. O problema é que o mercado de aviação no Brasil, ao invés de se pautar pela concorrência com qualidade de serviços, começa a se tornar um mercado de companhias de baixo custo, como é o caso da Gol e da Azul. Quem começou pequena e tinha como diferencial o serviço primoroso, a TAM, curvou-se. A Trip seguiu os caminhos da TAM e passou a crescer pelo mesmo diferencial da qualidade dos serviços aliada ao preço das passagens. Para o consumidor, o problema será se a empresa for engolida pela Azul e por sua política de baixo custo. Ainda não fiz nenhum voo pela Azul. Creio, porém, a partir das conversas de colegas que já voaram pela empresa, que os serviços, nem de longe, compara-se aos da Trip. O que essa fusão pode gerar? Além de aumento no preço das passagens, queda na qualidade dos serviços, inclusive de bordo. Resultado: perdas irreparáveis para os consumidores. Não é bom esquecer que já tivemos no País um oligopólio de três grandes companhias: Varig, Vasp e Transbrasil. As três afundaram até serem engolidas pelas dívidas e pelas novatas TAM e Gol. Não seria o caso de o Governo incentivar a concorrência entre empresas de aviação regional que prestassem bons serviços de bordo, com o faz a Trip? Quantos aos serviços em terra, a Trip abusa dos seus clientes. Em Uberlândia, por exemplo, faz operações em Code Share com a TAM mas não entrega as bagagens. Pura irresponsabilidade que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deveria punir com extremo rigor.

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

TAM abusa dos clientes em operação com a Trip


A TAM Linhas Aéreas opera o voo JJ 3226, do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, em Minas Gerais, para Uberlândia, no interior do Estado, para quem vem de Manaus, em uma operação chamada Code Share, na qual a própria TAM vende passagens, mas quem opera o trecho Manaus-Confins é a Trip Linhas Aéreas, por intermédio do voo 5303. Tudo tranquilo e normal se a Trip tivesse o mínimo de respeito por quem faz esse tipo de operação. Como no site de vendas de passagens da Trip não há a opção Manaus-Uberlândia, coisa que existe no site da TAM, fica a impressão de que a Trip boicota quem compra o trecho completo pela TAM. Pelo menos foi isso o que aconteceu ontem, no voo 5303, que completou o trecho Belo Horizonte-Uberlândia por meio do voo JJ 3226 da TAM. Todos os passageiros que vieram pela TAM tiveram suas bagagens extraviadas. Eu, por exemplo, estou hoje, em Uberlândia, para um trabalho de três dias, apenas com a roupa do corpo. O funcionário de Aeroporto da TAM revelou que todos os dias a Trip não repassa as bagagens, em Confins, e quem faz esse voo passa pelo mesmo problema. Disse que a empresa Trip já foi informada e que a prática é recorrente. Desde Manaus tive a impressão de que algo ocorreria. Perguntei, em Manaus, se não seria melhor eu retirar as bagagens em Confins para fazer o embarque na TAM. O funcionário de Aeroporto de Manaus, da Trip, disse que eu não me preocupasse que a bagagem seria entregue em Uberlândia. Ainda argumentei: “vocês vão repassar a bagagem para a aeronave da TAM?”. “Não se preocupe”, garantiu-me o funcionário. Minha preocupação se justificava. Meu filho emprestou-me a sua mochila Samsonite, como tinha alertado a minha filha, “é Top, heim papai,cuidado”. Fiz isso porque queria transportar tudo na parte interna da aeronave. Fui impedido em Manaus. Moral da história: eu e mais três passageiros do voo de ontem nos encontramos em Uberlândia sem roupas, perfumes, escovas de dentes, sem nada. O funcionário da TAM garantiu-nos que “jogaria os dados no sistema, iniciaria as buscas e receberíamos as malas hoje”. Houvesse responsabilidade dos funcionários das duas empresas, ainda que a bagagem seja entregue hoje, não se precisaria passar por tamanho constrangimento. Será que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) faz alguma coisa nesses casos ou nós, os consumidores, ficaremos a ver navios (ou aeronaves)?

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domingo, 3 de junho de 2012

O melhor Programa de combate ao fumo do mundo


Ouvi, recentemente, em uma das rádios de Manaus, o anúncio do programa de Combate ao Fumo da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Pela propaganda oficial, trata-se de um dos mais eficientes programas do Brasil, quiçá, do mundo. É que no jingle, após, anunciar o Programa, o locutor anuncia a entrevista com um personagem chamado Marquinhos Negritude. Esse, entre outras coisas, diz que foi a filha que o indicou o Programa e acrescenta: “Em duas ou três palestras, larguei completamente o fumo”. Para quem sabe o quanto é penoso largar tanto o vicio do álcool quando do fumo, ouvir que em três sessões, no máximo, a pessoa conseguiu largar o vício é alentador. Em sendo verdade, a Prefeitura de Manaus deveria usar a mesma técnica para outros tipos de vício. Em pouco tempo, problemas com drogas, álcool e fumo estariam resolvidos. Espera-se que não se trate apenas de propaganda enganosa como tantas outras que já foram postas no Rádio e na TV sobre feitos da Prefeitura e do Governo do Estado.

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sábado, 2 de junho de 2012

Petralhas, tucanalhas e outros canalhas


Com derivados do termo “canalhas”, os internautas brasileiros passaram a usar os termos “Petralhas” para denominar aqueles membros do Partido dos Trabalhadores (PT) cujas ações fogem completamente do manual que a “tchurma do Lulla” defendia e os aproxima cada vez mais do antigo Partido da Frente Liberal (PFL), hoje Democratas (DEM). Receberam o troco dos que se sentiram ofendidos e ganharam a pecha de Tucanalhas. Esses seriam os membros do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) sócios permanentes dos Democratas. Para além do sufixo “alha”, o que une o ideal dessa turma de irmãos siameses (petralhas e tucanalhas) é a voracidade com que limpam os cofres públicos. Ou por meio de uma Cachoeira de contravenções ou de pagamentos mensais a senadores, deputados e até mesmo vereadores no episódio mais conhecido como “mensalão”, que agora também ganhou uma versão na Internet: “Mensallula”. Assim, Lula ganhou mais um “l” para não diferenciá-lo muito de Collor. Tenho a lamentar que Lula, em quem votei em todas as eleições que participou (menos na primeira, no primeiro turno, quando votei em Mário Covas) tenha se transformado em um político do quilate de Collor, a ponto de merecer o outro “l” que a elle começaram a atribuir.

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sexta-feira, 1 de junho de 2012

A sedução do dinheiro fácil


Fico a observar o quanto é preciso se ter autocontrole para resistir às investidas dos bancos e dos seus gerentes. Com as operações on-line, vive uma enxurrada de tentativas de sedução a cada vez que se entra no site dos bancos, privados ou não. Até no Banco do Brasil, banco cujo maior acionista é o Governo Federal, a lógica é a mesma. Se você entra no site do banco, depara-se com mensagens “incentivadoras” do endividamento. Quanto mais se põe a corda no pescoço, mais se soma pontos no ranking interno para conseguir novos financiamento. Clara é, no entanto, a necessidade de se pagar em dia. Caso não, a pontuação começa a baixar. As mensagens são as mais variadas e “atacam” em todas as frentes, bem como no final dos extratos. Você muda os olhos e lá está, após os dizeres “crédito pessoal todo seu”, a quantia disponibilizada. Em dois ou três cliques você simula o empréstimo e, com mais dois ou três, fecha o negócio. Em segundos, a grana está creditada na sua conta-corrente, que se transforma literalmente em “corrente” quando as prestações começam a ser debitadas, normalmente 45 dias após a assinatura do contrato. O que parecia inicialmente um bom negócio, torna-se uma prisão de até 60 meses, ou sejam, cinco anos. Os gerentes, por seu turno, são treinados para “orientar” seus clientes. Normalmente o fazem para nos incentivar a trocar as dívidas de outros bancos pelas dívidas do próprio banco. E assim segue a vida, como seguem as dívidas, cada vez mais a longuíssimo prazo. Tempo pelo qual você fica completamente vinculado à instituição. Tudo o que eles mais querem.

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A cheia e o centro de Manaus


É fundamental que cada um de nós, condutores de veículos e cidadãos, tenhamos um pouco de sobriedade e façamos nossa dose de sacrifício quanto à ida ao centro da cidade. Não tenho nenhum tipo de solução para resolver o problema do caos no trânsito do centro. Sou convicto, porém, que se pode fazer algo para superar esse momento de crise. Penso que evitar ao máximo ir ao centro é uma das medidas possíveis. Trabalhadores são obrigados a se dirigir ao centro e usam o transporte coletivo. Até essas pessoas estão com problemas para se deslocar. Creio, no entanto, que, se cada uma das pessoas que vão ao centro todos os dias utilizando seu próprio veículo fizer um esforço de não utilizar o carro, os problemas do trânsito na área central poderão ser minimizados. Levando-se em conta que o rio manteve-se estável por três dias, abrir mão de ir ao centro talvez não seja um esforço tão prolongado. É fundamental que cada um pense e tente fazer sua parte para solucionar esse problema que não pode ser totalmente solucionado pela prefeitura.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A cara-de-pau de um ritmo só


Causou-me espanto o fato de o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo (PC do B) denominar a Copa do Mundo de “celebração”, quando do lançamento do slogan “todos juntos num só ritmo”. Posso até estar enganado, mas, durante anos, todas as manifestações que fazia, o PC do B atacava de forma virulenta o “capitalismo” e a “burguesia”. De repente, depois que “chegou” ao poder, ver um ministro do partido chamar a Copa do mundo de “celebração” foi, no mínimo, de uma cara-de-pau sem tamanho. A Copa, mais que tudo, é um evento privado, que movimenta centenas de bilhões de dólares. Num evento desses, só quem não perde um centavo é a promotora: a Federação Internacional das Associações de Futebol (Fifa). Trata-se, sem dúvidas, de uma celebração, sim. Mas, do capital. Do capitalismo. Espanta, portanto, um ministro comunista a exaltar esse espetáculo do gasto excessivo, das obras sem licitação. A história de que a Copa deixará um legado sem precedentes para o País é pura balela. Deixará alguns momentos de muito circo (e pouco pão) se o Brasil for o vencedor. Caso não, deixará uma Cachoeira de choro e decepção.

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terça-feira, 29 de maio de 2012

O uso dos celulares nos bancos


A lei que proíbe o uso dos celulares em agêncas bancárias não é respeitada nem de longe. Quem precisa ir a um banco sabe que tanto executivos quanto as pessoas mais humildes portam os aparelhos móveis e os usam sem nenhum problema. Por princípio, fui um dos que condenei esse tipo de lei. Considero uma intervenção indevida. No entanto, a cada dia sou mais convencido da necessidade de se proibir o uso dos aparelhos nas agências bancárias por questões de segurança. Há, evidentemente, possibilidade de assaltantes agirem em grupo ou em dupla, após observarem a movimentação financeira dos clientes. Particularmente, tenho evitado até mostrar meu próprio aparelho dentro dos bancos. É salutar que os clientes estejam atentos a cada pessoa que os rodeia na hora de realizar uma operação bancária. No caso de assaltantes que agem com o uso do celular como apoio, não fazem nada dentro dos bancos, no entanto, passam a dica para comparsas fora das agências e eles praticam o assalto. Todo cuidado é pouco!

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

A inconveniência das versões de Mendes e Lula


Nem queria tocar no assunto, porém, a acusação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) contra Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à revista Veja, tem de ser posta a limpo tanto por ele quanto por Lula. Qualquer coisa publicada ultimamente em Veja merece todos os senões do mundo. No entanto, não pode ser simplesmente ignorada. É inconcebível a um presidente, ainda que de forma indireta, sugerir a um ministro do STF ser “inconveniente” julgar o mensalão. Ao STF não cabe ser conveniente ou não um julgamento. Tem de fazê-lo e ponto. Nem por brincadeira, por outro lado, um ministro do STF pode esperar tanto tempo para revelar episódio de tamanha gravidade. O próprio presidente do STF à época, Nelson Jobim, nega o teor da conversa. Diz ele que não houve pressão. Jobim precisa ser mais claro: Lula sugeriu ou não ser inconveniente o julgamento? De cara, é pouco crível a história de Gilmar Mandes. No entanto, Lula não poderia ter nem dito, muito menos insinuado, qualquer tipo de coisa relacionada ao mensalão. Ele era o presidente da República e não um advogado de defesa dos mensaleiros, ainda que grande parte seja do PT. A sociedade não pode engolir a história e aceitar que se fique na mera troca de farpas públicas. Um dos dois mente e isso é incompatível com os cargos que um ocupou e o outro ocupa.

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domingo, 27 de maio de 2012

Virada cultural: custo ou investimento?


Repito, para iniciar mais uma das minhas postagens: sou crítico voraz e ferrenho da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Reafirmo: criticar a prefeitura é um direito que tenho de praticar o pleno exercício da cidadania. Há muito a se criticar em termos de organização, no entanto, ter copiado o evento “Virada Cultural” talvez seja um dos maiores acertos da administração do prefeito Amazonino Mendes. Ainda que vários nomes sejam “apresentados” como dirigentes da Fundação de Cultura, até o menos informado dos jornalistas sabe que quem “toca” o evento é a própria filha do prefeito, algo, no mínimo, reprovável. O silêncio da categoria diante de fatos como esses, inclusive, tem uma boa explicação: grande parte dos jornalistas se locupleta dos locais de acesso restrito, junto aos palcos, não para trabalhar. Na melhor das hipóteses, para a prática da tietagem explícita. O dinheiro empregado no pagamento de alguns artistas parece ser muito além do que merecem. Exala um cheiro de lavagem e exige fiscalização constante do Ministério Público e de toda a sociedade, direito de quem, ao final de tudo, paga as contas. Apesar de todos os senões, vejo a “Virada Cultural” como investimento e não como custo. Dar ao povo a oportunidade de ter acesso aos shows de alguns dos artistas nacionais de maior sucesso, mesclado com artistas locais, merece elogios. Cultura, Arte e Esporte fazem parte de um sistema maior chamado Educação. Todos eles potencializam a inclusão de pessoas. No caso da “Virada”, talvez seja o mínimo que o poder público pode devolver ao cidadão. O que é passível de críticas não significa que seja passível de destruição. Que seja aperfeiçoada em todos os sentidos, mas, que se registre o acerto em promovê-la. A Virada Cultural é um tipo de “política pública” que não pode mudar qualquer que seja o governante de plantão.

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sábado, 26 de maio de 2012

Mãos lavadas na sujeira da cidade


Sou um crítico voraz e ferrenho da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) e criticaria qualquer que fosse o prefeito para praticar o meu pleno exercício da cidadania. Pago meus impostos em dia, portanto, tenho o legítimo direito à crítica. A mim não importa se o prefeito é Amazonino Mendes, Serafim Correia ou quetais! Quando se opta por viver em sociedade e se aceita o estado democrático de direito, porém, não se pode apenas cobrar do Estado. É preciso que cada cidadão cumpra a sua parte no trato social de vida em comunidade. E não se pode admitir a sujeira que se vê nos igarapés e áreas alagadas de Manaus. O Igarapé do Mindu, por exemplo, é, quase sempre, uma lixeira a céu aberto. Agora, então, na época da enchente, mais ainda se percebe a ação predadora da população. As empresas também precisam fazer a sua parte. Por exemplo, é uma vergonha o estado de putrefação e de sujeira em que se encontra o Igarapé do Mindu. Que tal o Shopping que fica ao lado do Igarapé e do Parque dos Bilhares promover um Mutirão da limpeza? Lavar as mãos com e na sujeira que lá se encontra é que não se pode admitir.

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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Candidatura (im) posta à prefeitura


Ao que tudo indica, o senador Eduardo Braga (PMDB) quer mesmo dar uma demonstração de força ao impor a candidatura de Marcos Rotta à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Especula-se que ele já teria indicado ao manda-chuva-mor do Partido dos Trabalhadores (PT), José Dirceu, uma chapa composta por Rotta como prefeito e Sinésio Campos (PT), candidato a vice. A vingar essa ideia de Braga, muito provavelmente haverá rompimento no grupo. Primeiro porque no próprio PT, o deputado Sinésio Campos não é unanimidade. Uma chapa como a proposta dificilmente terá o apoio incondicional do Partido dos Trabalhadores. Esse filme de um líder tirar um candidato da cartola e tentar impô-lo ao grupo, no final, termina em derrota. A postura, de certa forma prepotente, do senador Eduardo Braga ou termina como uma grande vitória dele sobre o grupo e demonstra “quem manda” ou ele terá uma fragorosa derrota. É uma cartada arriscada demais. Braga, porém, sabe mais do que ninguém o potencial da munição que possui. Só após as eleições se saberá quem tem razão.

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Águas da enchente apodrecidas


É necessário que as autoridades municipais e estaduais tomem providências urgentes com relação às águas paradas em vários pontos da cidade. Além de estarem paradas, as águas apodreceram, portanto, estão esverdeadas, e começam a exalar um odor insuportável. Esse é o caso do Igarapé do Mindu (veja fotos) próximo à Avenida Djalma Batista. Na melhor das hipóteses, é fundamental que a população seja orientada sobre quais medidas tomar a fim de evitar que doenças endêmicas se espalhem pela cidade.


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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Lula confessa ser o pai do caos urbano brasileiro


Ontem a jornalista Cristina Lobo (@cristilobo) fez circular no Twitter um comentário que impressiona pela sinceridade da confissão. Diz ela: “Devem me culpar pelo trânsito porque foi essa Lula aqui que deu carro para pobre”. Se não é complexo de Getúlio Vargas é uma crise de sinceridade “nunca vista na história deste País”. Se queria ser lembrado como “Pai dos Pobres”, Lula o será como o “Pai do caos urbano brasileiro”. E, pasmem, leitores e leitoras, programas sociais como Bolsa Família e quetais não chegam nem perto dos incentivos ficais, como redução de Imposto sobre Produtos Industriais (IPI) para os fabricantes de carros, por exemplo. Fazer a festa da indústria automobilística (e dos banqueiros) foi a marca registrada do Governo Lula, deixada como herança e seguida fielmente pelo Governo Dilma. Resultado: caos urbano até nas médias cidades brasileiras, uma vez que “aquele Lula” que “deu carros aos pobres” é o mesmo Lula que entregou o Ministério dos Transportes ao Partido Republicano (PR). Como se tem mais notícias de rapinagem e roubo no Ministério que estradas, dar carro e não dar estrada nem ruas para circularemos carros resultou em poluição do ambiente, inclusive sonora, e caos urbano. Parabéns, presidente Lula, pela sinceridade da declaração!

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terça-feira, 22 de maio de 2012

A política da dependência do Bolsa Família


Um levantamento feito por um dos jornais diário de Manaus a partir do Portal da Transparência, do Governo Federal, talvez explique o porquê de Lula e Dilma terem obtido a votação tão estupenda que tiveram no Estado. Menos pela liderança do senador Eduardo Braga (PMDB), mais pela esperteza dele e de todos os políticos a ele ligados de implementar uma espécie de Imunodependência Adquirida do Bolsa Família. Os dados divulgados pelo jornal são lapidar: em 56 dos 62 municípios do Estado há 50% de inscritos no Bolsa Família. Em três municípios, Itamarati, Guajará e Pauni, o percentual de inscritos supera 80%. Os números não deixam dúvidas: no interior do Amazonas há uma completa dependência do programa federal. Como política pública, esse tipo de bolsa, em sendo temporário, é aceitável. Transformá-lo, porém, em suporte para a economia das cidades do interior do Estado é oficializar o clientelismo de estado e criar uma máquina azeitada de captação de votos dos menos favorecidos.

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segunda-feira, 21 de maio de 2012

O código do silêncio e da violência


Não sei qual a intenção da Rede Globo, muito menos da Xuxa, com o depoimento ido ao ar, ontem, no programa Fantástico. Logo ela, uma das maiores responsáveis por estimular a sexualidade (e a sensualidade) precoce de uma geração de brasileiras, foi para um programa dominical, em rede nacional, dizer que a criança não sabe de nada, portanto, não pode ser violentada, estuprada. Visivelmente abalada, Xuxa revelou, dentro outras coisas, só ter parado de ser violentada aos 13 anos. Até o melhor amigo de seu pai, “que queria ser seu padrinho” a violentou. Apesar de, em alguns momentos, misturar Michael Jackson com Ayrton Senna, e parecer viver na Terra do Nunca, não posso crer que Xuxa tenha criado um personagem e inventado a “violência sexual” sofrida para ganhar mais audiência ao final da carreira. Em meio a um besteirol sem fim, foi capaz de dar uma lição às brasileiras menos famosas e, num ato de extrema coragem, derramou lágrimas de liberdade, de desabafo. Ontem mesmo, recebi alguns relatos aterradores por conta dos comentários que fiz no Twitter e no Facebook a respeito do assunto. Causa nojo imaginar uma menina que ainda nem completara seis anos ser brutalmente violentada pelo primo, com atos que podem até ser estimulantes e prazerosos quando se tem consciência deles e se opta por fazê-los, jamais, porém, aceitáveis em se tratando do estupro de uma criança. Asquerosos como esses ainda recebem o incentivo de uma proposta que diminui a idade de quem hoje é considerado vulnerável “para fins de punição por crimes sexuais” de 14 anos para 12 anos de idade. De acordo com a proposta de mudança, a base para tal foi o Estatuto da Criança e do Adolescente. Nele, criança é a pessoa até 12 anos de idade incompletos. Entre 12 e 18 anos de idade a pessoa é considerada adolescente. A Lei 12.015, de 2009, que enquadrou como crime qualquer sexual com menores de 14 anos de idade, “mesmo com o consentimento da vítima”, neste caso, vai para a lata do lixo. Um Código Penal não pode ser abrigo para o silêncio e a violência contra crianças. Que o depoimento da apresentadora Xuxa, mesmo por linhas tortas, sirva de incentivo para que todas as mulheres vítimas de violência e abuso sexual soltem o grito da garganta e não mais se tenha fatos como o ocorrido recentemente em Sena Madureira, minha cidade natal, quando uma menina de 11 anos, que ainda deveria estar a brincar com bonecas, deu luz, após ter sido vítima de um estupro. Roubar a infância de alguém em tão tenra idade não pode ser apenas motivo de piadinhas maldosas. Deve provocar revolta intensa. Até quando manteremos indiferença diante de atrocidades tão inaceitáveis quanto essas?

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