domingo, 9 de setembro de 2012

A disputa pela pior ficha suja


Li, ontem, uma postagem de Luiz Frave, o milongueiro que tomou Marta Suplicy do senador Eduardo Suplicy, que resume bem o espírito do Partido dos Trabalhadores (PT) nessas eleições: desqualificar o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Diz ele: “Os tucanos tiveram 56 candidatos rejeitados pela Lei Ficha Suja. Isso dá três vezes mais que os petistas”. Posso interpretar da seguinte forma: “sociedade, eles são sujos, mas, nós somos três menos sujos que eles.” De outra forma, podemos entender da seguinte forma: eles são sujos, nós somos três vezes menos sujos que eles. De toda a forma, a não ser que eu seja um perifeito idiota, são dois partidos assumidamente sujo, fichas sujas, imundos até a alma. Sejamos menos cínicos e canalhas. Não está em jogo quem é menos corrupto, quem é menos canalha. Luto, como a toda a sociedade brasileira, por uma política mais limpa e honesta. Relativizar a corrupção é uma estratégia do Partido dos Trabalhadores para esconder o mar de corrupção que graça desde o Mensalão. A sociedade não pode, não deve e não tem que discutir quem é menos oou mais corrupto. Tem de ter como meta que não é corrupto, isso sim. Portanto, um partido que assume ser corrupto até a medula, embora não seja mais corrupto que o seu principal adversário, não merece o poder. Avaliemos isso nessas eleições. Para não perdermos o rumo da história.

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sábado, 8 de setembro de 2012

Candidato universal do reino de Deus


O candidato do Partido Republicano Brasileiro (PRB) à prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, nada de braçada a frente dos dois concorrentes diretos, José Serra (PSDB) e Fernando Haddad (PT), a ponto de, entre os militantes desses dois últimos, quando se pergunta como andam as coisas eles respondem: “Tá Russo, mano!”. A brincadeira tomou as ruas de São Paulo depois que Russomanno ganhou a dianteira, ultrapassou Serra e não para mais de crescer. Os mais otimistas dizem que, a se manter a tendência, ele leva a eleição no primeiro turno. Quem poderia imaginar esse “milagre” nas eleições deste ano na capital de São Paulo? Os bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, especificamente o líder espiritual, Edir Macedo. Ao descobrir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usaria de qualquer artifício para derrotar José Serra, posicionaram o candidato da igreja deles como uma “terceira via”. As coisas começaram a ficar melhores ainda para Russomanno quando Lula resolver aliar-se a Paulo Maluf (PP). As bases malufistas não aceitaram a aliança e, ao invés de se lançarem na campanha de Haddad, desembarcaram na campanha do candidato da Igreja Universal. Eis a receita perfeita do sucesso: um candidato que é uma mistura de Paulo Maluf com Edir Macedo. O céu (de brigadeiro) parece ser o limite da campanha de Russomanno. O dia 7 de outubro mostrará a prova dos nove.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O totalitarismo democrático do capital


Olho para o “mundo dos ricos” vejo vício. Para o dos pobre também. O vício que mais me preocupa, porém, é o da dominação, do pensamento totalitário e único. Que os partidos da antiga esquerda, que hoje estão bem à direita, chamavam de “centralismo democrático”. Ao que parece, porém, esse centralismo democrático de então se transmutou para o que hoje, talvez possa ser chamado de “totalitarismo democrático do capital”. Por mais contraditório que possa parecer, o regime continua democrático, com eleições regulares, todas, porém, a serviço do capital e de um ideário nacionalista de “mentirinha”, ou seja, para consumo interno. O que se tem na América Latina, e o Brasil não foge ao modelo, são antigos dirigentes da esquerda histórica mancomunados ou com militares ou com a velha elite da antiga direita com um único objetivo: manter o poder ad eternum. Expertamente essa turma se apoderou da democracia burguesa, usa seus artifícios, como bolsa disso, bolsa daquilo, numa prática clientelista das mais nojentas, para perpetrar algo antes criticado por todos eles: a dominação como vício. Em cada estado do País forjou-se um líder linha-dura como se a federação fosse formada por neocapitanias hereditárias. Quem incomoda o “grande líder” desse “totalitarismo democrático” é execrado em Praça Pública ou se cria uma “frente” para massacrar que ousa enfrentá-lo. A disputa pela prefeitura de São Paulo é um exemplo disso. Assim como não é à toa que uma candidata à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) não diz outra coisa nos programas eleitorais gratuitos dela: “Vou estabelecer parcerias com Lula, Dilma, Braga e Omar”. É um mantra que ela repete para qualquer problema da cidade. A alternância de poder, algo defendido também como um mantra por essa turma que hoje ocupa o poder como essencial para a democracia parece ter sido esquecida. Ou o totalitarismo democrático do capital a apagou de vez dos manuais da hoje neodireita do poder?

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A difícil luta diária contra o vício


O problema enfrentado pelos jogadores Adriano, do Flamengo, e Jobson, do Botafogo, pode atingir qualquer família. E deve ser visto, acima de tudo, como um problema de saúde pública. O vício, em quaisquer dos seus aspectos, e a droga é apenas um deles, fere de morte o equilíbrio emocional da pessoa. Só quem é viciado em Facebook e Twitter pode entender perfeitamente o drama desses jogadores de futebol e de todos os demais viciados da era moderna. A cura das nossas neuroses e psicoses, em geral, não ocorre individualmente. Além do apoio de profissionais da psicologia e da psicanálise, a própria pessoa deve reconhecer a dependência para o início do processo de cura, ou, pelo menos, do controle da doença. Para além de tudo isso, o apoio do núcleo familiar é fundamental. Nós, os seremos humanos, nitidamente não temos tendência à normalidade. Somos cada vez mais neuróticos nessa luta diária por “acumular riquezas”, posição social e exposição midiática. Todas essas doenças estão no rol das “drogas” legalizadas, exploradas oficialmente e aceitas pelo capital. Está na hora de arrancarmos esses adjetivos e assumirmos nossos vícios como parte da vida. É a melhor forma de conscientemente enfrentá-los.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A indignidade contra o ser humano


Obrigar o jogador Adriano a, em uma entrevista coletiva, pedir desculpas aos torcedores e ao próprio clube é tão indigno quanto contratá-lo com o discurso de que se “está dando mais uma chance de ele se recuperar”. Notadamente, o jogador que hoje tem novo contrato com o Clube de Regatas do Flamengo, é doente. Ao que parece, se não é viciado em bebidas alcoólicas, o é em algo muito mais destruidor: drogas. Portanto, o fato de “dar oportunidades” e “lavar a mãos” não resolverá o problema do jogador”. Efetivamente, Adriano precisa de tratamento intensivo para se recuperar da sua dependência química. Sem que isso seja feito, é uma indignidade contra o ser humano obrigá-lo a pedir desculpas e dar entrevistas coletivas nas quais venha a se purgar. Fará de novo. Não depende dele. É parte da doença. Não o julguemos! Sou torcedor do Vasco da Gama. Nem por isso condeno Adriano. Ele, que para os torcedores é conhecido como “O imperador”, precisa de tratamento e acompanhamento médico. Sem isso, fingir que se está a dar oportunidades é mero jogo de cena. O Flamengo é muito maior e não pode se prestar a esse tipo de coisa. Se quer ajudar Adriano como ser humano que o faça, Mas, que não atente contra a dignidade ele como pessoa. Jogá-los às traças é muito fácil. Tratá-lo efetivamente é que são elas!

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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Testemunha do Mensalão isolada e sem emprego


A se levar em conta os votos do ministro relator, Joaquim Barbosa, e do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, os ex-dirigentes do Banco Rural não escapam da condenação. Apesar de a direção do Banco Rural ter usado de todos os tipos de coação possíveis para desqualificar o ex-superintendente da área de Compliance do Banco, Carlos Roberto Sanches Godinho, considerado a principal testemunha de acusação. Em notícia publicada no site Yahoo, material da Agência Globo esclarece que foram usados vários tipos de coações: “De ações de indenização a mandados de busca e ordem judicial para vetar entrevistas, o Rural recorreu aos mais variados instrumentos para evitar que Godinho pusesse ainda mais em risco a imagem da instituição.” Desde quando decidiu se rebelar e não aceitar participar do esquema de empréstimos forjados, Godinho caiu em desgraça não apenas no Banco Rural, mas, no mercado. Ele não consegue mais emprego e vive a cada da filha em Belo Horizonte e a do filho, no Rio Grande do Norte. Quando chegará o tempo em que ser honesto e fazer as coisas corretas neste País não renderá punição e isolamento para a pessoa? É uma vergonha a situação enfrentada por Godinho. Que tenhamos a capacidade de nos indignar contra isso!

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Péssimos serviços prestados pelos bancos


As filas das loterias e posto de atendimentos alternativos aos bancos tradicionais em dias de início de mês, principalmente antes de um feriado, demonstram o péssimo serviço prestado aos clientes. Principalmente àqueles que não são correntistas e precisam do serviço bancário para pagar suas contas. Nos dias da “virada do mês”, porém, os correntistas também pagam o pago. Hoje, por exemplo, fui ao banco Itaú para resolver um problema simples que, rigorosamente, poderia ser solucionado pelo setor de “cobrança” ou “atendimento” ao cliente. Não hoje solução porque esse setor, no Itaú, é um dos piores de todos os bancos que já trabalhei. Com isso, o que aconteceu? Passei das 14h20 até às 15h40 na fila do banco para fazer um único pagamento. Como a “Lei das filas” não funciona nesse período, os bancos se aproveitam, também, deixar claro que não se importam com os clientes de varejo. Uma lástima!

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domingo, 2 de setembro de 2012

A força da máquina na democracia brasileira


Somente um político, o saudoso Mário Covas, teve vergonha e dignidade o suficiente para admitir, por meio de atos, que a força da máquina na democracia brasileira desequilibra o jogo. Foi o único político brasileiro a abrir mão da “Lei da Elegibildiade”e se afastou co cargo para concorrer à reeleição. Com reeleição ou não, porém, o jogo fica completamente desequilibrado quando a máquina administrativa entra em ação. Uma prova cabal disso é a candidatura de Vanessa Graziottin à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM). Patinhava entre o terceiro e o segundo lugar nas pesquisas de intenção de votos. Com o começo do horário eleitoral e a entrada em campo do governador Omar Aziz (PSD), do senador Eduardo Braga (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já encosta no líder, o candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Artur Neto. Não duvidem! Uma das missões mais espinhosas da vida política de Artur Neto será manter a liderança e derrotar Vanessa Graziottin (PC do B). Ainda mais se houver segundo turno. Quer queiramos, quer não, Henrique Oliveira (PR) é da “base aliada”, Serafim Correia (PSB) e Sabino Castelo Branco (PTB) também. Em havendo um segundo turno entre Artur e Vanessa, as possibilidades de vitória de Artur são mínimas. A não ser que sua candidatura se transforme em uma onda de protesto da população contra o “pensamento único” que toma conta da política no Amazonas. Algo pouco provável pelo rumo que a campanha toma.

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sábado, 1 de setembro de 2012

Neotucanismo: Dilma e um novo jeito PSDB de governar


Não tive dúvidas sobre o que escreveria hoje ao ler um Twitter do jornalista, consultor e assessor sindical Eduardo Pavão (@EduPavao). Claro, imediatamente fiz contato com ele (somos seguidores mútuos) e pedi autorização para usar o termo que, pelo menos para mim, foi criado por ele. Pensei logo em um título que resumisse tudo (sou assim: só escrevo se fizer o título primeiro). Nasceu “Neotucanismo: Dilma e um novo jeito PSDB de governar”. Chamar um petista histórico de neotucano deve ser a maior ofensa do mundo. Tem o poder de provocar estragos. Minha sorte é que Dilma não é histórica do PT. Começou a carreira política no PDT de Leonel Brizola. Certamente, porém, ao postar estes escritos, perderei alguns seguidores: todas as vezes que falo do Partido dos Trabalhadores (PT) perco muitos deles. Mas, é a vida de quem fala o que pensa e, às vezes, nem pensa sobre o que vai falar. E pensei muito sobre o que falar a respeito do “Neotucanismo” de Eduardo Pavão. A política econômica é a mesma do Governo FHC. A política social foi criada por Ruth Cardoso. O PT só refinou e deu um caráter mais populista que popular. Criou os currais eleitorais que o PSDB tinha vergonha de fazer e assumir. A política para a educação, então, de estado mínimo, é a mais igual de todas. O “jeitão” Dilma de tratar os servidores públicos, principalmente, em greve, não deixa dúvidas: estamos sob a égide de um novo tucanato. É o Dilmanato! Ou o Neotucanismo: o jeito Dilma de governar. Serra não faria melhor. Não foi por acaso que FHC rasgou elogios à forma de Dilma tratar os grevistas. Parabéns Pavão, pela criação! Parabéns Dilma, por ser uma aluna tucana tão bem aplicada!

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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

A culatra por onde o tiro do PT começa a sair


O tiro que o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados queriam dar em São Paulo no coração do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), ao que tudo indica, sairá pela culatra. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou uma nulidade da cartola, Fernando Haddad, e o queria prefeito de São Paulo. Não se sabe se o desejo de Lula era demonstrar sua força política ou derrotar o PSDB. Se era a primeira opção, talvez, não consiga, porque está cada vez mais difícil “fazer Haddad prefeito”. Por outro lado, a derrota do PSDB, ao que tudo indica, são favas contadas. E, pasmem, leitores e leitoras. Pelo que as pesquisas indicam, PT e PSDB morrerão abraçados, na praia, ainda no primeiro turno, derrotados por ninguém menos que Celso Russomano, candidato do Partido Republicano Brasileiro (PRB). E sabem o porquê desse fenômeno eleitoral? Russomano é uma mistura de Edir Macedo com Paulo Maluf. Enquanto esse último, pragmaticamente se aliou ao candidato do presidente Lula, as bases malufistas não aceitaram e correram para os braços do quase pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. E, em São Paulo, quando se une malufismo e religião resulta em um fenômeno eleitoral quase imbatível. Russomano, ao que tudo indica, vence no primeiro turno. Serra abatido de um lado, Haddad do outro. Ainda assim, Lula terá motivos para sorrir. São Paulo, porém, talvez não!

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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

O direito à greve que o PT quer nos tirar


Quando da primeira eleição do Partido dos Trabalhadores (PT) para a presidência da República, comecei a desconfiar que o melhor para os trabalhadores brasileiros era ter o PT na oposição. Hoje, depois de dois anos do Governo Dilma Rousseff, não desconfio: tenho convicção de que o lugar do PT na vida política brasileira, e para o bem da democracia burguesa vigente, é na oposição. O problema, porém, é que os banqueiros, as montadoras de automóveis e até os dirigentes reacionários de órgãos públicos e autarquias pensam diferente. Para esses setores beneficiados diretamente em todas as medidas do Governo, “Serra não faria melhor que Dilma”! Em se tratando da forma como lida com os servidores públicos, então, nem Fernando Henrique Cardoso (FHC) foi tão prepotente e autoritário. Mais grave que isso é a “Lei de greve” proposta pelo Governo do PT. Ao entrar em vigor, definitivamente acaba com qualquer direito à manifestação dos trabalhadores dos setores públicos. Se nos moldes atuais, com toda a pressão dos setores, o Governo congela os salários dos trabalhadores por mais de 10, o que não acontecerá quando (ou se) a Lei de Greve proposta for aprovada? Nenhuma greve poderá mais ocorrer, assim como, certamente, nenhum tipo de aumento será arrancado pelos trabalhadores. Indiretamente, trata-se do fim do serviço público brasileiro: uma porteira aberta para a terceirização em grande escala. Antes que isso aconteça, melhor a sociedade mandar o PT de volta para a oposição.

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Uma nova moeda para Manaus


Na terceira postagem da série sobre os candidatos à Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) que me chamaram a atenção está o candidato dos Democratas, Pauderney Avellino. Chamou-me a atenção o tal Banco Conquista. Por meio dele passaria a circular em Manaus uma nova moeda chamada “Conquista”. As pessoas acumularão suas conquistas ao longo dos anos e depois as trocarão por dinheiro vivo. Cada família pode acumular até “quatro mil conquistas” e trocar por reais. A ideia não tem nada de inédita. É uma cópia do mesmo mecanismo usado no Plano Real, de Fernando Henrique Cardoso, implementado ainda no Governo Itamar Franco. Não entendo, porém, que seja possível ter o mesmo sucesso do plano de FHC. Aparentemente, mexe com o desejo de “conquista” das pessoas. No entanto, não me parece ter potencial suficiente para alavancar a candidatura de Avellino e tirá-lo do lugar que empacou nas pesquisas. No início da campanha eleitoral fiquei com a impressão que o candidato democrata poderia surpreender. Pelo jeito, porém, a “conquista” dele, ao final do processo, será, no máximo, a proposta de uma nova moeda para Manaus.

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Artur e Hissa: ordem e progresso


Vi uma das propagandas eleitorais dos candidatos Artur Neto e Hissa Abrahão que fala dos “grandes desafios” de Manaus. Quem discorre sobre o assunto é Abrahão. Ele explica que, por serem grandes os desafios, são dois os candidatos, ele e Artur, com “ordem e progresso”. Não entendi patavina o porquê de a dupla usar o lema da bandeira brasileira. Será que a promessa de “ordem e progresso” para a cidade gera votos? Será que houve alguma pesquisa, qualitativa ou quantitativa, para determinar o uso do dito lema? Não tenho tempo de ver todos os programas políticos, mas, os que tenho visto, sempre aparecem Hissa e Artur ou apenas Hissa. Será, também, mas uma estratégia para demonstrar essa tal “ordem e progresso” que tanto pregam? Confesso não ter nenhuma simpatia pelos lemas positivistas, inclusive, o da bandeira brasileira. E não vejo nenhuma relação entre o que tentam, Artur e Hissa, “vender” ao povo de Manaus. Creio que os dois talvez tenham algo mais a mostrar que a simples “ordem e progresso”. É muito pobre prometer isso a uma cidade como Manaus, cujos desafios os próprios Hissa e Artur dizem ser grandes.

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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Serviços educacionais de excelência


Hoje fui surpreendido por um telefone da escola na qual meu filho estuda. Reservo-me ao direito de não revelar o nome da escola para não parecer uma “propaganda” não-oficial. Posso, porém, revelar, com tranquilidade, o motivo da surpresa. A pessoa perguntou se eu era o pai ou responsável pelo estudante. Disse ter me ligado para saber se ele (meu filho) havia feito a inscrição no Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Por coincidência, no final de semana tratei do assunto com o meu filho. Porém, ainda não tinha, naquele momento do telefonema, a certeza de que ele tinha ou não concluído o processo de inscrição. Ela disse que, caso meu filho ainda não tivesse feito a inscrição, há um professor na própria escola designado para auxiliar o estudante em todo o processo e gerar apenas o boleto para pagamento. Fiquei surpreso com a qualidade do serviço prestado pela escola. Claramente, a preocupação não é apenas com o estudante. É evidente que a escola presta todo esse serviço porque lança o olhar ao futuro, à colocação para a sociedade, para o mercado, que terá com a aprovação do maior número possível de estudantes. Por isso presta todo esse serviço, que considero de excelência. E quando os serviços são prestados com qualidade devem ser reconhecidos. Por isso o meu registro.

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domingo, 26 de agosto de 2012

Ética: um produto à venda


Depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, votou pela absolvição de Marcos Valério e seus sócios, bem como do deputado federal, João Paulo Cunha, parece que a ética se transformou em um produto perfeitamente manipulável na vida política brasileira. Dois ministros do Governo Dilma, que entraram na chamada “faxina ética”, praticaram atos no mínimo eticamente duvidosos. O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS) e o ministro do Trabalho, Brizola Neto (PDT-RJ), sem a menor cerimônia, figuram entre os quatro maios beneficiados com verbas de emendas assinadas por eles quando ainda eram deputados. Em resumo, para ficar bem entendido, passaram a liberar verbas para as emendas por eles propostas quando ainda estavam no parlamento. A cara-de-pau desses políticos é tamanha que eles não ficam mais nem vermelhos com esse tipo de prática. Até quando nós, o povo brasileiro, vamos aceitar práticas tão reprováveis quanto essas sem que reajamos? Não é mais possível essa passividade coletiva enquanto políticos, juízes e administradores públicos fazem da ética um produto à venda. Temos de reagir!

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sábado, 25 de agosto de 2012

As pesquisas e a campanha em Manaus


Tenho acompanhado sem muito afinco o horário eleitoral. Mas, uma coisa é possível perceber imediatamente após o resultado das primeiras pesquisas: há um inimigo comum a todos os candidatos. E esse inimigo tem nome, endereço completo e telefone. Chama-se Artur Neto, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). É assim e todas as eleições. Basta que se descubra o candidato da ponta ou a tendência dos eleitores para se começar uma guerra repleta de baixarias e ataques que vão da vida pública à vida pessoal. E, das poucas vezes que vi (e ouvi) o horário eleitoral, tenho notado isso. Tentam desencavar coisas do arco da velha para atingir o candidato que se encontra na frente e a candidata que se aproxima. Não dá para dizer que Artur Neto é santo. Muito menos acreditar na piedade e na religiosidade recente de Vanessa Graziottin. Uma campanha baseada em propostas e na capacidade de administrar os problema de Manaus, no entanto, parece ser muito mais simpática. Centrar o foco apenas em ataques pessoais talvez não renda muitos votos. Os responsáveis pelas campanhas de marketing dos partidos bem que deveriam pensar nisso. Antes que o brejo seja o caminho da vaca.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O mercado e o preço dos carros


Hoje, como quem não quer nada, procurei as concessionárias de Manaus para avaliar meu carro: um Fiesta, motor 1.6 Flex, com ar-condicionado, vidros elétricos e direção hidráulica. Na avaliação dos bancos, para efeito de recompra e renegociação das dívidas, o preço avaliado foi em torno de R$ 23 mil. Desconfiei! Por isso fui às concessionárias! Claro, se o preço fosse aquele mesmo, talvez até negociasse meu carro. Fiquei, porém, estupefato quando recebi a primeira avaliação: a concessionária A pagaria R$ 13 mil no veículo. Não contente, busquei outra. Resposta: R$ 11 mil. Nessa última, obtive a informação de que o Modelo Fiesta será retirado de linha, por isso a avaliação foi tão baixa. Na primeira Concessionária recebi a informação de que o melhor seria aguardar o fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para o carro poder “valorizar um pouco mais”. Depois dessa rápida peregrinação pelas concessionárias descobri, na prática, a arapuca que é “tirar” um carro financiado a um prazo tão longo quando o meu: 60 meses. Entrei em uma roubada que não tem mais tamanho. Como o carro está “conservado”, só tenho uma saída: mantê-lo e pagá-lo até o final. Não aconselho ninguém, porém, a entrar em uma arapuca dessas.

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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Mais respeito ao ser humano


Politicamente, pode-se até dizer que Amazonino Mendes (PDT) não é humano. Sua prática, inclusive, às vezes é de passar como um trator sobre os adversários. Para alguns, porém, isso o faz até um “gênio” da política. Não se pode, porém, pôr as questões políticas acima do respeito ao ser humano. Como ser, humano, habitante do planeta Terra, que divide o espaço da vida conosco, não se pode, jamais, desrespeitá-lo em vida, muito menos na morte. O prefeito de Manaus está hospitalizado e o seu estado de saúde, ao que se sabe, é grave. Portanto, creio ser fundamental, ao invés de galhofas e piadinhas de péssimo gosto, respeitar o momento vivido pelo prefeito da cidade. Nenhum homem é bom ou ruim por inteiro. E espírito de solidariedade e respeito é essencial. Foram várias as notícias sobre a morte do prefeito de Manaus desde que ele foi hospitalizado. Ainda não recebi nenhuma confirmação de que tenha morrido ou não. Abomino, porém, veementemente, a forma como estão tratando o fato. Que haja respeito na vida ou na morte, ainda que, em muitos momentos, o prefeito de Manaus tenha falhado com a população quando precisou respeitá-la.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Uma nova cara para melhorar Manaus


Ontem cruzei pela primeira vez com um carro adesivado da candidata do Partido Comunista do Brasil (PC do B) à Prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziottin. Foi, então, que atentei melhor para o slogan da campanha:”Vanessa: um novo olhar para melhorar Manaus”. Olhei para a fotografia e fiquei estarrecido: ex-militante do PC do B, aquela Vanessa da foto, não era a Vanessa que eu conhecia dos tempos idos do movimento estudantil e dos primeiros anos na política, quando ela, verdadeiramente, defendia os trabalhadores. Fiquei a matutar comigo mesmo: Será que o Senado da República é um Spa? Afinal, a candidata Vanessa está pelo menos 10 anos mais jovem. Se não é um tratamento de imagem digital, o popular Photoshop, foi a combinação de cirurgias plásticas e Botox mais bem-sucedida da história política brasileira. Nenhuma mulher a ingressar na política mudou tanto esteticamente para melhor quanto Vanessa. Logo em seguida, vi um dos programas da coligação política que ela representa na televisão. Além da imagem física, Vanessa posa de “mãe” da cidade, discurso usado, inclusive, por Rebecca Garcia (PP) quando ainda era pré-candidata. Vanessa assume publicamente ser “a mãe” que a cidade precisa. Lembrei-me, então, do primeiro e primoroso slogan da Prefeitura de Manaus: “Manaus, você merece uma cidade melhor”. Nada mais verdadeiro. Fosse o “marqueteiro” de Vanessa tão corretos quanto o que elaborou o slogan da Prefeitura de Manaus o slogan da candidata comunista seria: “Vanessa, uma nova cara para melhorar Manaus. Nada mais verdadeiro.

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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Resposta rápida da Azul merece registro


No dia 15 deste mês, aqui neste espaço, publiquei a postagem “Azul no ar, cinza no solo”. Criticava a postura descompromissada da empresa Azul Linhas Aéreas  Brasileiras e de seu funcionário de Aeroporto na chegada do voo 4170 vindo de Campinas naquele dia. Segui a orientação do funcionário grosseiro e registrei minha reclamação junto ao setor de bagagens do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa, por telefone. No dia seguinte ao registro da reclamação, recebi um e-mail da Azul, setor de bagagens, esclarecendo que pela legislação em vigor o cliente só tem direito à indenização se a bagagem perder a funcionalidade e não puder mais ser usada. No documento, a empresa desculpa-se pelo ocorrido e se dispõe, “para minimizar os transtornos sofridos” a dar um desconto na passagem no próximo voo que eu fizer. Não revelarei o valor do desconto proposto nem de trechos do e-mail por se tratar de documento legalmente confidencial. Quero registrar, no entanto, a agilidade com que empresa respondeu à reclamação. Os argumentos “legais” levantados pela empresa, porém, não se sustentam. Ainda assim, acabei por aceitar o acordo proposto em função do tempo que perderia movendo uma ação judicial contra a referida empresa. Registrar o fato, porém, é fundamental para que todos nós, consumidores, lutemos constantemente por nossos direitos. Às empresas cabe dar respostas rápidas e solucionar os problemas por elas criados. O fato de terceiras o serviço de bagagens não exime a empresa da responsabilidade junto aos seis clientes. A partir do momento em que a bagagem é despachada, a empresa aérea assume a responsabilidade sobre ela. E tem de dar respostas rápidas aos problemas ocorridos. No meu caso a Azul respondeu. Por isso merece registro. Críticas são necessárias, quando merecidas. Nesse caso, apesar dos argumentos tortos, a empresa reagiu como quem respeita o cliente.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Um Itaú de (des) vantagens pra você


É mais do que evidente, para quem é cliente do Unibanco, que desde a incorporação pelo Itaú, os serviços não são os mesmos, muito embora a “associação”, termo usado para máscarar a compra de um pelo outro, tenha sido “vendida” aos clientes como excelente para eles (clientes) e para a sociedade. Era preciso muita ingenuidade para acreditar na balela do banco que comprou o outro. Os serviços caírem pelas tabelas e, hoje, quem foi cliente do Unibanco sofre com a péssima qualidade do Itaú, muito embora o slogan deste seja “Um Itaú de vantagens pra você”. Hoje, por exemplo, não só eu, mas a gerente que trata da minha conta, tivemos uma demonstração da má-qualidade dos serviços prestados por algumas áreas do banco, especialmente a Central de Negociações. Por descuido, deixei atrasar a prestação de uma negociação. Desde sábado tento solucionar o problema por meio da tal Central e nada. Hoje, finalmente, às 13h30, depois de inúmeras tentativas e quedas da ligação no meio do atendimento, consegui falar com alguém da dita Central. Depois de muito esperar, a atendente me aconselhou a procurar minha Agência que lá eles conseguiriam imprimir o código de barras do boleto. Cheguei à mesa da Gerência às 13h50. Saí do banco às 14h50, sem ter o problema solucionado. Durante todo esse tempo, a gerente da minha conta tentou explicar o problema aos atendentes da Central. A linha sempre caía antes de o atendimento ser concluído. Quando, finalmente, às 14h45, consegui falar com alguém da Central e “concluir”, a pessoa que me atendeu, depois de muito pedir “só mais um minuto” vaticinou: “estamos com problemas no sistema e não conseguimos recuperar as informações do seu boleto. O senhor pode nos retornar a ligação em 5min?” Prefiro não comentar nem o que disse a ela, muito menos o que tive vontade de dizê-la.

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domingo, 19 de agosto de 2012

A sinalização como legado da Copa em Manaus


Quem disse que a Copa do Mundo de 2014 não deixaria nenhum legado para as cidades enganou-se. Pelo menos em Manaus, já se começa a perceber pelo menos uma mudança substancial: a sinalização das ruas. A cidade, que talvez possuísse a pior sinalização de todas as capitais brasileiras, é outra. Hoje Manaus, se não é exemplar em sinalização, não faz com que os condutores de veículos se percam. Pelo menos nas ruas principais. Ainda não há a mesma qualidade de placas sinalizadoras nos bairros. No entanto, nas ruas principais e avenidas já se pode ver placas sinalizadoras em Língua Portuguesa e Inglesa. Essas placas, em Inglês, certamente, foram postas em função da Copa do Mundo. No entanto, não se deve esquecer que Manaus é uma cidade turística deveria sempre ser sinalizada pelo menos em Inglês, além do Português, é claro. Assim sendo, caso a cidade ganhe apenas as placas sinalizadoras, será um ganho. Não o que tanto se propaga para justificar os gastos incomensuráveis com o evento. Porém, força o poder público a realizar o trabalho básico que uma metrópole precisa ter: uma sinalização decente.

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sábado, 18 de agosto de 2012

Os percalços da vida em comunidade


Dos mais ricos aos mais pobres, a vida em comunidade parece ter uma marca em comum: o desrespeito quase total ao outro. Há aquele vizinho que se “amarra” em um som bate-estaca. E faz questão de ligar as caixas de som na passagem de pedestre, em frente à casa. Para cumprir essa missão tão nobre de demonstrar poder por meio do som que toca, é capaz de passar os fios das caixas de som por entre o tubo do esgoto. Não que esse tipo de música seja o genérico do que passa pelo tubo do esgoto, mas, confesso, não é o meu gênero. Muito embora, na academia, seja capaz de aceitá-lo com certa facilidade. Talvez o estilo de música esteja ligado ao local que se ouve. De acordo com o gosto do vizinho ou dependendo do bairro, a música muda. Pode ser uma brega, sertanejo, breganejo, arrocha, passando por Banda Calypso e Reginaldo Rossi. Se for perto de uma igreja evangélica ou de algum simpatizante da renovação carismática católica, os “louvores” dão o tom. Nos bairros mais ricos, o desrespeito ultrapassa a gosto musical e invade a faixa de pedestre, as calçadas o bom senso. Bares são abertos em áreas residenciais. Transformam-se em “points” e infernizam a vida das pessoas do lugar. A vida em comunidade não é tão simples quanto aparenta. Quem ainda não enfrentou um problema desses e teve até todos os sentidos atingidos que atire a primeira pedra.

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Árbitro admite erro na luta de Esquiva Falcão


Ao término da luta entre o brasileiro Esquiva Falcão e o japonês Ryota Murata, nos Jogos Olímpicos de Londres, cheguei a comentar no Twiitter e no Facebook:”Cá entre nós! O brasileiro foi garfado nesta luta”. Como poderia parecer “choro de perdedor”, deixei para lá. Hoje, porém, deparo-me com a notícia de que o árbitro polonês, Mariusz Gorny, admite que errou ao punir o brasileiro na final. O erro do árbitro, portanto, foi decisivo para que Esquiva Falcão ficasse com a prata e não com o outro em Londres. Resolvi escreve sobre o assunto porque ouço, desde criança, que “isso faz parte do esporte e, só por isso, é emocionante”. Nunca aceitei esse tipo de argumento. Gorny mudou a história das Olimpíadas. Provocou a derrota do brasileiro Esquiva Falcão. Isso jamais poderia ir para a cesta das “normalidades” do esporte mundial. Ainda mais quando o próprio árbitro admite o erro. Ao invés de fazer parte da vala comum dos casos de injustiça no esporte, um episódio desses deveria ser exemplar e didático. A única saída ética e honesta para o caso seria tirar a medalha de ouro do japonês e entregá-la ao brasileiro. Só assim, o ato de admitir o erro seria visto como parte da índole e da grandeza humana. O esporte reforçaria a prática da ética em sociedade. Do contrário, fica sempre como algo normal e comum prejudicar os outros. E esse não é um bom exemplo do esporte em nenhuma modalidade.

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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Convenção para o uso da faixa vermelha


A cada dia que passa, e a cada susto que vejo condutores de veículos tomarem no trânsito de Manaus, tenho mais certeza de que é fundamental e necessário que haja uma convenção a ser respeitada por condutores de veículos e pedestres no uso da faixa vermelha. Não é a primeira vez que alerto para o problema. Hoje, novamente, quase um acidente de grandes proporções ocorre. Pelo que houve, até uma morte poderia ter ocorrido. Tudo por falta de algum tipo de convenção que regulasse quando o motorista deve parar e quando o pedestre deve atravessar as faixas vermelhas existente nas ruas da cidade. Essa providência eliminaria um algo que é central nos acidentes: insegurança. Hoje vi um pedestre se aproximar da faixa e, sem nenhum sinal, invadi-la na marra. Os motoristas que estavam na minha frente ficaram na dúvida. Resultado: quase ocorre um atropelamento. Ao mesmo tempo, ocorreram várias frenagens bruscas. Houvesse a convenção de que os motoristas só seriam obrigados a parar quando o pedestre levantasse o braço direito, por exemplo, como o é em algumas cidades brasileiras como Brasília, fatos perigosos como esses seriam evitados.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Azul no ar, cinza no solo


Fiz a primeira viagem como passageiro, portanto, cliente, da Azul Linhas Aéreas, no dia 5 deste mês, no voo 4401, feito em uma aeronave Embraer 190. Como já havia reiterado aqui mesmo neste espaço, por conta de um voo feito pela Trip Linhas Aéreas, é impressionante a estabilidade do modelo fabricado pela empresa brasileira, agora privatizada. A ida de Manaus para Campinas, portanto, foi um dos voos mais tranquilos que já fiz. E sem nenhum problema. O retorno a Manaus, feito ontem, no voo 4170, no Embraer 195 da Azul, do ponto de vista técnico foi, de novo, um voo perfeito. Ao desembarcar, porém, a primeira surpresa: nenhuma sinalização de qual esteira as bagagens seriam entregues e nenhum profissional da empresa para orientar os passageiros. Por intuição, cada passageiros olhava para o outro em busca de respostas. Até que as primeiras bagagens, depois de mais de 20min, começaram a aparecer na esteira. Nela estavam sinalizados um voo da Gol e outro da Tam. Nenhuma sinalização da Azul. Entendo que se trata de profundo desrespeito não manter nenhum funcionário para orientar e resolver os problemas relativos às bagagens dos passageiros. Ao pegar minha mochila, eis que me surpreendo com o uma área danificada próxima a feixo-eclair. Tive de sair da sala de desembarque e ir até a chamada “loja da empresa” para poder ser atendido. O funcionário, porém, argumentou que aquele tipo de dano não merecia ser feito o registro e, se eu quisesse, teria de ligar para o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa. O argumento do funcionário foi de que só se tratava de “descostura”. Sem nenhuma tipo de exame apurado, percebe-se claramente que não se trata meramente de uma “descostura”, mas, houve um dano ao material que sustenta a costura. Fiquei surpreso. Afinal, quer dizer que a empresa aera provoca um dano e eu terei de ser o responsável pelo reparo deste dano? A boa estreia como cliente foi precedida e certo ar cinza no solo.

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terça-feira, 14 de agosto de 2012

A vida que passa entre a Augusta e a Paulista


A ida passa e deixa marcas. E há cada coisa que só mesmo escritas, porque ditas, talvez pareçam mentiras. E não é que ontem, com a família, voltei à esquina que marcou a minha vida por quase oito anos! Avenida Paulista com Rua Augusta, uma espécie de coração de São Paulo. Ontem, neste mesmo espaço, falara de “O esporte como metáfora da vida”, comparando o desempenho das duas seleções brasileiras de Vôlei: masculina e feminina. Pasmem, leitores e leitoras! E não é que, por volta de meio dia, cruzei com as meninas do Vôlei (veja foto a seguir) justamente na esquina da Augusta com a Paulista? Em carro de bombeiros, seguida por batedores, elas desfilaram por São Paulo, aplaudidas de pé por quem passava. Fotografei, fiz meu gesto da vitória, mão direita fechada, pulso firme. Soco no ar. Gesto do Pelé! Não sem antes, mais cedo, ao descer a Augusta para chegar ao Cartório Cerqueira César, agora localizado à Rua Frei Caneca, passar em frente ao prédio que morei, Edifício Aracuã, número 1519, nos quase oito de mestrado e doutorado em São Paulo. Ambos na Universidade de São Paulo (Usp). O mestrado na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). O doutorado na Escola de Comunicação e Artes (ECA). O que fizeram do Espaço Unibanco de Cinema, point de São Paulo quando por aqui morei e só frequentei duas vezes? No que se transformou o Hotel Maksoud Plaza, que recebia artistas famosos vindos ao Brasil? A fotos que fiz com o meu celular registram os rumos: O espaço Unibanco está em reforma: certamente será reativado pelo novo dono: o Banco Itaú. O Maksoud Plaza se transformou em Sociedade Educacional das Américas, cuja reforma do prédio encontra-se em pleno vapor, com verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oriundas do Fundo de Assistência ao Trabalhador (FAT). Essa é uma demonstração clara das prioridades do Governo brasileiro: financiar a educação superior privada com o dinheiro do trabalhador brasileiro. Vergonhoso! Lamentável. Absorto entre as lembranças do passado e a revolta do presente, pego a Rua Antônio Carlos e vou para Rua Frei Caneca. Mal levando os olhos e saio do transe, quem vejo? Minha colega da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), professora Selda Valle. Fiquei tudo arrepiado com tamanha coincidência: eu revoltado com o descaso em torno do Espaço Unibanco de Cinema e do Hotel que irou faculdade particular e, mal levanto os olhos, e encontro justamente Selda Valle, militante conhecida as duas áreas? É pra pensar que a força cósmica sempre conspira a meu favor. Dei um sorriso e uma abraço na minha colega e comentamos algumas coisas sobre a greve dos professores e professoras federais. Não falei para ela, mas pensei: “Parece até uma reunião do Comando Local de Greve (CLG) da Ufam!”. Cada um seguiu o seu caminho. Ela subiu a Frei Caneca. Eu desci a mesma rua até o Cartório. Obtive a segunda via da certidão de nascimento dos meus dois filhos. Voltei! Reencontrei a minha família. Almoçamos! Depois, quando subíamos a Paulista vimos as meninas do Vôlei. O dia terminou às 22h na Bienal do Livro depois de uma visita ao bairro do Brás. E a vida continua ser curso. Com idas na vida e vindas na memória!








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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O esporte como metáfora da vida


Sábado vi como as meninas do vôlei brasileiro, depois de perderem o primeiro set e levarem um baile da seleção feminina de vôlei norte-americano, deram uma lição de superação, viraram o jogo e, orgulhosas, exibiram a medalha de ouro no peito. Domingo, os meninos do vôlei brasileiro, protagonizaram espetáculo completamente adverso. Ganhavam por 2 x 0, tiveram dois Gold Points no terceiro set e tomaram uma virada histórica e amargaram uma fragorosa derrota de deixar qualquer um de boca aberta. Quando vi o time perder os dois pontos e a Rússia ganhar o set vaticinei: perdemos o ouro. Não deu outra! Sou daqueles que acreditam piamente que o esporte é metáfora da vida. Há coincidências que dão impressão de estarem escritas. Naquele momento da perda dos dois pontos e do primeiro set pela seleção brasileira de vôlei, me veio a história das meninas do vôlei. Classificaram-se por obra das norte-americanas, que venceram a Turquia. Caso não, o Brasil nem se classificaria na primeira fase. As americanas foram elogiadas pelo espírito esportivo. Para ser sincero, não creio muito nisso. Penso que elas venceram a Turquia para por o Brasil diante da Rússia, como ocorreu, na certeza de que elas (as russas) seriam a maior pedreira. Jogaram com a tabela na mão e se deram mal. O Brasil salvou seis Match Points, ganhou das russas e chegou à final. Depois, com uma virada histórica, levou o ouro. Talvez a soberba das norte-americanas as tenha derrotado. E essa é a minha suspeita: a soberba dos meninos brasileiros os derrotou. Venceram a Rússia na primeira fase. Tinham o jogo como ganho e perderam. Penso que os dois episódios do esporte poderiam nos servir, pelo menos, para refletir mais sobre esse jogo chamado vida.

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domingo, 12 de agosto de 2012

A mãe de toda a fé profissionalmente gerenciada


Ontem, dia 11 de agosto de 2012, neste espaço, falei e “A fé profissionalmente gerenciada” para apresentar aos leitores e leitoras um pouco da “Canção Nova”, fundada pelo Padre Jonas Abib, com sede no município de Cachoeira Paulista, para ressaltar o profissionalismo com que a Igreja Católica também gerencia a fé. O Complexo Canção Nova, porém, ainda terá de crescer muito para chegar perto do Complexo Mãe Aparecida, na cidade de Aparecida. No Portal A12: A mãe Aparecida mais perto de você é possível se ter uma ideia da grandiosidade do empreendimento. Fizemos a visita ao Santuário Nacional sábado porque já tínhamos sido avisados de que, aos domingos, é quase impossível circular pelo local em função da presença de tantos romeiros. Eu, minha mãe, minha irmã, meu irmão, cunhada e sobrinha saímos de lá às 14h. Todos encantados com a grandiosidade do local. Novo momento de emoção e fé para eles, principalmente minha mãe, que além de católica praticante, tem na figura do pároco de Sena Madureira, Padre Paulino Maria Baldassari, a morada de um santo na terra. No Santuário de Aparecida, porém, ela teve a oportunidade de conhecer a dimensão, o tamanho, a força de uma santa.




As fotos que tirei da visita estão no Álbum “Família reunida em Aparecida - SP - 11.08.2012” do meu Facebook.

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sábado, 11 de agosto de 2012

A fé profissionalmente gerenciada


Durante anos os católicos chiaram, espernearam, criticaram e gritaram contra o “avanço” dos evangélicos sobre o rebanho brasileiro. Nada, porém, era feito de forma tão profissional quanto as igrejas evangélicas o fazem. Surgiu o movimento Renovação Carismática católica e, dentro dele, uma comunidade denominada Canção Nova, fundada pelo Monsenhor Jonas Abib, que hoje é um exemplo bem-sucedido de fé profissionalmente gerenciada, também na Igreja Católica. No link do Padre Jonas Abib, na aba “Como nascemos”, você saberá detalhes dessa história de fé e oração, mas, acima de tudo, de profissionalismo, claro, esse lado, como nas religiões evangélicas, não admitido publicamente nem por reza, ou oração, no caso deles. Hoje, próximo do município de Lorena, onde tudo nasceu, fica a sede da Canção Nova, exatamente em Cachoeira Paulista. A sede “...conta com cerca de 372 mil m², onde fica o Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes (para 70 mil pessoas); o Rincão do Meu Senhor (para 4 mil pessoas); e o Auditório São Paulo (para 700 pessoas). Além de capelas; posto médico; escola; restaurante; padaria; postos bancários; lojas de artigos religiosos; pousada; área de camping e, no entorno, prédios administrativos e obras sociais.” Tanto o endereço do Padre Jonas quando da Canção Nova são .com. Uma demonstração clara de que o regerenciamento das marcas é extremamente profissional. Se a fé, efetivamente, não é capaz de remover literalmente montanhas, pode construir impérios. Ainda mais se for profissionalmente gerenciada, o que não considero nenhum pecado, dentro do sistema capitalista. Ninguém é obrigado a acreditar ou a doar nada. Quem o faz é por fé. Por confiar na salvação divina. Minha família acredita! Ontem os acompanhei a uma visita ao complexo Canção Nova, no qual fui muito bem-recebido por Jackie Sedero e Shirleya Nunes! Minha mãe chorava de emoção e felicidade durante todo o percurso. Passamos quase o dia inteiro lá a visitar cada detalhe do complexo! Trata-se de um empreendimento exemplar que une fé e sustentabilidade (do próprio negócio). Os católicos reagem! Amém!





As fotos que tirei da visita estão no Álbum “Família unida na Canção Nova” do meu Facebook.


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