sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Agora não entendi mais nada!


Meu saudoso avô paterno, Alfredo Guedes Monteiro, um dos mais respeitados funcionários do Fórum de Sena Madureira, minha cidade Natal localizada a 144 Km de Rio Branco, a capital, era mestre não apenas em me ensinar como enfrentar a vida. Nas nossas conversas ao final da tarde, na casinha que ainda existe até hoje e onde morreu comigo ao lado dele, dizia, sobre a atuação dos juízes no Fórum da cidade: “Meu filho, da cabeça de um juiz e de uma criança pode esperar que em sempre uma surpresa”. As lembranças do meu Avô e da sabia frase martelam na minha cabeça desde ontem após a decisão parcial do Supremo Tribunal Federal (STF) de absolver os réus do Mensalão, membros do Partido dos Trabalhadores (PT), da acusação de corrupção passiva, inclusive o relator, Joaquim Barbosa, por entender que “como eram do PT, não se caracteriza a compra de votos”. Caramba! É de pirar a cabeça de qualquer um. Quer dizer que um deputado como o Paulo Rocha, por exemplo, do Pará, que segundo as denúncias, levou exatos R$ 980 mil, sairá da história limpinho, sem nenhuma mácula, apenas R$ 980 mil mais rico? Sinceramente, ainda terei de repetir muitas vezes a história que o meu avô me contava aos meus futuros netos.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Teria o STF tramado contra a democracia?


Custo a crer que o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha, como em uma conspiração, decidido julgar os crimes de compra de votos em troca de apoio, o Mensalão, agora com o único objetivo de prejudicar o Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições municipais deste ano. Considero menos possível, ainda, que o relator do processo Joaquim Barbosa, também tenha maquinado esperar até agora para que o julgamento coincidisse com as eleições. Esse tipo de discurso que tenta desqualificar o STF é a mais desesperada das tentativas de justificar o roubo, a apropriação do dinheiro público e a distribuição direta de verbas a alguns parlamentares feita no Governo do PT. Irrita-me nessa historia toda argumentos dos tipo “Quantos mensalões seriam preciso para nos reembolsar o que as privatizações irresponsáveis e a Lei Kandir nos prejudicou?”, que li recentemente nas redes sociais. É como se a dita “Privataria tucana”, por ter ocorrido, justificasse os absurdos, inclusive, as privatizações, cometidos pelo Governo do PT. Quando votei em Lula várias vezes (também votei em Dilma por exclusão), não foi para perpetuar nenhum tipo de crime já cometido por tucanos, demistas ou pmdebistas. O fiz por acreditar no que o PT sempre pregava: ética na política. Não quero punição só para petistas corruptos não! Essa prática, a da corrupção, tem de ser extirpada do País. E o STF, é o que se espera, deu o primeiro passo. Espera-se que todos os corruptos e corruptores sejam severamente punidos. Isso, com certeza, não é nenhum atentado contra a democracia. Pelo contrário, é capaz de reforçá-la.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

PMDB quase varrido para baixo do tapete


O fato de a “candidata do sistema”, Vanessa Grazziottin (PC do B), não atingir nem 20% dos votos válidos, ao que parece, não foi a única tragédia que se abateu sobre as ditas “duas maiores lideranças políticas do Estado”, o governador Omar Aziz (PSD) e o senador Eduardo Braga (PMDB). O primeiro, talvez por ocupar o cargo, não saiu tão arranhado do primeiro turno. Ainda assim, recorreu ao expediente vergonhoso e convocar reunião do alto escalão do governo, dita de trabalho, para pedir “mais empenho” no segundo turno. Esse tipo de reunião de um governador para “pressionar” seu secretariado a pedir votos para a candidata que apoia é ou não crime eleitoral? Posso até estar enganado, mas, na pior das hipóteses, trata-se, do ponto de vista trabalhista, de assédio moral. Já no caso de Eduardo Braga, o desempenho pífio de Vanessa Grazziotin, caso se confirme no segundo turno com uma derrota acachapante, pode significar um carimbo nada alentador na sua liderança, no Governo Dilma, e no Estado: “validade vencida”. O número de vereadores eleitos é outro indicador de que essa liderança, pelo menos entre os eternos políticos puxa-sacos, também se encontra arranhada, ou, no mínimo, ameaçada, pelo próprio governador Omar Aziz. O partido criado às pressas pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), cuja maior liderança no Estado é Aziz, elegeu quatro vereadores, Dr. Gomes, Hiran Nicolau, Issac Tayah e Motoso. Já o PMDB, não passou do pastor Marcel Alexandre. Como segurar algum prestígio nacional com menos de 35 mil votos de legenda nas eleições para vereador? Os números já demonstram que o PMDB foi quase varrido para debaixo do tapete. Caso retome, pelo menos nos discursos, um pouco da humildade que, dizem, nos bastidores, Braga nunca demonstrou, talvez ainda se recupere. Caso contrário, terá de dar muitas explicações, inclusive, ao PMDB nacional. O segundo turno será o fiel desta balança que já não pende em nada para o lado do PMDB no Estado.

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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Os votos de um Cabeção pra lá de inteligente


O candidato à prefeitura de Manaus pelo Partido da República (PR), Henrique Oliveira, foi provocado em várias entrevistas. Todos queriam saber quem Oliveira apoiaria no segundo turno. Safou-se de todas as pressões de forma perspicaz. Com a mesma inteligência com que assumiu o apelido de “Cabeção”. Saiu-se com uma das respostas mais sagazes que já ouvi. Disse que na casa dele há cinco pessoas, mas, que ele só tinha condições de garantir o voto dele mesmo, pois, os votos que teve nessas eleições, e que o levaram a quase tirar a candidata do sistema do segundo turno, eram do povo, não dele. Henrique Oliveira demonstrou sabedoria demais para um estreante na disputa. E, pelo jeito, faz a mesma leitura que faço da votação: seus votos são daquelas pessoas que, por não quererem de forma nenhuma a candidata do sistema no segundo turno, votaram nele com um único objetivo: tirar Vanessa Grazziottin (PC do B), do segundo turno. Se isso for mesmo verdade, pouco importará para qual lado Oliveira for, grande parte dos votos dele migrará mesmo para Artur Neto (PSDB). Originário dos programas de televisão “mundo-cão”, Henrique Oliveira sabe que pode se consolidar como uma liderança política alternativa para os que estão no campo de atuação de Sabino Castelo branco, porém, sem a mesma rejeição entre os componentes das classes médias e alta. E, acima de tudo, como oposição ao que aí está. Para isso, porém, não pode escolher o lado errado no segundo turno. Daí, talvez, toda essa cautela. Saiu-se muito bem no primeiro dia como a “noiva” (ou o noivo) mais cobiçado.

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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um Amazonino calado vale mais...


A se levar em conta o resultado do primeiro turno das eleições em Manaus, um Amazonino Mendes (PDT) sem dizer uma palavra vale mais do que uma presidente Dilma (PT), um Lula (PT), um Braga (PMDB) e um Omar (PSD) a matracar todos os dias no programa eleitoral da segunda colocada, Vanessa Grazziottin (PC do B). Artur Neto (PSDB) teve mais que o dobro dos votos de Vanessa e, dizem as más línguas, foi apoiado, na surdina, por Amazonino Mendes. Se isso for verdade, confirma-se o que eu disse anteriormente, ou seja, o peso político de Mendes junto ao povo. Claro e evidente que não foi isso. E, também, é claro e evidente que, caso Vanessa não tivesse esse apoio escancarado e acintoso desses quatro “grandes” líderes políticos, nem teria chegado ao segundo turno, uma vez que ficou apenas três pontos percentuais a frente de Henrique Oliveira (PR). Afora isso, já participei de inúmeras eleições em Manaus desde que passei a viver na cidade, em janeiro de 1979. A memória não dá conta em dizer quantas. Ontem, por sinal, repeti o cheguei de Brasília meio-dia, com já tinha feito em uma das anteriores, curiosamente do mesmo destino, para cumprir a minha obrigação de eleitor. Talvez tivesse feito a mesma coisa, fosse o voto facultativo ou não. Quero dizer, com toda a sinceridade do mundo, que acredito cada vez menos no modelo de democracia praticada nos moldes atuais, principalmente no Brasil. Só deixei de votar, porém, quando passei 7 anos em São Paulo, a cursar mestrado e doutorado. A sensação que tive ontem, ao me deslocar do Aeroporto para casa e, logo em seguida, para o local de votação, foi de uma eleição tranquila. Embora tenha visto fotos de “santinhos” jogado nas ruas aos montes, nem de longe, se compara à sujeira que se via em eleições anteriores. Hoje em dia, as maiores sujeiras ocorrem nas campanhas, nas atitudes, num jogo de dar nojo, que só empobrece o debate sobre os verdadeiros problemas da cidade. Quanto aos santinhos, que seja um critério rígido de todos nós no segundo turno: não votar em nenhum dos que forem pego nas ruas no dia do pelito. Talvez, assim, os candidatos aprendam a respeitar a cidade e a nós.

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domingo, 7 de outubro de 2012

O orgasmo da democracia


O encontro com as teclas das urnas eletrônicas, por mais que haja furdunço lá fora, é momento de pura solidão. É, talvez, o que se pode chamar de orgasmo da democracia, por ser de altíssima responsabilidade e não demorar mais que segundos. Em ambos os casos, tanto no voto quanto no orgasmo, não se deve praticá-los pura e simplesmente por obrigação, muito embora o voto seja obrigatório. Cabe a nós, eleitores, transformar essa obrigação em um ato saudável que terá consequências, drásticas ou não, para o futuro. Por isso, de novo, em ambos os casos, responsabilidade é essencial, exatamente pelas consequências que podem trazer, não apenas individual, mas, coletivamente. Ao invés de deixar que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julguem os corruptos, o momento mais sublime de extirpá-los do mapa é agora. Votar em amigo, ou no amigo do amigo, ou em que “pediu” seu voto é muito pouco. Não é suficiente para mantermos uma democracia forte. Está na ponta dos dedos a possibilidade de definitivamente mudarmos o País a partir dos municípios, por meio a eleição de prefeitos e vereadores compromissados com a coletividade. Talvez sejam poucos os que realmente entendem que o dia da eleição não é de festa. Pelo contrário, é a data mais importante e que exige responsabilidade coletiva e discernimento para não errar. Embora seja um ato individual, as consequências não o são. Pense nisso antes de apertar a tecla confirma.

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sábado, 6 de outubro de 2012

Os vários olhares sobre Joaquim Barbosa


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, relator do Mensalão (e parem de dizer que é do Mensalão do PT, pois todos os envolvidos fazem parte dessa vergonha nacional), talvez seja a figura pública mais popular do País. Para o bem e para o mal. Enquanto milhões e milhões de brasileiros consideram que ele tomou a decisão certa, não apenas no processo de condução do relatório, em partes, mas também, na condenação dos “mensaleiros” e comandante desse esquema nefasto de compra de votos de parlamentares, uma turma de “escrevinhadores” a serviço do Partido dos Trabalhadores (PT) condena um ministro. Negociações são legítimas e fazem parte da essência da Democracia, negociatas, não! Comprar apoio político na democracia fora do que já é democraticamente aceito (muito embora considere reprovável), a distribuição de verbas, emendas e cargos, é nefasto porque enfraquece a própria democracia. Ou a sociedade manifesta-se com um peremptório não contra esse tipo de prática ou saem feridos mortalmente feridos o próprio STF, o judiciário e a Democracia representativa. E não importa quem inaugurou a prática, o que se deve é estancá-la! Quem defende que só se poderia condenar réus do PT depois que os acusados de criar o Mensalão, do PSDB, forem condenados, talvez defenda, também, que nenhum ladrão seja preso até que se encontre quem praticou o primeiro roubo. Barbosa pode até merecer as críticas que recebe, mas, uma coisa não se pode negar: seu relatório devolveu a crença na justiça e o sonho a muitos brasileiros.

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Eliza Samudio e Ulisses Guimarães não morreram


Alguém duvida da morte do ícone da política brasileira, Ulisses Guimarães, desaparecido em um acidente de helicóptero nas águas dos mares dos Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992? No próximo dia 12 serão 20 anos de desparecimento, porque, de acordo com a justiça brasileira, se não há corpo, não a morte. É o mesmo caso de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo. Oras, não há vestígio do corpo dela, logo, não há “materialidade” do crime, portanto, não há morte. Ou seja, do ponto de vista legal, nem Eliza Samudio nem Ulisses Guimarães morreram. Alguém, em sã consciência, ainda consegue acreditar que os dois estejam vivos e tenha se escondido? Pois bem, todo esse preâmbulo em torno da morte de Samudio e Guimarães é para dizer que políticos desonestos e corruptos usam de expedientes semelhantes para se safar das condenações. O voto do ministro revisor do Supremo Tribunal Federal (STF), Enrique Ricardo Lewandowski, inocentou José Genoíno e José Dirceu, com base nessa lógica: crime existe, mas, se não há cadáver, não há morte. E foi mais longe ao condenar Delúbio Soares, “um reles tesoureiro”: se há um malfeito, que se atribua ao que menos poder tem. O Palácio do Planalto, na visão de Lewandowski, é a Casa Grande. Logo, os “malfeitos” só podem ter ocorrido (se ocorreram), na senzala. Lamentável que José Antonio Dias Toffoli e Enrique Ricardo Lewandowski cumpram hoje para o Partido dos Trabalhadores (PT) o mesmo papel que Gilmar Mendes cumpria no governo do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Sonho com um tempo em que a justiça brasileira, com cadáver ou não, deixe de se anacrônica e não se prenda apenas no princípio da “materialidade” do crime. O julgamento do Mensalão dá sinais de que a defesa de “bandeiras partidárias”, quaisquer que as sejam, perde força para o peso dos fatos.

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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A força de Lula nas eleições de São Paulo


A última pesquisa divulgada pelo Instituto DataFolha, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, apresenta Celso Russomanno (PRB) com 25% das intenções de voto, José Serra (PSDB), com 23% e Fernando Haddad (PT) como 19%. São números impressionantes pela queda de mais de 10 pontos percentuais de Russomano. Isso demonstra que as forças da direita e da esquerda quando se unem à mídia para derrubar um candidato, esse precisa de muita consistência para não acusar o golpe. Os números, se forem mesmo verdadeiros, pois está cada vez mais difícil de se acreditar nas pesquisas, indicam que tanto pode dar Russomanno contra Serra no segundo turno quanto é possível até um segundo turno entre Serra e Haddad. A se confirmar, nas urnas, o que a Folha aponta, os últimos dias do horário eleitoral gratuito fizeram um estrago na campanha de Russomanno. Não se pode negar, também, a força política de Luiz Inácio Lula da Silva, que embarcou com todos os pertences na campanha de Haddad. Ele, no início do horário eleitoral estava empacado na casa dos 5% das intenções de voto e, agora, multiplica por 5 os números iniciais e chega ao fim do horário eleitoral com chances de até chegar ao segundo turno. Será uma das eleições das mais acirradas dos últimos tempos na capital paulista.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Juízes eleitorais do interior dão bons exemplos


Mais um juiz eleitoral do interior dá um exemplo de como a Justiça pode atuar para tornar a Democracia participativa um regime menos injusto. Desta vez foi a juíza da 6ª Zona Eleitoral, em Manacapuru, Rosália Sarmento. Ela decretou, segunda-feira, dia 01 de outubro de 20121, a prisão preventiva do ex-prefeito e vereador-licenciado do município, Afrânio Pereira Júnior, e do coronel da Polícia Militar (PM) Marcos Brandão da Cunha. A decisão da juíza tem o objetivo de “coibir a mistura perniciosa de policiais militares em atividades político-partidárias que tem imperado em Manacapuru às vésperas das eleições municipais” “Essa mistura explosiva de polícia e política já deu margem para muita matéria jornalística (...), se não forem adotadas medidas extremas como as que têm sido adotadas nos últimos dias a próxima notícia veiculada será de morte coletiva”, justificou Rosália no decreto de prisão. O mesmo raciocínio deveriam ter os juízes eleitorais da capital que assistem, passivamente, a forma acintosa com a qual governador, senador, presidente da república e ex-presidente usam o horário eleitoral gratuito para “implorar” o voto dos eleitores para a candidata do grupo. Isso é uma forma de pressão constante direcionada principalmente aos eleitores menos esclarecidos. Isso torna o jogo democrático absurdamente menos igual. Quando isso acontece, é dever da Justiça Eleitoral interferir. Em Manaus, porém, os olhos dessa Justiça parecem estar literalmente vendados.

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terça-feira, 2 de outubro de 2012

A taras e manias da mente humana


Neste mundo de humanos (será que são mesmos), há taras, manias e aberrações de horrorizar o mais criativo dos escritores. Talvez nem Nélson Rodrigues fosse capaz de bolar um enredo tão surreal quanto esse. Merece registro tanto por provocar indignação e revolta quando por despertar o sentimento de pena e busca de saídas para uma doença que, a cada dia, acomete mais pessoas aparentemente saudáveis. Enfrentar o problema e denunciá-lo, no entanto, é a melhor medida. Por mais estapafúrdio que possa ser, um empresário de 41 anos da cidade de Campinas, em São Paulo, foi preso em flagrante (a notícia só foi divulgada ontem), dentro de um carro, em uma das ruas de um bairro daquela cidade. Na hora da prisão, o pai abusava sexualmente da própria filha de 12 anos. Ao serem abordados pela Polícia, a filha confessou que o pai abusava constantemente dela há três meses e ela não contara para a mãe por medo. Detido em flagrante por suspeita de “estupro de vulnerável” o homem negou o fato e alegou que “eram histórias” da filha. Não tenho mais nem adjetivos para desqualificar quem pratica ato tão sórdido. Já fui até agredido em pleno Auditório Rio Negro, do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) por tratar desse tema. Não desistirei de proclamar meu asco contra qualquer tipo de pedófilo. São pessoas dignas de penas pela pequenez da alma: precisam ser tratadas e constantemente acompanhadas para lidarem melhor com a doença. No entanto, não posso admitir que uma criança tenha a infância roubada por um asqueroso, um doente. Especialistas dizem que um pedófilo jamais deixará de sê-lo e precisa constantemente ser vigiado. Quando, porém, o ato violento parte de um pai, como manter essa vigilância? O problema é de uma complexidade sem igual. Admiti-lo e procurar ajuda talvez seja o caminho mais sensato. Ajudar numa hora dessas também é a melhor saída. No entanto, somos humanos e temos reações das mais adversas, principalmente por se tratar de uma violência sem igual. De uma coisa tenho certeza: a pedofilia tem de ser enfrentada. Com rigor e tratamento para quem estiver envolvido nos episódios de violência. Só assim teremos uma sociedade mais equilibrada, com pessoas capazes de controlar suas taras e manias.

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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Uma pergunta ou um insulto à população


O Jornal A Crítica On Line divulgou uma declaração do ex-prefeito de Manaus, Serafim Correia (PSB) que mais parece um acinte. Segundo jornal, Correia dissera “A filha do Amazonino é secretária e ninguém reclama”. O jornal pergunta: Como você avalia essa declaração?”. Ainda que não houvesse a pergunta, como eleitor de Serafim Correia na primeira eleição, tomaria posição. E, particularmente, senti-me insultado com o questionamento de Correia da mesma forma como me sinto com as tentativas do Partido dos Trabalhadores (PT) de relativizar o Mensalão, por exemplo, com a justificativa de que o PSDB também fazia o mesmo. Oras, quando votei em Serafim Correia, assim como quando votei em Luiz Inácio Lula da Silva, o fiz com a certeza de que teríamos uma nova prática na Política. Quer dizer que o fato de Amazonino Mendes (PTB) manter a filha como secretária dá o direito a Serafim Correia de fazer o mesmo? Quer dizer que, se Amazonino Mendes fosse pego em crime de corrupção, de uso indevido do dinheiro público, Serafim Correia também teria o direito de fazer o mesmo? Caro Serafim, você já foi a maior decepção da minha vida de eleitor ao passar dois anos da sua vida de prefeito a trabalhar apenas com um objetivo: eleger o filho deputado federal. Não me venha, por favor, tentar justificar um comportamento reprovável a usar exatamente o exemplo de nepotismo do prefeito Amazonino Mendes. Encarei esse questionamento como um equívoco cometido pelo jornal. Com esse tipo de postura você corre o risco não só perder meu voto, mas, o de outros tantos eleitores.

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domingo, 30 de setembro de 2012

A revolta do rebanho nas eleições


Manaus assiste, no horário eleitoral gratuito, talvez, a mais desavergonhada das propagandas. Nunca, na história desta cidade, se usou tanto o nome de Deus em vão e com fins de apoiar candidatos. E são relações das mais esdrúxulas. Ontem, por exemplo, vi fiéis da Igreja Evangélica Assembleia de Deus, de branco, em cima de um palco, a cantar um louvor em prol da candidata Vanessa Graziottin, do PC do B. Em seguida, os pastores, donos da Igreja, Jonatas Câmara e Ana Lúcia Câmara, certamente em nome de Deus, reforçavam o pedido de votos e afirmavam que a candidata é do bem e vai cuidar de Manaus. Um casamento desses, certamente, não é coisa de Deus porque desde que o mundo é mundo, comunista não acredita em Deus por princípio. O problema é que os comunistas do amazonas, quiçá os brasileiros, são coisa do outro mundo: acreditam em Deus, desde que isso dê oportunidade de manter o poder, muito embora cruzem os dedos todas as vezes que pronunciam o nome de Deus. Mal termina o horário dos comunistas e entra a coligação que representa os interesses políticos de Artur Neto (PSDB). Mais parecia o apocalipse. Cantores evangélicos proclamavam que “o exército de Deus vence”. Fiquei a me perguntar: se Deus é único, qual deles vencerá, uma vez a grande maioria do exército (não seria rebanho) está ao lado da candidata comunista? A conclusão mais sensata é que o rebanho deveria se rebelar e dizer um imenso NÃO a essa determinação dos pastores. Não se pode misturar religião com partidos políticos. O estado brasileiro é laico e assim tem de sê-lo para o todo e sempre. Caso contrário, a democracia será ferida de morte. Nem Deus nem a sociedade ganham com essa mistura esdrúxula entre a religião e a política.

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sábado, 29 de setembro de 2012

O baixo Vieiralves, a baixa Manaus


Ontem ouvi uma expressão que não conhecia: “você está no baixo Vieiralves.” Isso porque passei, com uma querida amiga da Universidade Federal de Roraima (UFRR), em um dos mais tradicionais locais do bairro que, hoje em dia, por sinal, está com frequência abaixo da média. Certamente, por conta dos péssimos serviços prestados. Mas, também, pelo aumento significativo da concorrência de barres e restaurantes para todos os gostos na área. Há dois anos, o bar e restaurante era uma das poucas opções da cidade, coma boa culinária, preferencialmente paraense, e música regional ao vivo. À medida que a concorrência aumentava, os serviços ficaram piores e o lugar onde funcionava o acanhado palco do local foi substituído pelo nada. Do nada de opções ao péssimo serviço de atendimento ao cliente talvez tenha sido um pulo. O que vi ontem foram vários sinais de decadência que, certamente, culminarão como fechamento da casa. Ao sair de lá vi que há opções de bares, cervejarias, restaurantes de culinária chinesa, japonesa, italiana, mineira e quetais. Não tinha me dado conta dessa efusão de culturas em um espaço tão próximo. É a esse caldeirão de bares e restaurantes que proliferam na área que as pessoas estão chamando de “baixo Veiralves”. É injusto e me parece depreciativo. As cidades, os bairros e até as quadras mudam de acordo com a propulsão social dos negócios que por lá crescem. Não me espanta que se trate de algo com a intenção de desvalorizar a área. O que as empresas da área precisam mesmo é investir na melhoria do atendimento e dos serviços que, em geral, são de baixa qualidade. E se esse for o único critério, talvez até seja permitido se falar em “baixa Manaus”, pois, a má-qualidade do atendimento em toda a cidade é digna de registro.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A dança dos números nas pesquisas


Impressiona que, de repente, as empresas de pesquisa tenham divulgado números tão díspares. No final da semana passada, uma empresa de televisão e um jornal divulgaram pesquisas que apontavam empate técnico entre os candidatos Artur Neto (PSDB) e Vanessa Graziottin (PC do B), ambos com 29% das intenções de votos. Na segunda-feira desta semana, uma empresa de rádio pôs em dúvida as duas pesquisas ao divulgar números diferentes: Neto teria 38% e Graziottin 32%. Hoje, uma empresa de pesquisa espalhou out-doors pela cidade com um resultado próximo aos números divulgados pela empresa de rádio. De acordo com a empresa de pesquisa, Neto está com 38% das intenções de votos enquanto Graziottin aparece com 29%. Esses números das duas últimas empresas, caso representem uma tendência, indicam que Graziottin parou de crescer e Neto, que estava estagnado, parece ter mudado de rumo. O que parecia absurdo, em função do uso da força do poder em favor da candidata Vanessa Graziottin, a vitória de Artur Neto ainda no primeiro turno, já não parece mais tão absurdo. Essa dança dos números das pesquisas, ao que tudo indica, permanecerá até o último minuto.

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Cuidados com o corte de juros


É fundamental que se tenha muito cuidado com o anúncio no corte de juros no “crédito rotativo” dos cartões de crédito. Além dos bancos oficiais, bancos privados, agora, anunciam as benesses de se usar mais os cartões de crédito. Não se deve esquecer, porém, que o crédito rotativo é aquele tipo de empréstimo automático concedido cada vez que você, consumidor, correntista e portador de cartões de crédito, contrata ao optar por pagar o “valor mínimo” ou seja, você deixa de pagar o valor total da fatura. Acontece que, ao deixar de pagar o valor total, embora não perceba, você faz um novo empréstimo, automaticamente, a uma taxa de juros, por menor que seja, ainda extorsiva. Vejamos como funciona esse crédito rotativo e os cuidados que se deve ter para não se criar uma “bola de neve”, isto é, uma dívida impagável. Digamos que você fez cinco compras, cada uma de R$ 500,00, divididas em cinco vezes. Significa que o montante total da sua dívida é de R$ 2.500,00. Você não terá nenhum problema se conseguir pagar todas as faturas na data do vencimento. O caos se instala, porém, se você, ao final do primeiro mês, ao invés de pagar os R$ 500,00 (ou seja, as cinco primeiras prestações de R$ 100,00) só conseguir pagar o valor mínimo. Significa que na segunda fatura você terá de pagar os R$ 500,00 da fatura do mês, os R$ 450,00 da fatura anterior, mais os R$ 45,00 de juros (se tomarmos 10% ao mês como base). Sobre o valor de R$ 450,00 ainda incide multa. Ao pagar o mínimo, é como se você não “andasse” para frente. No mês seguinte, terminará pagamento o mesmo valor somado às novas parcelas do mês. Na segunda fatura, sem levar em conta a multa, você terá de desembolsar R$ 995,00. Se não puder pagar o valor total, o mínimo desta fatura já passará para R$ 99,50 e assim sucessivamente. Sem se alongar nas contas, fica o alerta para que cada um dos portadores de cartões de crédito tenha cuidado com as armadilhas das propagandas. O corte dos juros não significa que você passe a gastar mais e desordenadamente. Seja sensato no uso dos cartões para não por um cutelo no próprio pescoço.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Contra a máquina não há argumentos


O título desta postagem de hoje também poderia ser “Uma avalanche contra Artur: Vanessa prefeita”. Preferi, porém, o que fala da máquina pública usada para obter vantagens pessoais ou para um grupo porque, lembro-me muito bem quando vaticinei: “Alfredo Nascimento será o governador do Amazonas”. Resultado: Omar Aziz governador com 66% dos votos. Ao afirmar anteriormente, porém, fiz questão de explicar: “se Nascimento for mesmo candidato do presidente Lula”. Não o era. Alfredo Nascimento foi enganado por Lula, que nem no seu palanque subiu, e sofreu um massacre da máquina pública estadual e municipal comandada por Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (agora PSD). Vanessa Graziottin, essa sim, é candidato do Lula, da Dilma, do Braga, do Omar e do presidente Lula. Foi posta do colo. Toda a máquina pública, bem como as imagens de Lula, Dilma, Braga e Omar é usada em favor de dela. Parafraseando o próprio Lula, “nunca, na história política deste Estado, nem nos mais longínquos e tenebrosos tempos da ditadura militar, se viu uma avalanche, um verdadeiro massacre, o uso desavergonhado da máquina pública quanto agora em favor de uma candidata. É um dos maiores massacres midiáticos que já se viu nessa terra. A se confirmar o que dizem todas as pesquisas, que Artur será derrotado por 43% a 39% dos votos válidos, será a vitória mais estúpida e vergonhosa da história desse Estado. Só por milagre Artur leva essa. Caso venha a ocorrer esse milagre, será um tapa com luva de pelica da população da cidade na cara da prepotência e da arrogância de quem trata o povo como gado. É muito difícil, quase impossível que ocorra, porque, contra a máquina pública usada em benefício próprio não há argumentos. Ainda que fossem sólidos e partissem de um dos grandes oradores do País. Na democracia burguesa, só o povo pode dar a resposta. Derrubar Lula, Dilma, Braga, Omar e Vanessa, como se fossem pedras de um dominó seria a melhor decisão do povo em prol da democracia. O povo de Manaus terá coragem de dizer não aos que o tratam como gado? Só no dia 7 de outubro se terá a resposta. É pouco provável que ocorra! Mas... enquanto há dignidade, amor próprio e vergonha na cara, há esperanças. Muito embora a esperança seja a última que morre. Mas...morre!

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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Donos do mundo na campanha em Manaus


Há algo de podre em um reino muito distante chamado Amazonas, mais especificamente, na capital, Manaus. A “frente” de partidos que apoia a candidata do senador Eduardo Braga, Vanessa Graziottin (PC do B), à prefeitura de Manaus, ao que parece, considera-se acima do bem e do mal. Ontem, vi e me chamou a atenção fortemente o uso das imagens de um dos jornais da TV Amazonas incorporadas à propaganda eleitoral gratuita da “frente” como se fosse parte do programa. Era um trecho apresentado pela jornalista Cléo Pinheiro. Fiquei a me perguntar: será que a jornalista autorizou o uso das suas imagens? A Rede Amazônica foi consultada e autorizou, sem que a jornalista soubesse de nada? Ou será que “essa turma” considera que o patrocínio pago pelo Governo do Estado em alguns horários da televisão dá direito de torná-los donos de todos os horários? As relações entre o poder as empresas de comunicação (parece, agora, também, as de pesquisas), no Amazonas, são tão promíscuas que a ética passa longe. Se nada ocorreu, se não houve nenhuma negociata envolvendo o uso das imagens da TV Amazonas, a empresa deveria reagir exemplarmente. Só assim essa turma que se considera dona do Amazonas e dos amazonenses teria limites. Isso se usou ilegalmente as imagens da programação local de uma das mais tradicionais televisões da cidade. Algo que não tenho como comprovar. Que é ilegal o uso sem a autorização expressa, isso o é. E seria muita pretensão e prepotência terem feito isso sem que a empresa fosse consultada. E, mesmo sendo autorizada, a jornalista não é propriedade da empresa. Fiquemos de olho nessas situações absurdas.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Entra prefeito, sai prefeito...


É curiosa uma das propagandas da candidata do grupo do senador Eduardo Braga, Vanessa Graziottin (PC do B), à prefeitura de Manaus. Ela diz que “entra prefeito, sai prefeito” e não se resolvem vários problemas da cidade. Ao que se sabe, nos últimos 20 anos, nenhum dos prefeitos que ocupou o cargo não era do grupo que faz parte da “base aliada”, inclusive o penúltimo, Serafim Correia (PSB). Admitir que nada foi feito na cidade com a expressão “entra prefeito, sai prefeito” é criticar, inclusive, o seu mentor, o senador Eduardo Braga. Ë o tipo de material de propaganda que “abusa” da sinceridade e é fundamental para esclarecer os menos incautos a perceberem que a candidata representa, exatamente, o mesmo grupo político que domina o estado há 20 anos. É o tipo de propaganda que, ao invés de colher frutos, ou seja, votos, pode tirá-los. Tem o lado positivo para a comunidade: esclarece em detalhes o jogo político que predomina na cidade.

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domingo, 23 de setembro de 2012

Coordenador da campanha de Artur é executado


Se ontem comecei a minha postagem dizendo-me “Estarrecido! Incrédulo! Revoltado! Envergonhado!”, hoje começo com o mesmo estarrecimento e incredulidade de ontem. Não pelo mesmo motivo, o deferimento da candidatura de Adail Pinheiro (PRP) à prefeitura de Coari, mas, pela notícia da execução de um dos coordenadores da campanha do candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Artur Neto, à prefeitura de Manaus. De acordo com o Jornal A Crítica On Line, “o funcionário público e líder comunitário Aldemir de Queiroz Feitoza, 44,” foi morto a tiros por um motoqueiro ”no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus.” Rogo a Deus que não haja nenhuma relação entre a morte o líder comunitário e a campanha que se desenrola em Manaus, aliás, uma das mais apelativas e violentas do ponto de vista das propagandas, a ponto de o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, se dar ao luxo de vir a Manaus pregar uma disputa odiosa. Não se pode admitir que as campanhas políticas, na cidade, descambem para esse ponto de tamanha violência a ponto de um homem ser executado. Que a Polícia faça um trabalho rápido e primoroso de investigação para que não haja nenhuma dúvida sobre o motivo da morte do líder comunitário. É a melhor forma de se demonstrar transparência e não pairar nenhuma dúvida sobre se a morte teve motivação política ou não. Só a Polícia pode responder. E deve fazê-lo rapidamente para que essa morte não seja usada eleiçoeiramente se este não foi o motivo dela.

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sábado, 22 de setembro de 2012

A vergonha do Tribunal ou o Tribunal da vergonha!


Estarrecido! Incrédulo! Revoltado! Envergonhado! Vergonha não de mim, mas, dos outros. Como pôde o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas(TRE-AM) deferir a candidatura de Adail Pinheiro (PRP) à prefeitura de Coari? Transcrevo um trecho da matéria do Jornal A Crítica On Line que diz tudo: “O ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, foi condenado por má gestão pública no Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), e foi considerado inelegível pelo próprio TRE-AM há três anos, além de ter outras duas condenações por parte do Tribunal de Contas da União (TCU), uma delas por superfaturamento de obras públicas, fraude em licitação e uso de notas fiscais falsas, que acarretaram na devolução de R$ 29 milhões aos cofres públicos.” Isso sem falar nas gravíssimas acusações de violência sexual contra crianças e adolescentes que, até hoje, o colocam como primeiro da lista quando se trata do assunto no Estado. Aliás, ser parte dessa lista, ao que tudo indica, é critério fundamental para elegibilidade no Amazonas! O meu amigo colunista social, saudoso Gil, diria: “Pano rapidíssimo!” Nada mais a comentar! TUDO a lamentar!

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Incentivo ao não uso das passarelas


Ontem, por volta das 18h, vi uma cena que compromete todo o trabalho da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) em torno do uso das passarelas na cidade. À Avenida Djalma Batista, há uma passarela em frente a uma escola, a poucos metros de dois dos shoppings da cidade. Ao invés de coibir a travessia de pedestres no local e encaminhá-los para a passarela, um agente de trânsito, agora conhecido como “marronzinho”, suspendia a circulação dos veículos e facilitava a travessia. Entende-se perfeitamente que se tratava de um horário de pico. E, exatamente por isso, não se justifica que o trânsito seja suspenso para que pedestres atravessem a rua em local onde não faixa de prioridade nem qualquer sinalização que torne legal essa travessia. É o tipo de atitude que joga contra o próprio esforço da Prefeitura em organizar a vida da cidade. De nada adiantam as cercas ao longo das avenidas nas quais as passarelas são instaladas se agentes de trânsito incentivarem travessias em locais proibidos.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Manaus não é o quintal da casa de Lula


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inegavelmente, tem bons serviços prestados ao Brasil. No entanto, precisa, urgentemente, deixar de lado essa ideia de que cada estado brasileiro é um pedaço do quintal da sua casa. Não sou eleitor do candidato do PSDB à prefeitura de Manaus, Artur Neto, mas, não aceito que um estranho, embora ilustre, venha à cidade, critique Neto e tente induzir o eleitor a votar em alguém forjado nos gabinetes de Brasília. Lula, sei que sua popularidade é grande, no entanto, baixe a bola. Não seja prepotente! Ninguém é obrigado a votar em quem você quer, só porque você quer. Enquanto o Ministério Público Federal (MPF) de Brasília pede o bloqueio dos seus bens, você se considera no direito de vir aqui, ir a São Paulo ou a qualquer cidade do País “pedir votos” para os aliados do PT? Com que moral? Com que direito? Sem falar no “Mensalão”, que você jura, nem sabia que existiu, mas que já produziu a maior condenação em série de políticos e corruptos da história deste País. O tempo das capitanias hereditárias já passou. Nossas cidades são autônomas, inclusive Manaus, embora não pareça. Tenha mais respeito com o povo, ex-presidente. Para merecer o respeito que ainda se tem a você. A liberdade é essencial em toda a democracia. Não faça nada para feri-la como estás a fazer.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Zona Franca perde mais uma: iPad de Itu


Enquanto os políticos do Amazonas arrostam aos quatro cantos a defesa do Pólod Industrial de Manaus (PIM) por mais 50 anos, na prática, dia-a-dia, mês-a-mês, ano-a-ano, o PIM é esfacelado com a anuência desses mesmos políticos que dizem defendê-lo. A empresa taiwanesa Foxconn acaba de anunciar novos investimentos de R$ 1 bilhão, a partir do ano que vem, para a fabricação de componentes de tablets. Sabem onde? Em São Paulo, no município de Itu. Serão gerados 10 mil empregos diretos em um parque que terá até cinco fábricas. Elas produzirão cabos, câmeras, telas sensíveis ao toque, LED, placas PCB (placa de circuitos) e demais componentes necessários à montagem de eletrônicos das linhas tablets e smartphones. Os investimentos da empresa taiwanês farão com que quase toda a cadeia de fabricação dos iPads e iPhones da Apple sejam feitos no Brasil, mais precisamente em São Paulo, estado no qual se localiza a primeira unidade da empresa, em Marília. Ainda serão fabricados no exterior os displays TFT - tecnologia usada para melhorar a qualidade da imagem. Fabricar esses displays no Brasil demanda investimentos altíssimos. Esses investimentos, porém, quando vieram para o Brasil, certamente não os serão para Manaus.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Para essa greve a sociedade não cruza os braços


Diferentemente da greve dos professores e professoras das universidades públicas que passaram quatro meses de braços cruzados como se nada estivesse acontecendo, a greve dos mais de 500 mil bancários do Brasil dificilmente dura mais de um mês. Em tempos normais, dez entre dez brasileiros diz, aos quatro cantos, que a Educação é essencial ao País. Na prática, como nas greves, por exemplo, comprova-se o contrário. Duvido que a população aguente quatro meses de greve dos Bancários como se nada estivesse acontecendo. É bem-verdade que, nos dias normais, as filas nos bancos já são quilométricas. No entanto, a partir de agora, usar apenas as casas lotéricas e os Correios para o pagamento das contas será algo muito pior. Embora os grevistas garanta que a circulação de dinheiro não será prejudicada porque os caixas eletrônicos serão reabastecidos constantemente, grandes retiradas não poderão ser feitas. Todos sabemos que os bancos limitam as retiradas nos caixas eletrônicos de acordo com o perfil do cliente. Esse limitador, certamente, é um ponto a favor dos grevistas e garante que a greve não demore. Os Bancários querem 10,25% de aumento, mas, os banqueiros chegaram ao máximo de 6%. Com o impasse, a greve foi decretada ontem à noite. Vejamos por quanto tempo a sociedade aguenta esta greve!

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Manaus não precisa de uma mãe


Não entendo até agora a insistência da propaganda eleitoral da candidata do PC do B, Vanessa Graziottin, em querer transformá-la, na marra, na “grande mãe de Manaus” a ponto de o governador Omar Aziz (PSD) e uma das suas falas, ressaltar que uma das coisas que “ele mais valoriza” é o fato de ela ser mãe. E ser mãe, por acaso, é o critério fundamental para se exercer a Prefeitura de Manaus? Passa da hora de deixarmos de baboseiras na campanha e passarmos para a fase efetiva da apresentação de propostas. E quem não tiver o que oferecer ao povo que se manque e pare de tentar enganar com tergiversações e engodos. Manaus pode até estar abandonada, mas, se assim o é, a culpa é desse mesmo grupo político que agora quer forjar uma mãe para a cidade. Aparecer agora com essa história de que o fato de a candidata ser “mãe” é algo importante passa dos limites. A não ser que se esteja “aproveitando” a propaganda já elaborada para a candidata Rebecca Garcia, o “ser mãe” não se justifica. E não é nenhum critério para o exercício da Prefeitura. Portanto, não queiram enganar o povo. Ninguém aguenta mais tanta tentativa de manipulação.

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domingo, 16 de setembro de 2012

A linguagem da enganação na TV


Até tu, Dilma Roussef, aparece nos programas do horário eleitoral, em Manaus, para tentar enganar o povo? Essa de dizer que a parceria com o Omar garantiu mais 50 anos para a Zona Franca de Manaus é uma pérola do uso da linguagem com fins de manipular e enganar as massas incautas. Se não, vejamos! Quer dizer que a parceria só ocorreu porque era entre Dilma e Omar? Ao que se sabe, uma parceria deste tipo ocorre entre o Governo Federal e o Governo do Estado. Personificar as parcerias é uma forma de tergiversar, de manipular, de enganar. Quem vê a presidente Dilma Rousseff a fazer uma declaração dessas é levado a acreditar que os 50 anos a mais para a Zona Franca de Manaus só foram garantidos porque Omar Aziz ocupava o Governo do Estado. Ora, se a Zona Franca realmente é estratégica para o Estado Brasileiro, seria prorrogada com ou sem Omar. Dilma cumpriu uma promessa feita em campanha. Nada mais que isso. Assim como poderia não ter cumprido. Quer dizer que se um governador que não fizesse parte da “base aliada” tivesse ganho a as eleições aqui ela não cumpriria o que prometeu? A promessa dela estava vinculada à eleição de Omar? Essa história de vincular decisões de Estado à eleição desse ou daquele candidato mais parece coisa de chantagista e não de estadista. Lastimável que esse seja o rumo que as eleições deste ano começam a tomar em todo o Brasil.

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sábado, 15 de setembro de 2012

Juiz de Tefé veta o uso da imagem de Omar


Finalmente um juiz eleitoral tomou uma decisão de vergonha e capaz de estabelecer o mínimo de igualdade no que deveria ser a regra no “jogo da democracia”: vetou o uso da imagem do governador Omar Aziz (PSD) ao lado do prefeito de Tefé, Jucimar Veloso (PMDB), candidato à reeleição. O juiz eleitoral Cid da Veiga Soares Júnior, além de proibir o uso da imagem do governador na propaganda do prefeito, estabeleceu uma multa diária de R$ 5 mil caso a decisão seja desobedecida. O juiz merece todas as loas e seu exemplo deveria ser seguido em Manaus, onde, vergonhosamente, todos os dias, no Rádio e na Tv, o governador Omar Aziz e o senador Eduardo Braga (PMDB), ocupam praticamente o horário eleitoral inteiro a pedir votos para a candidata forjada por eles. Essa prática deveria ser coibida ferozmente por todos os juízes eleitorais. Não faz bem para a democracia que, no exercício do poder e com toda a força política que um governador tem, por ter as chaves do cofre, entre em uma campanha como se ele fosse o candidato. O jogo fica completamente desequilibrado em favor de quem está no poder. O Juiz Cid Soares anteviu isso em Tefé. Será que só nós, os pobres mortais, aqui, entendemos dessa forma? Ou os doutos juízes da capital veem mas não querem enxergar o problema? Deixar que a comunidade, no voto, resolva, é de uma covardia sem tamanho. A justiça eleitoral existe para equilibrar o jogo. Que o faça urgentemente em Manaus, pois, o que acontece hoje é vergonhoso!

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Não falta amor, falta respeito ao ser humano


O diretor-presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Ribeiro, foi de uma grosseria e infâmia em relação à população de Manaus que deveria ser processado e destituído do cargo por falar tanta besteira, de forma tão mal-educada, e de uma vez só. Ao ser entrevistado sobre as mortes ocorridas no Balneário de Ponta Negra por uma emissora de televisão da cidade, o diretor do Implurb saiu-se com esta: “Em 99% das mortes ocorridas, a culpa não foi da Prefeitura. Agora, as pessoas enchem a cara de cachaça e de drogas e vão tomar banho, morrem, depois querem culpar a Prefeitura”. Em seguida, falou dos banheiros entupidos e concluiu que “falta amor pelo que é público”. Talvez Manoel Ribeiro tenha razão em parte do que disse no final sobre a “falta de amor”. No entanto, povo nenhum vai amar sua cidade e cuidá-la se não houve constante campanha pública de esclarecimento sobre a forma de cuidar e preservar os espaços públicos. Nenhum homem público, também, tem o direito de destratar e achincalhar mortos, por serem “do povo”, com a pecha de cachaceiros e drogados. Os familiares dos que morreram na Ponta Negra deveriam requisitar o vídeo da torpe entrevista do Diretor do Implurb e responsabilizá-lo criminalmente pelo que disse. Senhor Manoel Ribeiro, não falta somente amor dos habitantes pelos espaços público, falta, principalmente, respeito de sua parte em relação as pessoas, ao ser humano.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A má qualidade dos programas de oposição

Um dos componentes importantes que não aprofundei na postagem de ontem denominada o “Injusto jogo da democracia burguesa” foi a questão da qualidade dos programas de Televisão e Rádio. Eis mais um dos elementos que desequilibram o jogo e o tornam injusto: enquanto os programas dos maiores partidos, principalmente das coligações que envolvem os partidos da nacionalmente chamada “base aliada” apresentam programas de altíssima qualidade, os menores o fazem, quando fazem, com baixíssima qualidade, ou quase nenhuma. Do ponto de vista dos estudos da Comunicação, quem “erra a mão” nos programas pode provocar uma tragédia. Acontece, porém, que os partidos políticos chamados “nanicos” não erram. Na verdade, não possuem condições financeiras de fazê-los com qualidade, Com isso, o jogo fica desequilibrado, de novo, em favor “dos grandes”. Sejamos honestos! Não se pode falar em democracia plena quando, na largada, as chances não são iguais. O jogo atual é cruel e já antecipa os vencedores e os vencidos. No limitei, portanto, não há igualdade. Os fenômenos “eleiçoeiros de votos”, como foi o caso de Tiririca, em São Paulo, acontecem quando a população não suporta mais os desmandos. Algo, porém, fora do jogo normal. Defendo, portanto, que repensemos todo esse processo.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

O injusto jogo da democracia burguesa


A Democracia burguesa, não tenho dúvidas, é um artifício do capitalismo para legitimar a dominação das minorias com o apoio da maioria aparente. E um dos componentes fundamentais desse jogo de aparências é o horário eleitoral gratuito. É mais que evidente: todas as vezes que começa o horário eleitoral, o candidato (ou candidata) dos grupos dominantes “arranca” nas intenções de votos, dispara nas pesquisas e passa a figurar entre os primeiro colocados. No mais das vezes, vence as eleições. O processo é feito inteiramente para a sociedade “aceitar” que se trata de uma disputa democrática. Na prática, porém, é o maior engodo. Tomemos a disputa em Manaus como exemplo dessa democracia aparente. Antes da entrada em vigor do horário eleitoral, o grupo dominante nem candidata tinha. Pela capacidade de pressão do grupo, por ter governador, senador, presidente e ex-presidente com “as chaves” do cofre, consegue ampla maioria no “arco das alianças”. Essa “ampla maioria” é negociada descaradamente com o oferecimento de cargos e favores. Com isso, os demais partidos perdem a chance de apresentar suas ideias. O sistema só seria justo e coerente se o tempo de televisão e de rádio de todos os candidatos fosse exatamente igual. Sem isso, pode até haver democracia, mas, não há justiça. Se não, vejamos como começa o jogo das aparências. Em Manaus, por exemplo, a candidata do governador, do senador e da presidente (bem como do ex-presidente), mal abre a boca. Quem passa o horário eleitoral inteiro, no Rádio e na TV, a implorar por votos para a candidata é o governador, o senador e o ex-presidente. Fosse um modelo justo, esse tipo de pressão governista seria proibido, pois se trata, no mínimo, de crime eleitoral de uso da imagem do próprio governador em favor da candidata que apoia. Todos “vendem” a ideia de um jogo democrático. O que há, porém, é a força do dinheiro. Principalmente do dinheiro público e dos cargos em favor de quem está no poder. A democracia com essa configuração não me serve. Penso que, também, não serve à sociedade. Ou a aperfeiçoamos com financiamento equânime de campanha e horário eleitoral com o mesmo tempo para todos os partidos que concorrerem aos cargos majoritários ou participaremos sempre desse teatro público da enganação.

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Notícias que em nós plantam a dúvida


Ontem, aqui neste mesmo espaço, sob o título “Um doutor em direito para a vaga de Peluso”, teci elogios à presidente Dilma Rousseff (PT) por ter escolhido o mestre e doutor em Direito Processual e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, para ocupar a vaga de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje, porém, deparo-me com a notícia de que “Ministro indicado por Dilma absolveu Antonio Palocci”. Imediatamente me veio a dúvida: será que o ministro fora indicado pelo currículo profissional que tem ou por aquela decisão que tomou? O que me conforta é que nem todos os ministros do STF rezam permanentemente pela cartilha de quem está no poder. Joaquim Barbosa é um exemplo disso. A intenção da mídia ao difundir notícia com esse conteúdo talvez seja nos ajudar a “avaliar” melhor as decisões tomadas pela presidente da Nação. Terminam por provocar dúvidas. Salutares, aliás, em um País democrático. Que o novo ministro do STF mantenha a dignidade acima de tudo e honre a carreira acadêmica e pública que construiu.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Um doutor em direito para a vaga de Peluso


A presidente Dilma Rousseff (PT) surpreendeu, desta vez positivamente, ao indicar o nome do professor doutor em direito e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Teori Albino Zavascki, para ocupar a vaga de Cezar Peluso no Supremo Tribunal Federal (STF). O novo indicado ainda deverá ser submetido a uma sabatina no Senado Federal, mas, pela sua história, talvez não haja problemas em aprová-lo. Ele é natural de Santa Catarina. Lá, formou-se em direito. Depois, fez mestrado e doutorado em Direito Processual na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi professor da própria UFRGS e hoje ministra aulas na Universidade de Brasília (UnB). Ao que parece, a presidente Dilma Rousseff tenta acabar com os argumentos dos que criticam a falta de qualificação dos ministros do STF ao indicar um doutor. Espera-se que, daqui para a frente, a maior corte do País seja ocupada por pessoas efetivamente tituladas e de posturas dignas de respeito como a demonstrada por Joaquim Barbosa, relator do Mensalão.

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