sexta-feira, 10 de agosto de 2012

O resgate de uma história


Há cerca de dois anos, meu irmão, Gilberto Vieira Monteiro, e minha cunhada, Cristiny Monteiro, compraram as passagens e foram a Manaus especificamente para ver o show da banda católica Anjos de Resgate, da qual são fãs incondicionais. As músicas da banda embalaram o casamento dos dois. Na última hora, a banda cancelou o show. Decepção quase completa para os dois. Desde aquela data eles não desistiram de ver um show dos “Anjos”. Pois vejam só, leitores e leitoras! Eles chegaram em São Paulo ontem, dia 9 de agosto, às 10h, determinados a, desta vez, assistir o show do Anjos de Resgate, nos 75 anos da Paróquia de Lorena, cidade do interior de São Paulo, que fica a 190 quilômetros da capital. E conseguiram a proeza de trazer a minha mãe para uma viagem a passeio. Algo que ela não fazia desde que eu nasci, há quase 49 anos. Coincidentemente, fiz uma viagem a serviço a Salto, cidade próxima de Campinas. O trabalho terminou dia 7 e o retorno seria dia 8. Como a família chegaria dia 9 a São Paulo, resolvi tentar mudar a data do retorno. E consegui. Às 10h, já estava no Aeroporto de Congonhas a esperá-los. Alugamos um carro no próprio Aeroporto, passamos no apartamento da minha prima, Maria Lúcia Guedes Monteiro, deixamos as malas e pegamos a estrada. Antes, passamos no Mercado Municipal da Cantareira para “apresentar” o pastel de Bacalhau do Hocca Bar à família. Chegamos em Lorena às 17h30. Às 20h40 já estávamos atrás do palco. De tão fã do conjunto, meu irmão, já tem contato da empresária e do produtor. Acertou com eles de fazer fotos antes do show. E lá fiquei eu, com o meu Galaxy Note, a fotografar Marcelo Duarte, Eraldo Mattos, Francis Botene, Maikon Máximo e Demian Tiguez com meu irmão, irmã, mãe, cunhada e sobrinha. Em seguida, fui para a frente do palco e vi um excelente show de instrumentistas de altíssima qualidade. Confesso: não sou admirador nem de Gospel nem dessas bandas católicas. Gostei, porém, da qualidade excepcional do som feito pelos Anjos de Resgate. E, sem nenhum perdão pelo trocadilho, fiquei feliz em ajudar meu irmão e minha cunhada a resgatem a história da ida deles a Manaus, agora, em Lorena, no interior de São Paulo. Eles foram recompensados. No final, antes do encerramento do show, Eraldo Mattos, contou a história da ida deles a Manaus e da vinda a Lorena para ver a banda. Estar ao lado da minha mãe, de dois dos irmãos, da minha cunhada e da minha sobrinha em um momento desses é algo que não tem preço. É realmente o resgate de uma história e uma demonstração de força e determinação dos dois. Merecem!



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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Céu Azul na região de Campinas


As vezes, de longe, é impossível se fazer ideia do impacto que a instalação de uma empresa pode causar na economia de uma região. Só passando alguns dias no local para se perceber o quanto isso muda a cara do lugar. Aconteceu comigo ao passar três dias na região de Itu, Salto e Campinas. A mudança na vida das pessoas provocada pela instalação da base de operações da Azul Linhas Aéreas no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, é algo impressionante. Da hotelaria ao transporte, como o serviço de táxis, por exemplo, todos foram atingidos positivamente pela chegada da empresa. Talvez seja essa complexidade do capitalismo que também o faz o modelo econômico mais bem-sucedido da história da humanidade. Costumo dizer que onde há civilização há destruição. É intrínseca ao capitalismo, ao progresso, a destruição. No entanto, nada é mais autopoiético, nada mais se realimenta de si mesmo como o capitalismo. E são esses movimentos que espalham uma malha de “boas ações capitalistas” os responsáveis por essa eterna realimentação e reinvenção que fazem do capitalismo esse céu Azul do próprio sistema.

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Defesa dos acusados isola Marcos Valério


A tática de isolar Marcos Valério a e apontá-lo como o único culpado passou a tomar corpo no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com as denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR), todos os envolvidos no chamado Mensalão tinham ligações com a agência de publicidade SMP&B, de Valério, usada para repassar verbas que, supostamente, comprava apoio parlamentar para o Partido dos Trabalhadores (PT) no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O que parece evidente é que todos os acusados não ligados aos partidos políticos vão jogar a culpa em cima de Marcos Valério. Já os membros do PT, ao que tudo indica, centrarão o “jogo da culpa” em Delúbio Soares. Com isso, caso haja algum culpado ao final do julgamento, as chances de eles serem Valério e Soares são grandes. Outra coisa evidente é o desejo de os “mensaleiros” serem condenados, se o foram, não por “formação de quadrilha”, mas, assumidamente, por “Caixa 2”. Caso isso ocorra, o crime já estaria prescrito. Esse é o motivo de eles, por meio dos seus advogados, insistirem em que não houve Mensalão e sim Caixa 2.

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terça-feira, 7 de agosto de 2012

Caixa 2 sim, Mensalão não


A linha de defesa adotada pelos advogados de Delúbio Soares e Marcos Valério no julgamento do Mensalão, a prática de repassar recursos públicos aos parlamentares da base aliada em torça de apoio político é de que houve “no máximo, caixa dois de campanha”. Quer dizer que esses advogados da turma mais cara-de-pau que o Brasil já teve nos últimos anos considera que Caixa 2 de campanha é um crime menor que “pagar gordas mensalidades” em troca de apoio político? Admitem, abertamente, que houve Caixa 2 e querem sair ilesos dessa enrascada? A falta de vergonha na cara neste País chegou a um ponto em que ser cínico e canastrão parecem ser qualidades fundamentais a qualquer um que entra na vida pública. Minimar os danos causados pelo Mensalão à autoestima do povo brasileiro e tentar transformar crimes do colarinho branco em perfeitamente normal e aceitável. Não devemos admitir que esse tipo de prática, assumida como corriqueira pelos réus do Mensalão, seja parte do dia-a-dia da política brasileira. Condenar mensaleiros e trazer de volta a autoestima tão arranhada do povo deste País. Nem Mensalão, nem Caixa 2. Para o bem da sociedade e da democracia.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Roberto Jefferson não queria Dirceu na Presidência


O que parecia inexplicável e hoje talvez faça sentido é: por que Roberto Jefferson denunciou o Mensalão se ele foi um dos beneficiados? Em entrevista, à saída do Hospital Samaritano, onde estava hospitalizado para o tratamento de um câncer de pâncreas, o ex-deputado federal e presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT) Roberto Jefferson, explicou: "A minha luta era com o José Dirceu. Ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Ele não foi, não é e não será o presidente do Brasil. Caímos os dois. Estou satisfeito". Pensar que um mero sentimento de vingança provocou as denúncias relativas ao Mensalão deixa-me profundamente entristecido. Gostaria muito de ouvir, de Roberto Jefferson, que ele tomou a decisão de denunciar José Dirceu por ter se “arrependido”, afinal, Jefferson é um dos denunciados. Ele foi acusado de receber R$ 4 milhões para pagar dívidas de campanha. Uma coisa é certa: José Dirceu trabalhou todo o tempo na Casa Civil para ser o sucessor de Luiz Inácio Lula da Silva. Não fossem as de denúncias do Mensalão Dilma Rousseff jamais seria a presidente do Brasil. O cargo, inicialmente, estava talhado para o então ministro da Fazenda, Antônio Pallocci, que, aliás, dizem, ter caído em desgraça por obra de José Dirceu. Com provas ou sem provas, Jefferson terminou mesmo por minar o sonho de Dirceu chegar à Presidência. Talvez, por linhas tortas, tenha livrado mesmo o País de uma catástrofe.

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domingo, 5 de agosto de 2012

Defesa cínica dos petistas no Mensalão


Tenho acompanhado, nas Mídias Digitais, uma defesa cínica de militantes (que mais parecem meliantes) petistas escalados para desqualificar os crimes cometidos pela quadrilha do Mensalão que, no processo em julgamento, é tida como comandada pelo então Chefe da Casa Civil do Governo Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu. O cerne do argumento deles é que a compra de votos de senadores, deputados e vereadores sempre existiu no País, portanto, não poderia ser vista, assim, com tanto rigor. Vão mais além: dizem que os atuais acusadores não possuem moral para cobrar os “mensaleiros” petistas. E vocês sabem o que é moral ou amoral, heim, cara-pálidas? Cada vez que leio coisas desse tipo fico ainda mais indignado. Votei em Lula e no Partido dos Trabalhadores (PT) convicto de que mudariam a forma de “fazer política” no País. O próprio Lula, quando deputado Constituinte, bradou aos quatro cantos que o Congresso Nacional tinha mais de 300 picaretas. Logo, não chegou à Presidência da República com a ilusão de que lidaria com cordeirinhos. Tivesse se preparado efetivamente para “mudar” as práticas políticas do País, escalaria alguém para a Casa Civil não pare reforçar um esquema de corrupção que pagava mensalmente deputados para compor o que hoje chamam de “base aliada”, mas sim para extirpar esse tipo de prática. E não me venham com essa história de que Lula nada sabia nada sobre o que José Dirceu que ninguém me convencerá. Tanto sabia que até hoje que comanda ações estratégicas do PT em todas as “bases” é o réu José Dirceu. Se vocês não tivessem enganado a mim e a todos os brasileiros que votaram em vocês com a mentira da “ética na política”, nenhuma linha dessas seria escrita. Acontece que, como eu, muitos brasileiros acreditaram. Mudar o País significa não aceitar corrupção em nenhum dos níveis. Minimizá-la para defender um projeto partidário de poder é tão nojento quanto se vender mensalmente para apoiar o Governo.

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sábado, 4 de agosto de 2012

Manaus entre as mais caras do País


O fato de Manaus não entrar na relação das cidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para compor o Índice de Preços ao Consumidor Amplo(IPCA) talvez tenha uma explicação: trata-se do maior custo de vida do País. E seria capaz de “contaminar” a inflação brasileira. O IPCA é medido mensalmente pelo IBGE com o objetivo de medir a variação de preços ente o comércio e o consumidor final. É o índice oficial de inflação do País. Trata-se de um indicador que reflete o custo de vida de famílias com renda mensal entre 1 a 40 salários mínimos. A pesquisa é realizada nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. Quem mora em Manaus fala de cidades como Brasília e São Paulo, por exemplo, como se fossem as mais caras do País. Será, no entanto, que em Brasília ou em São Paulo o metro quadrado chega próximo aos R$ 7.500,00? Há outro exemplo esclarecedor. Ontem, fui convidado por amigos para almoçarmos em um dos restaurantes de classe média alta de Manaus. O preço do quilo da refeição era de R$ 51,90. Estive em Brasília durante 15 dias recentemente e não encontrei restaurante do mesmo padrão com preços tão altos. Talvez, em Manaus, circule mais dinheiro e fique a sensação de que estamos em uma cidade “mais barata” que Brasília e São Paulo. Na prática, porém, essa impressão não se sustenta.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Gestos obscenos no trânsito da cidade


Ontem, neste mesmo espaço, falei sobre “O caos no trânsito de Manaus”. Ressaltei que, enquanto havia fiscalização rígida, grande parte dos motoristas demonstrava educação vitoriana no trânsito da cidade. Bastou o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) afrouxarem a fiscalização para uma espécie de caos voltar a reinar. Hoje, por exemplo, presenciei uma cena lamentável. Uma motorista mulher conduzia seu veículo dentro da rotatória, popularmente chamada de bola. Um homem, ignorando completamente as regras básicas de trânsito, avançou. Acelerou e quis tomar o “espaço” a ser ocupado pelo veículo conduzido por aquela senhora. A condutora não teve outro jeito a não ser avançar e não permitir que o condutor invadisse a bola. Gestos de extrema de irritação foram feitos pelo homem que, ato contínuo, pôs a mão para fora e fez aquele gesto obsceno com o dedo (conhecido pela maioria) seguido de palavras de baixo calão. O único pecado da condutora do veículo, para o tal motorista, certamente era o fato de ser mulher. Ela cumpria rigorosamente a lei e foi ofendida com gestos obscenos e palavras. Lamentável presenciar tal cena um dia depois de ter comentado sobre o assunto. Esse tipo de violência tem de ser combatido dentro dos próprios núcleos familiares. Não é algo que mude da noite para o dia.

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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Caos no trânsito de Manaus


O trânsito de Manaus, que teve uma fase muito boa de conscientização de parte dos motoristas, parece enfrentar, novamente, um caos total. Aparentemente, tanto o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) quanto a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) abandonaram o rigor com que vigiavam as ruas e sinalizações e enfrentavam a má-educação dos motoristas. Quem observa atentamente o comportamento dos condutores de veículos e motocicletas sabe que há certo “afrouxamento” em cumprir as leis de trânsito. Se uma parte dos condutores tenta manter o comportamento educado e respeitoso, tanto em relação aos demais condutores quanto aos pedestres, a maioria entrou, de novo, em uma espécie de “vale-tudo”. Com isso, aumenta o número de acidentes. Para piorar, agora, só os acidentes com vítimas são passíveis de perícia. Caso não haja vítimas, os problemas advindos dos acidentes são solucionados pelos próprios envolvidos ou vão parar em uma delegacia. A sensação de caos é evidente.

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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Terminal da Matriz liberado


O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT) não quis saber dos laudos do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e da Defesa Civil e cedeu às pressões dos comerciantes do Centro da Cidade e dos feirantes da Manaus Moderna, que viram seus negócios desabaram, e liberou hoje o Terminal da Praça da Matriz. Desativado no dia 2 de junho de 2012 por conta da enchente e mantido fechado até hoje, seu não funcionamento provou prejuízos incalculáveis. Os comerciantes ameaçavam demitir um contingente de aproximadamente 16 mil trabalhadores caso o fluxo de pessoas na área da Matriz não fosse reestabelecido. A pressão dos comerciantes e feirantes foi mais forte que os argumentos técnicos. Com isso, o Terminal foi liberado ainda que haja riscos de desabamento. O Implurb encaminhou documento ao prefeito no qual atesta que a enchente comprometeu o terreno. A Defesa Civil e o CPRM também indicam que medidas preventivas devem ser tomadas em relação ao terreno no qual se encontra o Terminal da Matriz. Comerciantes e feirantes, ao pressionarem o prefeito, disseram duvidar desses laudos. O certo é que os prejuízos diários eram incalculáveis. Serão maiores, porém, se houver desabamento na área central de Manaus, uma vez que, os laudos atestam que as galerias da cidade estão comprometidas. O tempo dirá quem tem razão.

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terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma cadeia chocante de violência


Um dos jornais da televisão local mostrou uma cena de violência chocante. Uma mãe, de apenas 17 anos, espancou brutalmente a filha de 3 anos. Chegou até a morder a criança no auge da violência. As imagens foram gravadas pelo padrasto cujo objetivo era chantagear a mãe da criança. Louve-se a iniciativa da emissora de denunciar o caso, porém, a própria emissora cometeu uma violência. Afinal, divulgar o vídeo de uma criança sendo surrada também é violento. A cadeia, de violência, porém, não para por aí. Certamente, começou com a própria mãe. Hoje, essa menina está com 17 anos. Tem uma filha de 3 anos. Logo, foi mãe aos 14 anos. Na melhor das hipóteses, teve a primeira relação sexual aos 13 anos. Uma menina iniciar a vida sexual aos 13 anos, de forma consentida ou não, é um ato violência. A infância dessa criança foi roubada aos 13 anos. O motivo pelo qual o vídeo foi gravado revela nova violência: o padrasto gravou os vídeos, pois, tinha interesse em chantagear a mãe da criança. Motivo: constantemente a agredia e usaria o vídeo para se não ser denunciado. Para piorar, um conselheiro tutelar da cidade de Manaus foi levado aos estúdios da emissora para “explicar” o caso. Limitou-se a uma análise “técnica” de péssima qualidade mas não tocou em nenhum dos pontos fundamentais da cadeia de violência demonstrada. Uma lástima!

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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Os problemas da cidade em primeiro lugar


O que há com a campanha política para a Prefeitura Municipal de Manaus? Até agora, apesar de terem divulgado que Eduardo Braga (PMDB) e Amazonino Mendes (PDT) “brigaram” em Tefé, o que se vê é uma campanha morna. Não que se queira uma campanha tão dura que culmine com brigas. Até agora, porém, tudo está na mais perfeita tranquilidade, com pouco movimento efetivo dos cabos eleitorais nas ruas. Espera-se que a campanha, morna ou quente, seja baseada em propostas consistentes para mudar a vida na cidade de Manaus. Não se deve optar por uma campanha “quente” sem que os problemas da cidade sejam efetivamente tratados. E quando me refiro que a campanha está morna é exatamente porque os problemas da cidade não foram tocados. Tanto o grupo que aí está quanto qualquer outro grupo que queira entrar, até agora, não apresentou nenhum projeto de cidade. É nesse sentido que esperarmos uma campanha mais quente: um projeto efetivo de cidade. E isso, até agora, não vi.

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domingo, 29 de julho de 2012

Queda do movimento na Manaus Moderna


Feirantes da Manaus Moderna estão com a mesma impressão dos comerciantes do centro de Manaus: desde a mudança do fluxo do trânsito o movimento caiu. Hoje, pela manhã, claramente se via isso na feira. O fluxo de pessoas era bem menor. Com isso, muito boxe que antes abria aos domingos permaneceu fechado. Quem frequenta a feira, como eu, tem certeza de que a reclamação dos feirantes procede. Espera-se que a Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) tome providências o mais rápido possível para evitar prejuízo maior tanto para os comerciantes do Centro quando dos feirantes da Manaus Moderna. O pior de tudo é que, com a queda do movimento na feira o preço dos alimentos subiu nitidamente. Em alguns casos, o aumentou chegou a ser de 40%. Resta saber se os preços voltarão aos patamares tradicionais quando o fluxo de pessoas na feira for reestabelecido. Por enquanto, os cliente são obrigados a conviver com uma inflação muito superior aos patamares divulgados pelo Governo.

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sábado, 28 de julho de 2012

Repórteres sem perguntas


Aprendi, desde os idos tempos do meu curso de jornalismo, que o trabalho essencial de um repórter é levantar dados, pesquisar, perguntar. Perguntar, então, é o fundamental na ida de um profissional de jornalismo, essencialmente do repórter. Ultimamente, porém, algo tem me incomodado tanto nas emissoras de rádio e televisão locais quanto nacionais: a forma de perguntar de grande parte dos repórteres. O que vejo e ouço a ponto de provocar essa postagem. Preste a atenção, leitoras e leitores! Ouça as rádios, veja as TVs: não se pergunta mais. O que se tem, até nas transmissões de futebol, é uma análise prévia, quase uma dissertação. E são tamanhos os absurdos que chegam a parecer piada. Dia desses, ouvia o jogo de futebol do meu time favorito. Terminado o primeiro tempo, o repórter foi “ouvir” um dos jogadores do meu time. Fez uma análise toda a atuação do time, quase o comentário inteiro do intervalo e tascou a pergunta: “Não é?”. Tem sido assim: um comentário, uma manifestação do repórter para, ao final, perguntar se o entrevistado concorda ou não. A “profissão do repórter” é perguntar. O jornalismo que se pratica atualmente é deplorável. Há que se avisar a esses jovens jornalistas que o âncora não deve sair da bancada e ir para as ruas. Quem deve “brilhar” em uma entrevista é o entrevistado não o entrevistado. Se for apenas para confirmar o que o repórter pensa, não se faz necessária a presença de outra pessoa no vídeo. Ou por trás dos microfones das rádios. Há que se repensar esse jornalismo de “autoajuda” antes que a prática nociva se transforme em regra.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Suspensão da venda de chips da Oi


A operadora de telefonia celular Oi foi a única empresa cuja venda de novos chips foi suspensa pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Amazonas. Ninguém se engane, porém, em relação às demais operadores. O fato de não ter a venda de chips em Manaus não significa que as outras operadoras ofereçam serviços extremamente superiores. A verdade é que a medida extrema tomada pela agência reguladora é baseada nas denúncias registradas. Acontece que, nem sempre, as pessoas procuram a Anatel para denunciar os péssimos serviços que recebem. Hoje, é mais comum trocar de operadora e não registrar nenhuma queixa na Anatel. Só quando o limite da paciência é atingido é que os clientes se dignam a registrar as denúncias. E, nesse ponto, embora não haja tanto diferencial nos serviços oferecidos, a Oi é campeã: sabe irritar como ninguém seus clientes. Talvez por ser uma das operadoras com melhores planos na relação custo x benefício, se acha no direito de abusar dos seus clientes. Sou um desses que registrou mais de uma reclamação contra a Oi. Que a medida tomada pela Anatel sirva de lição e a empresa passe a tratar com mais respeito os seus clientes.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

O jogo de empurra do PT no Mensalão


A estratégia do Partido dos Trabalhadores (PT) para se defender no julgamento do Mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) parece ser a do empurra-empurra. O Advogado Arnaldo Malheiros Filho, responsável pela defesa do então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, no entanto, antecipou que não aceita a tese de que o seu cliente era o responsável por todas as decisões financeiras do PT. Ele disse que Soares era apenas um executor das decisões colegiadas da Executiva do partido. Quem conhece bem o funcionamento dos antigos partidos de esquerda sabe que todas as decisões, aparentemente, são colegiadas. Ainda mais se envolvem questões financeiras. Dificilmente Delúbio Soares teria tomado o empréstimo de R$ 55 milhões junto a Marcos Valério, para cobrir os rombos de campanha do PT, sem que o partido soubesse. A defesa do presidente do Partido à época, José Genoíno, e do antigo ocupante da Casa Civil, José Dirceu, também seguem a mesma direção: jogar a culpa de todas as questões financeiras para Delúbio Soares. A impressão que se tinha era que Soares iria para o sacrifício, assumiria tudo, e limparia a barra do PT e dos seus antigos dirigentes. A prevalecer a linha de defesa divulgada por Malheiros Filho não haverá pizza. Em se tratando do PT, porém, o melhor é pagar para ver.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Águas do Amazonas, Águas do Brasil


Causa estranheza que o diretor da empresa Águas do Brasil, Alexandre Bianchini, tenha dito, como alguns meios de comunicação divulgaram, que a empresa antecessora, a Águas do Amazonas, tem o pior sistema de captação e distribuição que ele conhece. É muito difícil acreditar algo desse tipo ou até próximo do que se divulgou. O que houve, ao que parece, foi uma mera mudança de razão social. Afinal de contas, até os mesmos CNPJs foram mantidos. Ativos, funcionários, equipamentos, tubos, adutoras. A antiga Águas do Amazonas ganhou um novo sócio e mudou de nome, mais nada. A Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) não cumpria a obrigação de captar e fornecer água aos moradores da cidade de Manaus. Sua privatização, porém, foi a entrega de todos os ativos e passivos da antiga empresa por uma ninharia. Hoje, está em curso a segunda Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o que se poderia denominar de “escândalo das Águas”. Isso porque a mudança de Águas do Amazonas para Águas do Brasil ludibria a população e toda a sociedade. Espera-se, dessa nova CPI, que desvende, definitivamente esse “mistério das águas”.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Mais de 12 mil trabalhadores podem ser demitidos


Por mais que o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) da cidade de Manaus tente justificar a manutenção das mudanças feitas no centro da cidade durante a enchente, parece não convencer nem a população nem os comerciantes do centro da cidade. Sábado, por ocasião da minha participação no “Projeto Jaraqui”, aproveitei para ouvir algumas pessoas, cujas identidades preservarei, e tanto do lado dos comerciantes quanto dos trabalhadores, o clima é de apreensão. Não se acredita que as galerias estejam mesmo tão afetadas a ponto de não suportar o fluxo de veículos, principalmente dos ônibus. O certo é que as mudanças que o IMTT teima em manter “mataram” o comércio no centro da cidade. Lojistas revelaram que cerca de 12 mil trabalhadores podem ser demitidos caso o fluxo das ruas não seja reestabelecido. Quem caminha pelo centro fica com a sensação de que “o Centro de Manaus precisa voltar a viver”. No trânsito o caos é total. E isso dificulta a circulação de pessoas, logo, os negócios diminuem. Ou se encontra uma solução lógica para o problema ou os prejuízos serão incomensuráveis.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

A vingança que veio de Brasília


Corre à boca pequena a versão de que a retirada do nome da deputada federal Rebecca Garcia (PP) da disputa pela prefeitura de Manaus não teria sido apena “chantagem” como a revisa Época divulgou. Além do fato, havia uma conjugação de dois “poderosos” desejos de vingança: do senador Eduardo Braga (PMDB) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). E contra quem? Ninguém menos que o ex-senador Arthur Virgílio Neto (PSDB). A aliança fechada por Arthur com Hissa Abrahão (PPS), na avaliação de pessoas ligadas ao círculo do poder local, deixara Omar Aziz (PSD) e o próprio Braga com a pulga atrás da orelha. Os mais íntimos dizem que horas antes de fecharem com o nome de Rebecca Garcia, Braga concluíra que ela não teria cacife político para vencer a dupla Arthur e Hissa. Como ele (Braga) já havia se comprometido em não ser candidato, precisaria buscar um nome com densidade eleitoral suficiente para “bater” em Arthur. E esse nome foi o de Vanessa Grazziottin (PC do B), que já havia vencido o tucano antes, na disputa para o Senado. Os acertos foram feitos com as benções do Planalto, logo, de Lula. A dupla vingança, se consumada, tem o objetivo de varrer o nome de Arthur Neto da política local. Além disso, dá a vaga de Vanessa no Senado ao pai de Rebecca Garcia, médico e empresário Francisco Garcia. Parece ser um plano perfeito. Só fica uma dúvida: combinaram com os eleitores?

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domingo, 22 de julho de 2012

Especulação imobiliária não é progresso


Tanto a prefeitura municipal de Iranduba quanto o Governo do Estado precisam tomar medidas urgentes para proteger as áreas verdes do entorno daquele município. Há uma desenfreada especulação imobiliária que pode levar ao desmatamento descontrolado ao longo da estrada que dá acesso ao município. As autoridades, bem como os próprios compradores de terras e moradores, devem entender que especulação imobiliária pura e simples não é sinônimo de progresso. Quando o mundo inteiro investe no conceito de qualidade de vida, desmatar as áreas verdes como se tem feito, em pouco tempo, em Iranduba, deixa antever o desastre ecológico provocado pela construção da Ponte Rio Negro. O estudo de impacto ambiental produzido pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) parece ter subestimado a especulação. Quem trafega hoje ao longo da estrada que liga Manaus a Iranduba percebe os primeiros sinais da especulação. É lamentável a destruição que se vislumbra.

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sábado, 21 de julho de 2012

A mão-de-ferro de Robério Braga


O secretário estadual de cultura, Robério Braga, administra com mão-de-ferro as praças de Manaus. E parece ter um carinho todo especial pela Praça Heliodoro Balbi. Hoje, por exemplo, seguranças de uma empresa particular impediram que identifica o Projeto Jaraqui fosse fixada. O projeto de extensão da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), coordenado pelo professor Ademir Ramos, se autodenomina “sem cor, credo ou bandeira partidária”, ocorre sempre aos sábados, das 10h às 12h. É como se fosse uma “tribuna popular”. Permite que professores, políticos e qualquer pessoa que passe na Praça aquele horário manifeste-se contra as mazelas sociais. Até então, não havia nenhum tipo de proibição relacionada à faixa que identifica o projeto. Hoje, professores tiveram de segurar a faixa em função da nova determinação vinda da secretaria. Várias manifestações de protesto ocorreram contra o que foi considerado um ato de força e autoritarismo inapropriado por considerarem que a Praça deveria ser um espaço público de manifestação das diferentes formas de linguagem da sociedade.

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Pane nos celulares da Oi


Apesar dos maus tratos, ainda sou cliente da Oi. Ontem, troquei de aparelho, portanto, tive de mudar os chips. Hoje, ao acordar, o sinal da Oi estava completamente sumido. Pensei: ferrei o meu chip. Ou ter de trocá-lo”. Desde a noite e ontem, por volta das 23h, o sinal da empresa não aparecia. Pela manhã, nada. Como nada funcionava naquele aparelho, peguei o outro chip da Oi, em outro aparelho. Mesmo problema. No início da manhã nada funcionava nos telefones da Oi. Até agora não tive nenhuma notícia do que ocorrera. Minhas suspeitas: houve uma pane generalizada. Um problema desses ocorre quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) suspendeu as vendas de novas linhas da empresa até que os problemas da rede sejam solucionados. Até que enfim, pelo jeito, a Anatel resolveu agir diante dos péssimos serviços prestados pelas operadoras de celular. Espera-se que os problemas sejam solucionados.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O Pilatos da mídia local


As emissoras de televisão de Manaus, e as rádios não ficam atrás, muito menos os jornais, parecem se imaginar na época em que Pilatos transferiu ao povo o direito de decidir ou não pela crucificação de Jesus Cristo. Convicto de que Jesus não tinha culpa nenhuma, porém, para não enfrentar o parecer democrático, Pilatos, neste episódio bíblico, promoveu a primeira decisão “democrática” da história da humanidade e deu no que deu! O mesmo episódio deu origem ao dito popular “lavar as mãos”, quando a pessoa não quer assumir a responsabilidade que tem na tomada de uma decisão. E isso ocorre, frequentemente, com os programas de televisão ditos independentes. Apresentadores, geralmente políticos ou pessoas com pretensões de chegar a tal, compram o horário tanto nas emissoras de televisão quanto nas emissoras de rádio. Organizações, principalmente igrejas, também fazem o mesmo. Então, para “vender” ao público a ideia de que não são responsáveis pelo que veiculam, as emissoras publicam um alerta antes desses programas: “a responsabilidade pelo conteúdo desses programas não é da nossa emissora. É toda de quem os veicula”. Será que conseguem enganar alguém com essa postura de Pilatos da mídia? São responsáveis legais, sim, por tudo o que veiculam e não podem fugir dessa responsabilidade.

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Pela legalização da propina no Brasil


O presidente da Associação Internacional das Federações de Futebol (Fifa), Joseph Blatter, bem ao estilo Luiz Inácio Lula de Silva, herdado de Paulo Maluf, de “eu não vi nada, eu não sei de nada”, Blatter declarou a uma revista brasileira que “não sabia do suborno até o colapso da ISL” sobre a “grana” paga aos brasileiros João Havelange e Ricardo Teixeira. A ISL pagou U$ 43 milhões aos brasileiros, em 2001 como suborno para que cidades fossem escolhidas sede das copas. Inicialmente, Blatter disse que não teria como punir os dirigentes, pois, a propina é normal na Suíça. Depois chegou a insinuar que a Alemanha, em 2006, também pagou para ser escolhida. Depois voltou atrás. Blatter não deve conhecer pormenores das práticas de propina no Brasil. Aqui, pode não estar na lei, como na Suíça, mas, se aparecer um político que não aceite o “por fora” é considerado burro até pelos seus próprios eleitores. Sinceramente, sinto saudades da minha infância, quando ouvia comentários de que em qualquer obra pública, a propina era de 10%. Hoje, penso até que os cofres públicos sofreriam menos se a propina fosse legalizada. Seríamos equiparados à Suíça. A lei bem que poderia ser dura: crime inafiançável para quem oferecesse ou recebesse mais de 10% de propina. Estivesse em vigor uma lei desse tipo, Havelange e Teixeira não passariam pelo constrangimento de ter de devolver a grana que receberam. A não ser que tivesse ultrapassado o teto de 10%. Para o bem dos cofres públicos e para chegarmos ao nível da Suíça defendo: PROPINA LEGALIZADA JÁ! Que tal uma marcha pela legalização da propina? Quem topa?

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terça-feira, 17 de julho de 2012

Chantagem e machismo na política de Manaus


A revista Época desta semana revela que a disputa pela vaga de candidata à candidata à Prefeitura de Manaus teve muito mais lances sujos que meras conversas políticas. Segundo a revista, o senador Eduardo Braga (PMDB) teria convencido Rebecca Garcia (PP) a desistir da candidatura horas antes da convenção que a aclamaria como a escolhida do grupo político liderado pelo senador. Diz a revista que ao longo da conversa. “Braga abandonou a sutileza” e insinuou que poderiam aparecer fotos e vídeos em que Rebecca aparece com o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ary Moutinho Filho. Acresceu que poderiam surgir “boatos de outros romances”. Ainda de acordo com a revista, Rebecca explicara que seu romance com Moutinho ocorrera quando estava separada do marido e que não tivera nenhum outro relacionamento. Ao ouvir que poderia ocorrer uma “campanha sórdida” na família dela, Rebecca jogara a toalha. Conheço a deputada Rebecca Garcia vagamente. Não discutirei se o senador Eduardo Braga praticou ou não a chantagem revelada pela revista Época. Quem quiser que vá ao link e tire conclusões. Quero, porém, deixar alguns pontos para discussão. Vejamos! Se Rebecca Garcia estava separada do marido e teve um romance com Ary Moutinho sem que isso prejudicasse a sua atuação parlamentar, o fato diz respeito a quem? No máximo, à esposa de Moutinho, se paralelo ao romance com Garcia, Moutinho mantivesse o casamento. Considero, porém, que se trata de um problema de vida provida, portanto, que não cabe a mim (nem a ninguém) condenar ou não. Não me lembro, desde que cheguei a Manaus, em 1979, de ter visto nenhuma condenação pública de qualquer político homem, por possuir uma amante. Para o homem, ainda mais se for político, quanto mais amante tiver, mais macho (parece). Rebecca Garcia, no meu entendimento, se não foi vítima de chantagem, sofreu, abertamente, pressão machista inaceitável. Se ao homem (político) é dado o direito de possuir quantas amantes quiser (e aguentar) sem que isso interfira na sua vida pública, é justo que se dê o mesmo direito à mulher. Ter amante ou não é algo que deve ser discutido e decidido entre Rebecca Garcia e o marido. Mais ninguém! Caso não, a história de que os direitos são iguais é mera figura de linguagem. E acaba criando condições para “campanhas sórdidas” e machistas inaceitáveis nos tempos atuais.

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Magia negra, banhos de Cachoeira e outros rituais


A Rede Globo de Televisão especializou-se em anunciar entrevistas como “bombas”, mas, fossem em festas juninas, não passariam de “traques”. Foi assim, ontem, com Rosane Collor. A maior “bomba” anunciada por Rosane foi que Collor praticava rituais de magia negra. Teria recorrido a essas práticas tanto para chegar à Presidência da República quanto para se livrar do “mau-olhado” dos adversários. Não me convenceu! O que Collor (e ela) gostava mesmo era de praticar rituais de exibicionismo 24 horas ao dia perfeitamente cobertos pela D. Globo que, agora, parece, com a entrevista, de alguma forma, praticar retaliação contra o antigo aliado. O que se viu ontem no programa dominical da emissora foi uma enxurrada de bobagens com um único propósito aparente: Rosane Collor conseguir aumento de R$ 18 mil para R$ 40 mil na sua pensão de ex-mulher de presidente. A Globo bem que poderia conceder a presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira, o mesmo espaço dado à Rosane Collor. A população teria, pelo menos, informações altamente qualificadas sobre a situação da Educação no País. Entrevistas vazias como aquelas, que levam a confundir macumba com magia negra, só incentivam a intolerância religiosa. No máximo servem para percebemos que tanto na Casa da Dinda quanto hoje há Cachoeira na história. Na Dinda, uma cachoeira artificial. Hoje, um Cachoeira real. Variações de gênero para magias, banhos e outros rituais. Algo em comum entre eles: rapinagem do dinheiro público.

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domingo, 15 de julho de 2012

Governador de Goiás se banhou no Cachoeira


Relatório da Polícia Federal publicado pela revisa Época e repercutido Brasil afora, parece não deixar dúvidas; o governador de Goiás, Marconi Perillo, tem laços comprometedores, quase “banhos”, com o contraventor Carlinhos Cachoeira, e com a Delta Construções, principal braço operador do “bicheiro”. Ao que tudo indica, essa cachoeira do Cachoeira, com o perdão do inevitável trocadilho, tem águas tão arrasadoras que não deixa pedra sobre pedra, nem PT sobre PSDB, muito menos DEM. O episódio, porém, serve, caso se queira, para uma limpeza na hora do voto. Basta ver os partidos que não se meteram com a Delta ou com o Cachoeira e começar a votar neles e nos seus candidatos. O que não se pode, em hipótese nenhuma, é assumir o discurso ridículo de alguns membros do Partido dos Trabalhadores (PT) que, para justificar o fato de terem se metido na lama, clamam: “Só os puros entram no reino do céu”. Sujos quase todos o são. PSDB e DEM, no entanto, nunca, publicamente, negaram isso ou fizeram o “discurso da ética na política”. Votei no PT todos esses últimos anos iludido. Tinha a certeza de que as práticas mudariam: não teríamos mais licitações viciadas nem compra de deputados. Agora só me resta ter de optar entre a própria ironia por mim criada e que provoca ódio mortal e o nada. Há tempos, provoco meus amigos petistas convictos com a seguinte brincadeira. Digo que um petista, quando se olha no espelho e se reconhece tão igual ao DEM e ao PSDB, arrepende-se e vai para o divã psicanalítico do PSTU ou para o divã psicológico do PSOL. (Rindo a valer). Quem sobreviverá a esse banho do Cachoeira?

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sábado, 14 de julho de 2012

Manaus dos seus buracos


Ontem, depois de 14 dias em Brasília como Delegado da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua-SS) junto ao Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), retornei a Manaus. De ontem para hoje, a dirigir pelas ruas da cidade, notei uma diferença brutal: as ruas da cidade estão mais esburacadas que antes. Fiquei a me perguntar: como pode, em apenas 14 dias, o número de buracos aumentar tanto a ponto de a gente perceber ao dirigir? E não me lembro de ter lido em nenhum lugar que, nesses 14 dias que passei fora, que a cidade tenha sido castigada por algum período de chuvas. Ao que tudo indica, não houve mesmo foi manutenção na mesma proporção que os buracos aparecem. Em não tendo saído candidato à reeleição, tudo indica que Amazonino Mendes (PDT) tirou o pé do acelerador das obras. Só isso pode explicar esse aumento de buracos em tão pouco tempo nas ruas da cidade.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Registros de uma viagem na sexta-feira 13


Atrasos nos voos que saem de Brasília parecem, agora, após a privatização do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, ser regra e não exceção. Nos dois últimos meses passei duas vezes pela cidade. Ainda que tenha sido por empresas diferentes, a saída atrasou quase uma hora. Motivo: filas de aviões à espera de autorização para decolar. Como já havia passado por isso mais de uma vez e (toc, toc, toc) como hoje é sexta-feira 13, resolvi me precaver. Pensei: ”É melhor eu sair mais cedo e escrever minha postagem no Aeroporto”. Chamei o táxi na primeira empresa: esperei cerca de 20min e nada. Chamei de uma segunda empresa, que também não aparecia. Acabai saindo às léguas no táxi da primeira empresa que, enfim, chegou com quase 40min de atraso. Não tivesse eu tomado a decisão de sair mais cedo, adeus embarque. Meus planos de escrever a postagem no Aeroporto foram pelos ares. Entrei na sala de embarque minutos antes de os agentes de Aeroporto da empresa Gol Linhas Aéreas (voo 1630) chamarem para o embarque. Tudo muito bem, voo no horário, portas em automático, alguns metros taxiando pela pista e o comandante anuncia. “Senhores passageiros, pedimos desculpas pelo atraso na nossa partida. Estamos prontos para decolar, porém, o grande número de aeronaves nos impede. Somos o quarto da fila. Aguardaremos autorização. Isso pode demorar cerca de 10min”. O voo, previsto para pousar em Manaus às 12h06, pousou às 12h46. Ou seja: 40min de atraso. Em uma coisa, pelo menos, dei sorte. Meu assento, marcado pela empresa que comprou a passagem, era o 13c. Acontece que o Boeing 737-800 da Gol não tem a fileira 13. Fui, então, abrigado na fileira 16, na qual se localiza a saída de emergência. Marcar o assento nessa fileira onera o valor da passagem entre R$ 10,00 a R$ 20,00, pois, segundo a companhia, esses são lugares especiais, há mais espaço entre as cadeiras. Não mentem nesse ponto. Há mesmo mais espaço entre as poltronas. Isso, porém, para não obstruir as saídas de emergências. Trata-se de um lugarzinho muito especial mesmo: quem os ocupada deve se comprometer em operar a saída de emergência, ajudar as pessoas em caso de acidente e ser o último a abandonar a aeronave. E ainda se paga a mais para isso? Em plena sexta-feira 13 você ser obrigado a prometer para a aeromoça que não só abrirá a porta, mas também, será o último a deixar a aeronave em caso de acidente não é promessa que se faça. Prometi! Estou aqui! Sem medo do mal agouro!

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Caixas de papelão substituem sacos plásticos


Um supermercado de Brasília, localizado na quadra 713 da Asa Norte, resolveu radicalizar nas práticas “politicamente corretas” de proteção ao ambiente. Deixou de distribuir sacos plásticos aos clientes. As atendentes de caixa também resolveram radicalizar. Se antes arrumavam as compras nos saquinhos plásticos, agora, simplesmente as passam pelos terminais e ponto final: o cliente que se vire. Aplicam, a ferro e foro, a “lei” de que, compras, depois de pagas, são do cliente. Logo, o supermercado não tem “mais nada com isso”. No final das contas, os clientes foram os mais prejudicados com a medida, muito embora o ambiente agradeça encarecidamente. Se antes os caixas passavam as mercadorias e as acomodavam nos sacos plásticos, agora, cada cliente é quem deve montar as caixas de papelão desmontadas e disponibilizadas para tal. As caixas de papelão dos próprios produtos comercializados pela rede agora são reaproveitadas para embalar as compras. É uma excelente ideia transformar em prática efetiva o discurso da sustentabilidade. Ainda mais se houver a mesma política de respeito e atendimento ao cliente. Será o melhor para o ambiente e para a sociedade.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um aparato para segurar trabalhadores


Impressiona o aparato de segurança em frente ao Palácio do Planalto. É bem verdade que a presidenta (como ela gosta de ser chamada) Dilma Rousseff é uma chefe de Estado e como tal deve ser deferida, respeitada e tratada. O aparato de segurança, porém, hoje, quando nós, professores que fazem parte do Comando Nacional de Greve (CNG) do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), fizemos uma manifestação em frente ao Palácio, o contingente parecia em excesso. Havia uma espécie de aparato para assegurar que nós na invadiríamos a “casa da presidenta”. Nossa greve é pacífica e não tínhamos a menor intenção de invadir o Planalto. Obserei, porém, que a movimentação da segurança, inclusive, com policiais federais disfarçados, era como se estivessem ali para uma guerra.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Decisões exemplares pela preservação


Merecem elogios as decisões dos juízes federais de Manaus. Tanto a juiz que suspendeu as obras de um empreendimento imobiliário na Ponta Negra, por estar em área de preservação, quanto o juiz que indeferiu o pedido de liminar em agravo de instrumento. Com isso, está mantida a suspensão da obra. A alegação da empresa responsável pelo empreendimento de que apenas a marina estava em área de preservação não foi aceita pelo juiz. O que se espera é que nenhum juiz aceite esses argumentos furados da empresa e mantenha definitivamente a suspensão do empreendimento. Essa é uma forma didática de as empresas que usam e abusam das áreas de preservação aprender que essas áreas não são “casa de noca”. A sociedade espera sempre ações desse tipo por parte da Justiça. Só assim a própria justiça ganha credibilidade.

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O acordo sem solução da Globo News


Como se não bastasse anunciar luta ao vivo e passar só depois de maia hora do término, a Rede Globo, às vezes, além de nos fazer de bobos, abusa da nossa Inteligência. Se não, vejamos! Circula pela Internet um link da Globo News com o seguinte título “Acordo sobre greves em universidades brasileiras segue sem solução”. É o endereço de um debate entre o vice-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Luiz Henrique Shuch, e o professor da Universidade de São Paulo (Usp), no programa “Entre Aspas”, do dia 03 de julho de 2012, da jornalista Mônica Waldogel. Foi um dos melhores programas sobre a greve dos professores, que dura desde o dia 17 de maio de 2012 sem nenhuma solução por parte do Governo Federal. A um programa muito bom foi dado um título horrível. Pelo menos na minha visão. Entendo que, quando um acordo acontece, é, exatamente, porque, já se chegou à solução. Assim sendo, a mim me parece completamente esdrúxulo se fazer uma manchete dessas: “Acordo dobre a greve em universidades brasileiras segue sem solução”. Se não há acordo, logo, não se tem solução assim como se não tem solução, não há acordo. Será que alguém da Globo não poderia mexer nessa manchete e transformá-la em algo com um pouquinho mais de lógica?

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domingo, 8 de julho de 2012

Globo, UFC e o Código de Defesa do Consumidor


Ao invés de um “mimimi” danado todas as vezes terminam essas lutas de Ultimate Fighting Championship (UFC), sigla que também designa Universidade Federal do Ceará (UFC), os telespectadores, principalmente aqueles da rede social Twitter, deveriam, no dia seguinte, se dirigir ao Serviços de Defesa do Consumidor e provocar uma sobrecarga de processos contra a Rede Globo de Televisão. Não é de hoje que a emissora anuncia que as lutas de UFCs serão “ao vivo”, quando as lutas já terminaram. Na madrugada de hoje a história se repetiu. Na luta entre Anderson Silva e Chael Sonnen no UFC 148, o narrador Galvão Bueno, que agora nem final de Libertadores narra mais (para a sorte dos torcedores corintianos), anuncia tudo como se fosse “ao vivo”. Em um dos sites da emissora, porém, há um tipo de “alerta”, depois que os tuiteiros chiaram muito, é claro. Diz que a emissora não pôde transmitir o evento ao vivo por não deter os direitos internacionais de transmissão do evento. Pergunta óbvia: o telespectador não tinha o direito de saber disso? Houvesse, por parte da Globo, respeito ao telespectador e, acima de tudo, responsabilidade jornalística, uma luta desse tipo jamais poderia ser anunciada como se fosse ao vivo. Fosse, o telespectador brasileiro, politizado, já teria tomado, há muito tempo, a medida aqui sugerida. Seria muito interessante que amanhã, de posse de fitas e vídeos da luta, toda a população que se sente prejudicada batesse à porta dos Procons em seus estados. Talvez, assim, a Globo aprendesse a respeitar seus espectadores.

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sábado, 7 de julho de 2012

Manifestantes recebidos com violência no Rio


É lamentável que um governo que se diz “dos trabalhadores” admita que manifestantes sejam tratados como o foram ontem, estudantes das universidades em greve, no Rio de Janeiro. Todos sabemos que o Governo Dilma Roussef faz “ouvidos de Mercadante” às reivindicações dos servidores públicos em greve. Manifestar pacificamente a indignação diante do silêncio do Governo é um direito de todos nós. A truculência com que os manifestantes foram tratados pela Polícia e por seguranças do Palácio do Planalto não se justifica. Celulares dos estudantes que gravavam a manifestação foram tomados e destruídos. Isso parece medo de que as cenas “contra a presidenta” ganhem a Internet, portanto, o mundo. Será que alguém no Governo achava que Dilma Rousseff passaria incólume diante dessa onda de greves no País? Tentar barrar a gravação das manifestações com truculência só incita a que se “bata-de-frente”, no sentido figurado, é claro, cada vez que ela aparecer.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Voto aberto não apenas para a cassação de mandato


O Senado Federal aprovou, quarta-feira, dia 4 de julho de 2012, que a votação para a “cassação de mandatos” deve ter voto aberto. Nota-se uma tendência de avanço. No entanto, o Congresso brasileiro poderia ser mais ousado e dar um exemplo ao País e aprovar, definitivamente, para o exame de qualquer matéria, que o voto seja aberto. O voto secreto só se sustenta em tempos de ditadura, pois, é uma forma de os parlamentares se protegerem das perseguições do poder central. Hoje, quando os ventos da democracia sopram a pleno vapor, o voto secreto é uma excrescência, que deveria ser eliminada de vez da vida política do País em todos os níveis. Caso o Senado Federal tomasse essa medida, certamente, criaria um clamor nacional pela adoção do voto aberto. Assim, não havia mais como os “corruptos” se esconderem por trás desse tipo de voto para esconder suas práticas eticamente reprováveis.

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