terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Manaus do caos e da limpeza


Manaus vive um momento meio paradoxal as vésperas da posse do prefeito elaito, Artur Neto (PSDB). Em algumas avenidas e “corredores”, os garis limpam as áreas laterais alucinadamente como se um novo prefeito já tivesse tomado posse. Nesses casos, inclusive, a prática é a mesma de anos e anos, quando se deixa o lixo tomando parte do leito da rua, nos dois lados, para ficar aquela “sensação” de que, agora, finalmente, a Prefeitura trabalha. Limpar as ruas neste ritmo alucinado como se o mandato se não estivesse em fim de mandato é algo estranho demais. Deveria ter ocorrido sempre, durante todo o período de quatro anos que Amazonino Mendes (PDT) ficou à frente da Prefeitura. Só tratar a limpeza efetiva das ruas é algo inexplicável e meio paradoxal se compararmos com o lixo e a desorganização que tomam conta do Centro da cidade justamente na época em que a área é mais frequentada pela população que vai às compras por ocasião do Natal. É como se a cidade vivesse o caos no Centro a contrastar com a limpeza nas avenidas, como a Ephigênio Sales, só para ficar em um exemplo.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como as coisas mudam após a compra


É impressionante o quanto muda o atendimento na maioria das empresas depois de efetivada a compra. Principalmente quando se trata da compra de um veículo, por exemplo. Na virada de setembro para outubro, com o intuito de aproveitar a ameaça de fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), fiz um esforço quase além das minhas possibilidades financeiras para trocar um veículo usado, que começava a me dar problemas demais por um veículo zero que, teoricamente, não deixa o dono à mão. Eu disse teoricamente, pois, o meu, em três meses, é a segunda vez que me faz voltar à concessionária. Já na primeira vez que voltei para deixar o carro na oficina fiquei com a nítida impressão de que eu não era mais o mesmo cliente que tentara comprar um carro. Aquela educação britânica dos vendedores, quase subserviência, fora substituída por um tratamento diferençado, para pior é claro. Se o vendedor faz o possível e o impossível por você, o consultor se porta como a autoridade máxima no local: há aquele que só atende serviços rápidos, há o outro que precisa cumprir o horário, enfim, quando você volta para um serviço a coisa muda de figura: nada pode ser feito, ainda que se trata de uma emergência das mais absurdas. Uma dessas consultoras, ao avaliar o problema do meu carro na primeira vez, foi taxativa: “Isso acontece! Mas, é uma em um milhão”. Pois bem, agora, que fui obrigado a retornar pela segunda vez, tive a certeza que sou um homem de sorte: em menos de três meses fui premiado com “duas em um milhão”. E tive a certeza que não sou mais o mesmo para aquela empresa que, antes, conseguira, inclusive, aprovar meu cadastro em menos de duas horas. Se bobear, terei de esperar duas horas para ser atendido. No capitalismo há esse tipo de coisa: você se transmuta imediatamente quando passa da condição de comprador para cliente de serviços. Deve ser o que se convencionou denominar capitalismo de resultados!

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Produtos pela hora da morte


Um giro pelas feiras e mercados de Manaus é revelador: os gêneros alimentícios em geral estão pela hora da morte. Hoje, na feira Manaus Moderna, conversei com alguns dos vendedores, e eles comentavam exatamente isso: os preços subiram demais e há alguns produtos em falta. Ao que tudo indica, a inflação real é muito maior do que os números divulgados pela equipe econômica do Governo. Mais ainda em Manaus que, ao que parece, tem um dos maiores custos de vida do País. Recentemente, estive em Marabá, cidade ao sudeste de Belém. Lá, o preço das diárias de hotéis chega a ser mais cara que em Brasília, a capital do Distrito Federal. Quando se trata de refeições, em Brasília, por exemplo, o preço do quilo da refeição em restaurantes de boa qualidade, é de R$ 31,90. Em Marabá, sai por R$ 36,90. Em Manaus, supera os R$ 45,00. Talvez isso seja reflexo, exatamente, da alta de preços nas feiras, mercados e supermercados da cidade.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Amazonino acusa publicamente Eduardo Braga


A entrevista do prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT) a uma rádio de Manaus recentemente, mais parece um choro público de um “pai ressentido” com dois dos seus “filhotes”, que se tornaram políticos mais bem-sucedidos que ele nacionalmente. Mendes disse que a sua primeira cria, Alfredo Nascimento (PR) foi consumido pela vaidade e que o senador Eduardo Braga (PMDB) fora indicado por ele porque Braga e a família dele estavam endividados a ponto de o senador ameaçar “deixar o País tentar a vida nos Estados Unidos”. Não é a primeira vez que Mendes fala do motivo que o levou a indicar Braga como seu sucessor em 2002 no Governo do Estado: com o único fim de ajudá-lo. Antes, fizera declaração semelhante no seu próprio jornal Porém, é a primeira vez que Mendes faz uma espécie de reprovação públicas das atitudes de Braga ao dizer que se tornou "vitorioso através de ações não recomendáveis", que o próprio Amazonino não faria. A fala de Mendes na rádio, além de parecer indicar uma saída da vida pública é trágica por não poder ser lacônica. Antes de tudo porque, é inadmissível que uma liderança política admita, agora pela segunda vez, que indicou o seu sucessor com a finalidade de tirá-lo da bancarrota. Quer dizer que o Governo do Estado é cargo para enriquecer político falido? Para completar, Mendes me sai com essa declaração de que Braga teria se tornado vitorioso “através de ações não recomendáveis". Não há Ministério Público neste Estado? Como pode um prefeito, ainda no exercício do mandato, acusar um senador de ter usado “práticas não recomendáveis” no exercício do mandato de governador? Se essas práticas são capazes de envergonhar o próprio Amazonino Mendes, conhecido por não ser nenhuma Madre Teresa de Calcutá da política, o que não teria feito Braga no poder? E, se Mendes sabe quais praticas foram essas, não tem a obrigação de denunciá-las? As acusações, por mais que não pareçam inicialmente, são gravíssimas e, fosse o Amazonas um Estado com o Ministério Público atuante, seriam imediatamente investigadas, afinal, envolvem o uso indevido de recursos públicos ou práticas reprováveis na administração pública. É muito mais sério do que a mera demonstração de ressentimento de um pai político.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Suspeitas sobre a segurança da urna eletrônica


Durante muito tempo a Justiça Eleitoral brasileira divulgou aos quatro cantos do País, inclusive para alguns cantos do exterior, que o Brasil tinha o mais rápido e mais seguro sistema de captação e apuração de votos. Recentemente, porém, circula na Internet a informação de que, em um Seminário denominado “A urna eletrônica é confiável?” um jovem hacker carioca de 19 anos, confessor ter conseguido “interceptar a transmissão de dados depois de acessar ilegalmente a intranet da Justiça Eleitoral do Rio.” Segundo ele, no momento em que “as informações a respeito dos votos eram transmitidas para a rede da Justiça Eleitoral, o hacker conseguia alterá-las antes que fossem computadas pelo Tribunal Regional Eleitoral.” De acordo com as informações que circulam a interceptação fora feita por um grupo de jovens que pretende colaborar com a Justiça para que a falha de segurança seja solucionada. A Justiça Eleitoral do Janeiro, que na versão do jovem não percebeu a interceptação e modificação dos dados, não se manifestou oficialmente sobre o assunto. É bem possível que se trate apenas de algum tipo de mensagem “viral”, daquelas que passam a circular e ninguém sabe de onde surgem. No entanto, por levantar tamanha suspeita a respeito da segurança das urnas eletrônicas, por conseguinte, das eleições no Brasil, a Justiça Eleitoral não pode permanecer no silêncio.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A insanidade de alguns militantes do PT


Não tem mais limites a insanidade de alguns militantes e admiradores do Partido dos Trabalhadores (PT) nessa cruzada para defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de envolvimento com Roseany Noronha e de ter se refestelado com verbas do Mensalão. Há, inclusive, principalmente nas mídias digitais, uma clara tentativa de se pintar o PT como o partido do bem e o PSDB como o partido do mal. O maniqueísmo chegou a um nível tão inaceitável que chega a ser. Hoje, por exemplo, li algo que me deixou a ponto de um ataque de riso, por parecer trágico. Em seguida, porém, fiquei a me perguntar se essa turma não começa a criar um maniqueísmo pouco aceitável para os dias atuais. A mim me pareceu insano atribuir à “polícia tucana” o fato de o time de futebol Tigre, da Argentina, não ter retomado ao gramado no jogo de ontem contra o São Paulo Futebol Clube por terem coagido os jogadores argentinos. É legítimo e salutar que Lulla, ao se sentir injustiçado, queira retomar o que chamou de “Caravana da Cidadania”, assim como também é legítimo que os militantes de um partido defendam seus líderes. Não se pode aceitar, porém, que se descambe para uma espécie de fundamentalismo político que beira a insanidade. Rumar nessa direção faz mal para a democracia brasileira e deve ser evitado.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A diferença basilar entre Collor e Lulla


Aos que me questionam o porquê de Collor ter caído em função de um Fiat Elba e de uma cachoeira artificial na Casa da Dinda e lula ter resistido às pressões do Mensalão, saído imune e vencido Geraldo Alckin, respondo: há uma diferença basilar entre Collor e Lulla. O primeiro pensou que tinha o povo ao seu lado, conclamou-os a irem as ruas defender o seu mandato e quebrou a cara. Com Lulla é muito diferente. Além de grande parte de o povo brasileiro estar ao lado dele “para o que der e vier”, existe a aguerrida militância do Partido dos Trabalhadores (PT), teleguiada pela Direção Nacional, que faz, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, exatamente o que a cúpula mandar. Não é à toa que criaram a figura de um partido fictício, o Partido da Imprensa Golpista (PIG), para impingir a essa entidade fantasma todos os males do PT e de sua direção comprovadamente corrupta na Era Lulla. Dia desses, vi uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) na qual revelava a um dos jornalistas que o entrevistava que o PSDB não foi às ruas pedir o impeachment de Lulla à época do Mensalão porque “a democracia brasileira ainda era relativamente jovem e não suportaria um novo impeachment”. Pura balela de FHC. Não o fizeram porque o PSDB não sabe o que é rua, não tem militância e não teria nenhuma força política para propor o impedimento de Lulla. Posar de bom-moço e dizer que o PSDB preservou a democracia brasileira e tentar esconder a incompetência coletiva do partido. Com todos os problemas de corrupção pelos quais o País se depara agora, não há termo de comparação entre os governos do PSDB e do PT. Ressalto, porém, que Lulla tem o inegável mérito de refinar as políticas econômicas, sociais e educacionais do governo tucano, aplicar uma média receita intervencionista e dar um xeque-mate no tucanato, que terá sérias dificuldades para voltar ao poder. Além de ter o povo e a militância ao seu lado, Lulla sabe fazer política mil vezes melhor do que Collor. Não é à toa, inclusive, que o tem como aliado atualmente.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

O melhor será, também, o mais corrupto?


Desde que o jornal O Estado de S. Paulo divulgou partes do depoimento que Marcos Valério, o operador do Mensalão, deu ao Ministério Público Federal que uma dúvida me atormenta: será, o melhor presidente da história recente deste País, também, o mais corrupto? Não se pode negar a transformação social promovida pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e, especificamente, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em seus dois governos. Nunca neguei os acertos do Governo Lula, principalmente por ter sido eleitor dele em três pleitos seguidos. E por ser eleitor e admirador do PT, não posso, também, aceitar as práticas corruptas que, de acordo com a Procuradoria Geral da República, confirmadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foram perpetradas pela cúpula do Partido. Até então, nada respingava em Lula. Bastou a Polícia Federal desencadear a Operação Porto Seguro e descobrir as “traquinagens” de Roseany Noronha para a situação do ex-presidente se complicar. As declarações de Marcos Valério, porém, possuem efeito de uma bomba quase atômica sobre a reputação de Lula. Por mais que nenhuma investigação seja feita e não respingue sobre ele (o ex-presidente) nenhuma punição, restará sempre a dúvida. Afinal, Fernando Collor de Mello (então do PRN) caiu por um simples Fiat Elba e uma cachoeira artificial na “Casa da Dinda”. As denúncias de Marcos Valério a respeito de Lula são gravíssimas. É bem verdade que foram feitas por quem está com a “corda-no-pescoço” e tenta salvar a pele ou diminuir a pena. No entanto, se os indícios forem confirmados, cada uma delas precisa ser investigada, dada a gravidade. O fato de ter sido o melhor presidente não o isenta de nenhuma investigação caso os indícios sejam evidentes. O “rouba, mas faz”, tão combatido, inclusive por Lula, não pode voltar a ser regra. E se, comprovadamente, Lula for esse corrupto sem precedentes na história do Brasil terá escrito seu nome nas duas faces da moeda e se tornará a melhor e, ao mesmo tempo, a maior decepção política da minha vida.

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os direitos humanos (nada) universais


Hoje a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) faz 64 anos. Para muitos, são 64 anos de avanço e humanização das relações. A grande maioria, porém, critica genericamente “os direitos humanos” para justificar torturas e selvagerias praticadas pelo Estado na figura de alguns dos seus agentes, principalmente policiais. Dia após dia, no entanto, o que se vê, nas mais simples coisas, é que o discurso da universalização dos direitos é pura balela. Vejamos um exemplo bem prático de como os direitos universais são relativos. Quem quer viajar para qualquer parte do planeta tem o direito de ir e vir apenas com seu documento de identificação do lugar de origem? A Terra foi, por convenção, dividida em territórios limitados geograficamente. Essas fronteiras são pré-determinadas e ultrapassá-la é crime. O direito básico à saúde, comunicação, educação, enfim, o direito à vida, em grande parte desses limites territoriais, é ignorado. Talvez fosse interessante hoje, na data de aniversário dos 64 anos da universalização dos direitos, refletirmos sobre a nossa prática diária. Quem de nós efetivamente leva em conta o outro na hora de tomar uma decisão? Quem respeita o direito à vida de todo ser vivo, sem exceção?

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domingo, 9 de dezembro de 2012

Natal na Câmara: painel de 1 milhão


Bem que tentaram até usar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para interferir na compra de um painel de R$ 1 milhão pela Câmara Municipal de Manaus ao apagar das luzes. Pelo jeito, porém, nada mais pode ser feito. O presidente da casa, vereador Isaac Tayah (PSD) foi tão rápido no gatilho que, quando o assunto vazou, o certamente já havia sido homologado e publicado. O que não se entende é se efetivar uma compra de tamanho valor como se fosse algo feito na calada da noite. A não ser que o tal painel milionário seja um presente de Natal (eu chamaria de Grego se a população fosse a presenteada, afinal, o mimo foi comprado com o dinheiro dela) que o presidente resolveu dar aos colegadas vereadores que renovaram o mandato e aos novos. Será que há mesmo necessidade de se comprar um painel eletrônico tão caro? Penso que algumas pessoas que ocupam cargos públicos deveriam tomar decisões com a preocupação de não ferir reputações. Muito menos a própria. A não ser que o nível escrúpulo já não sirva para nada e cada um queira deixar uma marca pouco ética no que faz. A compra desse painel é uma delas que marcará a vida pública de Tayah. Será que ele se preocupa com isso?

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Mais uma de camelô


Camelôs parecem ser pedras no sapato do prefeito eleito de Manaus, Artur Neto (PSDB). Desta vez o problema não é diretamente com eles, mas, os envolvem. E não é que fiscais da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) foram presos ao extorquir camelôs no centro da cidade? Cá entre nós! Afora esse problema da extorsão, que deve ser punido rigorosamente, Neto terá mais um novo desafio: reorganizar o centro de Manaus. E para isso acontecer, não há como se ignorar a questão dos camelôs. Eles tomam conta do centro da cidade, tornaram-se, informalmente, “donos”, por exemplo, da Avenida Eduardo Ribeiro. Logo, qualquer projeto que tenha por objetivo a “organização” do centro da cidade passará por negociações com os camelôs, uma vez que, durante a campanha, Neto prometeu que não cometeria os erros do passado, quando mandou “descer a lenha” neles (os camelôs). Portanto, se, agora, a realidade será outra, terá de haver negociação. E dentro desse processo, fundamental é evitar que episódios lastimáveis como esse da “extorsão” se repitam. Decididamente, é como digo e repito, Artur Neto Não terá vida fácil na Prefeitura de Manaus. E se tiver mesmo o desejo de “fazer diferente” terá de mudar muito a própria postura.

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O desafio de manter as ruas transitáveis


O prefeito eleito de Manaus, Artur Neto (PSDB) tem um desafio que parece simples, mas, atormentou toda a administração de Serafim Correia (PSB), serviu, inclusive, como ponto forte de Amazonino Mendes (PDT) para derrotá-lo, porém, transformou-se, também, em um calo na administração de Mendes que ora se encerra: a péssima qualidade do leito das ruas. Dia desses, tive a nítida sensação de que meu veículo perdera a estabilidade. Parecia que o pneu de uma das rodas estivesse esvaziado. Baixei o volume do som, ouvi atentamente para me certificar que o pneu havia furado e nada. A sensação de instabilidade continuou. Não contente, parei o veículo e verifiquei que não havia nenhum problema nos quatro pneus. Só então, depois de voltar a dirigir e permanecer com a mesma sensação, percebi que o problema estava no piso, nos desníveis da rua. Certamente, a partir de primeiro de janeiro, serão anunciadas “operações tapa-buracos” ou ações similares. Não solucionarão o problema se a qualidade do asfalto não for fiscalizada. Até agora, o que se vê são recursos públicos a escoarem pelos ralos da corrupção ou da má-gestão, exatamente porque o asfalto que se aplica nessas operações é de qualidade extremamente duvidosa e parece evaporar-se. Artur Neto não terá vida fácil na Prefeitura!

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Prefeito proibido de se aproximar de prédios públicos


A primeira coisa que me chamou a atenção e me fez ler a matéria foi o título: “Prefeito de Porto Velho é afastado e impedido de se aproximar de órgãos públicos”. Minha cabeça, por mais que estude e lute para aceitar a “complexidade” naturalmente, às vezes, ainda é muito cartesiana. Jamais havia lido que algum prefeito fosse afastado do cargo e, ainda, ser proibido de se aproximar do prédio da prefeitura. Mas, pasmem, leitores e leitoras, ocorreu em Porto Velho, com o prefeito Roberto Sobrinho: “O prefeito Roberto Sobrinho foi afastado do cargo pela Justiça e está proibido de se aproximar de órgãos públicos. Ainda não foi informado o período de afastamento e nem a distância que ele deve manter de prédios municipais, estaduais e federais.” Embora trágico, parece cômico. Fico a imaginar como esse “pobre” prefeito circulará pela cidade, sem poder se aproximar dos prédios municipais, estaduais e federais? E quem vai fiscalizar se ele cumpre mesmo ou não a determinação da justiça? Sinceramente! Há decisões da justiça que parecem ser tomadas para provocar risos e mais nada! A não ser que o tal prefeito seja de uma periculosidade tão grande a ponto de deixar o juiz com receio de que ele “passe a mão” e leve o próprio prédio público.

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O PT que traz FHC de novo para a ribalta


Do Chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho, ao condenado ex-ocupante da mesma Casa, José Dirceu, passando pelos blogueiros contratados para defender cegamente o Partido dos Trabalhadores, todos, elegeram um alvo desde que explodiram as denúncias de envolvimento direito do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas investigações da Operação Porto Seguro: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, “carinhosamente” chamado, inclusive pela mídia que os petistas condenam, e por eles também, de FHC. O tiro, talvez, saia pela culatra. FHC voltou à cena, comporta-se como um verdadeiro estadista nas entrevistas que concede, inclusive chegou a defender José Dirceu, dizendo que ele foi condenado porque ter feito “algo errado, mas que não é bandido. Ao contrário, um grande quadro da política brasileira”. O que, até agora, se conseguiu com essa estratégia? Jogar luzes, de novo, sobre FHC. Será que, com isso, querem tirar Aécio Neves, de novo, de foco? Ou apostam que FHC morde a mosca azul de novo e tenta voltar? Estranho movimento esse de trazer FCH de novo para a ribalta.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Lista para inglês ver e o TRE aprovar


Foi com satisfação que li no Blog Parcialmente Imparcial, do colega Sílvio Silva, a lista completa dos doadores da campanha que alçou Artur Neto (PSDB) à Prefeitura de Manaus. Dois motivos me fazem ficar “parcialmente feliz” (só para parafrasear um dos meus blogueiros mais admiráveis). O primeiro deles é esse espírito de garimpeiro de notícias do Sílvio Silva. O segundo, o fato de informações como essas (a lista dos doadores de campanha) ter de ser obrigatoriamente disponibilizada para o público em geral. É salutar para a democracia que a Justiça Eleitoral cobre transparência nas campanhas. Ao analisar a lista dos doadores e as quantias doadas, porém, fiquei com a impressão de que se trata de uma lista “parcialmente transparente”. Daquelas para inglês ver, o TRE aprovar e a sociedade ficar com a sensação de as instituições funcionam perfeitamente neste País, mais ainda, neste Estado e nesta capital de “Meu Deus”. Para essa dúvida não ficar apenas comigo, conclamo cada um dos leitores que moram em Manaus (ou que moram foram mas conhecem algumas empresas e pessoas da cidade) a visitarem o Blog Parcialmente Imparcial, lerem detalhadamente a lista de doadores e as quantias doadas. Todos os leitores e leitoras saíram convencidos de que não se trata de uma lista de ficção? Ufa! Ainda bem que o único a ficar em dúvida fui eu. Eu e essa minha mania de “velho jornalista” a desconfiar de quase tudo na democracia brasileira.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Garanhão de Garanhuns e outras estórias


Uma das tiradas mais engraçadas que já li nesses tempos recentes de Operação Porto Seguro foi, no Twitter, vinda de um defensor voraz do Partido dos Trabalhadores (PT). Dizia ele que não demoraria e a imprensa passaria chamar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “Garanhão de Garanhuns”. Não sei se por ter acesso a algum tipo de informação privilegiada ou por conhecer profundamente a mídia brasileira, mas o autor da provocação parecia usar uma bola de cristal da melhor qualidade. O certo é que a mídia brasileira, logo no início da Operação Porto Seguro, referia-se à ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, como “amiga muito próxima” de Lula. Depois, passou para “amiga de longas datas”, Hoje, as insinuações são de que mantiveram uma “relação caliente”. Daí para transformar o ex-presidente em “Garanhão de Garanhuns” não falta mais nada. Há um problema grave tanto na mídia quanto nos defensores vorazes. Desviar o foco da Operação Porto Seguro para questões de alcova é de uma mediocridade mútua e ímpar. No fundo, serve muito mais aos próprios defensores vorazes de Lula que se aproveitam do fato para vitimá-lo e falar na “volta do udenismo”. Pura balela e jogo de cena tanto de quem quer acusar quanto defender Lula. O cerne da questão é que uma pessoa que gozava de bom trânsito no Palácio do Planalto praticou deslavadamente tráfico de influência. Se tinha alguma relação mais íntima com Lula, isso só diz respeito a ela, Lula e à mulher do Lula. E os três (ou quatro, ou cinco, ou seis...) que se entendam do ponto de vista da intimidade. Reprovável é se qualquer tipo de orgia (inclusive financeira, como, por exemplo, a venda de pareceres técnicos) for praticado como dinheiro público. Fugir desse ponto, tanto para atacar quanto para defender o ex-presidente, é indigno e merece reprovação. Não criemos estórias para tentar manchar a história de Lula. E se ele for garanhão, o problema é dele, da mulher e de quem cair na conversa dele. Simples assim!

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Editorial da Carta Capital é de lavar a alma


O editorial da revista Carta Capital desta semana, assinado pelo “velho lobo” Mino Carta, particularmente, é de lavar a alma. Durante os últimos anos do Governo Luiz Inácio Lula da Silva e os primeiros anos do Governo Dilma Roussef, meus antigos colegas do próprio Partido dos Trabalhadores (PT) do Amazonas e do Partido Comunista do Brasil (PC do B), do qual fui filiado por seis meses, minha única e trágica experiência partidária (que não quero repetir por um bom tempo) acusaram-me de quer “a volta do PSDB”. Tudo isso porque não defendi cegamente os mensaleiros do PT e não aceito que o partido tenha caído de cabeça no lamaçal da corrupção brasileira. Em suma, o que não suporto é o que Mino Carta deu como título ao editorial da revista Carta Capital desta semana: “A traição do PT”. Diz ele em um dos trechos do Editorial: “Assisti ao nascimento do Partido dos Trabalhadores ainda à sombra da ditadura. Vinha de uma ideia de Luiz Inácio da Silva, dito Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo até ser alvejado por uma chamada lei de segurança nacional. A segurança da casa-grande, obviamente. Era o PT uma agremiação de nítida ideologia esquerdista. O tempo sugeriu retoques à plataforma inicial e a perspectiva do poder, enfim ao alcance, propôs cautelas e resguardos plausíveis. Mantinha-se, porém, a lisura dos comportamentos, a limpidez das ações. E isso tudo configurava um partido autêntico, ao contrário dos nossos habituais clubes recreativos.” Em seguida, uma das frases lapidares de Mino Carta: “O PT atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado. Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram. [...].” A Revista Carta Capital assumidamente apoia o Governo Petista, no entanto, não engole a corrupção que assola Brasília. Certamente, depois do Editorial, Mino Carta e sua revista cairão em desgraça e passarão a ser atacados pelos petistas e jornalistas de aluguel a serviço dos partido nas redes sociais. Esquecerão tudo e irão compará-la a Veja. Dirão que a Carta Capital aderiu a uma ilusão criada pelos larápios do PT e seus admiradores: o Partido da Imprensa Golpista (PIG). Ao invés de entrar nesse discurso de que existe uma imprensa golpista, os petistas históricos deveriam retomar a história do partido, antes que seja tarde ou pessoas como eu e Mino Carta assumam a desilusão histórica: “O PT não é o que prometia ser. Foi envolvido antes por oportunistas audaciosos, depois por incompetentes covardes. Neste exato instante a exibição de velhacaria proporcionada pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha, é algo magistral no seu gênero. Leiam nesta edição como se deu que ele entregasse a alma ao demônio da pusilanimidade. Ou ele não acredita mesmo no que faz, ou deveria fazer?” E conclui Mino Carta, em seu editorial que me lava a alma: “Há heróis indiscutíveis na trajetória da esquerda brasileira, poucos, a bem da sacrossanta verdade factual. No mais, há inúmeros fanfarrões exibicionistas, arrivistas hipócritas e radical-chiques enfatuados. Nem todos pareceram assim de saída, alguns enganaram crédulos e nem tanto. Na hora azada, mostraram a que vieram. E se prestaram a figurar no deprimente espetáculo que o PT proporciona hoje, igualado aos herdeiros traidores do partido do doutor Ulysses, ou do partido do engenheiro Leonel Brizola, ­obrigados, certamente, a não descansar em paz. Seria preciso pôr ordem nesta orgia, como recomendaria o Marquês de Sade, sem descurar do fato que algo de sadomasoquista vibra no espetáculo. Não basta mandar para casa este ou aquele funcionário subalterno. Outros hão de ser o rigor, a determinação, a severidade. Para deixar, inclusive, de oferecer de graça munição tão preciosa aos predadores da casa-grande.”

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sábado, 1 de dezembro de 2012

O fim da farra das operadoras de celular


Enfim a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomou uma medida para acabar com uma espécie de farra das operadoras de telefonia celular. A partir de agora, uma ligação feita de um aparelho móvel só vale como nova ligação quando ultrapassar 2min. Isso significa que aquela farra de oferecer sem limite de tempo, por um valor fixo, aparentemente ínfimo, e depois derrubar as ligações para gerar fluxo de caixa acabou. Uma das operadoras do Brasil era especializada nessa artimanha: atrai consumidores com promoções de centavos por ligação, porém, uma conversa gerava custos elevados em função da queda constante da linha. Completar “papo” que, a se levar em conta o que a promoção pregava aparentemente era uma “galinha morta”, em verdade, matava o consumidor. Por exemplo, se durante 5min uma ligação que custaria, ao final, numa promoção de R$ 0,50 sem limite de tempo, os próprios R$ 0,50, passaria a custar R$ 2.50 se caísse 5 vezes. De acordo com a nova determinação da Anatel, neste exemplo hipotético aqui apresentado, em 5min, o custo seria, no máximo, de R$ 1,00. Ainda assim, duas vezes mais cara do que a promessa inicial vendida aos incautos consumidores. De qualquer forma, passa a regular a prática criminosa de oferecer gato por lebre aos clientes.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Investigações da PF apontam ligações de Rose com PR


As investigações da Polícia Federal (PF) realizadas para a operação denominada Porto Seguro aproximam-se cada vez mais da Presidência da República. A PF, na operação, desmontou a quadrilha infiltrada em órgãos públicos que comprava pareceres técnicos. De acordo com o relatório de inteligência da PF, a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, disse aos irmãos Vieira (Paulo e Rubens) que trataria da nomeação deles diretamente com “PR”. Em nenhum momento os documentos aos quais a PF teve acesso cita nominalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entender dos agentes da PF, ao escrever a sigla “PR”, Rose se referia a Lula, uma vez que a sigla “PR” é o jargão usado internamente para denominar o “Chefe do Executivo”. Os documentos também registram troca de e-mails entre Rosemary de Noronha e “JD”, letras que, supostamente, significam José Dirceu. O Chefe do Esquema, de acordo com a PF, é Paulo Vieira, ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). Ele e seu irmão, Rubens Vieira, nomeado diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ascenderam ao poder no Governo Lula. Agora, após as investigações, as suspeitas são de que a nomeação dos irmãos Viera tenha sido um dos “favores” obtidos por Rosemary de Noronha com o fim de montar a quadrilha e infiltrá-la nos órgãos públicos.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Luiz Felipe Scolari de volta à Seleção


O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, anunciou o retorno de Luiz Felipe Scolari à Seleção Brasileira. Scolari fará parceria com Carlos Alberto Parreira na tentativa de o Brasil não repetir o desastre de 1950 quando foi derrotado pelo Uruguai dentro do Maracanã, no Rio de Janeiro. O anúncio do novo treinador da Seleção foi precedido de intensas especulações sobre o convite que seria feito ao ex-treinador do Barcelona, Pepe Guardiola. Tudo não passou mesmo de especulações. Pelo discurso de Marin, ao anunciar Scolari, em nenhum momento passou pela cabeça dele qualquer discurso ao treinador espanhol. Tanto o presidente da CBF quanto grande parte dos comentaristas e “autoridades” ligadas ao esporte brasileiro, apesar de tentarem negar, demonstraram extremo preconceito em relação a vinda de algum treinador de fora do País para dirigir a Seleção Brasileira. Ao que tudo indica, quando Mano Menezes foi demitido, Scolari já estaria “apalavrado” com Marin, certamente em função do preconceito em relação a Guradiola. No episódio, vejo atraso tanto no preconceito quanto no retorno de Scolari. No momento, pelo trabalho que desenvolveu no Palmeiras, o treinador não era o melhor nome. Só espero que o novo treinador não esqueça que a vida evolui e não me venha com essa filosofia de Zeca Pagodinho (deixe a vida me levar...) e nem queira transformar o atacante Neymar em um marcador e mate a criatividade do jogador. Que a volta de “Felipão” não represente o pesadelo de 1950!

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Braga vítima da quadrilha de roubo de dados


O senador pelo Amazonas Eduardo Braga (PMDB), líder do Governo no Senado, é uma das vítimas de uma quadrilha presa pela Polícia Federal que roubava dados sigilosos para utilizar em processos de envio de dinheiro para o exterior. A quadrilha escolhia políticos e desembargadores para quebrar os sigilos bancário e telefônico. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, fundador do PSD, também é uma das vítimas da quadrilha. A Polícia Federal chegou à professora de Direito da Universidade de São Paulo (Usp), Priscila Corrêa da Fonseca, conhecida advogada da cidade e “carinhosamente” chamada por seus alunos de “Priscila, a rainha do divórcio”, por não perder um litígio envolvendo separação. As investigações indicam que a Chefia da Quadrilha funcionava no escritório da professora que, além do envio do envio de dinheiro para o exterior, especializou-se em, por meio da compra de dados, comprovar que as mulheres envolvidas nos divórcios possuíam renda suficiente para se manter. Com isso, a quadrilha livrava os ex-maridos de pagar pensão. Não há detalhes de como e para que os dados do Senador Eduardo Braga foram roubados.

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

A pedofilia e o despreparo do delegado geral


O delegado-geral da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Josué Rocha, deu proas de completo despreparo para lidar com assuntos relacionados à pedofilia. Ao ser questionado pela repórter do Jornal Folha de S. Paulo, sobre empresários e políticos investigados por crimes de pedofilia e prostituição de crianças e adolescentes sobre as preferências dos acusados respondeu que se tratavam de menores sim, mas, de “meninas rodadas”. Trata-se de uma declaração das mais infelizes e fora de propósito que já se ouviu a respeito do assunto. Dá motivos de sobra para que o delegado seja imediatamente demitido. Além de preconceituosa, é o tipo de declaração que desloca do agressor para as agredidas o foco do problema. É como se a prática da pedofilia pelos acusados fosse minimizada pelas condições das meninas agredidas. Para o delegado incompetente e destrambelhado no uso da palavra, os empresários e políticos podem até ter cometido o crime de pedofilia, no entanto, o fato de as meninas não serem mais virgens é atenuante para os empresários e políticos. É nojento que ao invés de funcionar como defensor da sociedade, logicamente, das crianças violentadas e agredidas, o delegado geral, ainda que de forma subliminar, defenda os agressores.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Fuleco: um boneco pra lá de fuleiro


Quando você imagina que já viu e ouviu tudo na vida me aparece algum iluminado para nominar o Tatu-bola da Copa. E num átimo de criatividade batizam-no de Fuleco. Será que, para fugir do óbvio e tratar o Tatu pelo nome, resolveram chamá-lo de “boneco fuleiro”. Daí, ter se transformado em Fuleco? O ex-jogador e hoje deputado federal pelo PSB do Rio de Janeiro, Romário Faria, propagou aos quatro cantos que essa seria a Copa do Mundo mais corrupta da história. Se exagerou na dose, ninguém sabe. Mereceria, porém, pelo menos que o assunto fosse levado a sério. Até mesmo investigado, se fosse o caso. Para além da corrupção, o certo, porém, é que essa denominação do boneco da Copa é, com certeza, a menos criativa e a mais incompetente da história das Copas. Quem teve essa brilhante ideia deveria, se fosse o caso, ser rebaixado para mais inferior das divisões do mundo do futebol. Apesar de tudo, o boneco tem menos culpa e é menos fuleiro que a fuleiragem que fizeram com ele.

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A patética atuação de Felipe Massa


O piloto brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, não poderia terminar de forma mais patética o Campeonato deste ano: a ceder, mais uma vez, a posição para o espanhol Fernando Alonso. O fato ocorreu no Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos. Por pouco uma pilantragem oficial e aceita com a maior normalidade não tira do alemão Sebastian Vettel o terceiro título da carreira. Desde a prova anterior, em Singapura, a Ferrari pratica manobras espúrias para tentar transformar o espanhol em campeão. Mais desavergonhada que as manobras de ontem foi mexer propositalmente no carro de Felipe Massa, coisa que o regulamento proíbe, para fazê-lo ser punido e largar atrás de Alonso. Não fosse essa mãozinha da equipe, Alonso nem chegaria ao Brasil em condições de disputar o título. Para coroar a atuação de Barichello II, Massa cedeu o segundo lugar ao espanhol Fernando Alonso, agora, no GP do Brasil. Nem assim, o espanhol conseguiu ser campeão. Nada mais justo que o esporte, por linhas tortas tenha corrigido essa patuscada a Ferrari e de Massa. A ética é raridade em vários âmbitos da vida. A justiça, mais ainda. Neste caso, no entanto, ela se fez, a muito custo, e Sebastian Vettel sagrou-se campeão.

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sábado, 24 de novembro de 2012

Ex-senador do Amazonas indiciado em São Paulo


O ex-senador pelo Amazonas, Gilberto Miranda Batista, segundo o jornal O Globo, é um dos indiciados em Operação denominada Porto Seguro, da Polícia Federal de São Paulo por suspeita de corrupção. Seis pessoas foram presas e 12 indiciadas por suspeitas de fraude em pareceres técnicos de Agências Reguladoras e órgãos federais. O mais espantoso nisso tudo é constatar que, cada vez que se mexe na cesta da corrupção neste País, mais se chega próximo da Presidência da República. Fernando Collor de Mello parece ter feito escola. Prova disso é que uma das indiciadas na Operação Porto Seguro, Rosemary Novoa de Noronha, chefia o gabinete da Presidência da República em São Paulo. Ela foi indiciada por corrupção ativa. Para se ter uma ideia do ponto de corrupção em que chegamos, Rosemary Noronha indicou os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e Marcelo Rodrigues Vieira, também da Anac, todos presos na Operação realizada sexta-feira. Depois de indicá-los, passou a praticar tráfico de influências e de agir junto aos diretores da ANA e da Anac para favorecer empresas. Como compensação, Rosemary Noronha recebia “agrados, como viagens e até camarotes em carnaval.”

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Os homens bons e os homens maus


Há muito assumi me referir aos homens e às mulheres distintamente, por uma questão de respeito às diversidades de gênero. Neste texto, ao me referir aos homens, fa-lo-ei com o sentido de “seres humanos”. Recebi uma dessas mensagens que chegam pela Internet que me impuseram uma reflexão para tentar pensar as diferenças entre “homens bons e homens maus”. A mensagem apresenta uma fotografia do escritor português, José Saramago, assumidamente comunista e ateu, com as seguintes informações escritas: “Perguntaram a José Saramago: Como podem homens sem Deus serem bons? Ele respondeu: Como podem homens com Deus serem tão maus?” Saramago, com toda a sua capacidade de polemizar, nos joga na cara a própria contradição da existência humana, mais ainda, da existência de Deus. O pano de fundo da questão, no entanto, a mim me parece, é a nossa “capacidade humana” de rotular o outro. No caso da provocação feita a Saramago, se é que ela existiu, ao invés de respeitá-lo na sua condição de ateu, o “provocador” tentou desafiar o fato e ele (Saramago) ser ateu e recebeu de volta, uma provocação no meso nível: “o fato de o perguntador ser crente”. Talvez a postura mais coerente da nossa parte, seres humanos, será não rotular ninguém como “bom” ou mau”, ateu ou crente. O mundo, certamente, será muito melhor se aprendermos a respeitar as diferenças e os diferentes.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CPI da violência contra a mulher em Manaus


A deputada federal Jô Moraes (PC do B-MG) chegou a Manaus para, conjuntamente com a deputada federal Rebecca Garcia (PP-AM) realizarem na cidade os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da violência contra a mulher, também conhecida como CPI Maria da Penha, numa alusão ao nome da Lei que tem o mesmo fim da CPI: combater a violência contra a mulher. Não se precisa ir muito longe para perceber que em Manaus a violência contra a mulher parece ser regra. Basta uma olhada rápida nas bancas, nas manchetes daqueles jornais de baixo custo, para se ler, dia após dia, manchetes que noticiam agressões contra mulheres. A chegada da CPI a Manaus é uma demonstração de que os parlamentares, principalmente a deputada federal Rebecca Garcia, não fecham os olhos para o problema na cidade. Particularmente, desde que tomei consciência do problema, em 2006, milito ao lado dos movimentos que defendem crianças e adolescentes e as mulheres da violência. Acompanhei notícias e desdobramentos da CPI contra a pedofilia e me permito duvidar que a CPI Maria da Penha obtenha algum tipo de resultado. É lastimável que esse tipo de investigação, no Brasil, seja uma forma de alguns parlamentares demonstrarem serviço nas suas bases. Mais nada. Se, pelo menos, as autoridades reconhecerem o problema e políticas públicas efetivas forem implantadas, a CPI terá cumprido algum fim.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

O misterioso limite entre a vida e a morte


Há algum tempo, o professor Mestre, Frederico Arruda, Pró-reitor de Extensão e Interiorização da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em palestra ao professores e estudantes do Programa de Pós-graduação em Ciências da Comunicação (PPGCCOM) da Ufam, fez uma afirmação das mais polêmicas, porém, marcantes. Disse ele que “um dos eventos mais improváveis da humanidade é a própria vida”. À época, o professor nos falava sobre ecossistemas. Desde a segunda-feira, dia 19 deste mês, ao saber da morte do sargento da Marinha, Fábio dos Santos Maciel, ocorrida no Rio Janeiro, seis horas após a própria festa de casamento, fico a matutar sobre “o misterioso limite entre a vida e a morte”. Aí me vem a sabedoria popular expressa em dito que resumo todo o mistério: “para morrer, basta estar vivo”. A forma como o sargento morreu parece confirmar que esse limite entre estar vivo e morrer é um fio imaginário. Fábio Maciel portava uma taça de vidro em um dos bolsos do paletó. À saída da própria festa de casamento, ao brincar com os amigos, tropeçou. Ao cair, a taça esfacelou-se em seu bolso e provocou um corte na veia femoral. Morreu antes de chegar ao hospital e receber socorro. A linha que divide a vida da morte mantém o mistério.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cuidados com os preços nas etiquetas e nos caixas


Todos nós, consumidores, sem nenhuma distinção, precisamos estar atentos em todos os supermercados de Manaus. Na maioria das vezes, eles anunciam um preço e, quando você passa no Caixa, o preço é outro. Aconteceu ontem comigo, como já ocorrera várias vezes. Comprei três cervejas, pois gosto de manter uma quantidade não muito grande na geladeira. Pois bem. Já tinha chegado ao carro, quando resolvi olhar qual o valor unitário de cada produto. Lembro-me de, na vitrine, ter visto R$ 1,69. Quando a moça do Caixa disse que o total era R$ 6,36. Costumo realizar mentalmente as operações matemáticas das pequenas compras. Tinha certeza que não seria aquele o total. Mas, pela primeira vez, por preguiça, não conferi o valor unitário. Ao chegar ao carro, a surpresa: a compra seria de R$ 5,07 e não de R$ 6,36 como fora cobrado. Ao invés de cobrar R$ 1,69 como estava marcado na etiqueta, no Caixa, o valor era de R$ 2,12. Não voltei para reclamar mas resolvi fazer essa postagem de alerta. Só em três cervejas o supermercado me levou R$ 1,29. Uma caixa, com 12 cervejas, deveria custar R$ 20,28, pelo valor da etiqueta. Como no caixa o valor unitário era outro, R$ 2.12, a caixa (de cerveja) sairia por R$ 25,44. A empresa ganha, indevidamente, R$ 5,16 por caixa de cerveja. Os valores são até ínfimos se forem tomados individualmente. No entanto, trata-se de exercício pleno da cidadania e respeito ao consumidor. Anunciar um preço e cobrar outro no Caixa é criminoso. E cada um de nós deve combater esse tipo de crime. Faço o mea culpa por não ter retornado e cobrado meu direito. Que o cansaço não me faça mais abrir mão do exercício da cidadania.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Blitze irregulares transformadas em regra


Aos finais de semana ou feriados prolongados, basta um giro pela cidade para o condutor de veículos se deparar com inúmeras blitze completamente irregulares realizadas pela Polícia Militar (PM) do Estado do Amazonas, agora com a bandeira “Ronda no Bairro”. Em alguns casos, os locais parecem ter sido fixados pelos policiais. Os motoristas até já sabem quando a entrada da passagem de nível da Darcy Vargas, no sentido bairro, está congestionada nos feriadões, é blitz na certa. Ontem foi assim tanto na Darcy Vargas quando à Avenida Tancredo Neves, próximo ao supermercado Veneza, outro endereço fixo das fiscalizações irregulares. Poucos motoristas sabem, mas, o máximo que os policiais militares podem fazer é por redutores de velocidade, os cones, por exemplo, e observarem o comportamento dos motoristas. Abordá-los e exigir documentos sem a presença de uma equipe do Detran-AM e da Prefeitura é irregular. No entanto, transformou-se em regra, em Manaus. Irregularidades à parte, aproveito para um tira-dúvidas sobre a palavra “blitze”, plural de "blitz", estrangeirismo de origem alemã. Trata-se de "Blitzkrieg", que, no original, é a junção de "Blitz" e "Krieg". A primeira significa relâmpago e a segunda, guerra. Na Segunda Guerra Mundial, designava “o avanço fulminante do exército alemão nas invasões”. Em terras brasileiras a palavra, no singular, serve para designar "batida policial inesperada, de grande aparato". Como, pelas regras gramaticais o plural de estrangeirismos deve seguir a flexão da língua de origem, o correto é, portanto, "Blitze". No original, "Blitzen" é o infinitivo do verbo. Jornais que publicam blitzen ou blizes como plural de blitz, em verdade, cometem irregularidades similares às dos policiais desta postagem.

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domingo, 18 de novembro de 2012

Exercício de paciência dos vizinhos do Paneirão


Após o anúncio do Governo do Estado e da Prefeitura de que as obras de mobilidade urbana previstas para a Copa do Mundo de 2014 não sairão do papel fico a imaginar o exercício de paciência que deverá ser feito, a partir de agora, por quem morar nas proximidades da Arena da Amazônia, popularmente conhecida como “Paneirão”. O apelido de “Paneirão” deve-se ao fato de a arquitetura do novo Estádio, que substituirá o Vivaldo Lima, mais conhecido como Vivaldão, ser similar a um paneiro, cesta usada pelos ribeirinhos para carregar peixe. Para além do nome, os problemas serão imensos e, pelo jeito, sem nenhum tipo de medida saneadora aparente. Basta tomarmos como base os grandes eventos realizados na Passarela do Samba, o Sambódromo, vizinho do Paneirão. Quando ocorrem, até quem mora do Bairro Vieralves sofre as consequências. O que se dizer dos bairros mais próximos como Dom Pedro, Flores e Alvorada? Decretar feriado nos dias de jogos da Copa do Mundo para “tentar esvaziar a cidade” é a mais irresponsável das medidas que a Prefeitura Municipal poderia anunciar. No entanto, como forma de evitar o caos, é uma saída. A menos correta, porém, com capacidade de diminuir os danos que serão causados aos moradores. Exercitar a paciência, desde já, porém, é uma boa medida para quem enfrentará o trânsito caótico em dias de jogos da Copa de 2014.

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sábado, 17 de novembro de 2012

A ilusão da insegurança na Internet


O uso da Internet para operações do dia-a-dia ainda aparenta ser o mais perigoso dos atos da vida moderna. E isso se transformou em algo que se pode chamar de “medo coletivo”. Pelo menos é o que se traduz das conversas que se tem com alguns amigos. Ontem, aconteceu exatamente isso. Eu e amigos conversávamos sobre a Internet no celular e eu dizia que faço todas as minhas operações bancárias do meu Galaxy Note. Um deles respondeu que não usa “de jeito nenhum” porque é muito perigoso. Imaginei: esse medo coletivo, essa ideia de que usar a Internet é “muito perigoso” talvez faça parte deste “inconsciente coletivo” criado a partir das notícias, sobre roubos, crimes digitais e coisas do gênero. Retruquei: “É mais seguro tirar R$ 5 mil de um banco e levar ao outro ou fazer a mesma operação pela Internet?” Perigos existem tanto na vida real quando na “vida virtual”. Essa sensação de insegurança, certamente, é provocada pela própria novidade: a Internet nos dispositivos móveis. À medida que se popularizar e o uso for considerado “normal”, a sensação de insegurança diminuirá. Ou será vista como algo tão natural quanto as operações bancárias na vida real. É só uma questão de tempo.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A grande mentira da banda larga


Por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), as operadoras de telefonia celular são obrigadas a disponibilizar aos clientes o link para o software de medição da qualidade da banda larga móvel. O mesmo serve para a banda larga fixa. Agora, os clientes podem exigir que seja entregue 20% da velocidade contratada. Para que não sabe, pelas regras brasileiras, o cliente contrata banda larga mas recebe apenas um brechinha de nada. Antes, você pagava por 1 mega mas só era obrigado a receber, no máximo, 100 kbps. Era como se você chegasse na padaria, pagasse 1kg de pão mas só levasse 100g. A partir de agora, as empresas de banda larga terão de entregar o dobro da velocidade que entregavam. Assim, que paga 1 mega, agora, tem de receber 200kbps. Daí a exigência da Anatel de que softwares sejam disponibilizados para que os clientes meçam se recebem ou não 20% da velocidade prometida. Só agora muita gente descobriu o porquê de a banda larga não ser tão larga assim: um típico caso de enganação oficializada.

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A missão quase impossível de cancelar algo


Você já passou pela tortura de tentar cancelar algo neste País de meu Deus? Pois tente se desvencilhar da assinatura de uma revista, por exemplo! Ou você tem firmeza de propósito ou cai na lábia da atendente de telemarketing da empresa. A cada ano, na mesma época, elas entram em contato com uma “campanha” diferente. Prometem dois anos de um título com mais um ano e meio de outro. Se você diz não, querem saber o porquê: “É questão financeira? A prestação ficou muito alta? Podemos alongar o prazo. Daremos mais um título ao senhor...” Hoje perdi a paciência com uma delas. Depois de horas a fio a argumentar, a atendente de uma das revistas que eu assinava (hoje consegui cancelar, Aliás, nem sei se consegui. Esperarei a fatura do cartão de crédito) rebateu, como argumento final: “Mas já está liberado no sistema”. “E daí? Por um acaso eu autorizei a renovação da assinatura?”. “Então tá!” agora em um tom nada amistoso para, em seguida, encerrar a ligação. Com algumas variações, a tortura se repete caso você queira cancelar um cartão de crédito ou a assinatura de uma conta de celular. É preciso muita paciência, disposição para ouvir muita música chata e, agora, ainda interagir com um “atendente virtual”. É uma missão quase impossível. Mas, com persistência e firmeza se consegue.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma voz sensata para ajudar José Dirceu


Enfim, leio algo sensato, certamente vindo de um petista radical (leia-se xiita do Partido dos Trabalhadores) nas redes sociais sobre a condenação de José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O trio de dirigentes do PT, somadas as penas, foi condenado a mais de 26 anos de prisão: dois em regime fechado (Dirceu e Delúbio) e um em semiaberto (Genoíno). Como apenas li e não tenho nenhum contato com a fonte, portanto, não obtive autorização para divulgar exatamente o que foi escrito, farei apenas considerações sobre as ideias defendidas. A pessoa, ou entidade, escondida em um avatar, defende que, em dezembro, seja discutida a criação de um Fundo para ajudar os três e que “o dinheiro do partido não pode ser usado para este fim”. O grifo na última frase é para ressaltar algo que, talvez, acenda uma luz no fim do túnel: nem tudo está perdido, nem no Brasil, nem no próprio PT. É inegável a contribuição do Partido no processo de redemocratização do País e de mudança cultural abertura de oportunidades aos menos favorecidos. Quando uma voz, se não de militante, pelo menos de admirador do Partido, defende que se crie um Fundo (algo que considero legítimo) e não que as despesas de “ajuda” sejam do próprio Partido para defender José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares, é sinal de que a essência ainda não foi perdida. Isso me reconforta. Se o PT parar de defender cegamente seus líderes, reconhecer o erro, tratar tudo institucionalmente recuperará o prestígio e, quem sabe, até meu voto.

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