terça-feira, 13 de novembro de 2012

O STF e meus tempos de criança


O Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, quando se decidia a pena a ser aplicado ao ex-ministro José Dirceu, ontem, agiu como aqueles meninos emburrados, que só integram o time de peladas da época da infância porque são os donos da bola, mas “correm” ao serem contrariados. Ninguém pode dizer nada contra o garotinho que ele pega a bola, faz beicinho e vai embora. O problema é que as reações de Lewandowski não conseguem mais esconder o incômodo que ele sente com a condenação da turma do “Mensalão” que pertence ao Partido dos Trabalhadores (PT). Durante anos, militantes petistas reclamaram a atuação do ministro Gilmar Mendes, que a invés de se portar como magistrado, aparentemente defendia o PSDB. Hoje, Lewandowski faz pior: mais parece atuar como advogado de defesa dos réus. Será que o único ministro que atua imparcialmente é ele? Todos os demais estariam a serviço do que os fundamentalistas do PT chamam de PIG (Partido da Imprensa Golpista)? Por muito menos, mas, muitíssimo menos, um mero Fiat Elba e uma Cachoeira artificial na Casa da Dinda, Fernando Collor caiu. Queriam que o STF fizesse vistas grossas para o “Mensalão”? Não me parece ser esse o caminho mais correto. Exigir punição de todos os mensaleiros sim, é algo que se pode defender caso o desejo seja o de uma país mais ético na política. E todos, inclusive ministro do STF, devemos parar de agir como crianças que fogem da raia ao serem contrariadas. Se o PSDB criou o Mensalão, que sejam punidos os seus mentores. Isso, porém, não dá direito ao PT de refiná-lo e ficar impune até que os criadores sejam julgados.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Manaus: uma cidade que precisa ser recuperada


O prefeito eleito de Manaus, Artur Neto (PSDB), talvez não tenha imaginado, nem de longe, os problemas que terá de enfrentar se quiser melhorar a vida das pessoas na cidade. Para reviver “o sonho feliz de cidade”, parafraseando os versos de Caetano Veloso em Sampa, Manaus precisa ser recuperada. Ganhar, de novo, o status de cidade. De local apropriado para se viver. Para além disso, Neto ganhou um novo problema: preparar a cidade para os temporais, quase dilúvios, que, constantemente, passaram a desabar sobre Manaus. O último deles, ocorrido doa dia 10 para o dia 11, deixou um rastro de destruição tanto nos bairros ditos nobres quando nos bairros periféricos. Não se pode pensar em uma Copa do Mundo como a de 2014 com a cidade totalmente despreparada para os temporais. É mais um desafio que o novo prefeito terá pela frente. Neto, no entanto, é conhecido por investir em obras estruturais, que, às vezes, pouco aparecem, portanto, não geram votos, mas, são fundamentais para a cidade. É preciso criar uma espécie de “sistema de defesa” para que a intensidade dos temporais seja estudada. Há condições técnicas de as novas tempestades serem previstas. E, pelo menos, medidas preventivas serem tomadas. É o que se espera da Prefeitura. Mais uma missão para o novo prefeito.

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domingo, 11 de novembro de 2012

O temporal que não distingue ricos e pobres


Manaus, mais uma vez, amanheceu com a ressaca de um temporal, quase vendaval, que não distingue ricos de pobres. Não sei como foram os estragos nos bairros menos favorecidos. No Vieiralves, em uma empresa localizada próximo à Avenida Djalma Batista, os caminhões quase submergiam diante da “revolta” do Igarapé do Mindu.

Como se não bastasse, ao se sair de casa, era preciso enfrentar o obstáculo de uma árvore que obstruía mais da metade da pista da Rua Rio Madeira.

Uma coisa é certa: na hora dos estragos, a natureza não distingue ricos de pobres. Isso faz com que a Prefeitura da cidade tenha a responsabilidade aumenta. É preciso, urgentemente, tomar medidas estratégicas capazes de prevenir catástrofes.

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sábado, 10 de novembro de 2012

O direito a envelhecer em paz


Por duas vezes, nas redes sociais, jornalistas, fofoqueiros e outros contadores de histórias (talvez estórias?) mataram impiedosamente o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT). No dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições para a prefeitura da cidade, Mendes apareceu faceiro a revelar que votaria no candidato Artur Neto (PSDB), vencedor do pleito. Será característica do ser humano o “gosto” pela morte (principalmente dos outros)? Ou somos fruto desse desejo incontido pela fofoca? Mais ainda pelos assuntos tétricos? Nas Mídias Digitais, essa parece ser a regra: criar boatos sobre morte. O mais novo dele é sobre a morte do arquiteto Oscar Niemayer. Ao que tudo indica, perdemos o direito de envelhecer em paz. Talvez, por isso, o País tenha de conviver com um Estatuto do Idoso. Costumo dizer que a Constituição brasileira deveria ter um único artigo: “todo ser humano tem o dever de respeitar o outro ser humano”. Se assim fosse, não seria necessário estatuto de coisa nenhuma. E quem gosta de boatos tomaria cuidado antes de anunciar a morte dos outros. O direito de envelhecer em paz é essencial. Embora muito querem que os idosos descansem em paz.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

A mentira da prorrogação da Zona Franca


O Polo Industrial de Manaus (PIM), antiga Zona Franca, durante anos, e até hoje, é usado como moeda de troca durante as campanhas políticas. Muitos já votaram e já deixaram de votar em candidatos em função da imagem pública de “defensor” ou não do modelo de renúncia fiscal implantado no Estado. Na última eleição presidencial, por exemplo, enquanto Dilma Rousseff (PT) prometia a prorrogação por mais 50 anos, José Serra (PSDB) garantiu logo a prorrogação pelos exagerados 100 anos. Ao participar da inauguração da Ponte Rio Negro, no dia 24 de setembro do ano passado, há pouco mais de um ano, Rousseff garantiu mais 50 anos de sobrevida para o PIM. Tudo um a grande balela. Desde ontem o governador do Estado, Omar Aziz (PSD) tenta convencer o Governo Dilma e seus ministros de que a proposta de unificação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) em uma alíquota de 4% é um golpe mortal ao PIM. O argumento de que as perdas de arrecadação serão compensadas pelo Governo Federal não convencem Aziz. Ele assevera que uma alíquota de 4% significa, na realidade, uma perda de 75% de arrecadação para o Estado. Com a proposta em vigor todas as empresas do PIM perderiam competitividade e os empregos, no Amazonas, tenderiam ao nível zero. Na prática, a proposta do Governo Dilma, que trombeteou a prorrogação da Zona Franca, representa, o definhamento, até a morte, do modelo Zona Franca.

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Haddad: a aposta de Lula para suceder Dilma


Ninguém se engane! O agora prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é a maior aposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suceder Dilma Rousseff em 2018, depois que ela conquistar mais um mandato para a presidência da República. Engana-se quem pensa que Lula fincou o poste Dilma em Brasília para, em seguida, voltar ao posto. Ele sabe que o Brasil não é a Venezuela. Sucessivos mandatos que ele certamente conquistaria, desgastariam sua imagem de homem público, político e baluarte da democracia escorreria terra abaixo. O que Lula não abre mão é de fincar os postes, ou seja, conduzir o processo. Nem que para isso, José Dirceu e José Genoíno tenham de penar na guilhotina pública do Mensalão. Há sim, uma possibilidade de Lula ser candidato de novo: se as pesquisas apontarem que Dilma corre risco de não se eleger. Como se trata de uma remota possibilidade e Lula sabe que não é eterno, já começa a preparar, por São Paulo, o novo poste que quer fincar em Brasília. São Paulo é hoje uma cidade sitiada. Haddad tem, talvez, o maior desafio da sua vida de homem público: solucionar os problemas da cidade. Se conseguir, é o candidato natural do PT à sucessão de Dilma em 2018. Além das qualidades de administrador, é bonito e jovem, um antídoto perfeito para o “garotão” (e garanhão) Aécio Neves (PSDB). Haddad só corre riscos dentro do próprio partido: os perigosos recalcados do PT. É tradição, dentro do partido, queimar aqueles que não querem que ascendam. Aconteceu com José Dirceu e com Antônio Palloci. A batata de Haddad pode começar a ferver. E é contra isso que ele e sua equipe precisam trabalhar desde já.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Crimes da Internet tipificados


Embora defensor contumaz de que a Internet não seja censurada em nenhum dos níveis, não posso deixar de refletir sobre o Projeto de Lei da Câmara 35/2012, que altera o Código Penal e tipifica infrações cometidas no “universo virtual”. A proposta surgiu depois que fotos sensuais da atriz Carolina Dieckmann foram parar na Internet. De acordo com a atriz, as fotos foram roubadas depois que seu computador foi invadido. Antes de publicar as fotos, alega que foram chantageada antes de as fotos serem publicadas. Em função desse episódio a proposta foi batizada popularmente como “Lei Carolina Dieckmann”. Votada na Câmara em maio deste ano, foi aprovada no Senado no dia 31 de outubro. Como sofreu inúmeras emendas, voltará a ser examinada na Câmara. O projeto de lei é de autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). Por meio dele, passa a ser crime, “a violação indevida de equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular, ou ainda para instalar vulnerabilidades.” Para esses casos, a proposta prevê pena de três meses a um ano de detenção, bem como uma multa a ser estabelecida pelo magistrado que julgar o caso. Caso a máquina seja invadida remotamente e passe a ser controlada, a pena prevista é de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa. Pela proposta, a pena aumenta de um a dois terços caso haja divulgação, comercialização ou transmissão a terceiro dos dados obtidos. Essas são algumas das proposições da proposta que devem ser bem examinadas pela sociedade para que não se aproveite o episódio ocorrido com a atriz e se aprove uma Lei que implante a censura na Internet (brasileira).

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Uma cidade que não esconde o medo


São Paulo, como cidade, não consegue esconder de ninguém que está menos interessante, mais medrosa. Talvez apavorada! “Aquele sonho feliz de cidade...” Propagado por Caetano Veloso na letra de “Sampa”, transformou-se em pesadelo diário, principalmente noturno, sob o Primeiro Comando da Capital (PCC) organização criminosa que surgiu dentro do Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté com o dito objetivo inicial de “defender os direitos das pessoas encarceradas no País”. Hoje “toca o terror na cidade” numa matança de policiais sem fim, que mais parece uma guerra civil. Foram mortos 90 policiais em São Paulo e aquela cidade que pulsava diuturnamente recolhe-se cedo. Seus botecos, ontem, às 22h, já estavam todos fechados. Há uma espécie de “toque de recolher” voluntário. Provocado pela matança em série. Eu mesmo, ontem, em São Bernardo do Campo, ao passar ao lado de uma viatura policial, imaginei: e se os bandidos passarem agora por aqui e começarem a atirar? Talvez essa seja a pergunta que muitos intimamente fazem e isso se reflete na tez, em cada olhar dos que estão próximos. É como se um medo coletivo desabasse sobre a cidade. São Paulo não pulsa como antes. Ou, se o faz, é por medo.

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Quem ganha com os atrasos nos voos


Se por um lado, a Empresa Gol Linhas perde com os atrasos nos voos, como o que ocorreu com o voo 1641, indo de Manaus para Guarulhos, em São Paulo, em função do desconforto e da irritação dos usuários, há um lado bom na história, pelo menos para a própria empresa. Como a Gol passou a vender lanches nos voos, com os atrasos, como o que ocorreu na minha viagem dia 4, de mais de uma hora, os passageiros, sem sair do lugar, ficam “voados de fome”. Aí vem a parte mais funesta desses atrasos: as aeromoças passam a oferecer um cardápio com fotos muito bem produzidas dos sanduíches a serem vendidos. Acontece que a empresa ainda não conseguiu calcular corretamente a demanda. No voo do dia 4, por exemplo, eu ocupava a cadeira 20A. Quando chegaram ao local em que eu estava sentado, não havia mais nenhum tipo de sanduíche. Resultado: fiquei sem lanchar ainda que estivesse predisposto a pagar o preço proibitivo que cobram. Ao final de tudo, todos ganham com os atrasos nos voos, inclusive as empresas que vendem o lanche à bordo. Os passageiros, porém, “pagam o pato” em quaisquer situações.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Atrasos e filas nos Aeroportos brasileiros


Os atrasos de voos viraram uma constante nos Aeroportos brasileiros. Hoje, no Eduardo Gomes, de Manaus, o voo 1641, da Gol, atrasou 45min. A funcionária da empresa informou que problemas na documentação forçaram a Aeronave a ficar retida em São Paulo. A cada dia, tem sido mais difícil as empresas cumprirem os horários estabelecidos para a saída e chegada dos voos. Com isso, os Aeroportos ficam apinhados de gente. Como o volume de pessoas é maior do que a capacidade de atendimento, inclusive, dos bares e cafés, os serviços, que já não são lá grandes coisas, ficam ainda piores. A transferência para a iniciativa privada dos Aeroportos de Brasília e Guarulhos veio acompanhada de promessas de melhor atendimento aos usuários. Até agora, o que se tem são constantes atrasos, principalmente em Brasília. Cada vez que se tem de fazer uma escala no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek os atrasos chegam, às vezes, a mais de uma hora. Viajar, hoje, no Brasil é para praticantes avançados de Yoga. Reconhece-se que atrasos são passíveis de ocorrer. No Brasil, porém, parece haver mais aviões do que pistas suficientes. E, pelo jeito, as obras da Copa não solucionarão o problema.

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sábado, 3 de novembro de 2012

Denúncias de cobrança de propina na Eletrobrás


Ainda ontem, na rua São João, no bairro da Compensa, moradores passaram o dia protestando contra a falta de energia, ou seja, a demora de a Eletrobrás Manaus Energia recuperar os estragos ocorridos em Manaus por conta do temporal da noite de terça-feira, dia 30 de outubro de 2012. De lá para cá, ainda há locais da cidade nos quais a rede de energia elétrica ainda se encontra sem funcionar. O mais grave dessa demora são as revelações, à boca pequena, de que os critérios para a recuperação das redes não foi técnico, mas sim, financeiros. Em suma, o que se diz é que os técnicos da Eletrobrás Manaus Energia cobraram propina para recuperar os transformadores afeitados pelo temporal. Trata-se de uma denúncia gravíssima e que deve ser apurada com rigor pela empresa. Não se pode admitir que funcionários de uma prestadora de serviço público como o é o de energia aproveitem-se de uma situação de tragédia para cobrar por serviços que devem ser necessariamente prestados em quaisquer situações. Entendo que, em casos como esses, similares a uma tragédia, é dever da Manaus Energia contratar prestadores de serviços temporários para recuperar os estragos a fim de não sobrecarregar seus próprios funcionários nem deixar que a comunidade espere indefinidamente a recuperação dos equipamentos afetados. No momento em que o País muda de rumo e pune até mensaleiros, não se pode aceitar a cobrança de propina em nenhuma atividade.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O fundamentalismo de esquerda do PT


O Partido dos Trabalhadores (PT) escalou uma turma de “penas de aluguel” para defender previamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Inventaram um tal de Partido da Imprensa Golpista (PIG) e tudo o que ocorre de canalhice, sem-vergonhice e assalto aos cofres públicos por parte do PT é minimizado e atribuído a uma conspiração do tal PIG em conluio com a “direita” do País. A mais nova dessa turma é tentar incutir na cabeça dos brasileiros que a eleição de Fernando Haddad em São Paulo é com se fosse uma absolvição tanto do ex-presidente Lula quanto de qualquer outro mensaleiro (do partido, é claro). Com práticas similares às dos fundamentalistas, criticam vorazmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de condenar os próceres do Partido, José Dirceu e José Genoíno, e espalham pelas Mídias Digitais a lenda que “a vitória de Haddad é uma resposta do povo” contra a decisão do STF. Se o tal PIG manipula notícias para prejudicar o PT, o mesmo fazem esse venais que vendem suas “penas” em favor do Partido. Comentem o mesmo pecado que criticam nos outros: vendem-se! São uns canalhas, hipócritas e fundamentalista que defendem o crime com o argumento de quem o PSDB também o fez. Citam sempre o ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), como forma de se defender. Quer dizer que se Azeredo fosse assaltante de bancos Lula também poderia sê-lo? Uma cretinice aguda que não se sustenta. A prática de comprar apoio política tem de ser combatida qualquer que seja o partido que a pratica. O PT não tinha o direito de trair a bandeira da ética na política porque o PSDB é acusado de “criar” o mensalão. Será possível que o PT não se contenta em copiar a política econômica e a política social do PSDB? Quer, também, se apropriar e refinar as práticas condenáveis?

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A obra inócua do Complexo Viário Gilberto Mestrinho


A cada dia que passa a obra do Complexo Viário Gilberto se revela mais inócua. E não se precisa nem ter um curso de alfabetização em engenharia de trânsito para descobrir que, pelo menos nesta obra, a execução foi eivada de erros. Se não, vejamos. Que atravessa a passagem por baixo do viaduto, para pegar a Avenida Ephigênio Sales, se depara com uma pista de duas mãos. No entanto, a mão da direita é ocupada, concomitantemente, pelos veículos que trafegam vindos do Coroado, especificamente da Alameda Cosme Ferreira. A “demanda” de veículos é para quem tomará tanto o destino da Ephigênio Sales quando da Avenida das Torres. Logo, a obra do Viaduto só faria sentido se houvesse uma terceira pista, alargada, com mão à direita realmente livre. Sem isso, se tem o primeiro problema grave, ao que parece de engenharia. Os acidentes ocorrem constantemente, sem que os “marronzinhos” entrem em ação. Nesse caso, torna-se menos perigoso “fazer a bola do Coroado” que atravessar por baixo do Viaduto, uma vez que se manter à direita é mais fácil que tentar “ganhar” uma vaga na pista “nada disponível” na saída do Viaduto. No sentido contrário, quem vem da Ephigênio Sales e passa por cima do Viaduto, nos horários de pico, o problema é ainda maior. Os “marronzinhos” entram em ação, reduzem as três pistas da saída do Viaduto, à Avenida Rodrigo Octávio Jordão Ramos para uma única pista à esquerda. O que acontece, na prática? Os condutores de veículos também são levados a “fazer a bola”. De novo, uma prova de que a obra, ao invés de solucionar os problemas do trânsito, contribui para agravá-los.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um cidade sitiada pelo temporal


Se nos Estados Unidos há a tradição de se batizar os ciclones e temporais, no Brasil, pouco se via o fenômeno. Em Manaus, ontem, a chuva foi tão forte que mais parecia um vendaval. Nem de longe, se compara à tempestade tropical norte-americana denominada “Sandy”. No entanto, demonstrou um poder de destruição em tão pouco tempo que áreas nobres como o bairro de Vieralves e entorno ficaram sem energia elétrica desde a hora do temporal até o final da tarde. Sem contar o número de árvores caídas e semáforos sem funcionar. Casas foram destelhadas, automóveis destruídos e instalou-se o caos durante a noite. Não ficou só nisso: durante o dia, boa parte da cidade continuou sem energia elétrica. Com isso o trânsito não fluía. Para piorar, sem a energia elétrica as pessoas não puderam se comunicar, celulares e telefones sem fios pararam de funcionar e os ares condicionados não puderam ser ligados. Além de tudo, ainda se foi obrigado a conviver, durante a manhã e parte da tarde, com um calor insuportável. Quem circulou pelas ruas ontem, durante e após o temporal teve a sensação de estar em uma cidade sitiada. A dúvida que ficar no ar: não seria possível, no Brasil, se criar um serviço e previsão de temporais? Não é a primeira vez que Manaus sofre com as tempestades. A de ontem, possivelmente, foi uma das com maior capacidade de provocar estragos. Certamente não será a última. Urge que medidas preventivas sejam urgentemente tomadas. Mais um problema grave a ser enfrentado pelo novo prefeito eleito da cidade.

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

O desafio hercúleo de arrumar Manaus


O prefeito eleito de Manaus, Artur Virgílio Neto (PSDB), não terá vida fácil a partir de janeiro de 2013. E, ao que tudo indica, tem plena consciência disso. Já marcou visita ao governado Omar Aziz (PSD) e pretende ir a Brasília, tentar audiência com a presidente Dilma Roussef (PT). Ainda que seja recebido com toda a boa-vontade do mundo, tanto por Aziz quanto por Rousseff, o prefeito de Manaus enfrenta uma tarefa quase mitológica: soerguer a cidade. Há três gargalos que precisam ser atacados urgentemente: transporte, saúde e limpeza pública. Em termos de transporte público, Neto terá de desarmar uma espécie de bomba-relógio que é uma espécie de máfia a dominar o setor: os mesmos donos revezam-se, criam empresas, participam de consócios e cooperativas, criam novas empresas e “não largam o osso”. Quando foi prefeito, Artur Neto não conseguiu nem “fazer cócegas” no setor. Ou age com rigor agora ou perde o rumo. Na saúde, o maior desafio é atender a demanda, cada vez maior, pelos serviços básicos. Administradora oficial do Sistema Único de Saúde (SUS), a Prefeitura se limita às “casas de saúde” como se isso solucionasse os problemas da cidade. Sem investir na medicina preventiva e em pensadas campanhas de esclarecimento para a população, o problema não será solucionado. No tocante à limpeza pública, é um dos problemas que, talvez, o prefeito consiga ter êxito com maior rapidez, por ser mais operacional que estratégico. No entanto, não se deve esquecer que o “tratamento” dado ao lixo também é uma questão de convencimento e de políticas públicas capazes de conscientizar a população de que hábitos higiênicos saudáveis interferem, para mais ou para menos, nos gastos com saúde pública e com a própria limpeza. Haja trabalho!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O mito de Ajuricaba revisto nas urnas


Manaus é uma cidade que não ser curva aos pseudolíderes que a querem subjugar. O povo da cidade fez valer o Mito de Ajuricaba, guerreiro que não se subjugou ao conquistador e lutou pela terra e pelos direitos da nação Manaó. Nas urnas, o recado parece ter sido dado de forma inequívoca: o povo de Manaus não aceita nada imposto, ainda que venha de um quarteto tão popular quanto os são Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (PMDB), Dilma Roussef (PT) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda que juntos, essas forças políticas não conseguiram impor a candidatura da senadora Vanessa Grazziottin (PC do B) e deram a chance de Artur Neto (PSDB) renascer das cinzas e “tocar fogo” na sucessão estadual de 2014, que parecia carta completamente marcada no baralho da política local. E não me venham com essa história de tentar minimizar a derrota e desqualificar a vitória de Neto. Há, sim, um grande derrotado no processo. Chama-se Eduardo Braga. Que, ao apagar das luzes, retirou o nome da senadora Vanessa Grazziottin da cartola e “empurrou goela abaixo”, inclusive dos seus aliados. Grazziottin fez história e tem um único erro: aceitou esse processo. E, ao que tudo indica o voto da cidade não foi contra ela, mas, contra “a forma como tudo foi conduzido”. Vivemos novos tempos! Estamos em uma democracia que, a cada dia, amadurece mais. Portanto, que sirva de lição àqueles que tentam subjugar o povo de uma cidade e seus próprios aliados correm o risco de serem rifados nas urnas.

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domingo, 28 de outubro de 2012

Mensaleiro bom é mensaleiro preso


Há uma turma de idiotas, certamente pagos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que tenta incutir na cabeça das pessoas que a vitória do poste Fernando Haddad, em São Paulo, significa a absolvição de Luiz Inácio Lula da Silva e de toda a sua quadrilha de mensaleiros. Não o é! Significa sim, o enterro no meio do caminho de um partido, o PSD, que foi criado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com as bênçãos de Dilma Rousseff e do próprio Lula, quando ainda tinham a ideia de que Kassab pudesse apoiar qualquer poste indicado por Lula. Significa, mais que tudo, que o povo não quer mais saber de um continuísmo de 20 anos do PSDB a comandar São Paulo. Apenas isso. Nenhuma relação com a condenação de uma Nquadrilha de vagabundos que tomou conta de Brasília e forjou um projeto de permanecer no poder, se possível, ad eternum. Não confundam as coisas e não pensem que somos todos idiotas ou imbecis. Superestimar a vitória em São Paulo pode ser o primeiro passo para perderem Brasília e o Brasil em 2014. Aos olhos do povo, mensaleiro bom é mensaleiro preso. E nem adianta inventar algum tipo de manobra para que a presidente Dilma Roussef conceda indulto aos condenados porque, caso isso aconteça, ela enterra a própria reeleição. Não brinquem com o povo brasileiro. A Venezuela não é aqui!

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sábado, 27 de outubro de 2012

Lei seca para inglês ver


Manaus tem algumas peculiaridades que saltam aos olhos. Uma delas é a denominação dos prédios empreendimentos imobiliários. Depois de uma fase na qual todos os nomes eram em francês e começavam com “Saint”, inclusive o prédio onde moro, agora passou para a fase inglesa, com um deles denominado “Reserva inglesa”. Os versos de Aldísio Filgueiras, “..tu nunca serás Liverpool” estão com os dias contados. O primeiro prédio da dita “reserva inglesa” se chama Liverpool. Certamente, terá relações mais diretas com o dia-a-dia da cidade na qual tudo parece ser “para inglês ver”. Uma dessas coisas “para inglês ver” aconteceu no dia 7 de outubro, no primeiro turno das eleições e, certamente, repetir-se-á amanhã, data do segundo turno: a Lei Seca. É tão hilária a Lei que proíbe a “comercialização de bebida alcoólica”. Além de as pessoas comercializarem as bebidas sem nenhum problema, interpretam que a Lei não proíbe o consumo. Portanto, o melhor conselho é ter muito cuidado ao dirigir, amanhã, pelas ruas de Manaus. Poderá encontrar algum motorista cuja obediência à Lei passou longe. Cuidar de si e dos outros condutores, numa hora dessas, é essencial.

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Amazonino: um bom aluno do PT


O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PTB), é um dos alunos mais aplicados da história política do Estado. Cria do “professor” Gilberto Mestrinho, Mendes, certamente, sabe muito bem que durante gerações e gerações, Mestrinho teve muitos votos garantidos pelo “cabresto do brinquedo”. A distribuição de milhões de brinquedos fazia com que as crianças carentes jamais esqueciam Mestrinho, mesmo quando envelheciam. Ao chegar ao poder, o Partido dos Trabalhadores (PT) tomou pra si os programas sociais criados pela então primeira-dama Ruth Cardoso, transformou-os em bolsaqualquercoisaquehouver: a maior máquina de fazer votos da história deste País. Sem nenhum pudor em copiar experiências bem-sucedidas, Mendes criou em Manaus o “Bolsa Universidade”, que já conta com 10 mil concessões e promete ser ampliada por Artur Neto, caso seja vencedor. Como os brinquedos de Mestrinho, esse tipo de “concessão” gera o que se pode denominar de “cabresto de nível superior”. Bem ou mal, cabresto ou não, esse tipo de programa social tem o poder de incluir pessoas que jamais poderiam sê-las não fossem essas bolsas de estudos. Como bom aluno do PT, Mendes copiou bem os acertos dos Partidos dos Trabalhadores. Ao que parece, porém, transfere o know how, agora, ao PSDB: a sociedade ganha!

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não se joga uma história no lixo


Não tenho nenhuma procuração para defender a candidata do PC do B à prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziotin. E não ocuparei este espaço para defendê-la dos graves erros cometidos nesta campanha. Inclusive o de ter aceito ser candidata. Confesso, porém, que até eu, com a perspectiva de ter o apoio incondicional de Eduardo Braga (PMDB), Omar Aziz (PSD) e os dois maios poderosos líderes atuais do Partido dos Trabalhadores (PT), certamente, sentir-me-ia seduzido pela perspectiva de ser o “prefeito de Manaus na Copa do Mundo”. E ninguém pode dizer que Grazziottin não recebeu o apoio dos quatro maiores líderes político em atuação, hoje, em Manaus e no Amazonas. “Faltou, porém, combinar com os russos”. E, os russos, nesse caso, são as pessoas, o povo. E, ao que parece, o povo de Manaus resolveu mandar um recadinho a todos os que se consideram donos dos seus votos e das suas consciências. Isso, porém, jamais pode invalidar ou anular a história de luta da então deputada federal Vanessa Grazziottin. Ela escreveu uma história de vida (e de luta) de acordo com aquilo que crê e defende. Se dessa vez o povo deu uma resposta contrária a ela, talvez seja para, indiretamente, fazer valer a máxima “diz-me com quem andas e direi quem és”. O grupo político que hoje sustenta a candidatura de Vanessa Grazziottin é o mesmo que ela combateu a vida inteira. O povo, ao que parece, não perdoa incoerências. Afora, isso, a história de Grazziottin precisa (e deve) ser respeitada.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Manaus dos 343 anos e 12 mortes na Ponta Negra


Datas festivas nem sempre indicam motivos de comemoração. Manaus completa hoje 343 anos de “um sonho feliz de cidade”, que nasceu “Porto de Lenha” e, segundo Zeca Torres e Aldísio Filgueiras, jamais será Liverpool. Uma das provas vivas de que Manaus tem complexo de Paris ou de Liverpool foi a obra denominada “Praia da Ponta Negra” que, no fundo, não passa de um balneário mal-ajambrado para valorizar os apartamentos dos ricos que ali moram e “engambelar” os pobres atraídos para lá aos domingos e feriados. Depois que a “Praia” foi reaberta, 12 pessoas morreram e o poder público tem o discurso de uma nota só: a prefeitura não é babá de bêbado! Chegar aos 343 anos com uma Prefeitura que não assume sua responsabilidade institucional e cria obras de gosto duvidoso e eficácia mais duvidosa ainda, não me parecem motivos para nenhum tipo de comemoração. Ao contrário, hoje deveria ser uma data para fazermos uma reflexão profunda sobre o que fazer e em quem votar no próximo domingo. Enquanto Vanessa Grazziottin (PC do B), que talvez fosse o novo, esqueceu a história por ela construída no Estado, aliou-se ao que há de mais nojento na política da cidade, Artur Neto (PSDB), de novo não tem nada e representa, no fundo, talvez uma reação da própria cidade aos erros cometidos historicamente nos últimos 20 anos. É pouco para quem alcança os 343 anos. Indica, porém, um golpe de morte nos caciques que se consideram donos do voto do povo. Dizer não ao absolutismo dos que se consideram quase-deuses, esse sim, é o maior motivo de comemoração.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Lula e os péssimos exemplos para a Nação


Tenho a impressão que o poder embeveceu Luiz Inácio Lula da Silva, a ponto de até nas metáforas que faz demonstrar arrogância e prepotência “jamais vista na história deste País”. Uma delas, com a qual se saiu bastante bem, por sinal, foi a de que “de poste em poste” o Brasil ficava iluminado, numa referência aos adversários que chamavam de postes os candidatos por ele escolhido, inclusive Dilma Rousseff, mas perdiam as eleições. Lula, no entanto, dá demonstrações de extrema arrogância ao dizer, por exemplo, que a provável vitória de mais um dos postes dele, Fernando Haddad, em São Paulo, é como se fosse um hebeas corpus para o Mensalão. Dizem que o pior cego é o que não quer enxergar. Em São Paulo, aí sim, o povo tem razão, até um poste venceria José Serra (PSDB), em função da enorme rejeição do candidato tucano à prefeitura da cidade. Dizer que o Supremo Tribunal Federal (STF) condena e o povo absolve é de uma miopia sem tamanho. Será que Lula não consegue enxergar que existe pressão popular em prol da condenação de todos os “quadrilheiros”? Misturar as coisas é prova de ingenuidade ou prepotência. Como, de ingênuo, Lula não tem nada, tenta, com essas frases de efeito, desqualificar o próprio STF. É um péssimo exemplo para a Nação.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A farra dos vereadores Brasil afora


Antes de deixarem os cargos, vereadores do Brasil inteiro resolveram deixar uma herança na confortável para o povo: desandaram a se “autoaumentar” os salários. Em Piracicaba, interior de São Paulo, por exemplo, os vereadores passaram seus próprios salários de R$ 6,5 mil para R$ 10,9 mil, percentual de 66% de aumento. O Novo valor passa a vigorar em 2013. Um grupo de manifestantes denominado “Reaja Piracicaba” raspou a cabeça e foi às ruas em sinal de protesto. Os vereadores ficaram impassíveis diante das manifestações. Em Boa Vista, capital do estado de Roraima, o percentual de reajuste foi de 67%. Os salários passaram de R$ 6,2 mil para R$ 10,4 mil. Esses foram os maiores percentuais de aumento que se tem notícia. Há, porém, em cada cidade, projetos nesta direção. Talvez seja um excelente critério para se medir a responsabilidade e o compromisso com a cidade o quanto de aumento os vereadores aplicam a si mesmo. Esse tipo de prática é reprovável e deve ser combatida ano a ano pelos eleitores e cidadãos. E a melhor maneira de se punir um político não é esperar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). É eliminá-lo da vida pública logo nas urnas.

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domingo, 21 de outubro de 2012

Serviços telefônicos ainda ruins


Por mais que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tenha tomado providências, inicialmente duras, porém, sem o rigor necessário, as empresas de telefonia, pelo menos as que prestam serviços em Manaus, ainda deixam a desejar. E muito! Dos serviços de Internet aos de telefonia, o que mais irrita os usuários é a pouca confiabilidade dos sistemas. Durante as ligações com o uso dos celulares, por exemplo, são constantes as “quedas de linha”. Principalmente naquelas empresas que cobram tarifas únicas por ligação. Fica-se com a impressão que a “queda das ligações” é um artifício da empresa para fazer com que o cliente gaste mais. Acontece o mesmo com os serviços de banda larga. Na maioria das vezes, o serviço é “picotado”, ou seja, com constantes quedas. São, também, muito ruins, os serviços de atendimento ao cliente. O pior de tudo é que esse tipo de atendimento demora tanto que, na grande maioria das vezes, a “linha cai”. Para minorar o problema, os chamados “call centers” das empresas deveriam, pelo menos, retornar as ligações aos usuários quando as ligações caem. Nem isso fazem! É lastimável!

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sábado, 20 de outubro de 2012

Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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Manaus do calor e dos temporais


Dia desses vinha do Aeroporto com uma amiga e o termômetro marcava 44 graus. Ao deixá-la de volta, dois dias depois, marcava 34 graus. O que anda a acontecer com o clima de Manaus? Como podem ocorrer tantas alternâncias de temperatura em tão pouco tempo? Não sou nenhum especialista em clima. No entanto, fico a observar as variações de temperatura e vejo que há problemas graves. Esses culminam com enchentes nunca dantes vistas e com estiagens ainda maiores. Não se podem entender, em tempos tão modernos, com todos os instrumentos tecnológicos capazes de prever mudanças climáticas, que o Amazonas ainda tenha de enfrentar problema dessa envergadura. Há, com certeza, possibilidade técnica de se prever catástrofes como enchentes e vazantes como as que enfrentamos. O que não se pode é deixar a popular à mercê de temporais e secas tamanhas sem que medidas preventivas sejam tomadas. Além de políticas públicas esclarecedoras, torna-se necessário que haja esclarecimentos da população a respeito dos riscos que enfrentam quando habitam áreas passíveis de catástrofes. É fundamental que existam políticas públicas voltadas para a solução desses problemas a fim de que a população não seja penalizada nem nos temporais nem nas secas.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O trânsito e a educação do núcleo familiar


A cada dia que passa, e diante das cenas que vejo, tenho mais convicção de que o grande parte dos problemas do trânsito de Manaus poderia ser resolvido se grande parte das pessoas tivesse, pelo menos, algum resquício de educação obtida junto ao que modernamente se denomina núcleo familiar. Quando um motoqueiro usa a passagem destinada aos cadeirantes em uma via, como ocorre constantemente nas proximidades de Complexo Viário Miguel Arraes, por exemplo, põe em prática a lei que se eternizou no País: Lei de Gerson. Para quem não sabe, nunca viu ou não lembra, o jogar Gerson fazia um comercial de cigarros no qual propagava que se “deve levar vantagem em tudo”. Assim se porta o motoqueiro, assim se porta, ainda, boa parte do povo brasileiro. No trânsito, então, essa prática cristaliza-se em cada ato diário. Tem condutor de veículo estacionando em local proibido, subindo calçadas para fazer retornos em locais improváveis e coisas do gênero. Literalmente, cada um a querer levar vantagem sobre o outro constantemente. Enquanto esse tipo de comportamento for recorrente, infrações serão cometidas, novos acidentes ocorrerão e vidas serão postas em risco por conta da má-educação e da falta de ética nas relações. No trânsito, esse tipo de comportamento é mais grave por cololar em risco a vidas de pessoas inocentes.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O dia do médico e as promessas de campanha


É muito provável que hoje, data na qual comercialmente se comemora o Dia do Médico, as promessas de campanha dos candidatos a prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB) e Vanessa Grazziottin (PC do B), tripliquem as promessas de “soluções para o problema da Saúde” na cidade. Na prática, porém, qualquer um que seja o vencedor, não terá vida fácil, pois falta orçamento para a contratação de médicos suficientes para suprir a demanda da população. Além disso, é preciso uma política pública efetiva para a saúde que tenha como filosofia a prevenção. Ao invés de uma medicina curativa, é fundamental que se invista em medicina preventiva. Daí resulta a necessidade de que se envolvam equipes multidisciplinares que passa por assistência social e psicológica, campanhas de comunicação voltadas para a prevenção, bem como investimentos em infraestrutura e saneamento básico. Prometer, portanto, apenas aumentar o efetivo de médicos não solucionará a questão da saúde, que é muito mais complexa do que aparenta ser. É preciso, mais que tudo, responsabilidade e compromisso com essa filosofia da prevenção.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Campeonato brasileiro decidido no apito-amigo


O campeonato brasileiro de futebol transformou-se em uma das competições mais vergonhosas do País. Ano a ano, perde completamente a credibilidade. Um estudo realizado ano passado comprovou que, por erros de arbitragem, o time do Clube de Regatas Vasco da Gama foi garfado em 10 pontos. Não fosse isso, teria sido campeão brasileiro com folga. No campeonato deste ano, o próprio Vasco, no primeiro confronto direto contra o Fluminense, amargou resultado negativo em função de uma atuação desastrosa da arbitragem. No dia 25 de agosto de 2012, um sábado, o árbitro Marcelo de Lima Henrique, deixou de marcar três pênaltis escandalosos em favor do Vasco (que poderiam resultar em gols). Ao final do jogo, o time do Fluminense venceu por 2 x 1, igualou-se ao então líder Atlético Mineiro e começou a “incrível campanha”, como dizem os analistas esportivos, que culmina com a possibilidade de ser campeão antecipadamente. Aquele árbitro não admitiu os erros e tudo ficou por isso mesmo. Sábado, dia 13, o Fluminense perdia para a Ponte Preta, em casa, por 1 x 0. O resultado “embolaria” a disputa. Eis que entra em ação o árbitro Nielson Nogueira Dias. Com uma atuação desastrosa, como ele próprio admite, beneficiou diretamente o time do Fluminense: marcou um pênalti inexistente e inverteu uma falta que resulto no segundo gol do Fluminense, ou seja, decidiu o jogo. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) soube, para prejudicar o Atlético Mineiro, pegar uma imagem de Televisão e punir Ronaldinho Gaúcho. Teria coragem, o mesmo Tribunal, de mudar o resultado do jogo, uma vez que o próprio árbitro admitiu os erros? Duvido! Houvesse um estudo mais aprofundado, todos os últimos cinco títulos brasileiros foram decididos em campo, sim, mas, não pelos times, porém, pelas arbitragens. O Supremo Tribunal Federal (STF) começar a passar a limpo a política brasileira com o julgamento do “Mensalão”. O futebol brasileiro, urgentemente, precisa de um choque de ética e de vergonha na cara. Antes que caia no limbo e não tenha mais volta!

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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Não à homofobia na campanha de Manaus


Será que esses pastores e obreiros ainda não tomaram ciência de que o Estado é laico e o povo não cai mais nessas esparrelas de misturar política com religião? Em São Paulo, no desespero, o pastor Silas Malafaia iniciou uma cruzada contra o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, por conta do que maldosamente o próprio pastor denominou “Kit-gay”. A intolerância do pastor e o silêncio do adversário, José Serra (PSDB) a respeito do assunto deram em 10 pontos percentuais de diferença pró-Haddad. Aqui em Manaus, René Terra Nova, que apoia a candidata Vanessa Grazziottin (PC do B), em estado de extremo desespero, apela para divulgar, no You Tube, um vídeo no qual o candidato do PSDB, Atur Neto, declara ser a favor do aborto e da união homoafetiva. Já estive no time dos que são completamente favoráveis ao aborto. Hoje tenho lá minhas dúvidas. No entanto, ser ou não a favor do aborto não é critério que uso para escolher candidatos. Muito menos se são ou não a favor da união homoafetiva! Uma campanha que já teve até ovo falso, que, agora, insiste em saber quem está por trás de quem não pode, no limite, descambar para o incentivo a homofobia. Toc, toc! Povo da comunicação de Vanessa, vê se se toca! O mais pífio e vergonhoso desempenho de uma “candidata do sistema” talvez não tenha sido culpa dela. Mas, de vocês, que a transformaram em uma caricatura. Além dos erros grotescos cometidos pela soberba e prepotência de quem a indicou candidata. Por favor, não caiam nessa armadilha de eleger a homofobia como ponto central da campanha. Vão levar a maior surra política que uma cidade já impingiu a uma candidata. Melhor mudar o rumo e apresentar algo diferente de apenas “sentar com o Omar”. O desastre está próximo. Não o transformem em uma tragédia sem precedentes para a própria história política de Vanessa Grazziottin.

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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Professor é quem provoca e muda a sociedade


Não costumo me curvar às convenções desses “dias” comercialmente criados para se consumir mais e mais e se refletir menos e menos, como o são o Dia da Criança, comemorado em 12 de outubro, e o Dia do Professor, hoje reverenciado por todos. Voltaire, em seus escritos, diz algo do tipo: o verdadeiro professor não ensina a sociedade, mas, ajuda a mudá-la! Edgar Morin, sobre o método, diz que ele (o método) ousa transcender a fronteira da disciplina. Não se rege pela lógica da convenção.” Defendo, categoricamente, parafraseando Morin, que o professor sempre ouse transcender a fronteira da disciplina. Que jamais se deixe reger pela lógica da convenção. Que seja fundamental no processo de libertação das mentes de todas as amarras dos padrões sociais e das convenções. Digo que de professor, a cada dia, tenho menos. Sou um eterno provocador. Provocado por uma mente que tem sede de mudança, de novidades, de avanços. E só me sinto realizado como educador e professor quando levo meus estudantes, não gosto de usar o termo aluno pelo seu significado (sem luz), a quebrarem os próprios padrões mentais e perderem o medo de ousar. Não sou pastor: não tenho seguidores! Não quero ser amado nem odiado. Minha meta é provocar sempre. Inclusive a mim mesmo. Meu papel na sociedade é tirar cada um de nós da zona de conforto. Se isso é ser professor, tenho um pouco desse vírus inoculado em meu DNA. E muito a agradecer aos que aceitaram as provocações durante a minha vida profissional e seguiram em frente quebrando convenções e abrindo picadas na floresta da vida, por mais politicamente incorreto que o seja, hoje, derrubar árvores. Feliz Dia do Profanador a todos nós!

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domingo, 14 de outubro de 2012

Campanha muda de rota em busca de um milagre


A campanha da candidata do Partido Comunista do Brasil (PC do B) à prefeitura de Manaus, Vanessa Grazziottin, mudou de tom no segundo turno. Talvez pela dispensa da turma que veio de São Paulo e a troca por Paulo Castro, meu colega e turma de jornalismo de 1985 na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Por conhecer o profissionalismo de Castro, lamento muito que tenha sido escolhido só agora, por eliminação. O resultado do primeiro turno o obriga a ser não o homem da comunicação de Grazziottin, mas, um milagreiro. E Castro, ao que parece, interviu com mão dura na campanha do horário eleitoral. A caricatura política da “mãe de Manaus” foi substituída por uma Vanessa mais firme. A mulher que não tinha nenhuma proposta e vivia da promessa de “sentar com o Omar”, agora, parece até que tem soluções para os problemas de Manaus. Talvez pelo momento de extremo desespero, porém, a campanha foi centrada em uma única nota: associar a imagem de Atur Neto à de Amazonino Mendes. A mim me parece mais um erro crasso. Dificilmente essa associação “dará liga”. Sem contar que, entre os mais humildes, Mendes ainda mantém um eleitorado fiel. Tentar associá-lo a Neto, ao invés de tirar votos, pode surtir efeito contrário em algumas camadas. Paulo Castro é um bom profissional, mas, em Comunicação, não se faz milagres quando os erros são praticados em série. Os votos de Artur Neto não foram só dele. São contra um grupo político que quer implantar em Manaus um jeito hegemônico de fazer política. O recado foi dado: o povo de Manaus não aceita ser gado. E também não engole a forma como Neto foi arrancado do Senado. Uma parte da população votou em Neto e a outra em Henrique Oliveira (PR) porque não quer Vanessa na Prefeitura. Não por ela, mas, pelo grupo que ela representa. Será quase impossível mudar essa tendência.

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sábado, 13 de outubro de 2012

Dúvidas de um analista quase político


Após o resultado do primeiro turno das eleições em Manaus tento entender, até agora, o que se passou na cabeça do senador Eduardo Braga (PMDB) para tomar tantas decisões equivocadas em tão-pouco tempo. Terá sido a soberba, a certeza de que o povo da cidade votaria em quem ele mandasse, como pensa Luiz Inácio Lula da Silva sobre o povo brasileiro? Ou será que o senador é um jogador contumaz e gosta de fortes emoções sempre? Braga tinha a maior barbada da vida dele se fosse candidato. Artur e Hissa, juntos, não fariam nem cócegas em Braga. Esse, porém, preferiu ficar no Senado, como líder do Governo Dilma Rousseff, e, inicialmente, carimbou o nome de Rebecca Garcia (PP) como a “candidata do sistema”. Aí me vem a nova dúvida: Garcia teria desempenho tão pífio no primeiro turno das eleições com a avalanche de apoios que houve? Possivelmente jamais terei tal resposta, uma vez que, Garcia foi arrancada da candidatura ao final dos 15 minutos finais da prorrogação. Ao que parece, depois disso, uma sucessão de erros, inclusive e, principalmente, do marketing da campanha, que transfigurou e desfigurou a comunista Vanessa Grazziottin, culminaram com o mais vergonhoso e pífio desempenho de uma candidata apoiada por um grupo tão forte, que incluía a presidente Dilma e o mais popular presidente da história deste País. Sem falar do próprio Braga, indiscutivelmente o político com maior apoio popular dos últimos tempos em Manaus e no Amazonas. A série de erros e equívocos cometidos, ao que parece, jogou a Prefeitura de Manaus, justamente na Copa de 2014, no colo do tucano Artur Neto. Dizem que “cautela e ganja de galinha não fazem mal a ninguém”. Talvez o dito popular tenha de acrescentar o tempero na humildade. Reduzirá as chances de derrotas quando o jogo parece com o placar definido. Tenho alguns indicadores, a partir dos fatos, para tantas decisões equivocadas. A dúvida, porém, ruminará em mim por longo tempo.

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